sábado, julho 31, 2010

Garagalhando muito... (SPOILER ALERT piscando - post pro povo de esquerda)

Gente, fim de semana eu tiro pra ler os posts sobre política, em blogs mais sérios, digamos assim. Dou uma sapeada, saco o que está acontecendo, e fica por isso. Mas no último mês, a coisa tem ficado BEM gozada, e eu tenho rido pracara**o... Gargalhado, aliás. Hoje, pelo blog maravilhoso da Lolíssima, fui dar uma fuçada no Azenha, e estava na sessão que ele chama de humor. E caí no Cloaca News (muito blog que eu leio tem o Cloaca no blogroll, mas eu nunca tinha xeretado... ).E não pude conter minhas gargalhadas.

Que o Brasil tem uma imprensa mainstream que é de oposição ao governo (ia dizer Lula, mas na verdade, qualquer governo petista...), todo mundo já sabe. Mas um jornal como o Estado de São Paulo, que um dia foi tomado como sério, neutro, referência, seja lá o que tenha sido, hoje virou um folhetim de quinta categoria, minha gente... Se deram ao trabalho de desmentir uma piada (repito, PIADA!!!) do Cloaca News. Falta de pauta ou pavor que a Dilma ganhe a eleição? Mas a graça mesmo não é só essa não... A origem das gargalhadas vem dos comentários (e dos diversos apelidos que o povo tem dado ao Vampiro Serra! Çerra, Zé Serra Abaixo, e por aí vai) e das fotos do Serra tirando muita meleca do nariz, de vários ângulos! Meu pai daria gargalhadas...

Nunca pensei que um candidato do partido do Príncipe dos Sociólogos um dia pudesse ser tão achincalhado. Tão achincalhado quanto o Presidente Lula pela grande mídia brasileira. A vingança é um prato que se como frio...

Mas ainda nessa linha, quero só ressaltar dois posts excelentes na semana,sobre política. Quer dizer, excelente pra mim, que sou de esquerda, petista desde criancinha. Se você é de direita, vai votar no Zé Çerra ou acha que pobre tem mais é que se fufu, e que o Brasil é o sovaco da cobra, suma já daqui. Você não vai gostar da leitura...

O primeiro é o lindo post da Lola, Lula e os outros. O outro, da Cristiane, que destaca o post de Jorge Furtado sobre a facilidade em desmontar argumentos contra a Dilma. Boa leitura...

sexta-feira, julho 30, 2010

The Summer Wind

Hoje só invocando ol´Blue Eyes e a bela Summer Wind pra explicar a felicidade de alguém que mora no Ártico e comemora hoje o dia mais quente do ano. O verão passado foi mesmo atípico pra esses lados, com muito, muito sol. Esse ano, muita, muita chuva. Resultados ruins - as flores chegaram mais tarde, as frutas ainda nem bem estão com a cor que deveriam estar (as cloudberries ou multebær ou ainda, como aprendi com a Claudia, framboesas polares) ainda estão verdungas, num vermelho gritante (tirei fotas, mas estou sem a máquina, por isso posto depois), e os mirtilos, ou blueberries ou blåbær ainda estão esbranquiçadinhas. Ano passado a essa altura as estradas estavam todas manchadas com bolinhas azuis. Eram os cocôs dos passarinhos que se refestelavam nos mirtilos.

Pois bem, essa madrugada rolou uma tempestade elétrica fora do comum. Raios, relâmpagos e trovões que fariam as tempestades paulistanas de verão parecerem sussurros... E nem chovia nem ventava. Às 3 e meia da manhã o termômetro marcava 20 graus. E mais tarde, acima de 25, mesmo sem sol durante toda a manhã. Pela primeira vez em um ano, fui trabalhar de camiseta, sem casaco nenhum. O vento no píer soprava morno e úmido.

Ah, como as pequenas coisas tomam proporções imensas num lugar de extremos...




Summer Wind
(Hans Bradtke, Johnny Mercer, Heinz Meier)

The summer wind came blowin' in
From across the sea
It lingered there to touch your hair
And walk with me

All summer long
we sang a song
And then we strolled that golden sand
Two sweethearts and the summer wind

Like painted kites, those days and nights
They went flying by
The world was new beneath the blue
Umbrella sky

Then softer than a piper man
One day, it called to you
I lost you I lost you to
The summer wind

The autumn wind
And the winter winds
They have come and gone
And still those days
Those lonely days
They go on and on
And guess who sighs
His lullabies through nights that never end
My fickled friend,
The summer wind
The summer wind warm summer wind
Mmm the summer wind






quarta-feira, julho 28, 2010

Quando a conscientização te morde na bunda...

Perdão pelo título, mas eu raciocino metade do tempo em inglês, e fiquei com preguiça de achar algo que substituísse a expressão "bites you in the ass", ou quando o tiro sai pela culatra, ou coisa assim.

Bem, é que nesses dias, desde o post sobre o novo vídeo do projeto The Story of Stuff, fiquei pensando muito nessa coisa da segurança nos nossos produtos de higiene básica. Mesmo usando sabonete líquido da The Body Shop, que alega no rótulo que não contém nenhum saponáceo, li e reli o rótulo e vi o tal Sodium Laureth Sulfate. Escolhi a definição do Wikipédia por ser neutra. Há artigos em blogs que defendem a periculosidade do produto (como esse, que fala dos parabenos. Meio extremista, nénão?), e outros (ligados à industria cosmética) que dizem que ele não causa problema nenhum à saúde. Pois bem, o ponto é: a substância é um saponáceo, detergente, seja lá o que for, e portanto a The Body Shop mente. Será? Fiquei uns dias nesse mato sem cachorro. Eu quando fico obcecada com algo, sai de baixo.

Nos EUA existe toda uma regulamentação pra essa indústria, e a agência que a regula é o FDA (Food and Drug Administration). No Brasil, a indústria é regulada pela Anvisa. Infelizmente no Brasil não há campanhas como a da Annie Leonard. No Brasil não existem muitas Annie Leonards. Existe uma população em parte ignorante, e em outra parte apática, que lê a Veja, acredita em tudo que sai impresso na Folha, no Estadão, no JB, no Globo, no Jornal Nacional. Por um lado, se eu posso optar por comprar produtos relativamente seguros, ou de empresas que ao menos tornam público o compromisso de tentar usar alternativas aos químicos sobre os quais se conhece pouco, como podem fazer os brasileiros?

Por enquanto, podem ler o guia da Anvisa sobre cosméticos seguros. Achei também um blog de Portugal sobre vida sustentável, e o post Cosméticos fala um pouco sobre o tema. Mas o material disponível é pouco. Então o jeito é tapar o sol com a peneira - ou então levantar o bundão do sofá e tentar fazer algo pra exigir mais informações, ou mais regulamentação...

Agora já resolvi que vou ignorar certos aspectos, pois não quero virar uma ogra fedida... Mas vou deixar de contribuir com empresas de "renome" como Clinique, Lancôme, Estée Laudeer, que eu já usei anteriormente (uma das vantagens de tripulante era comprar nas lojas tax free do navio ainda por cima com 20% de desconto...), porque NENHUMA delas assina o acordo americano de cosméticos seguros. Algumas, por serem francesas, talvez precisem obedecer apenas à legislação daquele país, sobre a qual não posso pesquisar porque não falo o idioma... Mas mesmo assim, prefiro fazer escolhas mais sensatas daqui pra frente, como por exemplo buscar alguns produtos em lojas de produtos naturais. Exceto, claro, o sabonete, o desodô e a pasta de dente!

Sábio quem disse que o ignorante às vezes é mais feliz. Sabedoria é poder, e também pode ser MEDA! Decido que me recuso a viver com MEDA!

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Recadinho 1 - Pérola, ainda não consegui enviar a latinha. Tá comigo, mas ainda não foi despachada...

Recadinho 2 - Ariane, de Bodø, não tenho como entrar em contato contigo, pois deixaste o comentário sem perfil ou e-mail. Te mandei uma mensagem via Google, mas não sei se aquilo funciona... Vamos tomar um café qualquer hora dessas.



quinta-feira, julho 22, 2010

Hei, Mr. Postman... (post que só um fãzão do a-ha entende)

Estava esperando, esperando, esperando chegar pelo correio, até resisti à tentação de baixar quando disponibilizaram na net, afinal, eu havia encomendado os meus CDs no primeiro dia da pré-venda... Já tava vigiando o carro do correio essa semana, que não estou trabalhando porque "doei" todos os meus dias pra outro rapaz...



Então hoje saí com maridón pra umas compras no mercado, aproveitei pra comprar o meu "25", a nova coletânea do a-ha disponível em todos os Coop da Noruega por apenas 99 coroas pra membros. Somos membros!

Na volta, na caixa do correio, a notificação avisando que havia uma encomenda pra mim... Imediatamente fui buscar, e acabei entrando de volta em casa com os meus 3 novos CDs do a-ha... Tô aqui igual criança rica que ganha muito presente no Natal e não sabe qual abrir primeiro. Mas no momento em que escrevo estas bestas linhas, o CD 2 do Scoundrel Days toca no meu iTunes. PQP, ser fã é soda! Mas são pequenos prazeres como esse que compensam...

O "Hunting High and Low" e o "Scoundrel Days" (dois dos meus 4 álbuns favoritos) foram relançados, remasterizados, e recheados de demos e versões inéditas. Como a fodástica (descurpe o palavreado, não tem outro adjetivo) versão com guitarras de "The Soft Rains of April" sobre a qual eu já tinha lido e resisti bravamente a baixar, pois sabia que Mr. Postman logo chegaria com o meu...



Até marido se empolgou e pediu pra por no iPod dele... Incrível como uma banda de 25 anos consegue se manter tão atual e ainda inspirar dessa forma tanta gente de diferentes gerações ao redor do mundo. Cheers to a-ha, a banda mais subestimada do mundo...

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Dedico este post, e esta excitação toda de fã que recebe algo novo de seus ídolos, à memória da Marcia Takeuchi. Não paro de pensar nela e nessas horas fica pior. Marcia, tô louca pra saber sua reação sobre essas versões, a arte, enfim, tudo! É muito duro pensar que nesse momento você não vai podertrocar figurinhas comigo, mas um dia eu tenho certeza que a gente bate um pa-hapão de novo!

quarta-feira, julho 21, 2010

Agora são os cosméticos na mira... Annie Leonard e seu "Story of Stuff"

Interrompo os posts sobre a visita da mama por uma causa mais que justa, pela qual eu acredito que é necessário lutar... Esse projeto ainda é bem focado na realidade americana. Mas acho que todo o mundo tem detalhes em comum, e ficar de olho nunca custa nada... Annie Leonard e seu projeto The Story of Stuff lançam hoje um vídeo novo, "The Story of Cosmetics".

Frisando o que eu já disse, FICAR DE OLHO... Claro que não dá pra ficar noiado o tempo todo e parar de usar desodorante. O mundo todo ia cheirar como a Índia - onde a maioria da população ainda usa limão no sovaco pra evitar CC. Não estou sendo preconceituosa, não, rapaziada! Os hindus aplicam o Ayurveda (pra quem num sabe o que é, zóiem aqui) no dia-a-dia, e usam a maior parte de produtos naturais possíveis, pra tudo, de cosmética a tratamentos medicinais. Infelizmente, o Ayurveda num país tropical não evita o CC não, gente.

Eu já havia optado por produtos da The Body Shop há uns tempos atrás, como sabão líquido pra banho, exfoliantes corporais e faciais e hidratantes, além de comprar cotonetes (com hastes de papel) e algodão (orgânico e fair trade) deles também. Por causa do dito compromisso que eles tem com o meio-ambiente, com o uso sustentável de matérias primas, com o comércio justo e apoio às comunidades locais. Os mesmos motivos que levariam alguém a escolher a Natura no Brasil, por exemplo. Pago mais caro, mas não me importo. Fato é que eu acreditei na campanha da TBS, e agora depois de ver o filme, estou lendo meus rótulos (como faço com os alimentos) e procurando no Google pra saber se tem algum escândalo envolvendo a empresa. A Natura tem...

Já para os cremes anti-rugas, hidratantes e etc, estava há um tempo usando a Origins, que prega que é homeopática. Agora vou zoiar tudinho e depois conto o desfecho da pesquisinha.

Por outro lado , fico aqui pensando... E se eu caí no conto do vigário, e as duas empresas mentem, qual a solução? Daí refleti sobre o que Annie diz. Uma solução pro problema é pressionar a indústria para que se regulamente os ingredientes de nossos produtinhos que deixam nossos corpos cheirosos, cabelos sedosos, nossa pela como a dos bebês, e jovens pra sempre, hahahahaha! Taí, primeiro fato: restringir o consumo ao extremamente necessário. Eu sou cremilda há muitos anos, mas tenho reduzido a quantidade.

Enquanto escrevia e assitia ao vídeo mais de uma vez pra poder escrever sem distorcer a mensagem, entrei no link que o filme dá, safecosmetics.org. Descobri que a The Body Shop faz parte de um grupo de indústrias que tem o compromisso de produzir cosméticos seguros. Tô feliz com a escolha, e agora talvez passe a usar mais coisas deles. Já a Origins não faz parte da campanha, mas alega no site que tudo que usam em seus produtos é natural... Sei não, acho que a Origins vai dançar.

Assista e tire suas próprias conclusões, isso é o mais importante. Faça escolhas inteligentes. O vídeo ainda não tem legenda em português, se alguém tem tempo de fazê-lo e quiser, é só salvar no youtube e mandar mensagem pra eles. A maioria dos filmes é legendado por voluntários, e o pessoal do projeto agradece por espalhar a idéia...

terça-feira, julho 20, 2010

O verão ártico (em fotos) e a visita da mama

Preciso começar a por ordem aqui nesse pedaço. Ainda não terminei o relato da viagem de microférias pra Dinamarca e Suécia... Ainda virá, nem que só pra minha própria futura lembrança. Por hora, um post longo sobre o quase não-verão daqui. E minha mãe veio visitar bem nesse período. Ano passado o verão foi espetacular. Fez muito sol. Esse ano posso dizer que pra cada 10 dias, apenas um é de sol.

Mas vamos lá... Um dos raros dias de sol... Esse sol é o das 5 e meia da matina, em maio, já na fuça da gente.


Outro típico sinal da primavera/verão por aqui é ver rebanhos espalhadinhos nos pastos. A partir do outono eles são recolhidos ou levados pra outras regiões. Até outubro ainda veremos vaquinhas, ovelhas, renas e cavalos nos campos e beiras de estrada.

Ainda em maio, esse foi o primeiro sei da primeira (e única) pescaria da temporada. Coincidentemente também o maior pescado por nós nessas águas.

E falando na neura noruga de fazer churrasco no verão (vários blogs do povo que mora por essas bandas já falou sobre isso, assim não preciso eu também reforçar a idéia), aqui a imagem que prova e reforça toda essa nóia... As linhas de itens pra churrasco de cada uma das redes de mercados. Essa é do Rema 1000 (pronuncia-se rematussen). Foi também um dos poucos churrascos que fizemos esse ano. Além das carnes, há os acompanhamentos, molhos e guarnições da mesma marca, e esse ano até cerveja fizeram... Resolvemos provar!

Ainda nesse fim de semana de maio, mas essa imagem resume como foram a maioria dos dias do mês...
Mesmo sem sol, a gente nota que é primavera porque as plantas se manifestam. Aqui, uma espécie nativa de samambaia (eu nem desconviava que elas existissem nessa latitude, sempre as julguei, assim como mosquitos, seres tropicais...) que inunda os bosques e as beiras da estrada.

E esse verde é um verde que não nos abandona o ano todo... Os pinheiros permanecem verdes por todo o inverno, mas na primavera/verão crescem, e as pontinhas deles ganham novas folhinhas e os galhos crescem. Eles ficam levemente bicolores.

Mama e minha sogra, no fim de semana que fomos passar no chalé e choveu, choveu, choveu... Aqui no aniversário de 80 anos do vizinho que sempre ajuda com tudo, grande amigo da família...

E a mama achando linda a queda d´água do Kobelv, ou rio Kob, que tem até um troll pescador...



Na volta do chalé, a semana nos deu UM dia de sol. Nesse dia resolvi mostrar pra mama como é que a norueguesada como camarão aqui em Bodø. Coisa também típica da primavera/verão, o píer se apinha de barcos de pesca vendendo camarões. Os camarões são vendidos inteiros, com cabeça, e já pré-cozidos. O povo compra camarão no barco e senta nas mesinhas ao longo do píer, na maior refestelança. Por aqui esses camarões são descascados e descabeçados, arrumados delicadamente sobre uma fatia de pão branco e guarnecidos com maionese e limão. Trouxe pra casa, fiz eu mesma uma divina maionese com chili e coentro, e guardamos as cabeças porque eu faço caldos que depois são usados em sopas, ou até no cuscuz de peixe que a mama fez e foi devorado com tanta sofreguidão que nem tempo deu de tirar fota. A sogra A-D-O-R-O-U!!!



O antes e depois! O girassol foi comprado no ICA e tá vivinho da silva, apesar de não tomar todo o sol de que precisa...

Abaixo, mama sentada nas mesinhas do píer. Onde o povo come camarão. Só pra ilustrar. Esse foi um outro raro dia de sol em que saímos pra fazer comprichas, nós duas...

Mama e as flores do píer...



E num outro dia de sol, levamos a mama na loja de plantas. É uma cadeia, tem no país inteiro, creio eu. Compramos amores-perfeitos, lavanda, uma florzinha roxinha bem típica, além de várias outras bobagens, como caixinhas e sementes pra fazer brotos comestíveis. A experiência com eles começou ontem. Depois eu conto...





Além das flores que se compra no verão e duram apenas uma estação, há outras mais perenes nos jardins. Esse ano os liláses tomaram conta das ruas, com suas cores delsumbrantes e seu cheiro espetacular.




Falando em verão e cheiro, já que do último não é possível tirar fotos, outro aroma específico, e que incomoda a muitos mas eu adoooooro, e que invade a cidade nessa época (deveria ser no início da primavera, mas como ela efetivamente começou mais tarde, esse ano o fedô veio mais tarde também), é o do esterco sendo espalhado nos campos pra fertilizar a terra. Helou, eu morei numa fazenda de gado no pantanal por váááááários tempos. Acordar e ir dormir com aquele arominha no ar, a gente não só acaba acostumando, como no meu caso, associando-o a algo familiar. Então quando os fazendeiros ao redor da cidade começaram a arar seus campos e jogar esterco, e o ar foi tomado por aquele cheiro de fazenda, eu fui tomada por #NostalgiaFeelings...

E a mama veio ver o sol da meia-noite. Eu fui fazer naninha, já que levantava às cinco no dia seguinte. Meu querido marido então levou minha mãe pro alto de uma montanha. O sol se escondeu atrás de Landegode, a ilha onde fomos ver o sol da meia-noite ano passado. Mama ficou com frio, Lars caçou uma jaquetona dentro do carro, e voilá!








Viu? O sol vai descendo, descendo, se esconde atrás da ilha e logo em seguida já começa a subir de novo. Isso porque o movimento do sol aqui em cima, no cocoruto do planeta, é elíptico. No equador ele faz um 180 graus - nasce num ponto, passa pelo zenith (meio-dia) e cai na direção oposta. Aqui, você pega esse movimento e puxa pra baixo, em direção ao horizonte... Difícil explicar sem desenhar...

E numa outra noite de sol (engraçadíssimo dizer isso, "noite de sol", né?), mama acorda com barulho de chuva. Ué, sol e chuva?, se pergunta ela... E abriu a cortina e viu isso...

Eu e Lars já tinhamos visto um assim duas vezes essa primavera, conseguimos fotografar só numa delas, ainda por cima com o telefone...

Por fim, outra rara noite de sol, esse era o visual quando saí do hotel, às 11 da noite...


Como o post ficou muito longo, vou encerrando por aqui. Essa semana ainda posto um sobre o maior dia de sol de toda a visita da mama, quando fomos pra Kjerringøy. Vale um posto exclusivo pra aquele dia...

Feliz aniversário, irmã!!!


Hoje acordei com o espírito de Rainha do Lar baixado em mim... Aí me dei conta de que hoje era aniversário da minha irmãzinha. Então, fui fazer um bolo especial em homenagem à ela. Na verdade, uma pavlova, já que sogra ontem me deu 4 caixinhas de morangos noruegueses e eu não sabia o que fazer com eles.

Irmã, pavlova é um suspirão recheado com chantilly e frutas, quaisquer que se deseje. Eu fiz com morangos, framboesas, cerejas, laranjas orgânicas e (porque não?) melancia, que tava escondida no fundo da geladeira, comprada no fim de semana e esquecida...

Então. Ló, feliz aniversário!!!!!



A receita eu publico logo mais no Caderninho...

sexta-feira, julho 16, 2010

Resposta e otras cositas mas...

Bom, como disse no post anterior, a ganhadora da latinha de balas foi a Pérola, e a latinha vai direto paraa Eslovênia! Que beleza... Falando nisso, Pérola, tá na hora de abrir um bloguinho e nos contar um pouquinho sobre sua vida de expatriada nesse país sobre o qual sabemos (ao menos eu) tão pouco!

Aqui vai a fotinho da tampa da latinha... Sim, eu havia dito no post dos alces que os noruegueses às vezes são um tanto estranhos, mas acho que é esse o senso de humor deles. Bala em forma de cocô de alce, esse bicho tão elegante, que proporciona refeições nutritivas e sustentáveis a muitos habitantes do Ártico...





Na parte de trás da latinha está escrito dyrbæsj, ou cocô de animal, literalmente...

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Continuando com minha recusa em escrever sobre outras coisas que escrevia antes, por motivos que não tenho saco pra revelar agora, sigo cumprindo meu papel de tentar converter todo leitor que passa por aqui em fã do a-ha... E matando minha saudade dos meus amigos húngaros e sua língua complicadésima e linda (dizem que a única outra língua com a qual o húngaro se relaciona é o finlandês), aqui vai um pouquinho de a-ha em húngaro... Pra quem pensa que o norueguês é complicado...

O vídeo com Morten falando suas costumeiras asneiras, e o revival com Take on Me, o tempo todo...



E aqui, Magão bem à vontade, e uma vídeo-retrospectiva... Eu deixei o volume mudo, porque se o vídeo abre a mulher já sai gritando, e eu não consegui desativar o autoplay...







quinta-feira, julho 15, 2010

True to form - posso até dar uma sumidinha, mas NUNCA perco o costume...

Logo volto com fatos e fotos - minha mama nos deixa hoje; corajosa, vai sozinha pra Oslo por 3 dias, depois Lisboa. Foi ótemo, pena o tempo não ter ajudado...

Mas o motivo que me faz meter o mãozão no teclado hoje, assim rapidinho, só podia ser um, óbvio. Quem não adivinha é porque não me conhece. rsrsrs...

Entonces, vamos ao motivo... O a-ha retomou a temporada de shows da turnê de despedida ontem à noite em Budapeste, uma das cidades mais belas desse planetinha tão pouco explorado ainda... Abriram o show com a música nova, "Butterfly, butterfly (a last hurrah)". Essa criatura foi muito legal por upar o vídeo poucos minutos depois do fim do show!

Apreciem com moderação... Egészségedre (essa é a única coisa em húngaro que sei falar, fora palavrão... Porque trabalhar em navio é aprender palavrão em váááááááárias línguas...), que siginica "À sua saúde!"



Ai, ai...

♫♪♫♪♫♪♫Tomorrooooooooowwwwww, you don´t have to say what you´re thinking.....♫♪♫♪♫♪♫


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Aproveitando que passei por aqui, já aviso... Quase ninguém deu pelota pra meu concursinho do post dos alces, mas a vencedora foi a Pérola. Querida, pode me passar seu endereço por comentário, prometo que não publico, e posso providenciar o envio ainda essa semana! A resposta fica pra depois...

sábado, julho 10, 2010

Babaquice pseudo-moderna

Faz tempo que não faço um post protesto. Mas através do Twitter da Denise Arcoverde, eu fiquei sabendo da entrevista desse tal de Fabrício Carpinejar no Jô. Junta um bostinha ridículo e o Rei dos Bostas e dá nisso... Dizem que o tal Carpinejar escreve bem, é formidável poeta, mas gente, como disse Lolinha num post bem antigo, até que ponto perdoamos nosso ídolos? Não que esse boçal Carpinejar seja meu ídolo. Confesso, nunca havia ouvido falar até hoje. Mas depois dessa, nem quero. Vai ver ele é ídolo do mesmo povo que ergueu o naipe de um Paulo Coelho à Academia Brasileira de Letras. E sem #mimimi, façam-me o favor...

Clarice Lispector, Cecília Meirelles, Drummond, Cora Coralina, Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Raquel de Queiroz, Manuel de Barros. Tenho uma lista grande de poetas brasileiros, de modos que posso continuar vivendo sem saber quem é o Carpinejar... E mais, abaixo o Carpinejar, porque pra perdoar os ídolos, eu engoli a história do Polanski, o Sean Penn dando porrada na Madonna, a atual babaquice política de Caetano, e outros poucos casos.

Fico pooooota com esse tipo de coisa, em pleno século 21. Juro! (veja a entrevista aqui, me recuso a linkar no blog!)

quinta-feira, julho 08, 2010

Alce, ælg, elk, moose, como queira chamar...

Eles vivem aparecendo na vida da gente. Quis fazer uma pequena colagem dos últimos encontros...

Em abril, no chalé, 3 de uma só vez... As fotos não estão perfeitas, mas servem pra provar o causo.




Essas bolinhas pretinhas aí no trilho do barco são cocô de alce. Vocês podem até rir, mas os noruegueses são certamente estranhos nesse aspecto. Já explico...


Alguém aí adivinha o que é isso na latinha aí embaixo? O primeiro comentário com a resposta correta ganha uma igual, que eu mando pelo correio. Prometo!!! Por isso, só dou a resposta num post futuro... Mas vai por mim, nem tão estranho quanto parece pelo conteúdo, mas sim pela forma...


E essa foto aqui seria muito especial se eu tivesse uma câmera à la fotógrafa da National Geographic ou à la Daniel de Granville. Como eu não tenho (ainda), gosto de me contentar com meu senso de oportunidade... Eu acompanhei Lars numa viagem de trabalho, na qual ele levou um chalé com o caminhão, chalé que seria construído num local muito remoto. Veja bem, eu moro no Ártico, não fica muito mais remoto que isso. Mas saímos da estrada que leva a Narvik, pegamos uma estradinha de terra e andamos umas 2 horas por ela, até chegar a um lugar muito , muito remoto, mas muito belo. Fjord de um lado, lago imenso de outro. Estrada construída pela Otan, com pontes de madeira que eu achava que não iam suportar o peso do caminhão-guindaste do Lars, mas aguentaram, pois foram construídas para transportar parafernália de guerra... Acho que comecei a fugir do assunto. Bom, na volta, o sol baixo no horizonte, nos deparamos com a seguinte imagem. Se você consegue dar um bom zoom na foto, faça-o. Senão, faça como eu e imagine que o pontinho no meio da foto é um alce... Porque é.

Imagina eu com uma teleobjetiva???? Daniér, vem me dar um curso de fota e traz Dona Onça como assistente...

Pra fechar com mais vida selvagem, as renas que posaram para a foto do blog.


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Este post foi só uma tentativa de ganhar tempo enquanto preparo fotos do pseudo-verão ártico que minha mãe veio experimentar... A temperatura bodøense ainda não alcançou 20 graus este ano. E tem chovido pacas... Ainda assim, plantei 6 batatas e elas estão a todo vapor. Haja falta de assunto, hein? E quando alguém se irritar comigo e me mandar plantar batatas, eu tomarei como uma ordem, já que é só enterrar a bicha e larga-la ali...

quinta-feira, julho 01, 2010

Das fragilidades da vida

Eu levei um tempo pra me render às redes sociais na Internet. Descobri o Orkut tarde e logo perdeu a graça. Até que passei a participar ativamente de uma única comunidade, a do a-ha, antes do show em São Paulo em 2009. Ali tenho contato (às vezes diário, às vezes menos, depende da atividade da banda. Nesse momento estão mais parados, não tem show rolando, a comu esfria. Quando a turnê aquece, a comu pega fogo de novo) com um bando de gente que tem uma coisa fundamental em comum comigo: somos todos doentes pelo a-ha.

Com algumas dessas pessoas tive contato mais profundo, através de e-mail, outras até desvirtualizei (as 4 meninas superpoderosas que encontrei em Oslo ano passado, mais a Ana - que elas conheceram na fila do show) e a Fabi Zulli e o querido Cesar.

Tinha uma a-ha amiga especial que eu queria muito desvirtualizar por ter opiniões parecidas com as minhas, pensar do mesmo modo. Ela organizou alguns encontros em Sampa e eu não pude ir por motivos óbvios. Eu botei fogo nela pra ela vir pro concerto final em Oslo dia 4 de dezembro, Ela não consegui comprar o ingresso, mas esse ano em São Paulo e Rio ela curtiu a despedida da banda e até tirou fotos com eles. Eu planejava encontra-la em Dezembro, quando fosse pro Brasil.

Marcia faleceu. Repentinamente. Jovem. Fulminante. Outro dia mesmo trocamos mensagens... Entro na comu pra saber que tem novida-hade e me deparo com a notícia triste. E vai ficar assim mesmo. Sem saber porques e pormenores.

Pra ela e pra família dela dedico uma música que ela dizia ser uma de suas favoritas. Que ela ouça a-ha pra todo o sempre.

Nunca pensei que alguém tão virtual pudesse tocar nossas vidas e corações tão profundamente. Essa é minha homenagem especial a ela e uma forma de dizer que ela era especial pra mim. Mesmo sem nunca te-la visto.