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sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Recordar também é morrer de vergonha pelas escolhas passadas

O Léo, do freezer vizinho, a Finlândia, me fez cavar umas coisas antigas da minha vida que eu prefiro deixar engavetadas... Mas ele chamou a atenção para o blog da Jarid. E eu fui lá ler sobre o que se tratava. Pra quem não sabe, a Jarid é uma brazuca casada com um indiano sikh (os de turbante). Então, pra quem não vai ter saco de ir lá xeretar, eu resumo...

Jarid recebeu um pedido de ajuda via Internet, em nome de uma brasileira que havia largado tudo pra ir atrás de seu amor indiano que conheceu na net. A sogra até tinha falado com ela via webcam, e ela partiu com poucos dólares no bolso (erro número 1) e sem falar nem inglês (erro número 2). Quer dizer, tudo errado, mas existem váááááários casos assim. Aqui na Noruega, na Índia, nos States, seja onde for. E, como "se a esmola é grande o Santo desconfia", as recepções nem sempre são como esperadas. No caso dessa brasileira, o indiano era casado com dois filhos... Nem quero ir muito mais além (quem quiser, vá ler no blog da Jarid), mas no fim que a moça estava sendo envenenada...

Me parece que muita gente suspeitou da história. Eu empatizei na hora, nem por um minuto eu imagino que seja mentira. Porque isso acontece por lá aos montes. Os indianos são complicados, a cultura deles é muito diferente da nossa, e é preciso compreender e aprender MUITO antes de se envolver com um. Os valores são distintos, sabe? Em muitos aspectos acho que a Índia ainda tem bastante da novela de Glória Perez. Mas pior!

Aconteceu comigo entre 1999 e 2001. Namorei um indiano. Se você um dia chegou a ler os imensos arquivos deste blog saberá. Se não, eu facilito... Começa aqui, e então aqui, depois aqui, aqui , e o último, aqui. Resumo do meu Caminho das Índias particular: namorei o indiano no navio, indiano foi demitido por bebedeira durante o cruzeiro de travessia pro Brasil, onde minha família nos esperava no Rio no Natal. Naquelas férias (2001) resolvi ir pra Índia. No começo foi tudo tranquilo, a irmã dele ia se casar e eu fui pro casamento. E foi aí que deixei de narrar a história.

Mas o fim dela é assim...Depois do casamento, quando a irmã foi morar com o marido dela, a sogra mudou de anjo pra bruxa de vassoura. Não me fazia nada fisicamente, mas gritava conosco o dia todo. Parece que o medo dela era que eu roubasse o filho dela. Viúvas, na Índia, não podem fazer nada, tem "pouca serventia", digamos assim. Um horror, mas a cultura é deles, não minha!

Então voltei pro Brasil e resolvemos (na verdade eu resolvi porque resolvi e meus pobres pais, apesar de contrariados, não fizeram nada além de apoiar, ajudar, aceitar...) trazer o indiano pro Brasil. Lá se foi o indiano pra Delhi pegar o visto... O visto foi recusado, eu até liguei na Embaixada... Então tentamos de todo o jeito trazer o indiano, e não teve jeito. O plano então foi voltarmos a trabalhar em navios, cada um a partir de seu país. Eu arrumei em poucos meses um agente, e embarquei em menos de duas semanas (foi assim que eu fui parar na Carnival...). Quando embarquei, recebi um e-mail do indiano dizendo que ele ia pra um navio da Princess... :0 O que???? E fiquei com esse o que no ar, pois foi aquele o último e-mail que recebi do indiano. Nunca mais.

Então mandei a Carnival à merda e voltei pro Brasil. Fui fazer muita terapia pra digerir tudo o que havia acontecido comigo, e digerir a própria Índia! Um ano depois, recebo um e-mail, pedindo desculpas, e pedindo pra voltar :O O que??????? Apaguei o e-mail, aquilo já era passado e a fila já tinha andado!

E num belo Domingo de verão, quente pra burro, estava eu trabalhando lá no Pantanal, quando meu pai me liga pra contar que o indiano tinha ligado e meu pai tinha dado o telefone do hotel. Minutos depois, o indiano liga e chora e diz que ama e o escambau a quatro. Ouviu tanto palavrão que nem eu sabia que meu repertório em inglês era tão vasto... E então ele disse que a família o havia obrigado a desistir de mim, bla, bla, bla. (Bem, hoje, pensando bem, abençoada sogra-bruxa, porque se ela tivesse sido permissiva, sabe-lá-deus onde eu estaria hoje - E VCS NESTE MOMENTO NÃO PODEM IMAGINAR O DESCONFORTO QUE ESSE PENSAMENTO ME CAUSA).

Enfim, moral da história... Conhecendo o cara pessoalmente por mais de um ano, indo pra Índia pessoalmente pra ver onde eu tava pensando em amarrar meu jegue, não foi suficiente pra evitar o estrago, imagina largar tudo, pular num avião e chegar numa terra doida sem falar nenhuma língua que eles entendam? Meu inglês já era fluente, eu fui com grana e cartão de crédito pra emergências e passagem de volta comprada. Num dá nem pra cogitar circunstância diferente! Ou dá? Se você acha que dá, então vá lá na Jarid ler o que aconteceu com a moça!

O pior é que ouvi (li) dizer que esses casos tem sido cada vez mais comuns por causa do Orkut (maiores países usuários: Brasil e Índia!). Por isso, todo o cuidado é pouco. Love stories de internet existem e dão certo sim (tenho leitoras que me confirmam, né?). Mas não é sempre. Ainda mais quando as diferenças culturais vão muito além das novelas da Globo...

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(Notaram meus asteriscos pra mudar de assunto?)

Ontem assisti ao filme Sharkwater. Chorei de desgosto. É um documentário sobre a matança de tubarões no mundo, por causa do hábito asiático de consumir a tal sopa de barbatana escabrosa. Ficom aqui me perguntando porque o Homem acha pode andar nesse planeta decidindo quem vive e quem morre no mundo animal... Quando o que dá mesmo é vontade de matar os chefões da indústria de barbatana, ou da indústria de carne de baleia (fácil, já tô na Noruega mesmo, agora é só achar os caras!)por exemplo. Sem eles, o mundo não perderia NADA, absolutamente NADA.

Enfim... O produtor/escritor/diretor/cinegrafista do filme, Rob Stewart, passou uns tempos com Paul Watson e os Seas Sheperds, de quem também já falei aqui. Foi ótimo ter outra perspectiva do trabalho do Watson, um ambientalista renegado pelos outros mais "certinhos". Na verdade, ele é o cara que não tem medo de ir lá peitar as máfias que pescam em territórios onde não existem leis nem regulamentações. O mundo precisa de mais gente assim, e fod**-se os críticos. Oficialmente, Paul Watson entrou pro meu hall da fama de ídolos - um dia falo sobre eles...

Pra quem não viu o filme, vale a pena correr atrás. Acho que já tem em DVD. (Ou me mandem comentário com o e-mail e eu mando a mágica, rsrsrs)

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Fim de semana de folga, iríamos para o chalé, mesmo sabendo que a previsão do tempo é de muito frio... Mas Lars se acidentou hoje no trabalho (nada grave, mas poderia ter esmagado o dedo de verdade... Tá inchadão, coitadinho!). Então, vamos ficar em casa, assistindo uns filminhos e tomando uns traguinhos...
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quinta-feira, julho 02, 2009

Homossexualidade não é mais ilegal na Índia

Ao abrir o computador hoje, a primeira notícia que me chamou a atenção foi essa...

"A decisão reverte uma lei de 148 anos que havia sido herdada do tempo em que o país era uma colônia britânica e que qualificava sexo entre indivíduos do mesmo gênero como 'um atentado contra a natureza'." fonte: Uol Leia a matéria na íntegra aqui.

Imediatamente me ocorre, como sempre ocorreu ao pensar no puritanismo da Índia, como a colonização britânica ferrou com a Índia - um país onde a sociedade já era segmentada por causa da religião (as castas), e que piorou quando os ingleses trouxeram seus princípios morais e os impuseram aos "selvagens". Tenho certeza que a questão do sexo virar tabu veio daí. Afinal de contas, a Índia é o país do Kama Sutra, um manual de amor e sexo...

Quando eu estava na Índia, meu namorado indiano me levou ao Prince of Whales Museum, onde pudemos ver esculturas e pinturas dos séculos 9 e 10, até os dias atuais. E comentei com meu namorado "Nossa, que engraçado, nas esculturas e quadros muito antigos tem muita nudez! E depois vai desaperacendo, nos quadros mais recentes todos já estão mais vestidos"... E o ex responde, tão igenuamente "Não, Cami, na verdade nunca houve nudez - as esculturas estão erradas...". E eu "Quem disse isso?" e ele "A professora da escola!" Morri de rir, por dentro, porque rir na cara seria ofensa, mas olha só a que ponto a lavagem cerebral chegou! Prova da cultura ancestral indiana ser mais "liberal", digamos assim, são os templos de Khajuraho... Veja por si...


Ao se aproximar dos detalhes nos entalhes e esculturas das construções...


(todas as fotos de Khajuraho daqui)

Então alguém aí me responde se faz sentido imaginar que os indianos sempre foram pudicas? Pra mim é óbvio que não... Há alguns anos li um livro chamado "O Asceta do Desejo", que conta a história do escritor Vatsyayana, queescreveu o Kama Sutra, e como diz o nome do livro, era um asceta, pessoa que abre mão de todo desejo físico com o objetivo da realização espiritual! Enfim, se um dia surgir a oportunidade de por as mãos no livro, é uma leitura deliciosa, que eu recomendo. E que te fará entender como era o comportamento sexual da Índia em tempos bastante remotos... Naquela época, inclusive, eunucos cuidavam de harém, e há relatos de as moças do harém, pelo fato de o Rei, ou o dono daquele harém não poder dar atenção à todas, se divertiam entre si.


O Asceta do Desejo

Na verdade o "excesso de pudor" pode ter começado com a chegada dos muçulmanos nos séculos 11 e 12, e depois vieram os portugueses (e o catolicismo) no século 16. Holandeses e franceses também estiveram por lá, até a chegada dos ingleses a partir de 1612. Apenas em 1858 o total domínio inglês foi consolidado. Faça as contas até a declaração da independência da Índia (eu ajudo: 1947!) e veja quantos séculos de imposição cultural, social e econômica...

Algo me diz que a homossexualidade ser tabu e virar proibição por lei tem dedo de inglês, 'cês não acham não? Mais uma coincidência - na Jamaica (são as pessoas mais homofóbicas que conheci nestes 9 anos de tripulante) também dá cadeia! Então ninguém se assume, ou precisa sair do país para poder viver com dignidade. Resquício inglês, eu aposto!

Mas o que me deixou muito chateada foi, depois de ter lido no Uol, encontrar o post no blog INDI(A)GESTÃO através do blog da Lu (Lu, seu blog é como jornal pra mim, e tem vários blogs que acompanho através do seu). Não pelo post, mas pela forma como a autora coloca... "Se isto eh algo para se celebrar ou para se chorar, fica a cargo de cada um de voces [sic]" Como assim, cara pálida? Independente dela ser contra ou a favor (e se quisesse manter neutralidade JAMAIS deveria ter usado as palavras que usou), todos tem que entender o fato como um enorme passo na luta pelos Direitos Humanos e igualdade social, num país onde a desigualdade é tamanha, e ainda por cima reenforçada pela religião...

Ainda é possível que se volte atrás com a decisão, que não está agradando aos grupos religiosos (sempre eles, a praga que assola o mundo!!!). Que a Índia consiga manter esta vitória, e que consigam reverter a situação do HIV, que tem se espalhado com rapidez...

Aliás, pesquisando para o post, achei uma matéria sobre o Museu do Sexo em Mumbai, que na verdade é um chamariz para campanhas de prevenção de HIV. Adorei! Leia aqui...

terça-feira, junho 12, 2001

Voltei...

Pessoal

Antes de mais nada quero esclarecer a alguns que se confundiram... Eu não fui casar na Índia não, fui apenas visitar meu namorado e assistir ao casamento da irmã dele.

Bem, a Índia é um país de contrastes, etc, etc, como todos já sabem, com a diferença de que eu pude viver muita coisa que turista não vive: participar do pré, durante e pós cerimônia de casamento, visitar diversas casas de várias classes sociais, viver na periferia, que á a parte desgraçada de Mumbai, e o melhor - andar de trem de subúrbio.

Não preciso nem dizer que rolou um puta choque cultural entre a mãe de meu namorado e eu, mas ao contrário do que acontece com indianos, meu namoradao maravilhoso ficou do meu lado... E nossa relação ficou fortalecida. Sem contar detalhes mais sórdidos, porque inclusive eu ainda não os digeri, havíamos resolvido tentar voltar juntos para o Splendour. Uma vez que ele não conseguiu voltar porque a Royal não o aceitou de volta, decidimos que eu voltaria e ele tentaria outro barco. Já tinha ate a passagem para Veneza, quando numa briga inflamada com a mãe o bichinho resolveu vir embora comigo para o Brasil. Já tínhamos a passagem, só faltava o visto.Como íamos mesmo para New Delhi, tava fácil. [Nota da autora alguns anos depois: o que o desgraçado do indiano queria mesmo era escapar da horrível família dele, mas na hora H não foi macho o suficiente pra peitar... Depois de um ano da separação, em 2003, o cabraainda me ligou no Brasil, implorando pelamordedeus pra vir morar comigo. Mandei-lhe à merda]

Pegamos o avião para Delhi (na hora de dar tchau para a sogra, a mulher desembestou a chorar porque disse que sabia que ele estava fugindo comigo para sempre, tudo isto porque ele estava levando o passaporte dele!!! Louca de pedra, nós saindo só com uma malinha, enquanto eu deixava toda a minha bagagem e meus dolares pra trás???). No dia seguinte fomos para Agra, para visitar o famoso Taj Mahal. No caminho, ele resloveu me contar que o tio dele (que faz as vezes do pai, que faleceu), ao ser consultado sobre este "novo" passo que ele queria dar, disse a ele que o melhor seria ir cumprir ao menos mais um contrato num navio para saldar sua dívida. E eu perguntei que divida era esta (até então não sabia). Pois é, a família foi TÃO LEGAL com ele que, além de gastar TODO o dinheiro que ele tinha juntado durante todos os anos de navio, AINDA O FEZ SE ENDIVIDAR NUMA NOTA PRETA... Resultado, tive que concordar. E num momento idiota de iluminação, disse "Não volto mais para o navio! Acabe seu contrato que eu te espero no Brasil!". Como sou cretina... [Nota da Autora em 22/mar/2004: foi ai que eu cometi um erro... Deveria ter voltado para o Splendour - talvez estivesse lá ate hoje, me poupando tanto contratempo...]

Ficamos assim decididos, voltamos a Mumbai e foi um tal de cancela passagem... Ao menos conseguimos toda a grana de volta. A mãe dele pirou de vez, o astral tava péssimo entre eu e a sogra, e resolvi vir embora. Depois de duas frustradas tentantivas de embarque - se o Brasil é desorganizado, o que é a India então? Parei uns três dias na África do Sul, aproveitei para fazer um mini-safári e ir visitar Sun City. Foi legal, deu para espairecer...

Agora cá estou eu de volta, desempregada, procurando emprego, o que aliàs parece estar extremamente difícil. Liguei ate para o Laurent e ele mesmo me disse isso. Ja mandei uns currículos, e o negócio é esperar.

O marido, como anda de saco cheio da família e detesta a Índia (para viver, é claro!) disse que se até o final de junho nao conseguisse emprego, viria para cá. Eu o encorajei, achando que, com nossos curriculos e experiência, seria mais fácil.

Mas o lance agora é assim: esta segunda tenho uma entrevista com um novo agente de navios - quem tiver interesse me escreve que eu passo o telefone do cara. Ele contrata para várias empresas de navio, e não só brasileiros como estrangeiros. Já arquitetei um plano: se ele puder agenciar meu marido tambem, chamo ele, e ai vamos de novo juntos para um outro navio. Porque no pais do apagão, agora, num da pé!!! O jeito é encher o colchão lá fora e depois torrar aqui.

E se tudo der errado, ai eu jogo nas mãos de Deus. E neste meio tempo, se alguém precisar de uma domestica de luxo...

Beijos e até o proximo capítulo...
Cami Camélia

quarta-feira, maio 09, 2001

A India é...

Pessoas, aqui vai um breve relato sobre minha estadia neste pais asiático chamado Índia... Posso dizer que, depois de chegar aqui, eu entendi tudo... Tudo significa o comportamento dos indianos que eu conheci no navio, tudo significa a gama de diferentes reações das pessoas que vem de férias...


Um país que te toca a pele e a alma com a mesma intensidade, e mesmo assim quando você vezes se pergunta se gostou ou não (até agora) nao há resposta! Strange.

Tudo aqui é muito pobre e sujo... Andar de trem de subúrbio, uma experiÊncia pela qual a maioria de turistas por sorte não passa) causa náusea. As pessoas dentro do trem fedem, e claro, debaixo de um calor super seco de 42 graus (pois é, moçada, eu vim no verão), um ar tão poluído que só se acredita após limpar as orelhas... As favelas ao longo do trilho fedem - peixe, merda, miséria, e das janelas podemos ver criancinhas brincando nos esgotos. Não muito diferente do Brasil, vocês devem estar pensando. Pois bem, acreditem-me, a Índia faz Salvador parecer Buenos Aires, São Paulo parecer Manhattan, Rio de Janeiro idêntica a Paris, se é que vocês me entendem. Talvez porque nós, paulistanos "bem nascidos" passemos a vida muito isolados da realidade da periferia. A Índia e é um choque. Dá nojo na maioria das vezes.

Mas aí vem a religiosidade, as cores dos sarees e suridaars das mulheres nas ruas, os templos hindus por todos os lados, as muçulmanas com seus trajes negros e rostos cobertos destoando de tudo, as vacas nas ruas, os sabores da comida...

Difícil!

Com minha "família" tá indo tudo bem. Não havia razão para tanta duvida. Estão um pouco atarefados com as coisas do casamento nestes dias, mas ja deu até para me levar às compras. Precisam ver meu saree dourado que comprei para o casamento. Já fui ate a praia (um lixo o Arabian sea) e a um parque aquático.





Enfim, nada mais a dizer. Saio daqui direto para Veneza, onde pela 3a vez embarco no Splendour, para uma temporada na Grécia e Turquia. Pelo visto, sem o marido, que não esta conseguindo voltar parta o barco. Resolvemos então que eu devo aproveitar a bocada mais uma vez e fazer mais alguma grana, enquanto ele trabalha em outro barco/cia. Depois vou para o Brasil e espero por ele lá...

Que os 300 milhões de divindades hindus me ajudem.

Beijos
Cami