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segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Mew-adventure in Trondheim, parte 2: Catedral de Nidaros e arredores

Sábado, 13 de fevereiro


Acordamos sem pressa e tomamos um bom café da manhã. A primeira coisa que fizemos foi esgotar as compras. Voltamos na Traktøren, e eu comprei meus ramequins (8 por 300 coroas) e Lars comprou ainda 4 caixinhas de temperos e especiarias para carne de caça. De lá voltamos ao hotel pra deixar a sacola. Na frente do hotel havia uma linda loja de decoração, e achamos na vitrine um presente de dia das mães pra sogra (14 de fevereiro é Dia das Mães na Noruega).

Então ajeitamos as solas dos sapatos e as pusemos pra trabalhar. No caminho, uma faixa anuncia um centro de experiência aha! Já tava pensando que era, mas não era...


Caminhamos até a Catedral de Nidaros. Pra quem não conhece a história, ela começou a ser construída por volta de 1070, swob o local onde o Rei Olav Haraldsson foi enterrado. Após sua morte, foi santificado (é assim que fala?). Originalmente católica, a Catedral foi construída em estilo barroco, e sua construção levou cerca de 250 anos. O lindo blog My Little Norway tem um post em três partes sobre ela, em inglês, com fotos antigas e tudo.

Após a Reforma Protestante, passou a ser a catedral de Bispos Luteranos em Trondheim. É nessa Catedral que acontecem as coroações da Realeza norueguesa.

A catedral é belíssima... Pode ser comparada a todas as catedrais que visitei na Europa (Saint Estephan, em Viena; Mátyás-Templom em Budapeste; Basílica de São Marcos em Veneza, Notre-Dame em Paris, Sacre-Coeur em Paris; Catedral de São Vito em Praga), e se bobear ainda ganha de algumas. É tida esculpida em pedra-sabão, e por isso as paredes interiores tem inscrições de visitantes - ilegais, mas lá, marcadas...

Acendi uma velinha para meu pai, Lars acendeu outra pro pai dele, foi bem emocionante...

Fora da Catedral, nas instalações no Arcebispo, tem um museu com peças provenientes das escavações arqueológicas no local, bem interessante, e num outro prédio estão expostas as coroas da Noruega (abra o link pra visualizá-las no site oficial). Acho que nem em Versailles eu tinha visto coroas de verdade... Fotos são proibidíssimas. Ainda consegui contrabandear uma do manto real, mas das coroas nem pensar. Tem um guarda lá com elas o tempo todo.




Na saída tive que parar na lojinha e comprar dois pacotes de chás de ervas, produzidos ali mesmo... Da catedral fomos em direção à Old Town Bridge, uma ponte antiga que cruza o rio Nidelva. Ao cruzá-la, chega-se a uma parte da cidade chamada Bakklandet. Morro acima, está o Forte de Kristiansen, e uma vista fabulosa da cidade...

Vista a partir da ponte

Subindo o morro em direção ao forte, vista da Catedral

Na entrada do Forte

A antiga prisão no forte - resolvi fazer esta foto em P&B

As armas!

Vista do rio dividindo a cidade

Na descida do morro, vários momentos pitorescos... Como o Think!, carro elétrico de fabricação norueguesa (lembram da história do a-ha e dos carros elétricos na Noruega, né?), e o que deveria ser o futuro da indústria automobilística-sustentável, mas não é; e um Jack Russel sentado na janela da casa dele, assistindo ao movimento...

Depois dessa baita caminhada, ainda andamos um pouco mais, procurando um lugar especial para o happy hour deste sábado tão proveitoso. No caminho, uma coisa muito curiosa... Um banheiro público no meio da rua...

E, depois de muito andar, chegou a hora do happy hour, e acabamos parando no mesmo pub escocês de ontem, onde bandos de homens assistiam ao futebol inglês, apostavam em cavalos ou assistiam aos jogos das Olimpíadas de Inverno, que começaram esta sexta-feira em Vancouver.

Nada como uma boa Newcastle pra relaxar os pés!!!

Depois de duas cervejas, voltamos pro hotel, pra tomar banho e descansar os pés de verdade. Pra jantar, havíamos feito reserva num restaurante posh ali em Bakklandet, de cozinha asiática. Mas como o garçon nem pegou nosso telefone, desistimos. Porque eu queria muito, muito, muito ir ao restaurante familiar tailandês em frente ao hotel. E foi a melhor coisa que fizemos. Comemos pacas, bebemos, e gastamos menos do gastaríamos comendo o mesmo no restaurante posh. Além do que, foi uma das melhores comidas tailandesas que eu comi na vida... Simples e magnífica, quase explodi!

Com direito à degustação de cerveja tailandesa! Depois do jantar,demos um volta no quarteirão, apreciando o movimento e fazendo a digestão. E acabamos a noite no mesmo pub na frente do hotel. Mas dessa vez não ficamos até fechar... Deitamos antes da meia-noite!

domingo, fevereiro 14, 2010

Mew-adventure in Trondheim, parte 1: Presente de aniversário

Sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010.

Saímos de casa exatamente 35 minutos antes do vôo. Atrasou uns 25 minutos porque vinha de Tromsø. Depois de uma horinha, chegamos ao aeroporto de Trondheim, que fica num lugar loooonge pra burro chamado Værnes. De lá pro centro são uns 45 minutos de busão, a 90 coroas por pessoa! Um absurdo, mas bem mais barato que taxi.



De Bodø a Trondheim, o tempo tava quase igual...














Chegamos então ao Centro, e andamos uma quadra até o hotel, lindinho por sinal... Fica num edifício que foi uma padaria (bakeri, em norueguês) no fim do século 19. As paredes são forradas com fotos antigas contando a história do lugar. Ainda por cima bem localizado.


Depois de instalados saímos pra dar um rolê. A sogra havia me presenteado na quarta com uma plantinha suculenta linda, e mais 500 coroas pra comprar um presente pra mim. Então fomos dar uma sapeada nas lojas. Em Bodø não tem nada de loja além das de departamento. Então achei na Zara uma jaqueta pra chuva, bem primaveril, por 200 coroas. Tava em promoção porque era da coleção passada. Abocanhei, lógico. Depois andamos até um dos shoppings da região. Nesse, achei uma loja de utensílios de cozinha, daquelas de enlouquecer, chamada Traktøren. Depois de quase uma hora fuçando, achei uns ramequins de louça que vão ao forno, joguinhos de 4 por 150 coroas. Mas não levei, caso achasse alguma outra coisa.

E então já era hora do nosso happy hour, então paramos num pub escocês (mas os pubs na Europa, fora da Irlanda e UK, são todos iguais mesmo...). Tomamos uma Kilkeny e uma Guinnes (minhas cervejas irlandesas favoritas).

Então voltamos ao hotel pra banhão e jantar. Um bufê bem do furreca, com tacos mexicanos. Cá pra nós, o nosso bufê é melhor, por isso somos o melhor Clarion Collection da Escandinávia no quesito comida... Mas enfim, era incluso.

E então resolvemos sair cedo pra chegar no local do show, o Stundentersamfundet, cedo, pra ficar num lugar bom. Nem sei se preciso dizer, mas pelo nome deve dar pra concluir, que o local do show é um tipo de clube de estudantes... E só tinha estudante. Nos sentimos os próprios peixes-fora-d´água. Mas Mew é Mew, então não importou muito. Chegamos mais de uma hora antes do show, e foi um saco esperar até abrirem as portas. Mas quando abriram, conseguimos um lugar relativamente bom, sentados.

A abertura foi uma banda local chamada Taxi Taxi. Boazinha, só violões, as mocinhas cantando direitinho, mas não dava pra ouvir NADA. Primeiro, porque o som estava uma osta e eu fiquei logo torcendo pra que arrumassem o problema logo, senão o Mew ficaria prejudicado. Segundo, porque havia umas 1000 pessoas ali dentro falando ao mesmo tempo, fazendo a social, todos com cervejonas imensas nas mãos, inclusive aqueles que aparentavam ter menos de 18 anos (idade legal pra beber cerveja na Noruega).

Taxi Taxi acabou, e entraram os técnicos pra ajeitar o palco e testar o som. Levou uma boa meia-hora. Então, às 10:45 da noite Mew entra no palco. Um a um, começando a tocar seu instrumento, e por último o Jonas. A platéia veio abaixo... A pena é que eu não consegui fazer nenhum vídeo ou fotinha decente. É que o show deles é meio que feito propositalmente pra isso. A iluminação é sempre indireta,vem de baixo ou por trás deles, ou se é direta é colorida. Além disso, tem muita fumaça, e os vídeos projetados ao fundo o tempo todo. É a imagem Mew, construída por eles pra acompanhar a música. Tudo quase psicodélico.



Mas os caras tocam pra carvalho! Eu não esperava que fosse tão, tão, tão tão bom... Bo quase arrebentou as cordas da guitarra dele, e Silas detona a bateria. Muito energéticos. Jonas é bem quietinho no palco, quase não se mexe. Mas quando ele abre a boquinha, meldeus! E ele ainda por cima toca guitarra e piano no show. Quem sabe faz ao vivo, eu sempre digo...

Abaixo o set list, que consegui no site da Last.fm.
1. Snow Brigade
2. Hawaii
3. Introducing Palace Players
4. Repeaterbeater
5. Silas the Magic Car
6. Apocalypso
7. Saviours of Jazz Ballet
8. Bamse
9. (Uda Puda)
10. Beach
11. Am I Wry?
12. 156
13. Sometimes Life Isn't Easy
14. Tricks of The Trade (Additional Information: First time ever live)
15. Cartoons and Macramé Wounds
Encore:
16. Special
17. Zookeeper's Boy
Encore 2:
18. Louise Louisa

Pra ilustrar o astral do show, terei que colocar aqui um vídeo que achei no Youtube, já que os meus não ficaram bons. Esse trecho é Apocalypso e Bamse... E tem um urso holográfico que fala, bicho... Muito legal!



Aqui meus vídeos:

Special


Repeaterbeater


Aliás, Léo da Finlândia, tem um show deles em Tampere dia 16 agora! Se eu fosse você, eu ia! Não vai se arrepender!

Bom, saí do show extasiada. E aí era hora do happy hour. De novo! Andamos de volta pro hotel, e paramos num pub bem em frente ao hotel. Ficamos por lá até o bartender nos dar o aviso de fechamento, às 2:30 da manhã... Daí caminha, assim bem alegrinhos.

O resto fica pra depois...