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segunda-feira, agosto 16, 2010

Um fim de semana de sol e surpresas em Oslo

Com uns 10 dias de atraso, lá vai.....

Finalmente havia chegado a hora de viajar pra Oslo pra assistir ao show de Leonard Cohen, um dos maiores letristas da história (pra mim), e passear um pouco.

Começou mal, pois nosso avião atrasou uma hora pra sair de Bodø. Chegamos em Gardermoen às 6 da tarde, pegamos o trem correndo às 6:15. Chegamos na estação central de Oslo pouco antes das sete, corremos feito loucos até o hotel. O show começava às 7:30... Pedimos pro recepcionista já pedir um taxi enquanto deixavamos a mala no quarto. O taxista que nos levou até riu, porque estávamos relativamente próximos ao Spektrum (umas 8 quadras) mas atrasadíssimos. No fim o show atrasou, e tivemos tempo de comprar ao menos uma água antes de nos prostrarmos nas cadeiras das últimas fileiras do Spektrum, lá no alto das alturas... E assim que entrou no palco, L. Cohen saluda a platéia: "Thank you friends for showing up tonight in large numbers, and climbing the heights to your seats!" (Obrigado amigos por comparecerem em grandes números e escalar as alturas até seus assentos). Não levei a máquina fotográfica por respeitar a proibição especificada no ingresso. Lá dentro tinha muita gente filmando. Procurei no Youtube, mas ainda não subiram os vídeos (se subirem, considerando que a média de idade da platéia era acima de 60 anos...). Por isso, usarei alguns vídeos do show de Malmö. UPDATE - a vovozada subiu os vídeos, e alguns usados na postagem são de fato do show em Oslo! Ueba!

O show foi maravilhoso, uma experiência única, da qual eu não me arrependo, mesmo tendo sentado tão longe do palco e visto o cantor do tamanho de um Playmobil... A voz do cara é tão poderosa quanto sempre foi, grave de tudo, e ele, do alto dos seus 76 anos, ainda manda muito bem. Até dançar ele dança. A banda dele é incrível, e a acústica do Spektrum estava excelente. Amamos... O show começou às quase 8 da noite. Às 9 e meia eles fizeram um intervalo de 15 minutos, e voltaram para tocar até depois de 11 e meia! Ele prometeu que daria tudo de si - e cumpriu.

Tower of Song - a música da volta do break, e ele, depois de fazer o solinho do teclado, agredeceu dizendo que era o drink que ele tomou no intervalo o responsável pelo solinho...



Halleluja - lá pelas tantas, ele toca a pérola, e eu me debulhei em lágrimas, não consegui me conter. E ninguém canta essa música como ele... (esse vídeo é de Malmö)



I'm your man - a primeira música do Cohen pela qual me apaixonei, lá pelos idos de 1995 lá em Cumuruxatiba, Bahia, na Barraca Porto Belo...



First We Take Manhattan - umas das saideiras, uma música que fez MUITO sucesso na Noeruga, onde Cohen é um Deus, como aprendi ontem com o marido de Carolina...



Pra quem quiser, mais vídeos do show aqui (If it be your will, com as Webb Sisters, liiiindooooooo) , aqui (Who by fire, também lindo!) e aqui (Everybody Knows, maravilhosa, mas de longe, assim como nós...)

Saímos do show extasiados, mas famintos e exaustos, portanto paramos no Seven Eleven da Karl Johan, um lugar não muito agradável num fim de semana à noite (prostitutas, bêbados, drogados, pedintes... Ufa!), compramos um lanchinho e fomos pro hotel. E o hotel tinha aquelas camas que reclinam com um controle remoto, coisa maravilhosa! Eu preciso de uma daquelas, agora, estoy enamorada! E já deixo aqui a recomendação... Indo à Oslo, fique neste hotel ( Clarion Collection Hotel Bastion)! Boa localização, café da manhã e jantar incluídos na diária, quarto agradável, que não tem cara de quarto de hotel, e as camas com controle, impagáveis!!!!

Depois de dormido o sono dos justos, acordamos para um sábado de muito, muito sol. E lá fomos nós de metrô pro museu do Munch. O lugar estava cheio, mas não lotadaço. Deu pra ver tudo com calma e até assistir filminhos sobre a vida do Munch (que eu não tinha conhecimento, além do Grito, eu não sabia nadica de nada sobre ele). Fora as telas do período Frieze of Life, entre as quais Vampiro, aí ao lado, mais me impressionou, as obras do período em que ele se mudou pra uma propriedade em Skøyen, onde morreu cercado de telas e nada mais, também me impressionaram muito. Depois de visitar a exposição, fomos comprar um poster na lojinha e tomar um delicioso Illy Cafe no divino café do museu, num jardim lindo. Foi uma manhã excelente. E como o tempo tava fabuloso mesmo, resolvemos ir até o Vigelandsparken, uma parte do Frognerparken que tem esculturas de Gustav Vigeland.

Nem preciso dizer que o lugar estava apinhado de gente... Lembrei de meu pai, em sua viagem à China, que escreveu que nunca imaginou fotografar tantas costas de chineses... Mas enfim, um dia de verão maravilhoso pros padrões nórdicos. Cachorros, bebês, turistas, aquela farofada toda. Mas o que mais me chamou a atenção (além das magníficas esculturas), foram os roseirais do parque. Absolutamente TODOS floridos, com rosas de toas as cores possíveis!!!




















Tantas flores, mas tantas flores, que até as balinhas que vieram na conta do café onde paramos pra uma providencial e refresante cervejita tinhas florzinnhas, que mimo!


Então tomamos o metrô de volta ao hotel, e foi só o tempo de eu dar uma refrescada e um jeito na cara e no cabelo (afinal, ia encontrar, além de Carolina e Márcia, a Nara, que tem um blog super bem humorado sobre moda e estilo. Eu não podia fazer feio, né!). Nara logo mandou uma mensagem que já estava em Aker Bryge. Caminhamos uns 10 minutos e foi partir pro abraço.

Engraçado que a gente encontra pela primeira vez uma pessoa que nunca viu, mas sente que já conhece, fica faltando um detalhe importante (já tinha conversado isso com Sonildes em Malmö), a voz!!! A gente ouve pela primeira vez a voz e o sotaque da pessoa!!! Mas foi uma beleza de tarde.

Nara e eu enroscamos no papo em português e por uma meia hora Lars ficou a ver navios, agarrado com sua cerveja. Então chegou Carolina, e a mesma surpresa não-surpresa... Era como encontrar uma velha amiga que não víamos a tempos.... Ah, os blogs tem um poder bem maior do que se imagina!

Quando decidimos mudar de lugar porque estávamos com fome e o bar que escolhemos não tinha o traguinho da Nara (porque ela é fina e exigente, rsrsrsrs), Márcia chegou. E puf, foi a terceira velha-nova amiga que pude abraçar naquele dia. Passamos literalmente HORAS tagarelando. Os maridos? Foram renegados a uma mesa separada (não porque fomos más assim com eles, mas porque era hora do rush em Aker Bryge e só tinham mesas separadas) e obrigados a se entrosar, pobrezinhos. No fim tudo deu certo. Quando Nara resolveu fazer a travessia de volta ao lar, mudamos de bar novamente. Só saímos de lá pelas 11 da noite. Adorei! Preciso repetir a dose!!!








Muierada, foi excelente! E Márcia, sua fofa, aquele pavê de chocolate estava tudo de bom! Comi na cama, com colherzinha de plástico, e sozinha, rsrsrsrs!

Bom, só pra terminar o fim de semana como começou, o vôo de volta era às 8 da manhã. Saímos sonados do hotel e largamos o poster do Munch no quarto. Até lembrei, mas não tinha como voltarmos pra trás. Tristeza, mas tudo bem, era só um papel. E tudo corria bem no vôo, até que, chegando em Bodø, o aeroporto estava encoberto por uma neblina grossa. O avião estava quase quase pousando , mas como avisibilidade era zero, ele arremeteu e subiu de novo. Apavorei, confesso... Pensamos que ele ia tentar pousar na outra pista, sentido leste. Mas não, ele ficou sobrevoando o aeroporto por uns 45 minutos, até que a neblina dissipasse, caso contrário teríamos que ir a Trondheim! Graças à Nossa Senhora dos passageiros presos pela neblina, o capitão consegui pousar... Ufa, que susta!!!

Aqui, a ilha de Landegode, completamente rodeada de neblina do mar... Não são nuvens, não...

E aqui, Bodø ao fundo, Fauske abaixo de nós. Olha a situação da neblina...

A surpresa boa? Ligamos no hotel em Oslo, conversamos com o recepcionista, perguntamos se era possível que enviassem o poster, e ele chegou ontem... Só na Noruega mesmo...

domingo, março 14, 2010

Enrolando até o post de amanhã

Porque amanhã tô de folguis e dá pra pensar melhor no postão sério que tô preparando... Por hora, som na caixa pra uma versão acústica de "Why are you looking grave?" do Mew. A voz do Jonas sobe e desce... O Silas, tadinho, lá no fundo, quase enfeitando a cena.

E cara, as letras desse hómi são mucho doidas... Esses escandinavos (incluo o a-ha nesse saco) usam o inglês com uma propriedade que os nativos da língua às vezes não tem... Repara... Eu adoro essa música (aliás, acho que não tem nenhuma música deles que não tenha me arrancado dos meus pés...)

(Tava no Útúbio procurando vídeos do show do a-ha ontem à noite no Citibank Hall no Rio, e o Útúbio fica me recomendando o Jonas Bjerre ao invés de a-ha... Hahaha!)




Why are you looking grave? by Mew

Why are you looking grave?
Are you thinking of something to say?
Why are you sitting there?
Are you hoping that someone will stare?

Your mouth is hiding
You've got smiling eyes

Why are you looking grave?
Are you thinking of something to say?
Be I thinking of you?

Your mouth is hiding
You've got smiling eyes
Softly dividing
What they see in your face
From what you feel like inside

Who are all those who greet me?
Does it matter if I know?

Your mouth is hiding
You've got joyless eyes
Softly converting
All the terrible things
That shook up our hearts enough

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Sexta-feira ambiental - Updated

Das soluções possíveis para o material mais nocivo que existe, e mais durável também, como me contou Alan Weisman em seu livro "The World Without Us", aqui está uma, sendo desenvolvida por um pessoal do País de Gales...



Outro cara que tem me contado várias coisas interessantes através de sua coluna semanal é o Efraim Rodrigues. Mandei um e-mail a ele pedindo permissão pra reproduzir a coluna aqui, já que tá duro achar links pra ela. Se ele responder - e permitir - posto aqui logo mais, neste mesmo post. Update - ele respondeu e permitiu... Lá vai...

Sem sair de casa



O corretor de imóveis vende a imagem que você passará a ser ecológico se viver fora da cidade. Vai acordar com os passarinhos, terá árvores em seu jardim. Aliás, carneiros e cabras pastarão solenes nele.

Mesmo que tudo aconteça assim, seu impacto ambiental será muito maior em um terreno grande do que em um apartamento na cidade.

Pense grande, pense no número 6.805.000.000. Esta é a quantidade de pessoas no mundo hoje. Pegue a área de seu paraíso ecológico, 500 m2 ou 1000 m2, multiplique por este número e veja o que seria do mundo se todos dispusessem desta área. Mas a coisa não para aí. O “paraíso ecológico” exige usar o carro para tudo. Acabou o fósforo ! carro. Estou sem sal ! carro. Escola, aula de balé, cinema a noite. Carro, carro e carro.

O prejuízo não é só ambiental. É também psicológico. Ao vestir esta neo-armadura de metal, vidro e plástico nos tornamos estrangeiros em nosso próprio mundo. Não conhecemos o vizinho porque nunca passamos andando na porta da casa dele, quando ele também estaria saindo a pé.

Há urbanistas estudando isto. O arquiteto Peter Calthorpe criou o conceito de “andabilidade” a partir da sua experiência em uma casa-barco em Sausalito, Califórnia (Calthorpe é também especialista em causar inveja em pobres mortais como eu).

Os leitores assíduos desta coluna irão lembrar-se do Shopping Center no meio do nada que virou um centro comercial para onde vão milhares de carros de manhã e saem todos a noite. Ninguém vive lá. Tyson’s Corner tem andabilidade zero. É o lugar que só existe por causa do carro. Tyson’s Corner tem mais lugares para carros que empregos.

Há alguns anos, mencionei este problema e recebi um telefonema de um importante jornalista que mora em uma chácara, cria porcos e faz até a própria lingüiça. É muito bom consumir produtos locais, que viajaram menos e com isto consumiram menos recursos. É igualmente bom dar os restos de comida para animais. No entanto, se formos todos morar em chácaras, precisaríamos de um outro país para elas.

E vivendo em cidades, como fazem hoje 70% dos brasileiros, precisaremos de cidades melhores. A agricultura deve entrar cidade adentro, produzindo aquilo que estraga rápido e é mais caro, hortaliças principalmente. Estas hortaliças estariam muito bem se fossem nutridas com restos de alimentos compostados e humificados, fechando um ciclo de matéria e melhorando as cidades.

Voce não precisa mudar-se para reduzir sua pegada ecológica. Ao contrário, há muito a fazer dentro de nossas próprias cidades.

Efraim Rodrigues, Ph.D. (efraim@efraim.com.br) é Doutor pela Universidade de Harvard, Professor Associado de Recursos Naturais da Universidade Estadual de Londrina, consultor do programa FODEPAL da FAO-ONU, autor dos livros Biologia da Conservação e Histórias Impublicáveis sobre trabalhos acadêmicos e seus autores. Nos fins de semana ajuda escolas do Vale do Paraíba-SP, Brasília-DF, Curitiba e Londrina-PR a transformar lixo de cozinha em adubo orgânico e a coletar água da chuva.
Veja colunas anteriores em http://www.efraim.com.br/Blog/Blogger.aspx

E a sempre relevante Lúcia Malla, em sua Sexta Sub de hoje, linka uma matéria da Revista New Scientist. Vale a pena ler o post dela e a matéria. E se a Lúcia tem esperanças de que mudanças são possíveis, então eu também tenho. Segundo a Lúcia, fazendo a nossa parte cada um contribui. E meu amigo Daniel sempre fazendo a dele...

Como colocou a Daniela no post sobre as pérolas do Enen (seria hilário se não fosse trágico), o que nos mostra (se são verdadeiras as frases selecionadas), o tamanho grau de ignorância sobre um assunto tão martelado hoje em dia, o aquecimento global. O que me prova que educar é fundamental, então tô aqui sempre tentando fazer o meu pouqinho, né?

E porque é Sexta, pra terminar com música, uma outra bandinha que ouço muito há muitos anos, e de quem tenho TODOS os Cds já lançados, o Jamiroquai. De seu álbum de estréia, Emergency on Planet Earth, de 1993, saiu o single "When you gonna learn?". Talvez tenha sido a primeira banda a tocar no assunto meio-ambiente tão descaradamente. E eu, na época fazendo faculdade, vivia grudada na MTV e assistia emocionada ao clipe. Em 96, fui a um show deles em São Paulo, se não me engano no Via Funchal, com minha amiga Ana Paula... Os caras são fanomenais ao vivo também. Desculpem pela versão meio low definition, mas foi a única que achei.



When you gonna learn? by Jamiroquai

Yeah, yeah
Have you heard the news today?
People right across the world are pledging they will play the game
Victims of a modern world, circumstance has brought us here,
Armaggedon's come too near, too too near now
Foresight is only key to save our children's destiny
The consequences are so grave, so so grave now,
The hipocrites we are their slaves
So my friend to stop the end on each other we depend, oh we depend

Mountain high and river deep
Stop it going on,
We gotta wake this world up from its sleep,
Oh People, stop it going on

Yeah, yeah,
Have you heard the news today?
Money's on the menu in my favorite restaurant,
Well don't talk about quantity, 'cause there's no fish left in the sea
Greedy men been killing all the life there ever was,
and you better play it nature's way, or she will take it all away,
And don't try tell me you know more than her 'bout right from wrong,
Oh, you've upset the balance man, done the only thing you can,
Now my life is in your hands.......

Mountain high and river deep, oh yeah, we gotta stop it going on,
We gotta wake this world up from its sleep,
Oh people, stop it going on

Oh, ohoh hey, hey, hey, hey, hey, hey, hey, hey, hey, hey.
Oh hoho hey, hey, hey, hey, hey, hey, hey, hey, heyyyyy.
x(2]

Mountain high and river deep yeah, we've gotta stop it going on,
We gotta wake this world up from its sleep,
Oh people, stop it going on
Greedy men will fade away, yeah yeah,
When we stop it going on,
I know it's got to be that way, when people, stop it going on!
I'm asking,
Oh, when you gonna learn, to stop it going on?
Now, when you gonna learn, to stop it going on?
Now, when you gonna learn, to stop it going on?
Oh. When. You. Gonna. Learn. To. Stop. It. Going. On?

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Nothing is pure anymore but solitude

Então, eu não poderia seguir em frente sem dividir isso com vocês (ou, na verdade, pra extravasar, desopilar, falar sobre isso pra ver se a fixação desaparece!). Mas antes de seguir, queria dizer três coisas: 1) Obrigada por reaparecerem, meus comentaristas. Eu não fiz draminha não, mas é bom ter com quer dividir as coisas, né? 2) Justamente eu, chorando que os comentaristas desapareceram, não tenho comentado muito nos bloguinhos alheios. Não que não visite, pois é rotina diária. É que os dias tem sido preguiçosos, o coração tá cheio de sentimentos que não podem ser traduzidos em palavras, e preciso por ordem. Na casa, nos pensamentos, na rotina... então você, querido leitor que escreve me pedindo dicas/conselhos, não se chateie se eu não responder. É que tá duro manter os posts, imagina responder tudo... É melhor funcionar na base do pergunta-o-queres-saber-que-eu-respondo, eu acho. 3) Obrigadíssima a todos que me desejaram feliz aniversário. Tava lá em lovely Trondheim, e de lá não deu pra responder. E na volta precisava postar sobre a viagem senão virava história velha!

Agora vamos lá! Ao assunto deste post... Ando me perguntando o que tem nessa água escandinava-viking, que estes países quando resolvem produzir músicos pródigos o fazem com todas as forças? Na verdade, "incluo fora" (rsrsrs) dessa lista a Suécia, Islândia e Finlândia porque não conheço ídolos musicais de lá que balancem a minha estrutura como os rapazes das bandas de três letras e três membros da Noruega e Dinamarca (se a ficha ainda não caiu: a-ha e Mew!).

Da tara pelo a-ha tá todo mundo careca de saber. Pelo Mew, menos. Eles tiveram participações coadjuvantes por aqui... Só que agora, depois de ouvir a melodia mágica deles ao vivo, com as animações hipnotizantes e alucinadas (criadas pelo Jonas Bjerre para cada música, porque ele é hiper-ultra-mega tímido no palco) fiquei doida... O iPod tá feliz porque tirou umas férias do a-ha...

Assim como os "rapazes" do a-ha, se conheceram na escola e descobriram o interesse pela música ao fazer um filme pra um trabalho. Estão juntos há mais de 15 anos, fazendo música difícil de ser classificada pela imprensa musical. Às vezes chamam a música deles de "artsy-pop" (algo como pop-artístico), às vezes de prog-rock (rock progressivo), e por aí afora. O que sei é que eles soam como nada que eu ouvi anteriormente, e tocam nas minhas entranhas. Dos cinco álbuns, não há NENHUMA música chata! Até o a-ha manchou sua história com os dois lixos "Touchy!" e "You are the one", além do fraquinho álbum Memorial Beach. O Mew ainda não fez isso.

5 anos se passaram entre o lançamento de "And the glass handed kites" e o novo "No more stories....". Mas a música antiga é fresca e atual, e a nova, quase futurista, quebrando a barreira da normalidade. Quem ouve (ouve mesmo, com ouvidos que interpretam) a música "Introducing Palace Players" (que eu já reproduzi aqui) entende.

Mas a primeira música que ouvi deles foi "Apocalypso"(fui fuçar pra ver quem era o cara que tinha uma banda paralela com o Mags do a-ha e o Guy Berryman do Coldplay, e foi por causa do Apparatjik que eu conheci o Mew, apenas ano passado) e me apaixonei na hora... Fui atrás e fui amando cada música. As guitarras, a melodia, a voz do Jonas, as letras tão doidas que às vezes nem fazem tanto sentido... E foi assim, de supetão.

Quero dividir uma música que - sem brincadeira - me traz às lágrimas a cada vez que ouço... Infelizmente não a executaram em Trondheim, mas já tô de zóio. No verão eles vem pra Tromsø, e lá vou eu fazer mais um tour musical pela Noruega!

A música chama "Comforting Sounds" (sons reconfortantes) e foi lançada originalmente no álbum Half the World is Watching Me, de 2000. A letra é fabulosa ( a frase que dá título ao post é dela, e a tradução - pra quem num fala ingrêis - é mais ou menos "Nada mais é puro além da solidão". Impactou?). Leia o resto, e ao ouvir, preste atenção, com o som altinho. Esse clipe faz parte do DVD Live in Copenhagen. Olha a iluminação... Olha como o Bo toca a guitarra dele... Olha como o Jonas canta e depois pega a guitarra dele e dá seus gritinhos... Olha como Dr toca os teclados. agudinhos e fininhos e delicados.. O baixista... Parecem todos em êxtase. Mas as lágrimas caem dos meus olhos no minuto 4:29, quando Silas entra com a bateria, e a partir daí não param... E eu quero gritar junto com Jonas... Toda santa vez - every, every single time! E acho que essa é uma das músicas mais melódicas e melancólicas que já ouvi na vida. Simplesmente fabulosa.




Comforting Sounds by Mew

I don't feel alright in spite of these comforting sounds you make
I don't feel alright because you make promises that you break
Into your house, why don't we share our solitude?
Nothing is pure anymore but solitude
It's hard to make sense, feels as if I'm sensing you through a lens
If someone else comes, I'd just sit here listening to the drums
Previously I never called it solitude
And probably you know all the dirty shows I've put on
Blunted and exhausted like anyone
Honestly I tried to avoid it
Honestly
Back when we were kids, we would always know when to stop
And now all the good kids are messing up
Nobody has gained or accomplished anything

Pior que escrever sobre tudo isso não diminuiu a fixação. Talvez só tenha cansado vossas belezas... Rsrsrsrsrs...

domingo, fevereiro 14, 2010

Mew-adventure in Trondheim, parte 1: Presente de aniversário

Sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010.

Saímos de casa exatamente 35 minutos antes do vôo. Atrasou uns 25 minutos porque vinha de Tromsø. Depois de uma horinha, chegamos ao aeroporto de Trondheim, que fica num lugar loooonge pra burro chamado Værnes. De lá pro centro são uns 45 minutos de busão, a 90 coroas por pessoa! Um absurdo, mas bem mais barato que taxi.



De Bodø a Trondheim, o tempo tava quase igual...














Chegamos então ao Centro, e andamos uma quadra até o hotel, lindinho por sinal... Fica num edifício que foi uma padaria (bakeri, em norueguês) no fim do século 19. As paredes são forradas com fotos antigas contando a história do lugar. Ainda por cima bem localizado.


Depois de instalados saímos pra dar um rolê. A sogra havia me presenteado na quarta com uma plantinha suculenta linda, e mais 500 coroas pra comprar um presente pra mim. Então fomos dar uma sapeada nas lojas. Em Bodø não tem nada de loja além das de departamento. Então achei na Zara uma jaqueta pra chuva, bem primaveril, por 200 coroas. Tava em promoção porque era da coleção passada. Abocanhei, lógico. Depois andamos até um dos shoppings da região. Nesse, achei uma loja de utensílios de cozinha, daquelas de enlouquecer, chamada Traktøren. Depois de quase uma hora fuçando, achei uns ramequins de louça que vão ao forno, joguinhos de 4 por 150 coroas. Mas não levei, caso achasse alguma outra coisa.

E então já era hora do nosso happy hour, então paramos num pub escocês (mas os pubs na Europa, fora da Irlanda e UK, são todos iguais mesmo...). Tomamos uma Kilkeny e uma Guinnes (minhas cervejas irlandesas favoritas).

Então voltamos ao hotel pra banhão e jantar. Um bufê bem do furreca, com tacos mexicanos. Cá pra nós, o nosso bufê é melhor, por isso somos o melhor Clarion Collection da Escandinávia no quesito comida... Mas enfim, era incluso.

E então resolvemos sair cedo pra chegar no local do show, o Stundentersamfundet, cedo, pra ficar num lugar bom. Nem sei se preciso dizer, mas pelo nome deve dar pra concluir, que o local do show é um tipo de clube de estudantes... E só tinha estudante. Nos sentimos os próprios peixes-fora-d´água. Mas Mew é Mew, então não importou muito. Chegamos mais de uma hora antes do show, e foi um saco esperar até abrirem as portas. Mas quando abriram, conseguimos um lugar relativamente bom, sentados.

A abertura foi uma banda local chamada Taxi Taxi. Boazinha, só violões, as mocinhas cantando direitinho, mas não dava pra ouvir NADA. Primeiro, porque o som estava uma osta e eu fiquei logo torcendo pra que arrumassem o problema logo, senão o Mew ficaria prejudicado. Segundo, porque havia umas 1000 pessoas ali dentro falando ao mesmo tempo, fazendo a social, todos com cervejonas imensas nas mãos, inclusive aqueles que aparentavam ter menos de 18 anos (idade legal pra beber cerveja na Noruega).

Taxi Taxi acabou, e entraram os técnicos pra ajeitar o palco e testar o som. Levou uma boa meia-hora. Então, às 10:45 da noite Mew entra no palco. Um a um, começando a tocar seu instrumento, e por último o Jonas. A platéia veio abaixo... A pena é que eu não consegui fazer nenhum vídeo ou fotinha decente. É que o show deles é meio que feito propositalmente pra isso. A iluminação é sempre indireta,vem de baixo ou por trás deles, ou se é direta é colorida. Além disso, tem muita fumaça, e os vídeos projetados ao fundo o tempo todo. É a imagem Mew, construída por eles pra acompanhar a música. Tudo quase psicodélico.



Mas os caras tocam pra carvalho! Eu não esperava que fosse tão, tão, tão tão bom... Bo quase arrebentou as cordas da guitarra dele, e Silas detona a bateria. Muito energéticos. Jonas é bem quietinho no palco, quase não se mexe. Mas quando ele abre a boquinha, meldeus! E ele ainda por cima toca guitarra e piano no show. Quem sabe faz ao vivo, eu sempre digo...

Abaixo o set list, que consegui no site da Last.fm.
1. Snow Brigade
2. Hawaii
3. Introducing Palace Players
4. Repeaterbeater
5. Silas the Magic Car
6. Apocalypso
7. Saviours of Jazz Ballet
8. Bamse
9. (Uda Puda)
10. Beach
11. Am I Wry?
12. 156
13. Sometimes Life Isn't Easy
14. Tricks of The Trade (Additional Information: First time ever live)
15. Cartoons and Macramé Wounds
Encore:
16. Special
17. Zookeeper's Boy
Encore 2:
18. Louise Louisa

Pra ilustrar o astral do show, terei que colocar aqui um vídeo que achei no Youtube, já que os meus não ficaram bons. Esse trecho é Apocalypso e Bamse... E tem um urso holográfico que fala, bicho... Muito legal!



Aqui meus vídeos:

Special


Repeaterbeater


Aliás, Léo da Finlândia, tem um show deles em Tampere dia 16 agora! Se eu fosse você, eu ia! Não vai se arrepender!

Bom, saí do show extasiada. E aí era hora do happy hour. De novo! Andamos de volta pro hotel, e paramos num pub bem em frente ao hotel. Ficamos por lá até o bartender nos dar o aviso de fechamento, às 2:30 da manhã... Daí caminha, assim bem alegrinhos.

O resto fica pra depois...

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Porque clássicos são "forévis" & curtas

e deu vontade...



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Hoje estaria de folga. Chefe telefonou ontem e pediu ajuda, pois precisava ir ao dentista - no meio do expediente. Então fui trabalhar por 3 horinhas... Quando saí de casa, tropecei num casal de imigrantes sambando pela rua pra não pisar no gelo. Minutos adiante o mesmo casal - que havia me ultrapassado, com pressa - veio me pedir informação. Queriam saber onde era o posto de saúde, aquele onde imigrantes se apresentam pro teste de tuberculose. Ao invés de dar-lhes a informação, disse a eles que caminhassem comigo - eu passo lá todo dia. Fiz duas pessoas mais felizes hoje.

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Na volta do trabalho, sol baixo, mas ainda batendo no rosto. Desde que voltei do Brasil tem havido mais horas de sol por dia. Hoje, por exemplo, às 8:30 da manhã já tinha luz. Às duas da tarde ainda tem sol, acima do horizonte. Além da luz, os passarinhos também estão voltando. Fazia meses que nem via nem ouvia os bichinhos. Apenas aqueles tipos de corvo preto-e-branco, que são tipo os pombos daqui - ratos alados. Hoje, flagrei uma cena tão fenomenal que tive que parar e rir.

A duas quadras de casa, eu vinha por um lado da rua, e do outro, um menino e seu cão. O menino, uns 10 anos de idade. O cão, uma espécie de perdigueiro com cocker, algo assim. Passaram por um jardim de uma casa onde havia um bando IMENSO de passarinhos cantando feito loucos. Dessa vez, estava sem iPod (aprendi a lição!), e carregada de compras de mercado.

Bem, o cão, ao ver os passarinhos num arbustão, enlouqueceu e queria pular a cerca da casa. Só faltou apontar feito perdigueiro de desenho animado. Os passarinhos não se arretaram não, permaneceram ali na maior barulheira (sabe pardalzada no final da tarde brasileira? Igual...). Até que o menino tanto fez que espantou os passarinhos. Ao ver a nuvem de passarinhos revoar, o cão abanava o rabo, parecia que ia sair voando. E o menino notou que eu tinha parado pra olhar tudo aquilo e saiu disfarçando. E assim que ele e seu cão dobraram a esquina, a passarinhada voltou pro arbusto! Ah, uma tarde norueguesa de fim de inverno...

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Hoje cozinhei bacalhau pra marido e sogra. Picadinho, refogado no azeite e cebola, com tomate em rodelas, coberto com molho bechamel e queijo, gratinado no forno. Com batatas assadas, brócolis e vinho branco espanhol. Fiz mais de 1 kg de bacalhau. Pergunta quanto sobrou... De sobremesa, vin santo da Toscana com biscotti...

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E por falar em clássicos...


quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Meu presente de aniversário

Mew, ao vivo, em Trondheim... Já cansei de falar, né? Mas ainda preciso me beliscar...



The Zookeeper's Boy

Are you my lady, are you?

If I don't make it back from the city
Then it is only because I am drawn away
For you see
Evidently there's a dark storm come
And the chain on my swing is squeaking like a mouse

So are you my lady, are you?
The rain, the rain, the rain is falling down
The cars remain

You're tall just like a giraffe
You have to climb to find its head
But if there's a glitch
You're an ostrich
You've got your head in the sand

In a submersible I can hardly breathe
As it takes me inside, so the light sings
Answer me truthfully
Do the clouds kiss you
With meringue-coloured hair
I know they cannot

So are you my lady, are you?
The rain, the rain, the rain is falling down
The cars remain

Santa Ana winds bring seasickness
Zookeeper hear me out
How dare you go?
Cold in the rain

Tall just like a giraffe
You have to climb to find its head
But if there's a glitch
You're an ostrich
You've got your head in the sand

Are you my lady, are you?
The rain, the rain, the rain is falling down
The cars remain
I could not be seen with you
Working half the time and looking fine
In cars re-made

terça-feira, dezembro 22, 2009

Mais uma fotopostagem

Ontem tivemos uma pequena experiência com o frenesi comprístico de Natal... É que resolvemos sair para jantar, fomos ao Bjørk, um jantarzinho romântico, já que dia 24, véspera de Natal, é nosso aniversário de 3 anos juntos. E também nosso quarto Natal! E depois, fomos dar uma sapeada numas lojas atrás de um presente de Natal pro Tor Erik. Acabamos comprando mais enfeites pra árvore - de vidro, nada plástico! - uma assadeira especial pra assar ribbe... Mas afff, que coisa horrível, tudo lotado, as pessoas deixando tudo pra última hora - como nós... E foi também meu último dia de trabalho até dia primeiro de janeiro, quando recomeço...

E hoje, mais uma saída trágica, para mais famigeradas compras de Natal. Dia 24 a sogra vem almojantar em casa (porque ceia não é ceia às 4 da tarde, né...). Então precisava ir comprar váááááárias coisas, inclusive presentes de Natal. Falando em presente de Natal, tô poooota da cara com a Amazon.co.uk. Comprei pro Lars o livro do Nick Mason, do Pink Floyd, mais um DVD de entrevistas com os membros do Pink Floyd, e uma biografia do Sid Barret. Ainda não chegou!!!

Bom, a seguir, fotos da nossa saída...

A rua de casa às 10 e pouco da manhã

Ó como Bodø é muderrrrna!

Uma das praças de Bodø, com o relógio - note a hora e a quantidade de luz...



Outra praça e a árvore de Natal da cidade

Escuro, escuro meu...

O "xópisentis"

Refri de Natal (além de tantos outros itens de Natal)

Mais uma praça... E a barraquinha sami, vendendo carne de rena,

"Carne de rena. À venda filé e aparas"

Um pobre esquilo empalhado

E os vários tipos de salames e linguiças curtidas... Meu playcenter! E tem prova de todas!

Lars e o sami vendedor

Sugestões de presentes

Compra do dia: gløgg, bebida típica do Natal. Na verdade é um vinho quente, mas as versões industrializadas exigem apenas que se misture o frasco com água quente - ou o álcool de sua preferência. Serve-se o gløgg com amêndoas e passas picadas (que claro, também vem prontas!). Essa versão que comprei é orgânica, típica do estado de Finnmark, e leia o rótulo, é chamado de Toddy do Ártico! Amei! Agora quero o meu - com álcool, óbvio!



Compra do dia 2: salame de rena 100% artesanal, e salame de rena com alce e vaca e mirtilos... Nam nam!

O pier de Bodø

Vista do fjord a partir de Hunstad, bairro mais residencial, onde moram os pais da concunhada, e meus alunos de português. Fui levar de presente um fudge de chocolate com amêndoas feito por mim... Olha que desbunde de paisagem!

E a fofíssima Macy, cadelinha da Birgitt, mãe da Sylvia, minha concunhada. Ela vê o Lars e pula no colo dele e não sai mais...

Agora, beberemos o Toddy Ártico assistindo a uma provável bosta de filme, chamado "Paul Blart: Mall Cop" , mas queríamos assistir a um no-brainer, e adoramos o ator Kevin James, que faz o Doug Heffnan de The King of Queens, e é outra porcaria engraçadíssima. É que eu ainda tô com medo por causa do Atividade Paranormal, vixe!

Ah, e antes que eu me esqueça... Não comentei mais sobre COP15 porque fiquei pooooota com tudo aquilo, me sentindo uma verdadeira palhaça por ter acreditado que algo de bom sairia dali, e só vi foi vergonha. Minha! Mas então, o fato que me causou risos foi saber do show que antecedeu a abertura da Conferência. Show no qual a banda sueca Europe se apresentou. Eu-quem? você se pergunta, e então eu é que te pergunto onde andava você pelos idos de 1988. Se andava pelos mesmo lugares que eu e milhões de pessoas, vai se lembrar dos cabeludos do Europe, numa época em que muitos cabeludos com guitarras pesadas apareceram, e da música The Final Countdown! Que eles cantaram mais de 20 anos depois, numa conferência climática... Olha a letra, e a ironia disso tudo!!! Mas valeu, como disse, sou saudosista da música da década de 80, e esta é sem dúvida um crááááássico!



The Final Contdown
by Joey Tempest

We're leaving together
but still it's farewell
and maybe we'll come back,
to Earth, who can tell?

I guess there is no one to blame
we're leaving ground (leaving ground)
will things ever be the same again?
It's the final countdown.

The final countdown.

Oh, We're heading for Venus (Venus)
and still we stand tall
cause maybe they've seen us
and welcome us all, yeah
with so many light years to go
and things to be found (to be found)
I'm sure that we'll all miss her so
It's the final countdown.

The final countdown.

Oh, it's the final countdown
we're leaving together

The final countdown
we'll all miss her so
It's the final countdown (final countdown)
Oh, it's the final countdown

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Agora música pra Renata dodói em Boston

Porque esse blog é bem democrático... Bastou reclamar pra conseguir o que quer! Ela disse que também queria música de presente, e como eu me lembro de ela ter mencionado algo nesse post aqui, aqui vai! Rê, pra você lembrar dos seus anos 80 e 90.

E pra quem acha que só de a-ha é feito meu iPod, tá mutcho enganado. Sou sim uma tremenda saudosista dos anos 80, que teve muito trash, mas também MUITA coisa boa... A primeira música está entre minhas favoritas de todos os tempos, e está no álbum "Music for the Masses" de 87, o primeiro disco do Depeche Mode que escutei. Os caras estão aí na ativa, em tour (Tour of the Universe, que passaria pelo Brasil mas foi cancelado por problemas de logística, segundo alegaram...), e ainda fazendo muita música boa... A segunda música está no último álbum, "Sounds of the Universe". Ambos vídeos são excelentes também...





Esses "meninos" também ajudam a combater o frio e escuridão, porque só tenho vontade de dançar ao escutá-los! Aumenta o som aí, ! Boas festas pra você, e melhoras...

terça-feira, dezembro 15, 2009

Já que a Brabuleta ficou com ciúme da Beth....

eu coloquei uma música pra ela também! Feliz Natal e ótimo Ano Novo no Brasil, Somnia! Aproveite muito! Ai, quem tá com inveja agora sou eu...


quinta-feira, dezembro 03, 2009

Mais musicão

Dessa vez não é a-ha. É um clássico... Os dias escuros cada vez mais cedo me fazem pensar nela, não pela letra, mas pela melodia....



"I look at the world and I notice it's turning
While my guitar gently weeps
With every mistake we must surely be learning
Still my guitar gently weeps..."

quinta-feira, outubro 29, 2009

Looking forward for more Savoy

Mais uma do trabalho solo de Paul Waaktaar-Savoy, a banda Savoy. Paul diz que não queria o fim do a-ha... Mas agora que decidiram pelo fim, espero mesmo por mais álbuns do Savoy. A cantora é a esposa dele, estão juntos desde o comecinho da carreira do Paul. Adoro a combinação, adoro esta banda...

segunda-feira, outubro 26, 2009

Pink Floyd´s Time - a trilha sonora do Outono norueguês

Em se tratando de Pink Floyd, nem o a-ha tem vez aqui em casa... E essa é a música do meu estado outonal de espírito... Essa mudança de horário me afetou com tudo. É só uma horinha a menos, mas num lugar onde a cada dia escurece mais cedo, o entardecer tem começado por volta das três da tarde. Eu sei, vai ficar pior, alguns vão dizer...

Mas eu acredito que sentir de vedade esses sentimentos mais pesados faz parte do crescimento e da sobrevivência. Então, estou me rendendo a eles um pouquinho, cantando Time no chuveiro - bem alto!, e assando um bolinho de tangerina (receita de quem? De quem? Claro que da Claudia...) enquanto sofro de profundo tédio.

A sorte é que em mais duas semaninhas iremos à Oslo para o show do Gilberto Gil no Rockefeller dia 5 e o grande evento, a-ha no Spektrum, dia 7. Ainda vai ter encontro brasileiro de fãs do a-ha - pela primeira vez na vida vou conhecer "gente virtual"ao vivo e a cores... Amanda, Aline, Lilly, César e Fabi Zulli. Vamos agitar a bandeira brasileira na cara do Morten, Mags e Paul. Quero ficar espremida na grade nesse show, não quero saber!

E de quebra, vamos à Embaixada solicitar passaporte novo, registrar casamento e fazer matrícula consular. Mandei e-mail pra Embaixada e eles me surpreenderam na rapidez ao responder - 10 minutos!

Por hora, lhes deixo a letra de Roger Waters, Time, que é do álbum Dark Side of the Moon, de 1973 na verdade, e não Brain Damage como diz o crédito do Multishow. A música fala da percepção de que a vida não é preparar-se para o que está por vir, mas de tomar controle de seu próprio destino... Uau! Acho que Waters a escreveu num outono inglês, rsrsrs!



Time
Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an off hand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun

And you run and you run to catch up with the sun, but its sinking
And racing around to come up behind you again
The sun is the same in the relative way, but youre older
Shorter of breath and one day closer to death

Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on in quiet desperation is the english way
The time is gone, the song is over, thought Id something more to say

Home, home again
I like to be here when I can
And when I come home cold and tired
Its good to warm my bones beside the fire
Far away across the field
The tolling of the iron bell
Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells.

sábado, outubro 24, 2009

Mais música dinamarquesa

Pois é... Depois da notícia da separação do a-ha, às vezes fico tristinha ao ouvir a musiquinha deles, então o Jonas, Silas e Bo, do Mew, tem feito bastante companhia nessas caminhadas frias pro e do trabalho... Aqui vai uma música mais antiga, do álbum And the Glass Handed Kites, de 2006. Chama-se Special, e é realmente muito especial...

Tenho várias coisas pra postar, mas a preguiça impera. Semana que vem boto ordem na casa!




Special
You're special
You're like a rocket through me
Ohh, you're special
You're a rocket through me
And I cannot this time

Agarina
You can't say no
Agarina
This time you will go

You're special
You're like a rocket through me
Ohh, you're special
You're like a rocket through me
And I cannot this time

There's a taste that you can't shake
But you can't seem to let them go away
I know you're special
You're a rocket to me
At this suprised
All the time
I know what you said to me
And I don't care at the same time
But I'll take you up and down
Address it to you

You're special
You're like a rocket through me
Ohh, you're special
You're a rocket through me
And I cannot this time

There's a taste that you can't shake
But you can't seem to let them go away
I know you're special
You're a rocket to me
At this suprised
All the time

Agarina
You can't say no
Agarina
This time you will go

I know what you said to me
And I don't care at the same time
But I'll take you up and down
Address it to you

Honey bee

I know what you said to me
And I don't care at the same time
And what do you stay to do?
I saw the worse of you

domingo, outubro 18, 2009

Música boa - Repeaterbeater

Um dos melhores CDs que comprei em muito tempo... O novo No more stories Are told today I'm sorry They washed away No more stories The world is grey I'm tired Let's wash away do Mew é fabuloso. Não tem nenhuma música chata! Aqui, o último vídeo deles, da música Repeaterbeater. Eles estarão em Novembro aqui na Noruega também, dia 19 em Bergen e dia 21 em Oslo. Infelizmente não é dessa vez. Eles também já tocaram em Oslo este ano, no festival de verão Øyafestivalen. Ah, se eu morasse em Oslo... Mas meu desejo maior é um dia assistir ao Mew em Roskilde, o festival de música anual dinamarquês que acontece desde 1971, e foi organizado pela primeira vez por influência do Woodstock...

No Twitter da banda, Jonas Bjerre postou, todo feliz, que vão tocar com os Pixies, e ele não acredita que pode ser verdade. Estão em tour nos EUA e América do Norte no momento...

O vídeo em si começa após a propaganda...




Sometimes I've got nothing to say.
Nothing to sing about,
That makes you lie awake.
Sometimes I've got nothing to do.
Nothing to signal out when I can't be with you.

How should I hold this girlfriend?
As tight as I ever could?
Now, why should I?
No reason why.
You wore me down worse.
Did I show?

Show me something good.
Show me something.

Sometimes I am nowhere to be found.
If it is just a bed, then why the ringing sound?
Sometimes we've got nowhere to be.
Nothing to talk about.
And nothing to agree on.

How should I hold this girlfriend?
As tight as I ever could?
Now, why should I?
No reason why.
You wore me down worse.
Did I show?

How should I hold this girlfriend?
As tight as I ever could?
Now, why should I?
No reason why.
You wore me down worse.
Did I show?