O Léo, do freezer vizinho, a Finlândia, me fez cavar umas coisas antigas da minha vida que eu prefiro deixar engavetadas... Mas ele chamou a atenção para o blog da Jarid. E eu fui lá ler sobre o que se tratava. Pra quem não sabe, a Jarid é uma brazuca casada com um indiano sikh (os de turbante). Então, pra quem não vai ter saco de ir lá xeretar, eu resumo...
Jarid recebeu um pedido de ajuda via Internet, em nome de uma brasileira que havia largado tudo pra ir atrás de seu amor indiano que conheceu na net. A sogra até tinha falado com ela via webcam, e ela partiu com poucos dólares no bolso (erro número 1) e sem falar nem inglês (erro número 2). Quer dizer, tudo errado, mas existem váááááários casos assim. Aqui na Noruega, na Índia, nos States, seja onde for. E, como "se a esmola é grande o Santo desconfia", as recepções nem sempre são como esperadas. No caso dessa brasileira, o indiano era casado com dois filhos... Nem quero ir muito mais além (quem quiser, vá ler no blog da Jarid), mas no fim que a moça estava sendo envenenada...
Me parece que muita gente suspeitou da história. Eu empatizei na hora, nem por um minuto eu imagino que seja mentira. Porque isso acontece por lá aos montes. Os indianos são complicados, a cultura deles é muito diferente da nossa, e é preciso compreender e aprender MUITO antes de se envolver com um. Os valores são distintos, sabe? Em muitos aspectos acho que a Índia ainda tem bastante da novela de Glória Perez. Mas pior!
Aconteceu comigo entre 1999 e 2001. Namorei um indiano. Se você um dia chegou a ler os imensos arquivos deste blog saberá. Se não, eu facilito... Começa aqui, e então aqui, depois aqui, aqui , e o último, aqui. Resumo do meu Caminho das Índias particular: namorei o indiano no navio, indiano foi demitido por bebedeira durante o cruzeiro de travessia pro Brasil, onde minha família nos esperava no Rio no Natal. Naquelas férias (2001) resolvi ir pra Índia. No começo foi tudo tranquilo, a irmã dele ia se casar e eu fui pro casamento. E foi aí que deixei de narrar a história.
Mas o fim dela é assim...Depois do casamento, quando a irmã foi morar com o marido dela, a sogra mudou de anjo pra bruxa de vassoura. Não me fazia nada fisicamente, mas gritava conosco o dia todo. Parece que o medo dela era que eu roubasse o filho dela. Viúvas, na Índia, não podem fazer nada, tem "pouca serventia", digamos assim. Um horror, mas a cultura é deles, não minha!
Então voltei pro Brasil e resolvemos (na verdade eu resolvi porque resolvi e meus pobres pais, apesar de contrariados, não fizeram nada além de apoiar, ajudar, aceitar...) trazer o indiano pro Brasil. Lá se foi o indiano pra Delhi pegar o visto... O visto foi recusado, eu até liguei na Embaixada... Então tentamos de todo o jeito trazer o indiano, e não teve jeito. O plano então foi voltarmos a trabalhar em navios, cada um a partir de seu país. Eu arrumei em poucos meses um agente, e embarquei em menos de duas semanas (foi assim que eu fui parar na Carnival...). Quando embarquei, recebi um e-mail do indiano dizendo que ele ia pra um navio da Princess... :0 O que???? E fiquei com esse o que no ar, pois foi aquele o último e-mail que recebi do indiano. Nunca mais.
Então mandei a Carnival à merda e voltei pro Brasil. Fui fazer muita terapia pra digerir tudo o que havia acontecido comigo, e digerir a própria Índia! Um ano depois, recebo um e-mail, pedindo desculpas, e pedindo pra voltar :O O que??????? Apaguei o e-mail, aquilo já era passado e a fila já tinha andado!
E num belo Domingo de verão, quente pra burro, estava eu trabalhando lá no Pantanal, quando meu pai me liga pra contar que o indiano tinha ligado e meu pai tinha dado o telefone do hotel. Minutos depois, o indiano liga e chora e diz que ama e o escambau a quatro. Ouviu tanto palavrão que nem eu sabia que meu repertório em inglês era tão vasto... E então ele disse que a família o havia obrigado a desistir de mim, bla, bla, bla. (Bem, hoje, pensando bem, abençoada sogra-bruxa, porque se ela tivesse sido permissiva, sabe-lá-deus onde eu estaria hoje - E VCS NESTE MOMENTO NÃO PODEM IMAGINAR O DESCONFORTO QUE ESSE PENSAMENTO ME CAUSA).
Enfim, moral da história... Conhecendo o cara pessoalmente por mais de um ano, indo pra Índia pessoalmente pra ver onde eu tava pensando em amarrar meu jegue, não foi suficiente pra evitar o estrago, imagina largar tudo, pular num avião e chegar numa terra doida sem falar nenhuma língua que eles entendam? Meu inglês já era fluente, eu fui com grana e cartão de crédito pra emergências e passagem de volta comprada. Num dá nem pra cogitar circunstância diferente! Ou dá? Se você acha que dá, então vá lá na Jarid ler o que aconteceu com a moça!
O pior é que ouvi (li) dizer que esses casos tem sido cada vez mais comuns por causa do Orkut (maiores países usuários: Brasil e Índia!). Por isso, todo o cuidado é pouco. Love stories de internet existem e dão certo sim (tenho leitoras que me confirmam, né?). Mas não é sempre. Ainda mais quando as diferenças culturais vão muito além das novelas da Globo...
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(Notaram meus asteriscos pra mudar de assunto?)
Ontem assisti ao filme Sharkwater. Chorei de desgosto. É um documentário sobre a matança de tubarões no mundo, por causa do hábito asiático de consumir a tal sopa de barbatana escabrosa. Ficom aqui me perguntando porque o Homem acha pode andar nesse planeta decidindo quem vive e quem morre no mundo animal... Quando o que dá mesmo é vontade de matar os chefões da indústria de barbatana, ou da indústria de carne de baleia (fácil, já tô na Noruega mesmo, agora é só achar os caras!)por exemplo. Sem eles, o mundo não perderia NADA, absolutamente NADA.
Enfim... O produtor/escritor/diretor/cinegrafista do filme, Rob Stewart, passou uns tempos com Paul Watson e os Seas Sheperds, de quem também já falei aqui. Foi ótimo ter outra perspectiva do trabalho do Watson, um ambientalista renegado pelos outros mais "certinhos". Na verdade, ele é o cara que não tem medo de ir lá peitar as máfias que pescam em territórios onde não existem leis nem regulamentações. O mundo precisa de mais gente assim, e fod**-se os críticos. Oficialmente, Paul Watson entrou pro meu hall da fama de ídolos - um dia falo sobre eles...
Pra quem não viu o filme, vale a pena correr atrás. Acho que já tem em DVD. (Ou me mandem comentário com o e-mail e eu mando a mágica, rsrsrs)
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Fim de semana de folga, iríamos para o chalé, mesmo sabendo que a previsão do tempo é de muito frio... Mas Lars se acidentou hoje no trabalho (nada grave, mas poderia ter esmagado o dedo de verdade... Tá inchadão, coitadinho!). Então, vamos ficar em casa, assistindo uns filminhos e tomando uns traguinhos...
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Jarid recebeu um pedido de ajuda via Internet, em nome de uma brasileira que havia largado tudo pra ir atrás de seu amor indiano que conheceu na net. A sogra até tinha falado com ela via webcam, e ela partiu com poucos dólares no bolso (erro número 1) e sem falar nem inglês (erro número 2). Quer dizer, tudo errado, mas existem váááááários casos assim. Aqui na Noruega, na Índia, nos States, seja onde for. E, como "se a esmola é grande o Santo desconfia", as recepções nem sempre são como esperadas. No caso dessa brasileira, o indiano era casado com dois filhos... Nem quero ir muito mais além (quem quiser, vá ler no blog da Jarid), mas no fim que a moça estava sendo envenenada...
Me parece que muita gente suspeitou da história. Eu empatizei na hora, nem por um minuto eu imagino que seja mentira. Porque isso acontece por lá aos montes. Os indianos são complicados, a cultura deles é muito diferente da nossa, e é preciso compreender e aprender MUITO antes de se envolver com um. Os valores são distintos, sabe? Em muitos aspectos acho que a Índia ainda tem bastante da novela de Glória Perez. Mas pior!
Aconteceu comigo entre 1999 e 2001. Namorei um indiano. Se você um dia chegou a ler os imensos arquivos deste blog saberá. Se não, eu facilito... Começa aqui, e então aqui, depois aqui, aqui , e o último, aqui. Resumo do meu Caminho das Índias particular: namorei o indiano no navio, indiano foi demitido por bebedeira durante o cruzeiro de travessia pro Brasil, onde minha família nos esperava no Rio no Natal. Naquelas férias (2001) resolvi ir pra Índia. No começo foi tudo tranquilo, a irmã dele ia se casar e eu fui pro casamento. E foi aí que deixei de narrar a história.
Mas o fim dela é assim...Depois do casamento, quando a irmã foi morar com o marido dela, a sogra mudou de anjo pra bruxa de vassoura. Não me fazia nada fisicamente, mas gritava conosco o dia todo. Parece que o medo dela era que eu roubasse o filho dela. Viúvas, na Índia, não podem fazer nada, tem "pouca serventia", digamos assim. Um horror, mas a cultura é deles, não minha!
Então voltei pro Brasil e resolvemos (na verdade eu resolvi porque resolvi e meus pobres pais, apesar de contrariados, não fizeram nada além de apoiar, ajudar, aceitar...) trazer o indiano pro Brasil. Lá se foi o indiano pra Delhi pegar o visto... O visto foi recusado, eu até liguei na Embaixada... Então tentamos de todo o jeito trazer o indiano, e não teve jeito. O plano então foi voltarmos a trabalhar em navios, cada um a partir de seu país. Eu arrumei em poucos meses um agente, e embarquei em menos de duas semanas (foi assim que eu fui parar na Carnival...). Quando embarquei, recebi um e-mail do indiano dizendo que ele ia pra um navio da Princess... :0 O que???? E fiquei com esse o que no ar, pois foi aquele o último e-mail que recebi do indiano. Nunca mais.
Então mandei a Carnival à merda e voltei pro Brasil. Fui fazer muita terapia pra digerir tudo o que havia acontecido comigo, e digerir a própria Índia! Um ano depois, recebo um e-mail, pedindo desculpas, e pedindo pra voltar :O O que??????? Apaguei o e-mail, aquilo já era passado e a fila já tinha andado!
E num belo Domingo de verão, quente pra burro, estava eu trabalhando lá no Pantanal, quando meu pai me liga pra contar que o indiano tinha ligado e meu pai tinha dado o telefone do hotel. Minutos depois, o indiano liga e chora e diz que ama e o escambau a quatro. Ouviu tanto palavrão que nem eu sabia que meu repertório em inglês era tão vasto... E então ele disse que a família o havia obrigado a desistir de mim, bla, bla, bla. (Bem, hoje, pensando bem, abençoada sogra-bruxa, porque se ela tivesse sido permissiva, sabe-lá-deus onde eu estaria hoje - E VCS NESTE MOMENTO NÃO PODEM IMAGINAR O DESCONFORTO QUE ESSE PENSAMENTO ME CAUSA).
Enfim, moral da história... Conhecendo o cara pessoalmente por mais de um ano, indo pra Índia pessoalmente pra ver onde eu tava pensando em amarrar meu jegue, não foi suficiente pra evitar o estrago, imagina largar tudo, pular num avião e chegar numa terra doida sem falar nenhuma língua que eles entendam? Meu inglês já era fluente, eu fui com grana e cartão de crédito pra emergências e passagem de volta comprada. Num dá nem pra cogitar circunstância diferente! Ou dá? Se você acha que dá, então vá lá na Jarid ler o que aconteceu com a moça!
O pior é que ouvi (li) dizer que esses casos tem sido cada vez mais comuns por causa do Orkut (maiores países usuários: Brasil e Índia!). Por isso, todo o cuidado é pouco. Love stories de internet existem e dão certo sim (tenho leitoras que me confirmam, né?). Mas não é sempre. Ainda mais quando as diferenças culturais vão muito além das novelas da Globo...
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(Notaram meus asteriscos pra mudar de assunto?)
Ontem assisti ao filme Sharkwater. Chorei de desgosto. É um documentário sobre a matança de tubarões no mundo, por causa do hábito asiático de consumir a tal sopa de barbatana escabrosa. Ficom aqui me perguntando porque o Homem acha pode andar nesse planeta decidindo quem vive e quem morre no mundo animal... Quando o que dá mesmo é vontade de matar os chefões da indústria de barbatana, ou da indústria de carne de baleia (fácil, já tô na Noruega mesmo, agora é só achar os caras!)por exemplo. Sem eles, o mundo não perderia NADA, absolutamente NADA.
Enfim... O produtor/escritor/diretor/cinegrafista do filme, Rob Stewart, passou uns tempos com Paul Watson e os Seas Sheperds, de quem também já falei aqui. Foi ótimo ter outra perspectiva do trabalho do Watson, um ambientalista renegado pelos outros mais "certinhos". Na verdade, ele é o cara que não tem medo de ir lá peitar as máfias que pescam em territórios onde não existem leis nem regulamentações. O mundo precisa de mais gente assim, e fod**-se os críticos. Oficialmente, Paul Watson entrou pro meu hall da fama de ídolos - um dia falo sobre eles...
Pra quem não viu o filme, vale a pena correr atrás. Acho que já tem em DVD. (Ou me mandem comentário com o e-mail e eu mando a mágica, rsrsrs)
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Fim de semana de folga, iríamos para o chalé, mesmo sabendo que a previsão do tempo é de muito frio... Mas Lars se acidentou hoje no trabalho (nada grave, mas poderia ter esmagado o dedo de verdade... Tá inchadão, coitadinho!). Então, vamos ficar em casa, assistindo uns filminhos e tomando uns traguinhos...
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