terça-feira, março 30, 2010
Será que foi culpa minha???
Leia este trecho de um post meu, publicado em 11 de março...
Agora leiam trecho de notícia do Jornal Preto no Branco, o jornal dos imigrantes brasileiros na Noruega - na verdade matéria originalmente publicada no jornal VG.
Agora leiam trecho de notícia do Jornal Preto no Branco, o jornal dos imigrantes brasileiros na Noruega - na verdade matéria originalmente publicada no jornal VG.
segunda-feira, março 29, 2010
A Hora do Planeta, O Mundo Sem Nós, e um monte de chatice pra tirar as pessoas da zona de conforto - Spoiler Alert: post muito pessimista
Hoje acoredei bem cedo, assim, naturalmente. É o primeiro dia das férias de Páscoa. E lendo algumas coisas interessantes e outras várias imbecilidades na Internet, resolvi fazer o tão anunciado post sobre o livro "The World Without Us", do Alan Weisman.
Então, sobre o livro... Primeiro soube dele por causa de um post da Beth, que tinha um filminho-propaganda. Comprei usado na Amazon.com. Em inglês, foi uma leitura mais demorada pela quantidade de termos científicos bem específicos. Mas posso dizer que o livro foi devorado com voracidade. O autor e jornalista escreveu um artigo chamado "Earth Without People", em 2005, e a partir daí surgiu o livro. Renatinha também leu porque viu aqui, e escreveu a resenha dela. E resolveu dar o livro de presente. Eu ainda não dou o meu porque Lars quer ler. Daí eu dou!
Weisman começa a linha de pensamento assumindo que, num determinado dia, a raça humana desaparecesse da Terra por qualquer motivo (o motivo em si não é importante, o importante é assumir que a humanidade desapareceu, e foi a única. O resto permanece como foi deixado). A partir daí, ele vai tratando da durabilidade e dissolução dos materias, sua reabsorção ao ciclo do carbono, digamos assim. Primeiro, ele descreve o que aconteceria com as casas, edifícios. O que se desintegra primeiro, quantos anos leva a dissolução decada material, etc. Em seguida, vem as cidades.
Através de pesquisa e entrevista com cientistas de cada área envolvida, além de relatos de fuincionários de manutenção de grandes estruturas, como por exemplo o metrô de NY e a ponte do Brooklyn, ele vai contando quanto tempo levaria para que estas estruturas ruíssem, sucumbissem à natureza e suas forças. É chocante descobrir a batalha diária de centenas de homens contra a natureza, por exemplo no metrô, reparando infiltrações e vazamentos, arrancando plantas que insistem em aparecer nas menores cavidades e fissuras, que eventualmente poderiam virar árvores. Ainda sobre as cidades, ele conta também quanto tempo levaria para que florestas voltassem naturalmente a aparecer, e fala das espécies não-nativas levadas a outros lugares, que mesmo no futuro, competindo com as espécies nativas venceriam a batalha. Concluimos então que em muitos lugares, a vegetação jamais voltaria a ser o que era antes da curta existência da raça humana.
Das cidades ele vai às fazendas. Fala dos pesticidas e fertilizantes, e de como alguns deles levariam muito tempo pra se "desfazer", e do dano que causaram e ainda causam. Essa parte também pode ser descoberta pelo documentário sobre a Monsanto, no Youtube, pra quem não quer ler o livro.
Chega a vez das grandes obras da humanidade, como a Muralha da China e o Canal da Mancha, e o Canal do Panamá, que teoricamente sem manuntenção, em algumas dezenas de anos voltaria a ser exatamente como era antes de nós destroçarmos a geografia panamenha. E vai falando também do que aconteceria com nossos animais domésticos e os selvagens. De como nossos animais domésticos tenderiam a morrer logo, sem nós pra cuidarmos deles, e como eles virariam presas dos animais selvagens, que, sem os humanos pra diminuírem seus habitats naturais e caça-los, voltariam a ser grandes populações. Vacas, carneiros, cabras, cachorros, todos sucumbiriam. Exceto os gatos domésticos, que totalizam bilhões no planeta. Estes são responsáveis, por sua vez, pela morte de 219 milhões de pásssaros por ano, isso apenas na área rural de Winsconsin. Chocante imaginar que nossos queridos bichanos sejam responsáveis por tal desequilíbrio, não é?
Fora isso, nossas antenas de rádio, televisão, telefonia e torres de eletricidade matam 200 milhões de pássaros ao ano, só nos Estados Unidos. Meu mundo caiu!
Depois ele entra no campo das guerras. Sem nós, haveria menos destruição causada pelas guerras. Mas os detritos e certos armamentos levariam milhares de anos pra desaparecer. Caso do urânio enriquecido e seus detritos. E então entram as usinas nucleares, e o que aconteceria quando as fortalezas sucumbissem à exposição aos elementos e, sem manutenção, liberassem todo o material radioativo na atmosfera.
Tem também a questão do plástico. Essa, já bem martelada por mim. Fala do tempo que levaria pro plástico se decompor totalmente, e do tanto de plástico que já esxiste espalhado pelo planeta, até na cadeia alimentar. Das ilhas de plástico - lixo - que existem no Pacífico Norte, onde esse lixo é empurrado pelas correntes e ali se acumula. Triste. Dos exfoliantes corporais que tem plástico, plástico tão fininho e reduzido que acaba, junto com o esgoto, no mar, e ingerido por peixinhos que o confundem com plâncton, que por sua vez são comidos por peixes maiores, e assim por diante, chegando até nós.
Poderia passar o dia aqui narrando o livro, mas acho que o spoiler acima já foi suficiente para fazer com que as pessoas se decidam por lê-lo ou não. E não estou fazendo aqui alarde pra que se leia o livro, isso é opção pessoal. Mas seria bom se a população em geral se desse conta do quanto pequenas escolhas e gestos podem influenciar no mundo ao seu redor. E de quanto nós já f***mos de vez com planeta, de modo que a salvação deveria ser imediata, e não será. Por consequência, a raça humana está mais do que fada à extinção.
Extinção dos mesmos humanóides que os cientistas calculam ter sido responsáveis pela extinção da mega-fauna em todos os continentes exceto a África. Porque na África a mega-fauna e os humanóides evoluíram juntos, ao passo que no resto do mundo, os humanóides chegaram depois, e já matando tudo que viam pelo caminho. É traço genético da nossa raça ser destruidor.
Se continuarmos assim, calcula-se que em 2050 o planeta abrigará 9 bilhões de coitados. Digo coitados, porque imagina a fome, falta de água, doença, e tudo que acarreta viver num mundo que não comporta tanta gente!
Por isso me irrita muito quando eu levanto a questão da comida que nos é posta à mesa pelas corporações à lá Monsanto, e neguinho vem dizendo "coitadinhos dos bichinhos, não quero ver," e reduz a questão a mal-tratos de animais. Acorda, porra! Não é essa aquestão... A questão é garantir comida pra 9 bilhões de pessoas, garantindo também que essa comida não cause mais doenças (vide E. Coli nos EUA, ese vc não viu Food Inc. ainda, acorda pra vida e vai ver!) e pior, que a falta de comida não cause uma guerra sem precedentes (hello, alguém aí lembra da revolução francesa? Imagine-a em escala mundial!)
Muitos cientistas chamam esta fatalidade que poderia vir a acontecer de "a última grande extinção". Será que a raça humana consegue sobreviver, e levar consigo as espécies restantes, ou será que ela se conduzirá ao fim, levando consigo tudo ao seu redor?
Por isso eu digo que não quero ter filhos - acho que essa foi a única vez que assumi isso aqui. Mas assumindo isso, vemperguntas de gente intolerante que não consegue acreditar que alguém possa ser feliz sem a maternidade/paternidade. Eu e meu marido (assim como outros muitos casais) acreditamos. E antes que ataquem nossa decisão, eu ataco primeiro, dizendoque em primeiro lugar é uma puta sacanagem botar mais gente no mundo. Sacanagem com quem já está nele, e sacanagem com o que vem por aí, que terá que enfrentar tudi isso. #prontofalei
E não tenho a intenção de atacar quem opta por ter filhos não. Acho que cada um toma suas próprias decisões, e eu respeito. Só peço que respeitem a minha também. Existe um post de uma blogueira chamada Lúcia sobre esse assunto, além da série da Luciana. Concordo 100% com as duas.
E alguém pode estar se perguntando "O que isso tem a ver com o post?"... Bom, é que me chocou saber através do livro que já existe até um movimento chamado VHEM - Voluntary Human Extinction Movement nos EUA. Que prega a extinção voluntária, ou seja, "parem de se reproduzir"... Por exemplo, a China, reduzindo a taxa de natalidade para 1,3% ao ano, ainda bota 10 milhões de habitantes na Terra, por ano. Mesmo que a fome, desastres naturais e guerras matem muito, ainda assim nossas taxas de reprodução são maiores. O criador do movimento acredita que a raça humana parasse de se reproduzir, clínicas de aborto fechariam em meses, e todas as crianças órfãs do planeta teriam sua qualidade de vida sensívelmente aumentada, através da adoção. Em 21 anos, não haveria delinquência juvenil... Um pensamento um tanto quanto radical.
Outros proponentes, como o Dr. Sergei Scherbov, chefe do grupo de pesquisa do Instituto Austríaco de Demografia da Academia Austríaca de Ciências, que também é analista do Programa Mundial de População, afirmam que se cada mulher fértil no mundo tivesse apenas um filho, a população mundial cairia em 1 BILHÃO até a metadedo século. Até 2075, teríamos reduzido a população para a metade, e a vida melhoraria significativamente, não só para nós, mas para todas as espécies. Pode parecer radical, e um monte de gente se levantar e gritar coisas feias, coisas sobre direitos de escolha, etc, etc. Mas NINGUÉM se refere ao direito humano e mais básico de TODO SER HUMANO ter acesso à água e comida.
Porque o pensamento é sempre "se eu economizar água, como avida das pessoas na África pode ser afetada?". E a resposta é "Pode não ser afetada, mas é uma questão ética não desperdiçar enquanto metade da população DO MUNDO não tem água limpa pra beber." Entendeu?
Então, voltando, seria lindo se as pessoas achassem que estão alcançando algum progresso em termos de melhoria da qualidade de vida humana - porque afinal, é disso que tudo isso se trata, nada daquele papinho abraça-árvore raso "vamos salvar o planeta"... Porque melhorar as condições do planeta hoje siginifica dar um futuro mais digno e mais fácil para os que deixaremos aqui! É isso. Porque o planeta sem nós, passará muito bem, obrigado. A natureza precisará fazer uma forcinha pra superar o monte de merda que deixamos pra trás, mas ela sobrevive. Nós, talvez não. Aliás, se os humanos se fossem de vez, várias espécies nem notariam, outras (golfinhos, baleias, chimpanzés, orangotangos, tubarões, vários pássaros, entre outros milhões) talvez até fizessem festa!
Ao apagar suas luzes para a Hora do Planeta, era nisso que você deveria ter refletido. Era pra pensar em como você pode se esforçar um pouco pra fazer mais. Que tal deixar de comprar um esmalte e comprar alimentos orgânicos ao invés? Colocar uma meta pra reduzir seu consumo de energia elétrica em 25% no ano? Sugerir ao restaurante que você frequenta que verifiquem a origem do peixe, ou que tire o atum do cardápio? Caminhar até a padaria? Sugerir ao síndico do seu prédio uma reunião com os funcionários do edifício para educá-los no uso de recursos? Reduzir a quatidade de produtos químicos usados na sua casa? Ter certeza ABSOLUTA que o herbicida que seu jardineiro usa não é Round-Up, nem fabricado pela Monsanto? Plantar uma hortinha de ervas na janela do apartamento (sol e água são suficientes e até aqui no ártico eu consegui ano passado)? Se não fez isso, ao menos espero que tenha aproveitado como minha amiga Tietta... Porque, acreditem-me, eu penso nisso todo dia! Isso me atormenta, sério.
Ao invés de ter aquele pensamento bem bourgeois "quero que o mundo se f***, o meu conforto é sagrado e eu náo abro mão", reflita seriamente. E se aprofunde nas questões, o futuro dos seus herdeiros depende de suas ações!
Assim como fui extremamente mal compreendida na questão das garrafinhas de água. Disse água de torneira, pronto, todo mundo aponta pro fato de que no Brasil a qualidade da água blablabla e precisamos de filtro. An-ham, isso é meio implícito, até óbvio, não é? E você enche filtro com o que? Água da torneira, não é? E sim, o movimento da Annie começa no país dela. Mas a idéia é espalhar o conceito. Água hoje é uma questão de direitos humanos, e TODO e qualquer ser humano TEM DIREITO a água limpa e própria para consumo. Enquanto você continuar comprando água de garrafa, você só colabora pra que ela tenha DONOS. Pare de acreditar na mídia comprada que quer que você acredite que a água da torneira é ruim. Não é bem assim!
Mas afinal, num país em que um Marcelo Dourado pode ganhar um programa de TV através da manipulação da mídia e um José Serra pode ser eleito presidente (porque pra mim esses são o mesmo tipo de gente, asquerosos) através da manipulação da mídia, o trabalho de educar a classe média é ááááááárduo... O sistema precisa quebrar aos pés dela pra que ela reaja. Se não, fica tudo que nem esse cretino aqui e os leitores dele (leiam oscomentários do post linkado)... Tomara que ele não tenha filhos, senão, imagina outros sendo educados por ele...
UFA! Falei! Agora posso seguir adiante...
Então, sobre o livro... Primeiro soube dele por causa de um post da Beth, que tinha um filminho-propaganda. Comprei usado na Amazon.com. Em inglês, foi uma leitura mais demorada pela quantidade de termos científicos bem específicos. Mas posso dizer que o livro foi devorado com voracidade. O autor e jornalista escreveu um artigo chamado "Earth Without People", em 2005, e a partir daí surgiu o livro. Renatinha também leu porque viu aqui, e escreveu a resenha dela. E resolveu dar o livro de presente. Eu ainda não dou o meu porque Lars quer ler. Daí eu dou!
Weisman começa a linha de pensamento assumindo que, num determinado dia, a raça humana desaparecesse da Terra por qualquer motivo (o motivo em si não é importante, o importante é assumir que a humanidade desapareceu, e foi a única. O resto permanece como foi deixado). A partir daí, ele vai tratando da durabilidade e dissolução dos materias, sua reabsorção ao ciclo do carbono, digamos assim. Primeiro, ele descreve o que aconteceria com as casas, edifícios. O que se desintegra primeiro, quantos anos leva a dissolução decada material, etc. Em seguida, vem as cidades.
Através de pesquisa e entrevista com cientistas de cada área envolvida, além de relatos de fuincionários de manutenção de grandes estruturas, como por exemplo o metrô de NY e a ponte do Brooklyn, ele vai contando quanto tempo levaria para que estas estruturas ruíssem, sucumbissem à natureza e suas forças. É chocante descobrir a batalha diária de centenas de homens contra a natureza, por exemplo no metrô, reparando infiltrações e vazamentos, arrancando plantas que insistem em aparecer nas menores cavidades e fissuras, que eventualmente poderiam virar árvores. Ainda sobre as cidades, ele conta também quanto tempo levaria para que florestas voltassem naturalmente a aparecer, e fala das espécies não-nativas levadas a outros lugares, que mesmo no futuro, competindo com as espécies nativas venceriam a batalha. Concluimos então que em muitos lugares, a vegetação jamais voltaria a ser o que era antes da curta existência da raça humana.
Das cidades ele vai às fazendas. Fala dos pesticidas e fertilizantes, e de como alguns deles levariam muito tempo pra se "desfazer", e do dano que causaram e ainda causam. Essa parte também pode ser descoberta pelo documentário sobre a Monsanto, no Youtube, pra quem não quer ler o livro.
Chega a vez das grandes obras da humanidade, como a Muralha da China e o Canal da Mancha, e o Canal do Panamá, que teoricamente sem manuntenção, em algumas dezenas de anos voltaria a ser exatamente como era antes de nós destroçarmos a geografia panamenha. E vai falando também do que aconteceria com nossos animais domésticos e os selvagens. De como nossos animais domésticos tenderiam a morrer logo, sem nós pra cuidarmos deles, e como eles virariam presas dos animais selvagens, que, sem os humanos pra diminuírem seus habitats naturais e caça-los, voltariam a ser grandes populações. Vacas, carneiros, cabras, cachorros, todos sucumbiriam. Exceto os gatos domésticos, que totalizam bilhões no planeta. Estes são responsáveis, por sua vez, pela morte de 219 milhões de pásssaros por ano, isso apenas na área rural de Winsconsin. Chocante imaginar que nossos queridos bichanos sejam responsáveis por tal desequilíbrio, não é?
Fora isso, nossas antenas de rádio, televisão, telefonia e torres de eletricidade matam 200 milhões de pássaros ao ano, só nos Estados Unidos. Meu mundo caiu!
Depois ele entra no campo das guerras. Sem nós, haveria menos destruição causada pelas guerras. Mas os detritos e certos armamentos levariam milhares de anos pra desaparecer. Caso do urânio enriquecido e seus detritos. E então entram as usinas nucleares, e o que aconteceria quando as fortalezas sucumbissem à exposição aos elementos e, sem manutenção, liberassem todo o material radioativo na atmosfera.
Tem também a questão do plástico. Essa, já bem martelada por mim. Fala do tempo que levaria pro plástico se decompor totalmente, e do tanto de plástico que já esxiste espalhado pelo planeta, até na cadeia alimentar. Das ilhas de plástico - lixo - que existem no Pacífico Norte, onde esse lixo é empurrado pelas correntes e ali se acumula. Triste. Dos exfoliantes corporais que tem plástico, plástico tão fininho e reduzido que acaba, junto com o esgoto, no mar, e ingerido por peixinhos que o confundem com plâncton, que por sua vez são comidos por peixes maiores, e assim por diante, chegando até nós.
Poderia passar o dia aqui narrando o livro, mas acho que o spoiler acima já foi suficiente para fazer com que as pessoas se decidam por lê-lo ou não. E não estou fazendo aqui alarde pra que se leia o livro, isso é opção pessoal. Mas seria bom se a população em geral se desse conta do quanto pequenas escolhas e gestos podem influenciar no mundo ao seu redor. E de quanto nós já f***mos de vez com planeta, de modo que a salvação deveria ser imediata, e não será. Por consequência, a raça humana está mais do que fada à extinção.
Extinção dos mesmos humanóides que os cientistas calculam ter sido responsáveis pela extinção da mega-fauna em todos os continentes exceto a África. Porque na África a mega-fauna e os humanóides evoluíram juntos, ao passo que no resto do mundo, os humanóides chegaram depois, e já matando tudo que viam pelo caminho. É traço genético da nossa raça ser destruidor.
Se continuarmos assim, calcula-se que em 2050 o planeta abrigará 9 bilhões de coitados. Digo coitados, porque imagina a fome, falta de água, doença, e tudo que acarreta viver num mundo que não comporta tanta gente!
Por isso me irrita muito quando eu levanto a questão da comida que nos é posta à mesa pelas corporações à lá Monsanto, e neguinho vem dizendo "coitadinhos dos bichinhos, não quero ver," e reduz a questão a mal-tratos de animais. Acorda, porra! Não é essa aquestão... A questão é garantir comida pra 9 bilhões de pessoas, garantindo também que essa comida não cause mais doenças (vide E. Coli nos EUA, ese vc não viu Food Inc. ainda, acorda pra vida e vai ver!) e pior, que a falta de comida não cause uma guerra sem precedentes (hello, alguém aí lembra da revolução francesa? Imagine-a em escala mundial!)
Muitos cientistas chamam esta fatalidade que poderia vir a acontecer de "a última grande extinção". Será que a raça humana consegue sobreviver, e levar consigo as espécies restantes, ou será que ela se conduzirá ao fim, levando consigo tudo ao seu redor?
Por isso eu digo que não quero ter filhos - acho que essa foi a única vez que assumi isso aqui. Mas assumindo isso, vemperguntas de gente intolerante que não consegue acreditar que alguém possa ser feliz sem a maternidade/paternidade. Eu e meu marido (assim como outros muitos casais) acreditamos. E antes que ataquem nossa decisão, eu ataco primeiro, dizendoque em primeiro lugar é uma puta sacanagem botar mais gente no mundo. Sacanagem com quem já está nele, e sacanagem com o que vem por aí, que terá que enfrentar tudi isso. #prontofalei
E não tenho a intenção de atacar quem opta por ter filhos não. Acho que cada um toma suas próprias decisões, e eu respeito. Só peço que respeitem a minha também. Existe um post de uma blogueira chamada Lúcia sobre esse assunto, além da série da Luciana. Concordo 100% com as duas.
E alguém pode estar se perguntando "O que isso tem a ver com o post?"... Bom, é que me chocou saber através do livro que já existe até um movimento chamado VHEM - Voluntary Human Extinction Movement nos EUA. Que prega a extinção voluntária, ou seja, "parem de se reproduzir"... Por exemplo, a China, reduzindo a taxa de natalidade para 1,3% ao ano, ainda bota 10 milhões de habitantes na Terra, por ano. Mesmo que a fome, desastres naturais e guerras matem muito, ainda assim nossas taxas de reprodução são maiores. O criador do movimento acredita que a raça humana parasse de se reproduzir, clínicas de aborto fechariam em meses, e todas as crianças órfãs do planeta teriam sua qualidade de vida sensívelmente aumentada, através da adoção. Em 21 anos, não haveria delinquência juvenil... Um pensamento um tanto quanto radical.
Outros proponentes, como o Dr. Sergei Scherbov, chefe do grupo de pesquisa do Instituto Austríaco de Demografia da Academia Austríaca de Ciências, que também é analista do Programa Mundial de População, afirmam que se cada mulher fértil no mundo tivesse apenas um filho, a população mundial cairia em 1 BILHÃO até a metadedo século. Até 2075, teríamos reduzido a população para a metade, e a vida melhoraria significativamente, não só para nós, mas para todas as espécies. Pode parecer radical, e um monte de gente se levantar e gritar coisas feias, coisas sobre direitos de escolha, etc, etc. Mas NINGUÉM se refere ao direito humano e mais básico de TODO SER HUMANO ter acesso à água e comida.
Porque o pensamento é sempre "se eu economizar água, como avida das pessoas na África pode ser afetada?". E a resposta é "Pode não ser afetada, mas é uma questão ética não desperdiçar enquanto metade da população DO MUNDO não tem água limpa pra beber." Entendeu?
Então, voltando, seria lindo se as pessoas achassem que estão alcançando algum progresso em termos de melhoria da qualidade de vida humana - porque afinal, é disso que tudo isso se trata, nada daquele papinho abraça-árvore raso "vamos salvar o planeta"... Porque melhorar as condições do planeta hoje siginifica dar um futuro mais digno e mais fácil para os que deixaremos aqui! É isso. Porque o planeta sem nós, passará muito bem, obrigado. A natureza precisará fazer uma forcinha pra superar o monte de merda que deixamos pra trás, mas ela sobrevive. Nós, talvez não. Aliás, se os humanos se fossem de vez, várias espécies nem notariam, outras (golfinhos, baleias, chimpanzés, orangotangos, tubarões, vários pássaros, entre outros milhões) talvez até fizessem festa!
Ao apagar suas luzes para a Hora do Planeta, era nisso que você deveria ter refletido. Era pra pensar em como você pode se esforçar um pouco pra fazer mais. Que tal deixar de comprar um esmalte e comprar alimentos orgânicos ao invés? Colocar uma meta pra reduzir seu consumo de energia elétrica em 25% no ano? Sugerir ao restaurante que você frequenta que verifiquem a origem do peixe, ou que tire o atum do cardápio? Caminhar até a padaria? Sugerir ao síndico do seu prédio uma reunião com os funcionários do edifício para educá-los no uso de recursos? Reduzir a quatidade de produtos químicos usados na sua casa? Ter certeza ABSOLUTA que o herbicida que seu jardineiro usa não é Round-Up, nem fabricado pela Monsanto? Plantar uma hortinha de ervas na janela do apartamento (sol e água são suficientes e até aqui no ártico eu consegui ano passado)? Se não fez isso, ao menos espero que tenha aproveitado como minha amiga Tietta... Porque, acreditem-me, eu penso nisso todo dia! Isso me atormenta, sério.
Ao invés de ter aquele pensamento bem bourgeois "quero que o mundo se f***, o meu conforto é sagrado e eu náo abro mão", reflita seriamente. E se aprofunde nas questões, o futuro dos seus herdeiros depende de suas ações!
Assim como fui extremamente mal compreendida na questão das garrafinhas de água. Disse água de torneira, pronto, todo mundo aponta pro fato de que no Brasil a qualidade da água blablabla e precisamos de filtro. An-ham, isso é meio implícito, até óbvio, não é? E você enche filtro com o que? Água da torneira, não é? E sim, o movimento da Annie começa no país dela. Mas a idéia é espalhar o conceito. Água hoje é uma questão de direitos humanos, e TODO e qualquer ser humano TEM DIREITO a água limpa e própria para consumo. Enquanto você continuar comprando água de garrafa, você só colabora pra que ela tenha DONOS. Pare de acreditar na mídia comprada que quer que você acredite que a água da torneira é ruim. Não é bem assim!
Mas afinal, num país em que um Marcelo Dourado pode ganhar um programa de TV através da manipulação da mídia e um José Serra pode ser eleito presidente (porque pra mim esses são o mesmo tipo de gente, asquerosos) através da manipulação da mídia, o trabalho de educar a classe média é ááááááárduo... O sistema precisa quebrar aos pés dela pra que ela reaja. Se não, fica tudo que nem esse cretino aqui e os leitores dele (leiam oscomentários do post linkado)... Tomara que ele não tenha filhos, senão, imagina outros sendo educados por ele...
UFA! Falei! Agora posso seguir adiante...
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sexta-feira, março 26, 2010
quinta-feira, março 25, 2010
Coisas poderosas acontecem no escuro
Pois bem, começou em 2007 na Austrália. Ano passado, 88 países aderiram. Este ano, a previsão é de 120 países. Então, faça o favor de apagar suas luzes por uma horinha, às 20:30, horário local. Não custa nada. Acenda velas, jante nesse momento, faça outras coisas divertidas no escuro (an-haaaam). Mas principalmente, pense no tanto de gente que vai fazer o mesmo. Pra que? Ora bolas, porque podemos! E porque, afinal de contas, é uma forma de protesto. É uma campanha de conscientização. Alguns podem até achar vazia, mas enfim, ficar esperando deus resolver o problema do aquecimento global é que não dá, né, minha gente? O banner da campanha tá aí ao lado já tem mais de mês...
Que tal apagar a luz mais vezes do que só uma hora por ano?
Esse ótimo vídeo abaixo tem um truque... Assista primeiro do jeito que está. Na segunda vez, apague a luz do vídeo no interruptor que aparece no canto inferior esquerdo... Viu como coisas poderosas acontecem no escuro?
Ah, e faça o favor de não beber água de garrafinha enquanto observa seu bairro apagadão...
Que tal apagar a luz mais vezes do que só uma hora por ano?
Esse ótimo vídeo abaixo tem um truque... Assista primeiro do jeito que está. Na segunda vez, apague a luz do vídeo no interruptor que aparece no canto inferior esquerdo... Viu como coisas poderosas acontecem no escuro?
Ah, e faça o favor de não beber água de garrafinha enquanto observa seu bairro apagadão...
segunda-feira, março 22, 2010
Garrafinhas de água, nunca mais!
Hoje é o Dia Mundial da Água. E a Annie Leonard, criadora do projeto "The Story of Stuff" - aquele filminho em animação que fala sobre a não-sustentabilidade do sistema capitalista de consumo desenfreado (e que eu já postei aqui, em julho no ano passado, quando falava sobre o lixo na Noruega), escolheu bem hoje pra lançar outro projeto maravilhoso: "The Story of Bottled Water". Recebi via e-mail, porque acompanho o projeto há algum tempo, e me enchi de alegria por saber que tem gente sim capaz de levantar-se contra as corporações e tudo de mal que elas nos causam!
Somos responsáveis por nossas escolhas e capazes de decidir se vamos corroborar com a destruição deste planetinha, comprando centenas de garrafinhas plásticas, ou se vamos exigir que a água da torneira seja limpa e adequada para o consumo. Aqui na Noruega, por exemplo, ela é. E deveria ser no mundo todo. Porque, no fim das contas, se a água da torneira está mal, a da garrafinha também está, pois cada vez mais resíduos (de tudo é merda imaginável) estão sendo encontrado nos mananciais. Visite a Lúcia Malla hoje e descubra mais.
Assista ao filme, que fala por si só... Por enquanto só em inglês, afinal foi lançado hoje! Se aparecerem versões legendadas, atualizo. Graças à Nossa Senhora das Águas Limpas existe gente como a Annie Leonard nesse mundo!
Lembre-se, NÃO COMPRE água engarrafada! A água que sai de sua torneira provavelmente tem qualidade melhor, e É GRATIS!!!!
Para rebelar-se contra o mundo corporativo, há várias coisas que você pode fazer. Veja aqui.
Tin-tin com um copão de água da torneira.
Somos responsáveis por nossas escolhas e capazes de decidir se vamos corroborar com a destruição deste planetinha, comprando centenas de garrafinhas plásticas, ou se vamos exigir que a água da torneira seja limpa e adequada para o consumo. Aqui na Noruega, por exemplo, ela é. E deveria ser no mundo todo. Porque, no fim das contas, se a água da torneira está mal, a da garrafinha também está, pois cada vez mais resíduos (de tudo é merda imaginável) estão sendo encontrado nos mananciais. Visite a Lúcia Malla hoje e descubra mais.
Assista ao filme, que fala por si só... Por enquanto só em inglês, afinal foi lançado hoje! Se aparecerem versões legendadas, atualizo. Graças à Nossa Senhora das Águas Limpas existe gente como a Annie Leonard nesse mundo!
Lembre-se, NÃO COMPRE água engarrafada! A água que sai de sua torneira provavelmente tem qualidade melhor, e É GRATIS!!!!
Para rebelar-se contra o mundo corporativo, há várias coisas que você pode fazer. Veja aqui.
Tin-tin com um copão de água da torneira.
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domingo, março 21, 2010
Domingão - atualizado
Eu odeio alguns Domingos... Se trabalhei no fim de semana e segundona é folga, sem problema. Mas se tive o fim de semana de folga e segundona é dia de ir pro tronco, fico deprê logo após o almojantar...
Mas hoje o dia rendeu... 3 tombos - de bunda, nada feio, tinha muita neve!
Segunda passada compramos esquis - o Lars não me deu sossego. Então estavamos planejando a semana toda. Ontem fomos ao lago nos arredores de Bodø, um lago gigantesco. O lugar se chama Vatenvatnet. O irmão do Lars tem um chalé lá, que está em reforma. Há exatos 2 anos atrás estivemos lá sob as mesmas condições climáticas - neve, frio e muito sol e céu azul...
Chegamos lá cedo, e não havia mais ninguém, tínhamos o lago só pra nós. Talvez não tivesse sido o melhor lugar pra aprender a esquiar, porque não existem trilhas. A vantagem é o lugar ser 100% plano. Assim pratica-se cross country ski - excelente exercício. E não consegui deixar de pensar em Sir Ernest Shackleton e seus 27 homens, lá na Antártica, perdidos no gelo por 16 meses. Depois que acabei de ler aquele fabuloso livro, jurei que nunca, jamais reclamaria do frio outra vez.






Até que me saí bem, e ficamos por lá até uma e meia da tarde. Suamos, valeu. Voltamos pra casa, comemos algo rápido e saímos às compras. Tava com vontade de comer carne de carneiro. Fizemos um almoção com carneiro assado, batatas assadas, brócolis, tudo bem natural e o mais local possível. Depois assistimos dois filmes: "The Shutter Island" (no Brasil, "Ilha do Medo"), do Martin Scorsese, com Leo de Caprio, Ben Kingsley, Mark Rufallo e uma ótima participação de Patricia Clarkson. Pra quem gosta de suspense, altamente recomendável. É daqueles imprevisíveis, que termina de maneira MUITO inesperada. Não é o melhor Scorsese, claro, mas vale a pena.
Depois resolvi assistir "Creation" (no Brasil, A Criação). Conta a história de como Charles Darwin escreveu "A Origem das Espécies". Devo dizer que adorei o filme. Não sei dizer o quanto de verdade a história tem, mas mostra um Darwin atormentadíssimo pela morte de uma filha, e com sua perda de fé e religiosidade. Fail pra Jeniffer Connelly, que não achei muito bem no filme, mas o Paul Bettany tá muito bem. Sempre quis ler o livro de Darwin e nunca tive coragem, por achar que fosse muito técnico ou científico... Acho que agora chegou a hora.
E hoje então fomos esquiar de novo, desta vez num local bem bonito, mas na cidade, num bairro mais afastado, chamado Bestemorenga. Há muitas trilhas, alguns morrinhos, e num dia de sol fica abarrotado de gente, especialmente pais que levam as crianças pequenas pra esquiar e andar de trenó, um barato. Uns pimpolhos medindo menos de meio de altura, já de esquis, confirmando o dito popular de que noruegueses já nascem com esquis. Arrisquei meus primeiros morrinhos. De cinco tentativas, caí em três. Mas vale o exercício, além de ser muito, muito divertido. Espero que continue nevando até a Páscoa, pra gente poder ir esquiar na região do chalé!
Depois dou continuidade nos posts sobre o livro do Alan Weisman, os documentários sobre comida, etc. É que o documentário sobre a Monsanto que vi no Youtube me deixou malzona, ainda estou me recuperando. Perdi a fé na humanidade e em qualquer tentativa de salvar o planeta e a nossa própria espécie. Por isso não quero falar sobre isso agora.
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Tava aqui prestes a escrever um post, mas a criança daqui de casa tá que nem cachorro rodando em frente à própria coleira quando mestre diz "Vamos passear?"... É que compramos esquis essa semana, ontem nos metemos a isso, e hoje marido tá querendo de novo... Amanheceu nevando, mas o sol saiu de novo, e lá vou eu...
Updates e fotas na volta, minha gente! Bom Domingo!
Updates e fotas na volta, minha gente! Bom Domingo!
sexta-feira, março 19, 2010
Minha Ploc 80´s / Autobahn privadas
Já que é sexta, mexamos os esqueletos ao som da música dos meus anos dourados... Quem lembra?
E não pode faltar, claro...
Ah, se eu pudesse postar tudo... VH1, me aguarde... Meu mundo ficou pesado demais essa semana, hora de desanuviar embalada por essa trilha musical fenomenal... Brega é a vó, já aviso!
E não pode faltar, claro...
Ah, se eu pudesse postar tudo... VH1, me aguarde... Meu mundo ficou pesado demais essa semana, hora de desanuviar embalada por essa trilha musical fenomenal... Brega é a vó, já aviso!
Obaaaaaa......
Dá pra não amar 3D? Dá pra não amar Tim Burton? (Sei, sei, tem gente que vai dizer SIM!) Dá pra não adorar a Família Adams? Olha o que vem por aí...
Tim Burton vai filmar "A Família Addams" em 3D
Tim Burton vai filmar "A Família Addams" em 3D
quinta-feira, março 18, 2010
Min fastlege...
Pois é... O título é "Meu médico", em norueguês. Terça feira me levantei indisposta e sentindo uma tontura muito estranha, não conseguia parar de pé. Me sentia a bordo de um barquinho - e olha que disso eu entendo! Não fui trabalhar, e Lars tinha viajado pra longe. Sobrou pra pobre de minha santa sogra vir me acudir. Ligamos pro médico e consegui uma consulta no mesmo dia.
Então, o sistema de saúde funciona assim: ao chegar na Noruega (ou ao conseguir seu visto, acredito), o imigrante em geral é chamado pra um exame de tuberculose. Feito esse exame, se está tudo OK, um médico é atribuído a esse imigrante via sistema. Aí esse médico fica sendo o seu médico. Acredito que sejam clínicos gerais... Se por acaso você não gostar do médico, pode entrar no sistema via net mesmo e solicitar troca, e lhe atribuirão outro. Toda vez que você precisar ver um médico, deverá consultar o seu primeiro, e se el@ sentir necessidade, poderá lhe encaminhar a um especialista.
Eu tinha ouvido (lido) várias coisas sobre os médicos daqui, e a primeira experiência não foi boa, então estava meio apreensiva. Chagamos lá, um consultório bem simples. Dr. Atepo Johnson. Pensei, de que catso de lugar esta pessoa será? E ao entrar, me deparo com um senhor gigante. Africano... Mas de onde? Conversa vai, conversa vem, de Uganda. Sua esposa da Tanzânia.
Tirou minha pressão, perguntou meu histórico - eu levei todos os exames que havia feito antes de vir pra cá, considerando mesmo esse histórico, que aqui seria inexistente... No Brasil eu tinha meus médicos que conheciam meu histórico... Aqui começa tudo do zero!
Então depois de conversarmos bastante, mediu minha pressão de novo, que já havia baixado um pouco. Pediu pra refazer alguns exames de sangue, inclusive de alergia, considerando a alergia pavorosa que tive quando cheguei aqui... De lá passei pra outra sala, onde assistente tirou sangue e imediatamente mediu glicose e outra coisa lá... Tava tudo em ordem. Duas probabilidades, uma virose leve que possa ter atacado o sinus, ou stress... Me deu três dias em casa (os dias de trabalho, porque eu tava off no fim de semana mesmo...), e é isso... No fim das contas, gostei do Dr. Johnson, e não tenho intenção de mudar. Ouvi de muitos noruegueses mesmo que a relação com os médicos aqui é bem "profissional", aoponto de eles náo lhe olharem na caradurante a consulta. Náo sei se isso procede, mas como fiquei satisfeita, deixo assim. Ah, e o preço da consulta - incluindo os exames? 179 coroas, cerca de 60 reais! Se eu dissesse que cada consulta com meus médicos em São Paulo custava de três a quatro vezes esse valor, no mínimo, fora os exames pagos à parte, acho que pagar impostão acaba valendo a pena...
Ah, e eu acho que era stress mesmo... Meu trabalho é bastante físico, e semana passada foi punk... Deve ser isso mesmo, deixa eu dar aquela descansada!
Falando em saúde, terça à noite assiti a outro documentário indicado pro Oscar, o Food Inc. Não porque foi indicado, mas porque o assunto me interessa. Eu gosto de ser arrancada da minhazona de conforto. O ser humano se tornou uma criatura muito acomodada... Não gosta de sair da zona de conforto. Estranhei a baixa repercussão sobre o post do The Cove. Mas percebi que é isso, as pessoas não querem ser incomodadas com problemas distantes, não querem assistir a cenas que as perturbem. Por isso reagem tão pouco... Mas isso é assunto pra ainda outro post.
Sobre Food Inc, o documentário trata da indústria alimetícia americana... Como a revolução dela começou por causa do fast food. Como tudo hoje é remetido às grandes lavouras de milho e soja, monopolizadas por poucas corporações, entre elas a bandida Monsanto (assita aqui a outro documentário apenas sobre ela e suas vilanices)... Mostra a crueldade das fazendas de porcos, vacas e frangos. Como esses animais e os trabalhadores que trabalham na indústria são tratados com nenhuma dignidade... E como, ao eleger certos produtos pra colocar na sua mesa, você contribui com tudo isso. Por exemplo, os produtos hiper-baratos, que são subsidiados pelas grandes corporações: comprando-os, você contribui para a exploração descarada de trabalhadores em países distantes, você contribui diretamente com o lucro líquido das corporações a ajuda a colocar mais um pequeno produtor, ou um que se recuse a seguir as regras ditadas pelas tais corporações, fora do negócio. A coisa é séria...
Por exemplo, você sabia que quase tudo que você tem dentro da sua geladeira tem algum derivado do milho, e que este milho é transgênico? Você tem o hábito de ler rótulos? Sabe o que está na sua comida? Pois é, hora de começar a saber...
Eles também mostram o lado mais esperançoso: a diferença que os alimentos orgânicos fazem, seja no tratamento dos bichos, das lavouras, na redução do uso de pesticidas e de coisas geneticamente modificadas,ede como VOCÊ, consumidor, tem o poder de mudar o jogo apenas pelas suas escolhas. O exemplo é o Wall-Mart, acorporação americana mais preocupada com o meio ambiente. Não porque eles sejam politicamente corretos, mas porque osconsumidores do Wall-Mart passaram a exigir mudanças, e eles se adiantaram em tentar agradar. Resultado: diversos prêmios em sustentabilidade (até meu pai, que escrevia sobre isso, já havia mencionado), antigosclientes felizes, novos clientes, e corredores quilométricos coalhados de alimentos orgânicos ao invés dos outros.
Até antes de ver o filme, eu comprava alegremente produtos da marca First Price (uma marca genérica bem barata, à lá Carrefour)... Agora me restrinjo apenas aos de limpeza... Já disse ao Lars que vamos reduzir o consumo de frango, e tentaremos ir comprar ovosm batatas e cenouras direto nas fazendas da região. Carnes no mercado, apenas as dos produtores locais. Peixe, se possível, direto do barco.
Carne moída pronta daqui, nunca mais... Tenho um colega de trabalho que trabalhou num supermercado grande. Me contava que a carne bovina e suína que fica exposta na prateleira do supermercado por alguns dias e não é vendida é recongelada e enviada à China, onde é processada e mandada de volta como carne moída para as indústrias... Imagina o quão podre e cheia de tratamento ela não é? No aspecto carne, sinto saudade do Brasil, com sua pecuária semi-extensiva na maioria, e vacas que vivem vidas de vaca, dignas, até o derradeiro momento. Com menos hormônios e coisas ruins. O duro é que pra manter esse processo é preciso desmatar.
Enfim, vale o documentário, e quem quiser ver mande o e-mail mágico, já sabe. Acho que temos todos obrigação de espalhar essas idéias pro maior número de pessoas possível, já que as corporações limitam o acesso à esse tipo de informação... Assista aqui a uma entrevista em inglês com os realizadores do filme.
Então, o sistema de saúde funciona assim: ao chegar na Noruega (ou ao conseguir seu visto, acredito), o imigrante em geral é chamado pra um exame de tuberculose. Feito esse exame, se está tudo OK, um médico é atribuído a esse imigrante via sistema. Aí esse médico fica sendo o seu médico. Acredito que sejam clínicos gerais... Se por acaso você não gostar do médico, pode entrar no sistema via net mesmo e solicitar troca, e lhe atribuirão outro. Toda vez que você precisar ver um médico, deverá consultar o seu primeiro, e se el@ sentir necessidade, poderá lhe encaminhar a um especialista.
Eu tinha ouvido (lido) várias coisas sobre os médicos daqui, e a primeira experiência não foi boa, então estava meio apreensiva. Chagamos lá, um consultório bem simples. Dr. Atepo Johnson. Pensei, de que catso de lugar esta pessoa será? E ao entrar, me deparo com um senhor gigante. Africano... Mas de onde? Conversa vai, conversa vem, de Uganda. Sua esposa da Tanzânia.
Tirou minha pressão, perguntou meu histórico - eu levei todos os exames que havia feito antes de vir pra cá, considerando mesmo esse histórico, que aqui seria inexistente... No Brasil eu tinha meus médicos que conheciam meu histórico... Aqui começa tudo do zero!
Então depois de conversarmos bastante, mediu minha pressão de novo, que já havia baixado um pouco. Pediu pra refazer alguns exames de sangue, inclusive de alergia, considerando a alergia pavorosa que tive quando cheguei aqui... De lá passei pra outra sala, onde assistente tirou sangue e imediatamente mediu glicose e outra coisa lá... Tava tudo em ordem. Duas probabilidades, uma virose leve que possa ter atacado o sinus, ou stress... Me deu três dias em casa (os dias de trabalho, porque eu tava off no fim de semana mesmo...), e é isso... No fim das contas, gostei do Dr. Johnson, e não tenho intenção de mudar. Ouvi de muitos noruegueses mesmo que a relação com os médicos aqui é bem "profissional", aoponto de eles náo lhe olharem na caradurante a consulta. Náo sei se isso procede, mas como fiquei satisfeita, deixo assim. Ah, e o preço da consulta - incluindo os exames? 179 coroas, cerca de 60 reais! Se eu dissesse que cada consulta com meus médicos em São Paulo custava de três a quatro vezes esse valor, no mínimo, fora os exames pagos à parte, acho que pagar impostão acaba valendo a pena...
Ah, e eu acho que era stress mesmo... Meu trabalho é bastante físico, e semana passada foi punk... Deve ser isso mesmo, deixa eu dar aquela descansada!
Falando em saúde, terça à noite assiti a outro documentário indicado pro Oscar, o Food Inc. Não porque foi indicado, mas porque o assunto me interessa. Eu gosto de ser arrancada da minhazona de conforto. O ser humano se tornou uma criatura muito acomodada... Não gosta de sair da zona de conforto. Estranhei a baixa repercussão sobre o post do The Cove. Mas percebi que é isso, as pessoas não querem ser incomodadas com problemas distantes, não querem assistir a cenas que as perturbem. Por isso reagem tão pouco... Mas isso é assunto pra ainda outro post.
Sobre Food Inc, o documentário trata da indústria alimetícia americana... Como a revolução dela começou por causa do fast food. Como tudo hoje é remetido às grandes lavouras de milho e soja, monopolizadas por poucas corporações, entre elas a bandida Monsanto (assita aqui a outro documentário apenas sobre ela e suas vilanices)... Mostra a crueldade das fazendas de porcos, vacas e frangos. Como esses animais e os trabalhadores que trabalham na indústria são tratados com nenhuma dignidade... E como, ao eleger certos produtos pra colocar na sua mesa, você contribui com tudo isso. Por exemplo, os produtos hiper-baratos, que são subsidiados pelas grandes corporações: comprando-os, você contribui para a exploração descarada de trabalhadores em países distantes, você contribui diretamente com o lucro líquido das corporações a ajuda a colocar mais um pequeno produtor, ou um que se recuse a seguir as regras ditadas pelas tais corporações, fora do negócio. A coisa é séria...
Por exemplo, você sabia que quase tudo que você tem dentro da sua geladeira tem algum derivado do milho, e que este milho é transgênico? Você tem o hábito de ler rótulos? Sabe o que está na sua comida? Pois é, hora de começar a saber...
Eles também mostram o lado mais esperançoso: a diferença que os alimentos orgânicos fazem, seja no tratamento dos bichos, das lavouras, na redução do uso de pesticidas e de coisas geneticamente modificadas,ede como VOCÊ, consumidor, tem o poder de mudar o jogo apenas pelas suas escolhas. O exemplo é o Wall-Mart, acorporação americana mais preocupada com o meio ambiente. Não porque eles sejam politicamente corretos, mas porque osconsumidores do Wall-Mart passaram a exigir mudanças, e eles se adiantaram em tentar agradar. Resultado: diversos prêmios em sustentabilidade (até meu pai, que escrevia sobre isso, já havia mencionado), antigosclientes felizes, novos clientes, e corredores quilométricos coalhados de alimentos orgânicos ao invés dos outros.
Até antes de ver o filme, eu comprava alegremente produtos da marca First Price (uma marca genérica bem barata, à lá Carrefour)... Agora me restrinjo apenas aos de limpeza... Já disse ao Lars que vamos reduzir o consumo de frango, e tentaremos ir comprar ovosm batatas e cenouras direto nas fazendas da região. Carnes no mercado, apenas as dos produtores locais. Peixe, se possível, direto do barco.
Carne moída pronta daqui, nunca mais... Tenho um colega de trabalho que trabalhou num supermercado grande. Me contava que a carne bovina e suína que fica exposta na prateleira do supermercado por alguns dias e não é vendida é recongelada e enviada à China, onde é processada e mandada de volta como carne moída para as indústrias... Imagina o quão podre e cheia de tratamento ela não é? No aspecto carne, sinto saudade do Brasil, com sua pecuária semi-extensiva na maioria, e vacas que vivem vidas de vaca, dignas, até o derradeiro momento. Com menos hormônios e coisas ruins. O duro é que pra manter esse processo é preciso desmatar.
Enfim, vale o documentário, e quem quiser ver mande o e-mail mágico, já sabe. Acho que temos todos obrigação de espalhar essas idéias pro maior número de pessoas possível, já que as corporações limitam o acesso à esse tipo de informação... Assista aqui a uma entrevista em inglês com os realizadores do filme.
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quarta-feira, março 17, 2010
Happy St. Patrick's Day

Hoje tinha outras coisas pra contar... Mas como um pedacinho de mim é irlandês (uma tatatataravó por parte de mãe, o quadro do retrato dela está lá na sala da minha mãe), e eu AMO a Irlanda e todas as coisas irlandesas de paixão - inclusive a cerveja, rsrsrs - não podia deixar de fazer esta homenagem ao dia mais irlandês de toda a Irlanda. Dia de São Patrício, ou St. Patrick.
Patrick era um galês (do País de Gales), que aos 16 anos foi capturado por rebeldes irlandeses e levado prisioneiro através do Mar da Irlanda. Passou 6 anos solitários com suas ovelhas. Terminados estes 6 anos, Patrick ouviu a voz de Deus, dizendo-lhe que era hora de voltar ao País de Gales, e ele se libertou e se foi. Chegando em seu país, novamente teve uma visão de um anjo que lhe disse que deveria voltar à Irlanda e e pregar o Cristianismo ao povo de lá. Após 14 anos estudando para se tornar padre, retornou à Irlanda, onde passou os próximos 30 anos construindo igrejas e pregando o Catolicismo, até sua morte, estimada em 460 D.C.
St. Patrick está enterrado, acredita-se, na Irlanda do Norte, num lugar chamado Downpatrick. Contradição, uma vez que a Irlanda do Norte hoje faz parte do Reino Unido, e portanto é protestante...
Muitos mitos cercam a história do Santo irlandês, o mais famoso deles o de que ele baniu todas as cobras e serpentes da Irlanda. Na verdade, nunca houve espécie nenhuma de cobra nativa da Irlanda, mas se credita o mito a uma metáfora... As cobras representariam as práticas pagãs, que foram desaparecendo enquanto a Igreja Católica foi se instalando. O trevo, grande símbolo irlandês, era usado por St. Patrick pra explicar a Santíssima Trindade, e como ela poderia existir como elementos separados da mesma entidade. Já a cor verde não tem nada a ver com St. Patrick. Ela faz parte da bandeira irlandesa, e seus milhares de descendentes espalhados pelo mundo a elegeram para atestar sua "irlandesidade".
Entretanto, os irlandeses não foram sempre tão fãs de vestir a cor verde. No folclore irlandês, a cor era considerada de má sorte, porque era a cor favorita das criaturas mágicas - especialmente dos leprechauns. Aqueles que usassem muito a cor poderiam ser levados por eles. Muitos não acreditam neles, mas a maioria jura que se você passear ao longo de uma estrada calma do interior, é possível ouví-los rindo às margens da estrada...
O dia 17 de março foi o dia escolhido para ser dedicado à St. Patrick, e antes uma celebração restritamente religiosa, hoje o dia representa uma celebração de todas as coisas irlandesas. Em Dublin, todos os anos, sempre há um grande desfile, quase como um Carnaval, com blocos e tudo o mais. É feriado no país todo, e a partir da uma da tarde é impossível conseguir lugar em qualquer pub dublinense. Em 2006 eu estava lá. Pegaria um vôo de volta pro Brasil no dia seguinte, e creio que não é preciso dizer que foi o pior vôo da minha vida, dado o tamanho da ressaca. Afinal, when in Dublin, do like the dubliners...
Em NY acontece uma grande parada, bem como em Boston (a cidade mais irlandesa dos EUA) e Chicago, onde até o Rio Chicago chega a ser tingido de verde todos os anos.
Então, agarre seu trevo, use uma camiseta verde e beba uma Guinness, Murphy´s, Beamish ou Kilkenny, e se estiver nos Estadou Unidos uma boa Sam Adams também serve, ouvindo música irlandesa autêntica, The Dubliners, com "Dirty Old Town"...
Patrick era um galês (do País de Gales), que aos 16 anos foi capturado por rebeldes irlandeses e levado prisioneiro através do Mar da Irlanda. Passou 6 anos solitários com suas ovelhas. Terminados estes 6 anos, Patrick ouviu a voz de Deus, dizendo-lhe que era hora de voltar ao País de Gales, e ele se libertou e se foi. Chegando em seu país, novamente teve uma visão de um anjo que lhe disse que deveria voltar à Irlanda e e pregar o Cristianismo ao povo de lá. Após 14 anos estudando para se tornar padre, retornou à Irlanda, onde passou os próximos 30 anos construindo igrejas e pregando o Catolicismo, até sua morte, estimada em 460 D.C.
St. Patrick está enterrado, acredita-se, na Irlanda do Norte, num lugar chamado Downpatrick. Contradição, uma vez que a Irlanda do Norte hoje faz parte do Reino Unido, e portanto é protestante...
Muitos mitos cercam a história do Santo irlandês, o mais famoso deles o de que ele baniu todas as cobras e serpentes da Irlanda. Na verdade, nunca houve espécie nenhuma de cobra nativa da Irlanda, mas se credita o mito a uma metáfora... As cobras representariam as práticas pagãs, que foram desaparecendo enquanto a Igreja Católica foi se instalando. O trevo, grande símbolo irlandês, era usado por St. Patrick pra explicar a Santíssima Trindade, e como ela poderia existir como elementos separados da mesma entidade. Já a cor verde não tem nada a ver com St. Patrick. Ela faz parte da bandeira irlandesa, e seus milhares de descendentes espalhados pelo mundo a elegeram para atestar sua "irlandesidade".
Entretanto, os irlandeses não foram sempre tão fãs de vestir a cor verde. No folclore irlandês, a cor era considerada de má sorte, porque era a cor favorita das criaturas mágicas - especialmente dos leprechauns. Aqueles que usassem muito a cor poderiam ser levados por eles. Muitos não acreditam neles, mas a maioria jura que se você passear ao longo de uma estrada calma do interior, é possível ouví-los rindo às margens da estrada...
O dia 17 de março foi o dia escolhido para ser dedicado à St. Patrick, e antes uma celebração restritamente religiosa, hoje o dia representa uma celebração de todas as coisas irlandesas. Em Dublin, todos os anos, sempre há um grande desfile, quase como um Carnaval, com blocos e tudo o mais. É feriado no país todo, e a partir da uma da tarde é impossível conseguir lugar em qualquer pub dublinense. Em 2006 eu estava lá. Pegaria um vôo de volta pro Brasil no dia seguinte, e creio que não é preciso dizer que foi o pior vôo da minha vida, dado o tamanho da ressaca. Afinal, when in Dublin, do like the dubliners...
Em NY acontece uma grande parada, bem como em Boston (a cidade mais irlandesa dos EUA) e Chicago, onde até o Rio Chicago chega a ser tingido de verde todos os anos.
Então, agarre seu trevo, use uma camiseta verde e beba uma Guinness, Murphy´s, Beamish ou Kilkenny, e se estiver nos Estadou Unidos uma boa Sam Adams também serve, ouvindo música irlandesa autêntica, The Dubliners, com "Dirty Old Town"...
segunda-feira, março 15, 2010
The Cove - você pode ajudar a espalhar esse filme
O documentário que ganhou o Oscar traz imagens repulsivas e revoltantes - me deu ânsia de vômito. Não chorei compulsivamente assim diante de quase mais nada. Revolta, impotência, indignação, e por fim ódio.
O filme conta o que se passa num vilarejo japonês chamado Taiji. Uma cidadezinha com desenhos e estátuas de baleias e golfinhos por toda a parte. Um lugarejo que abriga um museu de baleias (ou melhor dizer, de caça às baleias). Um lugar que esconde um segredo tão terrível que aqueles que atrevessem a desmascará-lo poderiam não sair de lá com vida...
O diretor Louie Psihoyos, que também é mergulhador, começou a notar ao longo dos anos um decréscimo na quantidade de vida marinha nos locais em que mergulhava ano após ano. E fundou uma organização chamada Oceanic Preservation Society. E começaram a documentar vida marinha em recifes de corais no mundo. Um dia ele foi à uma conferência sobre mamíferos marinhos em San Diego. Os participantes eram cerca de 2000 especialistas da área. Ric O'Barry deveria ser um dos palestrantes principais.
No último momento, os patrocinadores do evento retiraram Ric do programa. Os tais patrocinadores eram o Sea World (todos aí lembram do caso da orca e da tratadora? Então, eles...). Ric O´Barry faria uma palestra contra a manutenção desses animais em cativeiro... Segundo o próprio Ric, um grande número dos cientistas que estudam esses animais obtém financiamento do braço não-lucrativo do Sea World, chamado Hubbs-Sea World Reaserch Institute.
Foi assim que Louie ficou sabendo da matança de golfinhos que acontece todos os anos em Taiji.
A ironia disso tudo é que Ric O´Barry foi uma das assumidades mundiais em treinamento de golfinhos. Ele era o treinador de Flipper, lembram-se? Ele ajudou a capturar os golfinhos que seriam Flipper na natureza e os trouxe para o cativeiro.
O documentário inteiro gira em torno de todas as tramóias que eles precisaram armar para burlar a vigilância do governo japonês e conseguir imagens absolutamente incriminatórias como prova daquilo que aquele governo vem veementemente negando ao longo dos anos.
O diretor inclui entrevistas e depoimentos de outros ativistas do tipo mão-na-massa, como o meu antigo herói Paul Watson, co-fundador do Greenpeace e expulso do mesmo por seus métodos anti-convencionais de protesto. Paul hoje comanda os Sea Sheperds, de quem já falei aqui diversas vezes. Paul menciona as organizações ambientais "mais convencionais" tipo o Greenpeace, WWF e outros que juntos arrecadam milhões de dólares anualmente e fazem por** nenhuma para denunciar a matança de Taiji. Watson, por sua vez, levou um de seus barcos a Taiji. Foram presos e expulsos e jamais podem voltar ao Japão. Watson hoje se dedica a combater cara a cara a matança de baleias por parte dos japoneses no território antártico (tem até o programa Guerra de Baleias no Animal Planet, sobre o qual já falei diversas vezes também), a matança de tubarões mundo afora e a matança de focas no Canadá...
Mas voltando... O filme vai mostrando a operação de guerra que foi montada, usando tecnologia militar e até especialistas em efeitos especiais para cinema para enfiar câmeras de alta definição em imitações de pedras.
Quando conseguem instalar todo o material, conseguem finalmente obter as imagens que causam muito mal estar. Os golfinhos capturados neste local (The Cove, como eles chamam) são mortos um a um, da maneira mais brutal possível. Sua carne é vendida clandestinamente, uma vez que o povo japonês (entrevistado nas ruas das grandes cidades japonesas) não tem nem conhecimento de que golfinhos são comestíveis... A carne é distribuída como carne de baleia, ou, como o plano do prefeito de Taiji, seria distribuída gratuitamente na merenda das escolas de todo o país.
O que os realizadores do flime ressaltam também é que a carne de golfinho é extremamente contaminada por mercúrio, que se acumula na cadeia alimentar.
O filme também mostra imagens de reuniões da IWC (Comissão Internacional de Caça às Baleias, que regulamenta a caça no mundo todo, e que impôs em 1986 a moratória por período indeterminado de caça às baleias, moratória essa que a Noruega - VERGONHA - Islândia e Japão ignoram, sendo que o Japão usa a desculpa de fins científicos para a caça. Quase todo o planeta se opõe a essa prática, inclusive o Brasil, que aparece no filme falando da pouca vergonha que são as desculpinhas japonesas). Mostram como o Japão vem recrutando nações desesperadamente pobres para votar a seu favor, dando-lhes dinheiro.
Enfim, nunca senti um embroglio tão grande. E um ódio mortal, não pelos japoneses, mas pelo seu governo patético. Isso precisa parar. E a única forma de conseguir isso é fazendo barulho. A Academia prestou um serviço gigantesco à essa causa dando a estatueta a esse documentário. A entrega do prêmio foi vista por bilhões, e deve ter despertado a curiosidade de alguns - meu caso. O que eu posso fazer pra ajudar, no momento, é divulgar... Por isso uso este espaço.
Assistam a este filme, contem a todos os amigos, e se você tem amigos ou familiares no Japão, recomendem. Porque se o povo japonês se levantar contra essa atividade, é um grande passo em direção ao fechamento dessa indústria. Já deve existir cópia em DVD, senão, mande um comentário com seu e-mail e eu mando o filme de presente... Prometo que não publico seu e-mail.
Pra terminar, uma musiquinha do a-ha, lançada em 1986, quando eles já pensavam nas baleias...
A música, pra meu deleite, está incluída no set list da tour de despedida, e se chama "We're looking for the Whales". Esse vídeo é do show do Citibank Hall no Rio, sábado à noite.
O filme conta o que se passa num vilarejo japonês chamado Taiji. Uma cidadezinha com desenhos e estátuas de baleias e golfinhos por toda a parte. Um lugarejo que abriga um museu de baleias (ou melhor dizer, de caça às baleias). Um lugar que esconde um segredo tão terrível que aqueles que atrevessem a desmascará-lo poderiam não sair de lá com vida...
O diretor Louie Psihoyos, que também é mergulhador, começou a notar ao longo dos anos um decréscimo na quantidade de vida marinha nos locais em que mergulhava ano após ano. E fundou uma organização chamada Oceanic Preservation Society. E começaram a documentar vida marinha em recifes de corais no mundo. Um dia ele foi à uma conferência sobre mamíferos marinhos em San Diego. Os participantes eram cerca de 2000 especialistas da área. Ric O'Barry deveria ser um dos palestrantes principais.
No último momento, os patrocinadores do evento retiraram Ric do programa. Os tais patrocinadores eram o Sea World (todos aí lembram do caso da orca e da tratadora? Então, eles...). Ric O´Barry faria uma palestra contra a manutenção desses animais em cativeiro... Segundo o próprio Ric, um grande número dos cientistas que estudam esses animais obtém financiamento do braço não-lucrativo do Sea World, chamado Hubbs-Sea World Reaserch Institute.
Foi assim que Louie ficou sabendo da matança de golfinhos que acontece todos os anos em Taiji.
A ironia disso tudo é que Ric O´Barry foi uma das assumidades mundiais em treinamento de golfinhos. Ele era o treinador de Flipper, lembram-se? Ele ajudou a capturar os golfinhos que seriam Flipper na natureza e os trouxe para o cativeiro.
O documentário inteiro gira em torno de todas as tramóias que eles precisaram armar para burlar a vigilância do governo japonês e conseguir imagens absolutamente incriminatórias como prova daquilo que aquele governo vem veementemente negando ao longo dos anos.
O diretor inclui entrevistas e depoimentos de outros ativistas do tipo mão-na-massa, como o meu antigo herói Paul Watson, co-fundador do Greenpeace e expulso do mesmo por seus métodos anti-convencionais de protesto. Paul hoje comanda os Sea Sheperds, de quem já falei aqui diversas vezes. Paul menciona as organizações ambientais "mais convencionais" tipo o Greenpeace, WWF e outros que juntos arrecadam milhões de dólares anualmente e fazem por** nenhuma para denunciar a matança de Taiji. Watson, por sua vez, levou um de seus barcos a Taiji. Foram presos e expulsos e jamais podem voltar ao Japão. Watson hoje se dedica a combater cara a cara a matança de baleias por parte dos japoneses no território antártico (tem até o programa Guerra de Baleias no Animal Planet, sobre o qual já falei diversas vezes também), a matança de tubarões mundo afora e a matança de focas no Canadá...
Mas voltando... O filme vai mostrando a operação de guerra que foi montada, usando tecnologia militar e até especialistas em efeitos especiais para cinema para enfiar câmeras de alta definição em imitações de pedras.
Quando conseguem instalar todo o material, conseguem finalmente obter as imagens que causam muito mal estar. Os golfinhos capturados neste local (The Cove, como eles chamam) são mortos um a um, da maneira mais brutal possível. Sua carne é vendida clandestinamente, uma vez que o povo japonês (entrevistado nas ruas das grandes cidades japonesas) não tem nem conhecimento de que golfinhos são comestíveis... A carne é distribuída como carne de baleia, ou, como o plano do prefeito de Taiji, seria distribuída gratuitamente na merenda das escolas de todo o país.
O que os realizadores do flime ressaltam também é que a carne de golfinho é extremamente contaminada por mercúrio, que se acumula na cadeia alimentar.
O filme também mostra imagens de reuniões da IWC (Comissão Internacional de Caça às Baleias, que regulamenta a caça no mundo todo, e que impôs em 1986 a moratória por período indeterminado de caça às baleias, moratória essa que a Noruega - VERGONHA - Islândia e Japão ignoram, sendo que o Japão usa a desculpa de fins científicos para a caça. Quase todo o planeta se opõe a essa prática, inclusive o Brasil, que aparece no filme falando da pouca vergonha que são as desculpinhas japonesas). Mostram como o Japão vem recrutando nações desesperadamente pobres para votar a seu favor, dando-lhes dinheiro.
Enfim, nunca senti um embroglio tão grande. E um ódio mortal, não pelos japoneses, mas pelo seu governo patético. Isso precisa parar. E a única forma de conseguir isso é fazendo barulho. A Academia prestou um serviço gigantesco à essa causa dando a estatueta a esse documentário. A entrega do prêmio foi vista por bilhões, e deve ter despertado a curiosidade de alguns - meu caso. O que eu posso fazer pra ajudar, no momento, é divulgar... Por isso uso este espaço.
Assistam a este filme, contem a todos os amigos, e se você tem amigos ou familiares no Japão, recomendem. Porque se o povo japonês se levantar contra essa atividade, é um grande passo em direção ao fechamento dessa indústria. Já deve existir cópia em DVD, senão, mande um comentário com seu e-mail e eu mando o filme de presente... Prometo que não publico seu e-mail.
Pra terminar, uma musiquinha do a-ha, lançada em 1986, quando eles já pensavam nas baleias...
A música, pra meu deleite, está incluída no set list da tour de despedida, e se chama "We're looking for the Whales". Esse vídeo é do show do Citibank Hall no Rio, sábado à noite.
We're Looking for the Whales
Magne Furuholmen / Paul Waaktaar-Savoy
Magne Furuholmen / Paul Waaktaar-Savoy
One left low left two who left high
They seem so hard to find
Three came twice took once the time
To search
We’re looking for a little bewildered girl
We’re looking for a little bewildered girl
We’re looking for the whales
Restlessness is in our genes
Time won’t wear it off
Born into this world with our eyes wide open
Girl
We’re looking for a little bewildered girl
We’re looking for a little bewildered girl
We’re looking for the whales
I found angels beached outside your doors
Don’t you set those lonely eyes on me
We’re looking for the whales
We’re looking for the whales
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meio ambiente
domingo, março 14, 2010
Enrolando até o post de amanhã
Porque amanhã tô de folguis e dá pra pensar melhor no postão sério que tô preparando... Por hora, som na caixa pra uma versão acústica de "Why are you looking grave?" do Mew. A voz do Jonas sobe e desce... O Silas, tadinho, lá no fundo, quase enfeitando a cena.
E cara, as letras desse hómi são mucho doidas... Esses escandinavos (incluo o a-ha nesse saco) usam o inglês com uma propriedade que os nativos da língua às vezes não tem... Repara... Eu adoro essa música (aliás, acho que não tem nenhuma música deles que não tenha me arrancado dos meus pés...)
(Tava no Útúbio procurando vídeos do show do a-ha ontem à noite no Citibank Hall no Rio, e o Útúbio fica me recomendando o Jonas Bjerre ao invés de a-ha... Hahaha!)
E cara, as letras desse hómi são mucho doidas... Esses escandinavos (incluo o a-ha nesse saco) usam o inglês com uma propriedade que os nativos da língua às vezes não tem... Repara... Eu adoro essa música (aliás, acho que não tem nenhuma música deles que não tenha me arrancado dos meus pés...)
(Tava no Útúbio procurando vídeos do show do a-ha ontem à noite no Citibank Hall no Rio, e o Útúbio fica me recomendando o Jonas Bjerre ao invés de a-ha... Hahaha!)
Why are you looking grave? by Mew
Why are you looking grave?
Are you thinking of something to say?
Why are you sitting there?
Are you hoping that someone will stare?
Your mouth is hiding
You've got smiling eyes
Why are you looking grave?
Are you thinking of something to say?
Be I thinking of you?
Your mouth is hiding
You've got smiling eyes
Softly dividing
What they see in your face
From what you feel like inside
Who are all those who greet me?
Does it matter if I know?
Your mouth is hiding
You've got joyless eyes
Softly converting
All the terrible things
That shook up our hearts enough
quinta-feira, março 11, 2010
Assunto véio
Entonces, estou com um monte de assunto velho na manga... Não queria fazer um post dividido por asteriscos, mas o ritmo não permite outra coisa.
O Oscar, Só consegui assistir no dia seguinte, já que a transmissão pela NRK só começou 2 e meia da matina... Mas deu tudo certo, pois evitei até comentar o assunto, e até chegar emcasa foi tudo surpresa. Então, todo mundocomentou a respeito, e lá vou eu, a rata de Oscar (fiquei em oitavo no bolão da Lolinha, com 10 acertos, buáááá), dar mimhas impressões.
Steve Martin e Alec Baldwin estavam melhores no filme com a Meryl Streep. Não foi engraçado como eu esperava - de cabo a rabo. Adorei a homenagem ao John Huges. Alguns podem considerar a obra dele irrelevante, mas não se você tem a mimha idade e assistia televisão... A trinca adolescente "A garota de rosa shock", "Gatinhas e gatões" e "O clube dos cinco" eram clássicos adolescentes da sessão da tarde, e até hoje não me canso de assistí-los, tenho todos em DVD. Sem esquecer o "Curtindo a vida adoidado"... Se você tem entre 30 e poucos e quase nos enta, mesmo não lembrando, já viu esses filmes.
Falando dos prêmios em si, gostei de Avatar não ter levado nada além de prêmios técnicos. Porque estava loooonge de ser o melhor filme indicado. Em compensação, fiquei p da cara com a academia babaca e previsível por ter dado melhor filme ao "Guerra ao Terror". Americano é phod* mesmo, bastou ter heroizinho de guerra no meio, e pumba! Oscar na cara! Achei o filme babaca, achei tudo sobre ele babaca. Achei a Katryn Bigelow outra babacona, ali cuspindo discursinho de "às nossas tropas". Todo mundo sabe que mais de meia Hollywood é pro-guerra e foi pró-Bush (Martin Sheen e Richard Gere que o digam!), mas não precisava tanto. Entre outros filmes com mais conteúdo ("Bastardos Inglórios" e "Um Homem Simples", além de "Up in the Air"). Tá, sou fã de carteirinha do Tarantino, dos irmãos Coen e do Jason Reitman. E aliás, eles escreveram seus filmes! E ainda deram roteiro pro Boal, vão tomar tudo nos cutuvelo, bando de reaça...
E me dá ainda mais ódio ver a mulherada comemorando que melhor direção foi pra uma mulher pela primeira vez... Euzinha (aliás, quem sou euzinha pra palpitar, afinal...) acho que ela não merecia. Enfim, falei!
Adorei os premios pra Mo´nique (ela merecia mesmo, quem viu a performance no filme sabe), adorei o Jeff Bridges ter ganho (vou ver "Crazy Heart" daqui a pouco, e era um dos poucos filmes que não tinha visto), pois o óbvio seria o Freeman de Mandela. E sobre a Sandra Bullock, bem, ela realmente não chega aos pés de Helen Mirren e Meryl, mas não fiquei brava não, porque ela tá bem no filme, que passa uma mensagem importante nos dias de hoje - eu acho. Achei muito legal o Michael Oher estar lá com a família. E com relação ao Christoph Waltz, ele mereceu, mas a competição ali tava feia, porque todos os coadjuvantes tavam bem demais... O sotaque africaaner de Matt Damon estava perfeito, Woody Harrelson no papel de sua vida... Como disse,competição acirrada.
E fora tudo isso, a babaquice de sempre... E todo ano a gente se rende e fica lutando pra não cair no sono. É isso. Vai ficar pra sempre na minha cabeça a imagem do Ben Stiller fantasiado de Na´vi. Achei hilário e patético ao mesmo tempo....
**************************
Começou a perna brasileira da tour de despedida do a-ha... Depois de um bom show em Buenos Aires, foi a vez de Bauru, dia 9, onde eles tocaram a pior música dacarreira deles, a cafona "Touchy!", uma das responsáveis por fazer com que eles levassem a fama de bandinha pop adolescente até hoje... Graças aos deuses da música eu não tava lá pra ouvir isso. Ontem à noite, foi a vez de SP no Credicard Hall, com ingressos esgotados. Um dos motivos de eu não estar com muito tempo pro blog é a vigília internética pós-shows, esperando os comentários e vídeos dos fãs que estiveram lá. O próximo é no Rio. Será que a Beth resolveu ir? Ah, Ana, em se tratando de a-ha, eu tô sempre na vanguarda! Mas valeu pelo vídeo!
Deixo aqui um gostinho do show, com "Analogue", Morten na guitarra e Mags falando português...
E hoje o a-ha me mandou mais uma carta de amor... Chegaram os ingressos pro show em Tromsø em Setembro...
**************************************
Semana passada fomos ao Departamento de Trânsito, já que meus óculos ficaram prontos. e tínhamos ido à Polícia pegar um papel que comprovasse a data da minha chegada na Noruega.. Então, recolheram a minha habilitação brasileira e me deram uma permissão provisória pra dirigir. A funcionária, muito atenciosa, disse que eu logo receberia uma carta com instruções sobre como obter a carteira norueguesa. Já sabia que era só fazer um exame prático. Mas na carta vieram instruções pra alugar um carro na auto-escola e tals. Pra quem vem do Brasil com habilitação, é possível dirigir na Noruega por até um ano. Se você não trocar a sua brasileira por uma noruga até um ano, tchau, e tem que começar do zero, e isso custa muito, mas muito caro. Trocar a carteira é fácil, simples e bem mais barato, então compensa pagar a grana da carteira no Brasil pra quem não tem...
Detalhe maldoso... Olharam minha carteira de motorista e disseram que nunca tinham visto uma habilitação brasileira sem ser plastificada... Olhei bem pra mulher, apontei o PROIBIDO PLASTIFICAR escrito na habilitação e disse à ela o que significava em português. Ela ficou me olhando com cara de WTF e eu expliquei de novo... Então ela me perguntou porque as outrascarteiras estavam plastificadas e eu disse que poderiam ser falsas.. Nuss, a mulher foi correndo buscar a supervisora. Então, acho que estraguei a vida de brasileiros espertalhões que venham pra Bodø no futuro, rsrsrs...
***********************************
Ontem fomos ver "Alice in Wonderland"... Sem palavras. O gênio de Tim Burton mais uma vez extrapolou as expectativas. Vá ver AGORA, em 3D... E lembre-se de desinfetar os óculos distribuídos no cinema com álcool em gel, aaaarghhhhhh!
O Johnny Depp de Chapeleiro Maluco está genial, com uns olhos que dão nervoso... O único senão do filme é a Anne Hathaway, que num tá bem. E olha que eu tenho a maior simpatia por ela...
***************************
No fim de semana fomos pro chalé, foi ótemo, mas nevou, fez sol, e por fim, choveu horrores, o que fez com que uma camada de gelo perigosíssima se formasse nas ruas e estradas. A volta foi looonga e vagarosa. Entretanto, as temperaturas estão entre zero e quatro desde então, mas neva, neva, neva sem parar. Neve sem frio e sem vento. Silenciosa e poética. Resultado? Voltei a morar em Nárnia por alguns dias...


A neve desafia as leis da gravidade... E me lembro de quando vim pra cá, há quase dois anos, de férias (foi no final de março)... Dias azuis e brancos. Tá chegando o tempo de novo! Pra terminar, minha primeira bola de neve. Sinta-se atacad@ por ela! Díliça!!!

Steve Martin e Alec Baldwin estavam melhores no filme com a Meryl Streep. Não foi engraçado como eu esperava - de cabo a rabo. Adorei a homenagem ao John Huges. Alguns podem considerar a obra dele irrelevante, mas não se você tem a mimha idade e assistia televisão... A trinca adolescente "A garota de rosa shock", "Gatinhas e gatões" e "O clube dos cinco" eram clássicos adolescentes da sessão da tarde, e até hoje não me canso de assistí-los, tenho todos em DVD. Sem esquecer o "Curtindo a vida adoidado"... Se você tem entre 30 e poucos e quase nos enta, mesmo não lembrando, já viu esses filmes.
Falando dos prêmios em si, gostei de Avatar não ter levado nada além de prêmios técnicos. Porque estava loooonge de ser o melhor filme indicado. Em compensação, fiquei p da cara com a academia babaca e previsível por ter dado melhor filme ao "Guerra ao Terror". Americano é phod* mesmo, bastou ter heroizinho de guerra no meio, e pumba! Oscar na cara! Achei o filme babaca, achei tudo sobre ele babaca. Achei a Katryn Bigelow outra babacona, ali cuspindo discursinho de "às nossas tropas". Todo mundo sabe que mais de meia Hollywood é pro-guerra e foi pró-Bush (Martin Sheen e Richard Gere que o digam!), mas não precisava tanto. Entre outros filmes com mais conteúdo ("Bastardos Inglórios" e "Um Homem Simples", além de "Up in the Air"). Tá, sou fã de carteirinha do Tarantino, dos irmãos Coen e do Jason Reitman. E aliás, eles escreveram seus filmes! E ainda deram roteiro pro Boal, vão tomar tudo nos cutuvelo, bando de reaça...
E me dá ainda mais ódio ver a mulherada comemorando que melhor direção foi pra uma mulher pela primeira vez... Euzinha (aliás, quem sou euzinha pra palpitar, afinal...) acho que ela não merecia. Enfim, falei!
Adorei os premios pra Mo´nique (ela merecia mesmo, quem viu a performance no filme sabe), adorei o Jeff Bridges ter ganho (vou ver "Crazy Heart" daqui a pouco, e era um dos poucos filmes que não tinha visto), pois o óbvio seria o Freeman de Mandela. E sobre a Sandra Bullock, bem, ela realmente não chega aos pés de Helen Mirren e Meryl, mas não fiquei brava não, porque ela tá bem no filme, que passa uma mensagem importante nos dias de hoje - eu acho. Achei muito legal o Michael Oher estar lá com a família. E com relação ao Christoph Waltz, ele mereceu, mas a competição ali tava feia, porque todos os coadjuvantes tavam bem demais... O sotaque africaaner de Matt Damon estava perfeito, Woody Harrelson no papel de sua vida... Como disse,competição acirrada.
E fora tudo isso, a babaquice de sempre... E todo ano a gente se rende e fica lutando pra não cair no sono. É isso. Vai ficar pra sempre na minha cabeça a imagem do Ben Stiller fantasiado de Na´vi. Achei hilário e patético ao mesmo tempo....
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Começou a perna brasileira da tour de despedida do a-ha... Depois de um bom show em Buenos Aires, foi a vez de Bauru, dia 9, onde eles tocaram a pior música dacarreira deles, a cafona "Touchy!", uma das responsáveis por fazer com que eles levassem a fama de bandinha pop adolescente até hoje... Graças aos deuses da música eu não tava lá pra ouvir isso. Ontem à noite, foi a vez de SP no Credicard Hall, com ingressos esgotados. Um dos motivos de eu não estar com muito tempo pro blog é a vigília internética pós-shows, esperando os comentários e vídeos dos fãs que estiveram lá. O próximo é no Rio. Será que a Beth resolveu ir? Ah, Ana, em se tratando de a-ha, eu tô sempre na vanguarda! Mas valeu pelo vídeo!
Deixo aqui um gostinho do show, com "Analogue", Morten na guitarra e Mags falando português...
E hoje o a-ha me mandou mais uma carta de amor... Chegaram os ingressos pro show em Tromsø em Setembro...
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Semana passada fomos ao Departamento de Trânsito, já que meus óculos ficaram prontos. e tínhamos ido à Polícia pegar um papel que comprovasse a data da minha chegada na Noruega.. Então, recolheram a minha habilitação brasileira e me deram uma permissão provisória pra dirigir. A funcionária, muito atenciosa, disse que eu logo receberia uma carta com instruções sobre como obter a carteira norueguesa. Já sabia que era só fazer um exame prático. Mas na carta vieram instruções pra alugar um carro na auto-escola e tals. Pra quem vem do Brasil com habilitação, é possível dirigir na Noruega por até um ano. Se você não trocar a sua brasileira por uma noruga até um ano, tchau, e tem que começar do zero, e isso custa muito, mas muito caro. Trocar a carteira é fácil, simples e bem mais barato, então compensa pagar a grana da carteira no Brasil pra quem não tem...
Detalhe maldoso... Olharam minha carteira de motorista e disseram que nunca tinham visto uma habilitação brasileira sem ser plastificada... Olhei bem pra mulher, apontei o PROIBIDO PLASTIFICAR escrito na habilitação e disse à ela o que significava em português. Ela ficou me olhando com cara de WTF e eu expliquei de novo... Então ela me perguntou porque as outrascarteiras estavam plastificadas e eu disse que poderiam ser falsas.. Nuss, a mulher foi correndo buscar a supervisora. Então, acho que estraguei a vida de brasileiros espertalhões que venham pra Bodø no futuro, rsrsrs...
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Ontem fomos ver "Alice in Wonderland"... Sem palavras. O gênio de Tim Burton mais uma vez extrapolou as expectativas. Vá ver AGORA, em 3D... E lembre-se de desinfetar os óculos distribuídos no cinema com álcool em gel, aaaarghhhhhh!
O Johnny Depp de Chapeleiro Maluco está genial, com uns olhos que dão nervoso... O único senão do filme é a Anne Hathaway, que num tá bem. E olha que eu tenho a maior simpatia por ela...
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No fim de semana fomos pro chalé, foi ótemo, mas nevou, fez sol, e por fim, choveu horrores, o que fez com que uma camada de gelo perigosíssima se formasse nas ruas e estradas. A volta foi looonga e vagarosa. Entretanto, as temperaturas estão entre zero e quatro desde então, mas neva, neva, neva sem parar. Neve sem frio e sem vento. Silenciosa e poética. Resultado? Voltei a morar em Nárnia por alguns dias...


A neve desafia as leis da gravidade... E me lembro de quando vim pra cá, há quase dois anos, de férias (foi no final de março)... Dias azuis e brancos. Tá chegando o tempo de novo! Pra terminar, minha primeira bola de neve. Sinta-se atacad@ por ela! Díliça!!!
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sexta-feira, março 05, 2010
Curtas
Depois de uma linda semana de sol, céu azul e temperaturas baixas (entre -5 e -10), ontem a temperatura "subiu" pra -1 e começou a nevar - de novo. Isso porque passamos a semana toda planejando ir pro chalé. E vamos hoje, debaixo de neve mesmo. Agora que me aclimatei a estas temperaturas mais baixas, dessa vez vou criar a coragem necessária pra literalmente me jogar na neve. Lars queria até comprar esquis pra nós dois hoje - o que eu não deixei, claro! Que não quero hematomas na poupança... O melhor amigo do Lars - Trond Vidar (ao pronunciar rápido, soa como Trumídar) - tem a mãezinha dele muito doente, em estado terminal, e vai conosco, porque precisa desanuviar um pouco. Mas ele volta amanhã e nós, no Domingo.
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Nossos móveis novos chegaram - quer dizer, chegaram na loja desmontados, e Lars foi buscar e montou em casa, claro, esse é o país do Faça Você Mesmo. Minha decepção foi saber que a mesa de centro é Made In India... Não tenho nada contra ela ter sido feita na Índia, mas pelo preço que pagamos, sei que contribuí para a exploração de alguns indianos, provelmente mal pagos e em condições sub-humanas de trabalho. Isso me faz mal. Mas pro que não tem remédio, remediado está, não é assim que dizem? Ao menos a mesa antiga foi levada pra loja da Cruz Vermelha.
O quarto de hóspedes/escitório está um chuchu, e o hotel Hareide já está aceitando reservas pro verão...
*********************

Depois da tristeza de saber que o a-ha não vem pra Bodø com a Ending on a High Note Tour, vem a boa notícia de que mais 6 shows - dessa vez em estádios - foram marcados pra Noruega, incluindo Oslo, Bergen, Trondheim, Kristiansand, Stavanger e Tromsø. E parece que desses shows é bem capaz que pinte um DVD ao vivo. Então lá fui eu com a canetona no calendário. Trabalho uma semana sim outra não, então é só ir marcando on e off no calendário pra ver em quais semanas tenho o fim de semana off. A semana que inclui os shows de Trondheim, Stavanger e Tromsø é off. Como Lars não tem escolha em ir ao show ou não, dei a ele aescolha da cidade (ô, marido bom esse meu!) e ele escolheu Tromsø, que não conhece. Já olhei que lá tem hotel do meu, então rola descontíssimo. É no começo de setembro. Pra quem quiser ver o calendário de shows, basta entrar no site oficial da banda - que aliás está de cara nova, com music player sensacional e fotos belíssimas.
Faltam 4 dias pra começar a perna brasileira da tour, com shows em Bauru, SP, Rio, Brasília, BH, Recife e Fortaleza. Ontem à noite foi o show de Buenos Aires e eu e a comunidade do Orkut passamos a noite em quase vigília esperando o set list. Acabei indo deitar às quase 4 da manhã...
Sim, sou louca... Por a-ha!
Fonte da foto - clique na foto
Update: diretamente do Luna Park... The Sun Always Shines on TV e Forever Not Yours
***********************************
O Oscar já é Domingão, e eu provavelmente não poderei assistir porque trabalho cedo Segunda, e tendo em consideração o fuso horário, a hora que começar a festança em LA vai ser tarde pra dedéu aqui. Mas mesmo assim participei do bolão da Lolinha, porque segundo ela, coisas horríveis acontecem a quem não participa. A Lolinha organiza um bolão do Oscar todos os anos há 20 anos...
Falando nele, o Oscar, mais dois filmes que vimos esta semana que passou. "A Serious Man" ("Um Homem Sério" no Brasa), de Joel e Ethan Coen. Pra quem conhece o trabalho dos irmãos Coen, é um filme bem coenesco, dessa vez talvez um pouco mais profundo. O personagem principal nos agonia de tão resignado - mas é uma resignação forçada, porque em vários momentos eu achei que o pobre cara fosse explodir num acesso à lá Michael Douglas em "Um Dia de Fúria", mas isso não acontece. Um filme Coen de primeira categoria, e recomendo, assim como recomendo toda a filmografia Coen pra quem não curte (ou tá cansado) de banalidades e clichês na telona.
Outro filme que vi e adorei, apesar de ter lido críticas que destroem o filme, é "The Lovely Bones", dirigido por Peter Jackson (o diretor da trilogia Senhor dos Anéis). O filme no Brasil estreou como "Um Olhar do Paraíso", outro título "traduzido" faz-me rir... Sem spoilers, o filme é uma adaptação de um best-seller do qual eu não tinha ouvido falar (sim, tenho preconceito literário com best sellers e é problema meu!). Trata-se de uma garota de 14 anos que é assassinada pelo vizinho (não, eu não estraguei o final do filme, pois a própria Suzy lhe contará isso nos primeiros 3 minutos de filme). Presa numa espécia de limbo, Suzy vai narrando os acontecimentos, olhando a família arrasada que deixa pra trás, traçando o perfil de seu assassino, e tentando administrar o amor profundo de/por seu pai... Elencão holywoodiano, com Mark Wahlberg, Rachel Weisz, uma Susan Sarandon nada impressionante, e um Stanley Tucci tão irreconhecível que só me toquei que era ele depois de 1 hora de filme... Não sei o quanto Holywood premia aqueles que interpretam serial killers (politicamente incorreto fazê-lo nos dias de hoje?), mas ele merece a indicação e se bobear leva. No bolão da Lolinha apostei no Christoph Waltz ("Bastardos Inglórios), mas me arrependi, devia ter apostado no Tucci.
Achei as imagens belas e o filme interessante, mas sei que tem gente que vai odiar. A Lu gostou, como eu. Até a música tema "Alice", do Cocteau Twins, é boa (mas já havia sido usada na trilhasonora de "Beleza Roubada"...). Troquemos figurinhas depois.
******************************
E pra terminar a Sexta, deixo uma recomendação de leitura pro final de semana. A Tietta, minha companheira de tempos de Pantanal e atual passarinheira lá em Bonito, postou no blog dela um link pra uma matériasobre o Projeto Arara Azul, que nós duas tivemos a oportunidade de conhecer de perto, pois eles tinham (ainda tem) uma base na Caiman, onde trabalhamos. Conhecemos a Neiva Guedes, fundadora do Projeto, e pudemos conviver um pouco com os pesquisadores e seu trabalho. O que me reforça o sentimento de que todos os meus heróis são gente que faz! Vale dar uma lida no post (e no blog todo) da Tietta e no post original, pra ver que é muito possível salvar uma espécie ameaçada.
Bom fim de semana!
PS: Upadated - o post Sexta-feira Ambiental está com a reprodução da coluna do Efraim...
Faltam 4 dias pra começar a perna brasileira da tour, com shows em Bauru, SP, Rio, Brasília, BH, Recife e Fortaleza. Ontem à noite foi o show de Buenos Aires e eu e a comunidade do Orkut passamos a noite em quase vigília esperando o set list. Acabei indo deitar às quase 4 da manhã...
Sim, sou louca... Por a-ha!
Fonte da foto - clique na foto
Update: diretamente do Luna Park... The Sun Always Shines on TV e Forever Not Yours
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O Oscar já é Domingão, e eu provavelmente não poderei assistir porque trabalho cedo Segunda, e tendo em consideração o fuso horário, a hora que começar a festança em LA vai ser tarde pra dedéu aqui. Mas mesmo assim participei do bolão da Lolinha, porque segundo ela, coisas horríveis acontecem a quem não participa. A Lolinha organiza um bolão do Oscar todos os anos há 20 anos...
Falando nele, o Oscar, mais dois filmes que vimos esta semana que passou. "A Serious Man" ("Um Homem Sério" no Brasa), de Joel e Ethan Coen. Pra quem conhece o trabalho dos irmãos Coen, é um filme bem coenesco, dessa vez talvez um pouco mais profundo. O personagem principal nos agonia de tão resignado - mas é uma resignação forçada, porque em vários momentos eu achei que o pobre cara fosse explodir num acesso à lá Michael Douglas em "Um Dia de Fúria", mas isso não acontece. Um filme Coen de primeira categoria, e recomendo, assim como recomendo toda a filmografia Coen pra quem não curte (ou tá cansado) de banalidades e clichês na telona.
Outro filme que vi e adorei, apesar de ter lido críticas que destroem o filme, é "The Lovely Bones", dirigido por Peter Jackson (o diretor da trilogia Senhor dos Anéis). O filme no Brasil estreou como "Um Olhar do Paraíso", outro título "traduzido" faz-me rir... Sem spoilers, o filme é uma adaptação de um best-seller do qual eu não tinha ouvido falar (sim, tenho preconceito literário com best sellers e é problema meu!). Trata-se de uma garota de 14 anos que é assassinada pelo vizinho (não, eu não estraguei o final do filme, pois a própria Suzy lhe contará isso nos primeiros 3 minutos de filme). Presa numa espécia de limbo, Suzy vai narrando os acontecimentos, olhando a família arrasada que deixa pra trás, traçando o perfil de seu assassino, e tentando administrar o amor profundo de/por seu pai... Elencão holywoodiano, com Mark Wahlberg, Rachel Weisz, uma Susan Sarandon nada impressionante, e um Stanley Tucci tão irreconhecível que só me toquei que era ele depois de 1 hora de filme... Não sei o quanto Holywood premia aqueles que interpretam serial killers (politicamente incorreto fazê-lo nos dias de hoje?), mas ele merece a indicação e se bobear leva. No bolão da Lolinha apostei no Christoph Waltz ("Bastardos Inglórios), mas me arrependi, devia ter apostado no Tucci.
Achei as imagens belas e o filme interessante, mas sei que tem gente que vai odiar. A Lu gostou, como eu. Até a música tema "Alice", do Cocteau Twins, é boa (mas já havia sido usada na trilhasonora de "Beleza Roubada"...). Troquemos figurinhas depois.
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E pra terminar a Sexta, deixo uma recomendação de leitura pro final de semana. A Tietta, minha companheira de tempos de Pantanal e atual passarinheira lá em Bonito, postou no blog dela um link pra uma matériasobre o Projeto Arara Azul, que nós duas tivemos a oportunidade de conhecer de perto, pois eles tinham (ainda tem) uma base na Caiman, onde trabalhamos. Conhecemos a Neiva Guedes, fundadora do Projeto, e pudemos conviver um pouco com os pesquisadores e seu trabalho. O que me reforça o sentimento de que todos os meus heróis são gente que faz! Vale dar uma lida no post (e no blog todo) da Tietta e no post original, pra ver que é muito possível salvar uma espécie ameaçada.
Bom fim de semana!
PS: Upadated - o post Sexta-feira Ambiental está com a reprodução da coluna do Efraim...
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terça-feira, março 02, 2010
Hoje faz dois meses que meu paizinho se foi... Como homenagem, publico um textinho que ele escreveu no blog dele, quando estava pra embarcar no Navigator of the Seas em 2004. O tempo passa, e a saudade só aumenta... Acho que faz parte.
"Quarta-feira, Março 31, 2004
E la nave va...
Vá, minha pequena. Vou sentir falta do seu riso, do seu mau humor, desse jeito tão seu, da sua presença, mesmo que meio, só meio, distante. A impressão é que você está sempre indo. E cada ida é assim, triste. E eu não consigo dizer o quanto elas dóem. Mas acho que você sabe. Sabemos muito um do outro, mesmo sem falar nada. Precisa? Um dia você chegou, de amarelo. E ficou. Não seria para sempre, isso nunca é. Mas, mesmo assim, cada despedida é dolorida. Clara ficava na janela, enquanto eu me afastava. Mas eu, eu não tenho janelas. O mundo é muito, muito, maior e as distâncias também.
Vá, minha pequena. É preciso ir e você tem coragem para ir, que bom. Que as tempestades se percam pelo caminho, que os mares sejam tranqüilos e conduzam às praias dos teus sonhos.
Vá, minha pequena. Eu vou estar sempre aqui. Com as lembranças dos domingos de sol. "

"Quarta-feira, Março 31, 2004
E la nave va...
Vá, minha pequena. Vou sentir falta do seu riso, do seu mau humor, desse jeito tão seu, da sua presença, mesmo que meio, só meio, distante. A impressão é que você está sempre indo. E cada ida é assim, triste. E eu não consigo dizer o quanto elas dóem. Mas acho que você sabe. Sabemos muito um do outro, mesmo sem falar nada. Precisa? Um dia você chegou, de amarelo. E ficou. Não seria para sempre, isso nunca é. Mas, mesmo assim, cada despedida é dolorida. Clara ficava na janela, enquanto eu me afastava. Mas eu, eu não tenho janelas. O mundo é muito, muito, maior e as distâncias também.
Vá, minha pequena. É preciso ir e você tem coragem para ir, que bom. Que as tempestades se percam pelo caminho, que os mares sejam tranqüilos e conduzam às praias dos teus sonhos.
Vá, minha pequena. Eu vou estar sempre aqui. Com as lembranças dos domingos de sol. "

segunda-feira, março 01, 2010
Segundona relax
Cara, esse mês de fevereiro foi puxado... Trabalhei várias vezes no meu dia de folga, então trabalhei pacas; apesar de o mês ser mais curto. E março começou exatamente com uma folga!
No fim de semana, eu e Lars trabalhamos muito. Então a pedida foi assistir filminhos. Aliás, em termos de corrida ao Oscar, estamos quase lá. Faltam 6 dias pra festa, e já assistimos a nove dos dez indicados a melhor filme. Falta só District 9, que não me anima em nada - e de qualquer forma não levará o prêmio, na minha opinião. Sábado assistimos "The Messenger" ("O Mensageiro" no Brasil?), filme pelo qual Woody Harrelson está indicado a melhor ator coadjuvante. Na verdade, ele rouba a cena. Resolvi assistir a esse filme por causa do post da Clara, e porque sempre adorei Woody, mesmo achando que ele nunca foi atorzão. Talvez esseseja um de seus melhores papéis... O filme conta a história de um soldado herói de guerra qie tem mais 3 meses pra servir, e nesse período é escalado a juntar-se ao Woody pra ir notificar as famílias dos mortos em combate. Tarefa difícil. O filme não é previsível, não é clichezão de história de guerra... Recomendo...
Semana passada assistimos também a "The Hurt Locker" ("Guerra ao Terror"), e podem nos chamar de burros, mas odiamos o filme. Odiei mesmo. Não entendi como aquilo pode ter 9 indicações ao Oscar. Mas lembremos, é filme de guerra, e a academia é americana... Claro que iam adorar... Mas NÃO recomendo, mesmo.
Mas o que eu queria dividir com vocês são os curtas de animação... Eu e Lars somos loucos por animação. Assisitimos "Up", o longa que concorre a melhor filme (também não é pra tanto, mas é lindinho), e queríamos ver todos os que concorrem com "Granny O'Grimm's Sleeping Beauty". Fui atrás. não foi fácil achar todos, mas achei e faço questão de compartilhar um por um. pois são excelentes. Isso se você é fã de animação...
Granny O´Grimm´s Sleeíng Beauty - Irlanda. Uma vovó psico contando a Bela Adormecida pra netinha aterrorizada... Repito, pois vale a pena. A versão legendada por mim já havia postado aqui.
French Roast - França. Adorável... Não precisa tradução.
La Dama y la Muerte - Espanha. Ótimo, genial, fabuloso, produzido pelo Banderas, quem diria...
Wallace & Gromit - A Matter of Loaf and Death - Grã Bretanha. Pra quem conhece Wallace and Gromit, não precisa explicação. Pra quem não conhece, assista e se apaixonará. Dos mesmo criadores de "Fuga das Galinhas" e da série inglesa "Creature Comforts". A carecterística principal são as bocas cheias de dentes de todos os personagens animados.... Esse não está disponível no Útúbio, então é preciso assití-lo aqui nesse link... É o mais longo - e o mais fraco - de todos, mas ainda assim Wallace & Gromit são geniais sempre.
Logorama - França. Está aqui uma das animações mais geniais que já podia ter sido bolada. O cenário, os objetos, os personagens são todos logotipos famosos. Tem até um brasileiro... É absolutamente genial. Também só tem trailer no Youtube, então assista por aqui.
No fim de semana, eu e Lars trabalhamos muito. Então a pedida foi assistir filminhos. Aliás, em termos de corrida ao Oscar, estamos quase lá. Faltam 6 dias pra festa, e já assistimos a nove dos dez indicados a melhor filme. Falta só District 9, que não me anima em nada - e de qualquer forma não levará o prêmio, na minha opinião. Sábado assistimos "The Messenger" ("O Mensageiro" no Brasil?), filme pelo qual Woody Harrelson está indicado a melhor ator coadjuvante. Na verdade, ele rouba a cena. Resolvi assistir a esse filme por causa do post da Clara, e porque sempre adorei Woody, mesmo achando que ele nunca foi atorzão. Talvez esseseja um de seus melhores papéis... O filme conta a história de um soldado herói de guerra qie tem mais 3 meses pra servir, e nesse período é escalado a juntar-se ao Woody pra ir notificar as famílias dos mortos em combate. Tarefa difícil. O filme não é previsível, não é clichezão de história de guerra... Recomendo...
Semana passada assistimos também a "The Hurt Locker" ("Guerra ao Terror"), e podem nos chamar de burros, mas odiamos o filme. Odiei mesmo. Não entendi como aquilo pode ter 9 indicações ao Oscar. Mas lembremos, é filme de guerra, e a academia é americana... Claro que iam adorar... Mas NÃO recomendo, mesmo.
Mas o que eu queria dividir com vocês são os curtas de animação... Eu e Lars somos loucos por animação. Assisitimos "Up", o longa que concorre a melhor filme (também não é pra tanto, mas é lindinho), e queríamos ver todos os que concorrem com "Granny O'Grimm's Sleeping Beauty". Fui atrás. não foi fácil achar todos, mas achei e faço questão de compartilhar um por um. pois são excelentes. Isso se você é fã de animação...
Granny O´Grimm´s Sleeíng Beauty - Irlanda. Uma vovó psico contando a Bela Adormecida pra netinha aterrorizada... Repito, pois vale a pena. A versão legendada por mim já havia postado aqui.
French Roast - França. Adorável... Não precisa tradução.
La Dama y la Muerte - Espanha. Ótimo, genial, fabuloso, produzido pelo Banderas, quem diria...
Wallace & Gromit - A Matter of Loaf and Death - Grã Bretanha. Pra quem conhece Wallace and Gromit, não precisa explicação. Pra quem não conhece, assista e se apaixonará. Dos mesmo criadores de "Fuga das Galinhas" e da série inglesa "Creature Comforts". A carecterística principal são as bocas cheias de dentes de todos os personagens animados.... Esse não está disponível no Útúbio, então é preciso assití-lo aqui nesse link... É o mais longo - e o mais fraco - de todos, mas ainda assim Wallace & Gromit são geniais sempre.
Logorama - França. Está aqui uma das animações mais geniais que já podia ter sido bolada. O cenário, os objetos, os personagens são todos logotipos famosos. Tem até um brasileiro... É absolutamente genial. Também só tem trailer no Youtube, então assista por aqui.
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