terça-feira, agosto 11, 2009

Vexame no busão, e muito mais

Bem, cheguei domingão, taquei o relato da viagem no blog, e fomos dormir cedo. Segundona tem sempre uma coisa - a mais importante de TODAS - a fazer primeiro, que é baixar o episódio de True Blood do dia anterior pra poder assistir. Sou viciada. Assinamos o Canal + aqui, que é oque passa a série, mas sabe-se lá quando vão passar. Então quando descobri que dá pra baixar, não resisti. O site da HBO me manda e-mails semanais com spoilers e teasers dos episódios, bem como o Facebook. Não consegui resistir... E essa temporada tá ainda mais nervosa. Quando acaba um episódio, Lars pede logo outro. "Só semana que vem, bem!" O motivo do assanhamento do Lars é que ele viu a primeira temporada em três sentadas, 4 episódios por vez. Volto ao True Blood mais além...

Então, depois do episódio já salvo, é hora de botar leitura de notícias e blogs em dia, bem como e-mails, e etc. Por isso não consegui responder comentários - mas li todos. E então fui lavar roupa, foi voltamos com malas cheias de roupa pra lavar. Isso resolvido, e já era hora de almojantar, mas não tinha nada na geladeira. Então fomos às compras. E depois do almojantar, fui mexer com minhas plantinhas. Como voltei do chalé cheia de mirtilos, me mandei pra cozinha (assunto pro outro blog, eu sei), e fiquei lá um bom tempo. E então sentamos pra assistir True Blood, e já era quase hora da cama.

Só hoje é que consegui por (quase) tudo em dia. E hoje foi dia de aula de português. Mas tive que ir de busão, pois Lars foi trabalhar cedo. Pois bem, tinha que pegar o número 13, às 9:30 na Estação Central, e sabia onde tinha que descer. Não porcurei perguntar quanto era o busão, e esquecemos de ir ver isso.

Pois bem, estou lá na praça, chega o busão, a motorista abre a porta, eu dei um tempo (às vezes o ônibus espera um pouco, o povo chegar, pra poder sair. Então um sujeito atrás de mim perguntou se podia subir, e ela disse que sim. Eu queria que ele passasse na minha frente, ele insistiu, pois eu estava lá primeiro. Então perguntei em norueguês quanto era a passagem. Ela me respondeu uma resposta que não estava programada - ao invés de dizer o preço, ela fez outra pergunta. E eu olhei com cara de interrogação. Perguntei em inglês quanto era, e ela se irritou e fez a mesma pergunta, que eu não entendi. E ela,que havia entendido que eu não entendi, repetiu, em norueguês (às vezes eles, especialmente os mais velhos, tem o mesmo medo de falar inglês que nós temos do norueguês). Então o sujeito (ainda bem que ele estava lá) me perguntou em inglês onde eu queria ir. Eu não entendi o porque da pergunta, e respondi que sabia onde queria ir, mas só precisava saber quanto era. E ele perguntou, de novo, se eu ia pra Universidade. Disse que não. Ele perguntou quanto eu ia rodar com o busão... Ai comecei a entender. O preço do busão vareia, minha gente! (o vareia foi piada, hein? Eu sei que é varia, viu pai?) Varia de acordo com onde você desce!

Expliquei à ele o que tinha de referência (que desceria no primeiro ponto quando ele saísse da estrada principal). Então o sujeito disse à motorista o nome do lugar, e ela então disse 31 kroner. Quase caí sentada. Imaginei que fosse caro, mas dez reais por um busão só de ida, e 10 minutos de trajeto? Pra ir à pé é muito longe, caraca! Vou urgente arrumar a bicicleta... Mas fiquei chateada com o vexame do busão. Caramba, peguei ônibus em NY, São Francisco, Boston, Miami, Paris, Roma, Buenos Aires, SP, Rio, até em Budapest, sem entender bulhulhufas daquela língua esquisitérrima, peguei ônibus no raio-que-o-parta e em NENHUM lugar do mundo a tarifa varia de acordo com a área. Não sei como é no resto da Noruega, mas aqui, Nordlandbus é assim.

Meus aluninhos são uns fofos. Fizeram a lição de casa, tinham muitas dúvidas... No domingo a filha deles me mandou um e-mail dizendo que eles tinham adorado a aula. Mas eles são muito conversadores, e mais de meia aula vai em bate-papo se eu não puxar a orelha deles! Na volta a Elizabeth (ela é escocesa) me deu carona, pois vinha até o centro. Economizei 31 kroner...

Hoje me meti na cozinha de novo, e enquanto esperava minha sopa paraguaia assar (isso mesmo, a sopa que assa - no outro blog!), vim ler uns blogs hoje. Interessantíssimo o post da Beth, do Mãe Gaia, que fala sobre a falta de civilidade do nosso povo e da falta de organização na ocupação urbana. A coincidência foi que logo após, fui ler o blog do Daniel (que foi meu colega de trabalho e amigo lá no Pantanal), um post fabuloso chamado "O Pantanal é o cara". Coincidência pois espera meu prato pantaneiro assar, e porque o post do Daniel representa esperança com relação ao post da Beth. Nossa, bonito isso... Mas vão lá conferir os dois (e não deixem de visitar o site de fotos do Daniel, que está de chorar) , que valem muito a pena. A Beth colocou um videozinho que vale a pena, e fiquei tão interessada que comprei o livro "The World Without Us". Junto com ele comprei também os sete livros da Charlaine Harris, da série Sookie Stackhouse (que é a série True Blood), pela Amazon. Pra quem pensou em me criticar por baixar a série. Viu, eu dou lucro também!

E agora corro pra acabar com o post, pois vai começar nesse instante um show dos meus queridos (arrá, pensou que eu ia dizer a-ha? Errou!) MEW, uma banda dinamarquesa fabulosa, ao vivo em Copenhagen, na NRK3.

Bye bye, blog, hello, Jonas Bjerre! Erros de portuga serão revisados depois...





E minha música favorita deles...



PS - esqueci de contar... Meu nome mudou oficialmente aqui na Noreuga. Recebi os documentos Segunda. Por isso a mudança no blog. E mudei um pouco o nome do blog, estava muito longo, e perdendo o sentido. Ele se chamava "Do Mar à Praia..." no passado. Voltou a ser assim. Só que na Noruega... E voltei pra por mais Mew porque eles são muito bons!

9 comentários:

Somnia Carvalho disse...

Ai que inveeeeeja de ter aluninhos... mesmo que conservadorizinhos!

legal demais voce poder dar aula ai!

e sobre o vecame do onibus: ja tomei duas vezes aqui e vi que tava sem dinheirinha despues... ai que verguenza!

sim tive que ligar pra alguem me dar ou pedi para quem tava do lado...

Anônimo disse...

Essa tarifa por onde se desce eh diferente mesmo...
Sabe que eu nunca assisti o TrueBlood... Entao eh bom assim?? vou ver se comeco a assistir desde o comeco quando acabar com o CSI...

beijos!

Luciana disse...

Camila, aqui é igualzinho, a gente paga de acordo com o lugar onde vamos, é coerente por causa do valor, e como ônibus aqui é caro, pago 29kr para ir pro centro e mais isso para ir do centro pro shopping, que não é tão longe. Mas se você vai pegar dois ônibus, no primeiro você diz o destino final e compra um só bilhete, então tem desconto. Quando eu vou a Stavanger eu paro em Sandnes e de lá pego outro ônibus, daqui já compro o bilhete e ao entrar no ônibus em Sandnes para Stavanger, só mostro pro motorista. Economizo uns 10 kr com isso, e posso ficar uma hora em Sandnes antes de pegar o próximo ônibus. Ah, outra coisa é que a gente deve guardar o bilhete até sair do ônibus, às vezes entram os fiscais e pedem o bilhete pra gente e se não estamos com ele, eles parece que multam a pessoa. Isso da multa foi que me disseram, nunca fui pega sem bilhete.
POdemos comprar um cartão, pelo menos aqui, em Oslo tem esse cartão, acredito que aí também seja igual. Tem o flex, que a gente paga uns 560 kr e pode usar ônibus à vontade durante um mês, não tem limite de uso. O que sai muito em conta. Quando você for pra escola pode fazer um cartão de estudante e comprar o cartão do ônibus como estudante, mas isso para menores acho que de 25 ou 26 anos, dancei nessa. Mas ainda assim acho o flex mais vantajoso porque abrange uma maior área.
Ainda acho que o cartão flex pode ser usado em trens e barcos, sei de barcos, mas em trem nunca usei, vou testar e te digo.
Ah, e o cartão do ônibus a gente compra por uns 50 kr, e fica só carregando ele, pode ser tanto na estacão como dentro do próprio ônibus.
Espero ter ajudado, quando cheguei não sabia disso nem meu marido que não usa ônibus, se eu descobrir mais te informo, e acredito que o sistema é igual aí e aqui.
Beijo

Camila Hareide disse...

Somnia, pois é, tô adorando... Mas eles são conVERSAdores, não conSERVAdores! São uns doces. E que vexame no busão você também, hein? Faz parte daquelas experiências únicas da vida da gente!

Renata, tem que ver True Blood. A melhor série de TV desde Arquivos X (eu amava!). Também adoro CSI, mas o original. Miami e NY acho muito ruins.

Lu, acho que o sistema deve ser igual em, todo o país. Infelizmente, pra mim não vai compensar pegar o ônibus, pois eu o usaria só pra isso mesmo. Todo o resto é do lado de casa, inclusive a escola e os dois empregos dos quais espero resposta, tudo à pé. Acho que no inverno vai complicar, mas fazer o que, né? Como vivo dizendo, tudo tem seu preço!

beijos, mulherada

Daniela disse...

Eu tenho um traço obssessivo. Tipo, eu jamais comento em um blog que eu gosto antes de ler o arquivo, mas seu arquivo é muito grande, então tô comentando...kkkk.

A coisa que eu mais adoro no mundo é dar aula pra estudantes de língua estrangeira. Gente que quer aprender de verdade, que tem um baita interesse na língua. Definitivamente, ainda não encontrei outra coisa que me dê mais prazer.

Sorte pra você!

Daniel De Granville disse...

Camélienkopf! Essa sua postagem me deu várias ideias e trouxe lembranças.

(1) Em Munique, para entender o sistema de tarifas de transporte urbano deve haver algum mini-curso, pois é complicadérrimo. Assim optamos por comprar por € 50 um passe que dava direito a qualquer trajeto, só não podia usar nos horários de pico. Simples assim!

(2) Você ganhou nosso Guia de Campo de Bonito? Pode servir como um instrumento legal para ensino de português com seus aluninhos, ao mesmo tempo valorizando nossa fauna e flora!

(3) Obrigado pela propaganda dos nossos serviços :-)

Beijão e continue nos visitando!

Beth/Lilás disse...

Oi, Camila!
Esse tipo de 'vexame' acontece com todo e qualquer turista, fica preocupada, não!

Que lindo, então você dá aulas de português aí! Mas, porquê alguém se interessaria em aprender nossa língua, tão difícil por sinal, aí tão distante?

Adorei o a tal banda dinamarquesa MEW!
Você tem bom gosto musical já vi, gosta inclusive do que eu adoro que é Coldplay, sou fanática neles também.

E thanks very much pela divulgação do meu blog e fiquei feliz de ter gostado do post e comprado o livro, pois eu ainda não comprei, mas já está na lista. Depois que vc o ler, please informe se é bom mesmo, ok.

Vou lá conferir o post do Daniel, pois tô precisndo me alegrar com alguma coisa desse Brazilsão.
bjs cariocas

Camila Hareide disse...

Daniela, será que significa então que você gostou do meu blog? ;) Seja bem vinda e continue lendo o arquivo, náo é táo grande assim...

Daniér micróbio, sempre um prazer poder olhar suas imagens e poder dividí-las com os outros... A Tietta já me mandou e-mail pra pegar o guia na Ambiental... Vai ser ótimo! beijo

Beth, que bom que você curtiu o MEW. Inclusive, aquela fofura do Jonas Bjerre, o vocalista, estã numa banda altenativa junto com o Guy Berryman do Coldplay e o Magne F do a-ha. Chama-se apparatjik, música eletrônica experimental. Adoro! O micão do busão nem seria tão feio se eu não morasse aqui, né? E espero que tenha curtido o blog do Daniel... beijo

Anônimo disse...

Aqui no Rio de Janeiro, nos anos 60, o preço também variava conforme o lugar aonde você descia. Eu não era nascido nem sei como se fazia, mas sei que você ficava com umas fichinhas coloridas de plástico que, em algum momento, tinha que botar numa urna lá na frente. Nos anos 80 ainda havia ônibus com urna. Lembro que, na aula de natação, a professora jogava um monte das fichinhas coloridas no fundo da piscina e nós tínhamos que ir pegar.