Acordamos sem pressa e tomamos um bom café da manhã. A primeira coisa que fizemos foi esgotar as compras. Voltamos na Traktøren, e eu comprei meus ramequins (8 por 300 coroas) e Lars comprou ainda 4 caixinhas de temperos e especiarias para carne de caça. De lá voltamos ao hotel pra deixar a sacola. Na frente do hotel havia uma linda loja de decoração, e achamos na vitrine um presente de dia das mães pra sogra (14 de fevereiro é Dia das Mães na Noruega).
Então ajeitamos as solas dos sapatos e as pusemos pra trabalhar. No caminho, uma faixa anuncia um centro de experiência aha! Já tava pensando que era, mas não era...

Caminhamos até a Catedral de Nidaros. Pra quem não conhece a história, ela começou a ser construída por volta de 1070, swob o local onde o Rei Olav Haraldsson foi enterrado. Após sua morte, foi santificado (é assim que fala?). Originalmente católica, a Catedral foi construída em estilo barroco, e sua construção levou cerca de 250 anos. O lindo blog My Little Norway tem um post em três partes sobre ela, em inglês, com fotos antigas e tudo.
Após a Reforma Protestante, passou a ser a catedral de Bispos Luteranos em Trondheim. É nessa Catedral que acontecem as coroações da Realeza norueguesa.Acendi uma velinha para meu pai, Lars acendeu outra pro pai dele, foi bem emocionante...
Fora da Catedral, nas instalações no Arcebispo, tem um museu com peças provenientes das escavações arqueológicas no local, bem interessante, e num outro prédio estão expostas as coroas da Noruega (abra o link pra visualizá-las no site oficial). Acho que nem em Versailles eu tinha visto coroas de verdade... Fotos são proibidíssimas. Ainda consegui contrabandear uma do manto real, mas das coroas nem pensar. Tem um guarda lá com elas o tempo todo.


Na saída tive que parar na lojinha e comprar dois pacotes de chás de ervas, produzidos ali mesmo... Da catedral fomos em direção à Old Town Bridge, uma ponte antiga que cruza o rio Nidelva. Ao cruzá-la, chega-se a uma parte da cidade chamada Bakklandet. Morro acima, está o Forte de Kristiansen, e uma vista fabulosa da cidade...
Vista do rio dividindo a cidadeNa descida do morro, vários momentos pitorescos... Como o Think!, carro elétrico de fabricação norueguesa (lembram da história do a-ha e dos carros elétricos na Noruega, né?), e o que deveria ser o futuro da indústria automobilística-sustentável, mas não é; e um Jack Russel sentado na janela da casa dele, assistindo ao movimento...

Depois dessa baita caminhada, ainda andamos um pouco mais, procurando um lugar especial para o happy hour deste sábado tão proveitoso. No caminho, uma coisa muito curiosa... Um banheiro público no meio da rua...
E, depois de muito andar, chegou a hora do happy hour, e acabamos parando no mesmo pub escocês de ontem, onde bandos de homens assistiam ao futebol inglês, apostavam em cavalos ou assistiam aos jogos das Olimpíadas de Inverno, que começaram esta sexta-feira em Vancouver.Depois de duas cervejas, voltamos pro hotel, pra tomar banho e descansar os pés de verdade. Pra jantar, havíamos feito reserva num restaurante posh ali em Bakklandet, de cozinha asiática. Mas como o garçon nem pegou nosso telefone, desistimos. Porque eu queria muito, muito, muito ir ao restaurante familiar tailandês em frente ao hotel. E foi a melhor coisa que fizemos. Comemos pacas, bebemos, e gastamos menos do gastaríamos comendo o mesmo no restaurante posh. Além do que, foi uma das melhores comidas tailandesas que eu comi na vida... Simples e magnífica, quase explodi!
Com direito à degustação de cerveja tailandesa! Depois do jantar,demos um volta no quarteirão, apreciando o movimento e fazendo a digestão. E acabamos a noite no mesmo pub na frente do hotel. Mas dessa vez não ficamos até fechar... Deitamos antes da meia-noite!








