quarta-feira, maio 09, 2001

A India é...

Pessoas, aqui vai um breve relato sobre minha estadia neste pais asiático chamado Índia... Posso dizer que, depois de chegar aqui, eu entendi tudo... Tudo significa o comportamento dos indianos que eu conheci no navio, tudo significa a gama de diferentes reações das pessoas que vem de férias...


Um país que te toca a pele e a alma com a mesma intensidade, e mesmo assim quando você vezes se pergunta se gostou ou não (até agora) nao há resposta! Strange.

Tudo aqui é muito pobre e sujo... Andar de trem de subúrbio, uma experiÊncia pela qual a maioria de turistas por sorte não passa) causa náusea. As pessoas dentro do trem fedem, e claro, debaixo de um calor super seco de 42 graus (pois é, moçada, eu vim no verão), um ar tão poluído que só se acredita após limpar as orelhas... As favelas ao longo do trilho fedem - peixe, merda, miséria, e das janelas podemos ver criancinhas brincando nos esgotos. Não muito diferente do Brasil, vocês devem estar pensando. Pois bem, acreditem-me, a Índia faz Salvador parecer Buenos Aires, São Paulo parecer Manhattan, Rio de Janeiro idêntica a Paris, se é que vocês me entendem. Talvez porque nós, paulistanos "bem nascidos" passemos a vida muito isolados da realidade da periferia. A Índia e é um choque. Dá nojo na maioria das vezes.

Mas aí vem a religiosidade, as cores dos sarees e suridaars das mulheres nas ruas, os templos hindus por todos os lados, as muçulmanas com seus trajes negros e rostos cobertos destoando de tudo, as vacas nas ruas, os sabores da comida...

Difícil!

Com minha "família" tá indo tudo bem. Não havia razão para tanta duvida. Estão um pouco atarefados com as coisas do casamento nestes dias, mas ja deu até para me levar às compras. Precisam ver meu saree dourado que comprei para o casamento. Já fui ate a praia (um lixo o Arabian sea) e a um parque aquático.





Enfim, nada mais a dizer. Saio daqui direto para Veneza, onde pela 3a vez embarco no Splendour, para uma temporada na Grécia e Turquia. Pelo visto, sem o marido, que não esta conseguindo voltar parta o barco. Resolvemos então que eu devo aproveitar a bocada mais uma vez e fazer mais alguma grana, enquanto ele trabalha em outro barco/cia. Depois vou para o Brasil e espero por ele lá...

Que os 300 milhões de divindades hindus me ajudem.

Beijos
Cami