terça-feira, setembro 29, 2009

Música dinamarquesa

Outra banda cheia de conteúdo, mas que por não ser tão comercial é pouco conhecida, acaba de lançar CD novo. É o pessoal do Mew, dinamarqueses novinhos, e que apesar da pouca idade (pra música de peso, eu quis dizer) já estão na estrada há 15 anos. Saíram em turnê esse ano, tocaram nos EUA abrindo a turnê do Nine Inch Nails, aqui na Europa se apresentaram no festival de verão em Oslo (buhu, eu queria ter ido...), e em vários outros lugares. A banda tem página no Myspace, Facebook, Twitter. Além da música com melodia bem peculiar, letras metafóricas e poéticas, a voz de Jonas Bjerre também é destaque, com seus agudos tão altos que às vezes vão mais alto que uma voz feminina...

Além disso, Jonas, ao lado de Magne Furuholmen (o Mags do a-ha) e Guy Berryman (baixista do Coldplay), participa do projeto Apparatjik, comandados pelo produtor musical sueco Martin Terefe. O Apparatjik fez a trilha sonora pra um programa da BBC sobre a Amazônia, e seguiram adiante fazendo o que eles chamam de "música experimental". Em seu website, estão mostrando 4 vídeos esdrúchulos, e o internauta que descobrir primeiro a ligação entre eles deve escrever pra eles. Deduzi que pra ganhar uma faixa - ou álbum. Sei lá, leva horas pra navegar pelo site, mas boas risadas são garantidas. Para ver a página no Facebook, aqui.

Então, aqui vai o vídeozinho do novo single do Mew, "Introducing Palace Players", do álbum 'No More Stories Are Told Today I'm Sorry They Washed Away No More Stories the World Is Grey I'm Tired Let's Wash Away'. Repare na bateria e guitarra no começo da música. Não é diferente de tudo o que você já ouviu?



E aqui nesse link, no Babelgum é possível assisitir à banda num show exclusivo no
Institute of Contemporary Arts em Londres, com entrevistas sobre a elaboração do álbum. Vale a pena... Especialmente pra poder ouvir a primeira música, onde Jonas atipicamente canta com voz mais grave. Também adoro o baterista Silas se atrapalhando todo ao falar inglês com um sotaque carregadão...

Divirtam-se!

segunda-feira, setembro 28, 2009

Eu alimentei um time de futebol!

Segundona brava, e eu de folga... A semana foi longa, o fim de semana mais ainda: ontem teve jogo aqui pelo Campeonato Norueguês, e o time que veio jogar contra o Glimt (chamado Vålerenga= ficou hospedado lá na hotel. Desde o momento em que chegaram, os rapazes precisavam se alimentar de 2 em 2 horas mais ou menos. E fui euzinha que cozinhou pra eles! Trabalhei à beça... As outras colegas estavam animadinhas em poder ver a boniteza toda dos rapazes desfilando, e a tonta aqui correu tanto que mal deu tempo de olhar os moços direito.

Tivemos que seguir orientações da nutricionista, e comprar itens especiais, tipo coisas com baixo teor de gordura e açúcar, entupir os moços de carboidratos e proteínas... Mas o melhor de tudo é que apesar de correr bastante, me organizei bem e rolou tudo sem stress. Foi até tranquilo. Com execeção de Sábado à noite. Havia um hóspede bebum, que tava se entupindo de álcool no quarto, e descendo pra provocar o time a toda hora. Eu teria chamado a segurança do hotel para removê-lo, pois os jogadores estavam incomodados. O treinador veio na cozinha e pediu pra que retirássemos o cara. Imagina, eu e Nina, a russinha menor que eu! E o pior, eu sem entender muito das conversas, imagina... Já é difícil entender norueguês, imagina bebum! O duro é queo hotel não tem segurança. Então subi no meu salto (modo de dizer) e fui exigir da recepcionista que tomasse uma atitude. Ela deu um ultimato ao bebum, e ele se recolheu...

No fim deu tudo certo, e o Vålerenga ganhou do Glimt (o que não é muito difícil, já que somos dos últimos colocados sempre) por 2 a zero. Lars havia brincado pra eu envenenar a comida e dar uma baita diarréia nos jogadores. E eu disse à ele que beleza, o Glimt ia ganhar o jogo e eu, perder meu emprego. Cheguei até a sonhar que os jogadores tinham tido intoxicação alimentar e havia saído em todos os jornais! Sai pra lá, pesadelo, e tomei cuidado redobrado com a higiene!

Agora posso colocar no meu currículo "Vasta experiência em alimentar jogadores de futebol". Isso porque essa não foi a primeira vez. Quando trabalhava no Hotel Pergamon, em SP, o time de Brasília, o Brasiliense, ficava lá toda vez que vinha jogar em SP. Isso porque um parente do dono do hotel era o dono do Brasiliense. Mas naquele caso, eu era a gerente, e apenas planejava os cardápios e deixava que minha competente equipe da cozinha o executasse... Bem mais fácil!

Bom, mudando de assunto: o tempo continua de dar nojo. Tem chovido MUITO todos os dias. Lars saiu na quinta à noite pra caçar, e voltou sexta, ensopado, coitado. Desistiram, pois até os alces estão se escondendo da chuva. Além da chuva, o vento de Bodø. Que faz chover em círculos. E que é delicioso quando você tem que ir trabalhar às 5 e meia da manhã. Chove pelos lados, por cima e às vezes por baixo! Viva minha capa azulzinha e minhas galochas verdes, graças à elas chego no hotel sequinha, no máximo a calça na altura dos joelhos molha um pouco... Tem anoitecido cada vez mais cedo e amanhecido cada vez mais tarde. Durante o dia a temperatura fica lá pelos 10, 13 graus, e à noite, cai para 5 ou 6... É um prenúncio do que está por vir.

Numa nota mais positiva, chegou o tempo também de puxar o cobertor do armário e enrolar-se nele assistindo tv. Quando eu ainda era tripulante, comprei numa loja chamada Bath & Body Works um cobertorzinho chamado "The Sweetest, Softest Nap Blanket on Earth" (mais ou menos "O mais doce e macio cobertor para sonecas do planeta). E é mesmo, parece pele de carneirinho, mas sintético. Nada mais quentinho. Dormia minhas sonecas com ele no navio, e de lá ele veio direto prá cá... De quebra, comprei um roupão do mesmo tipo de tecido, coisa mais quentinha. E pra realizar todos os meus sonhos de inverno, compramos lençóis de flanela! A primeira vez que dormi em lençóis de flanela na vida foi em Saskatchewan (mais precisamente Tugaske) no Canadá. E era frio pra burro, mas os lençóis eram de flanela... Quando os achei aqui, e ainda por cima em promoção, foi a glória. Compramos também edredons novos (também em promoção), de tecido térmico-inteligente... Assim eles não são tão pesados, mas retém o calor do nosso corpo! E são mais longos, pois os outros eram curtos e Lars ficava meio que de pé pra fora! Agora nossa cama tá de arrepiar! O duro, mesmo, é ter que sair dela!!! E por falar em cama, tem uma coisa sobre as camas de casal norueguesas que eu queria falar há um tempo. E que explica o porque dizer edredons no plural. Pra entender, basta clicar aqui e ler o post da Juci. É hilário!



Essa semana minha amiga de sempre e de todas as horas Ana Paula me mandou um e-mail contando que o livro infantil que ela escreveu tá publicado, e o lançamento será logo logo! Para quem tem filhos pequenos, fica aí uma sugestão. Tem outro livrinho a caminho, mas ainda é surpresa! Ai, que amiga chique!






Hoje é dia de escola, mais à noite. Ainda não reuní forças pra postar sobre a escola, mas duas aulas foi muito pouco. Semana passada não fui à aula porque precisei trabalhar. Então fica pra próxima...

E pra quem acha que existe um traço obsessivo na minha personalidade, acertou! O motivo da obsessão crescer no momento é porque o tão esperado show do a-ha em Oslo está há poucas semanas... Provando que a Noruega não esquece seus verdadeiros heróis da música, deixo este adorável comercial de tinta lavável!


quinta-feira, setembro 24, 2009

Eye candy...

You gotta love this boys! Olha só o butthead do apresentador alemão, que cretino, e os 3 não perderam a compostura e ainda tiraram um pelo da cara do apresentador... I love a-ha!!!!!!!



50 anos, minha gente. Presta atenção nos olhos da criatura... Que Brad Pitt o que!

Feliz 250!

Hoje, a cerveja mais famosa - e mais deliciosa - do mundo completa 250 anos de idade.

Clique no cartaz para ler artigo em inglês, extraído do Google News.

Faz apenas 3 anos que meio (buááááááá´) que eu estive bem ali, onde tudo começou, em Dublin, na cervejaria conhecida como St. James Gate.

Em 1752, Arthur Guinness herdou 100 libras esterlinas de seu padrasto. Investiu o dinheiro e eventualmente abriu sua primeira cervejaria no interior. Em 1759, foi à Dublin e arrendou o terreno de 4 acres em St. James Gate por 9000 mil anos (isso mesmo, 9 MIL anos), pela bagatela de 45 libras ao ano! Dez anos mais tarde, o primeiro carregamento da porter Guinnes foi exportado para a Inglaterra. O negócio ia bem até 1775, quando o xerife de Dublin foi mandado à nascente de onde Arthur obtia a água da fábrica para cortar seu uso. Arthur os esperou com machado em punho. Em 1784 os direitos de uso da nascente foram cedidos à Guinness por 8975 anos - o cara era bom de lábia...


Arthur e sua esposa tiveram 21 filhos. Daí as frases clássicas usadas nos cartazes-propaganda de Guinness nas décadas de 30 em diante: "Guinness is Good for You" (Guinness faz bem à você), "Guinness for Strength" (Guinness para força). Infelizmente, apenas 10 dos filhos deles chegaram à idade adulta. E herdaram o império fundado pelo pai, que morreu em 1803.


Por volta de 1820 a cerveja passou a ser exportada para colônias européias no Caribe (Trinidad, Barbados), e depois disso chegou à América... Mais de 100 anos depois, a empresa batiza seu primeiro vapor, o S.S. Guinness.

Ao longo dos anos, a cervejaria passou a ser produzida em diversos países. Há variações do mesmo tema, para atender demandas locais. Por exemplo, no Caribe, África e Ásica, existe a Foreign Extra Stout, que é mais forte e mais amarga que a original. Os caribenhos (isso eu não pesquisei não, isso eu vi e vivi todos os dias por 9 anos, nos crew bar dos vários navios onde trabalhei. E quando digo caribenhos, incluo da Jamaica, Trinidad, St vincent & the Grenadines, Dominica, Dominican Republic, Haiti, Barbados, e ainda o povo da América Central - Honduras, Nicarágua, Costa Rica) adoram esta versão, e acreditam que ela seja afrodisíaca... Dizem, naquele inglês quebrado, com o sotaque de cada ilha "It's good for the wood" (É bom para a "madeira", se é que me entende!).

Aliás, existe também um outro ditado "Once you go black, you never go back". Algo como "Uma vez que você vai de preto, você nunca mais volta atrás". Os caribenhos e centro-americanos todos muito orgulhosos de suas raízes africanas, dizem isso em sentido dúbio - se é que você ainda me entende! Eles o usam para a Guinness e para eles mesmos!

Enfim, em Janeiro de 2006 estava eu em Dublin por uma semana, à espera do namorado (o irlandês, não o Lars) que ainda estava embarcado. Conheci a cidade toda, entre elas a fábrica de St James Gate, que hoje, além de ainda produzir o ouro negro, mantém um museu, loja (ENORME!) e um bar chamado Gravity, que fica no topo de uma das chaminés. É um dos pontos mais altos da cidade, e tem vistade 360 graus. Eu perdi as fotos, lá mesmo na Europa, brincando com minha câmera, entediada num trem. Até chorei, pois TODAS as fotos de Dublin estavam ali... Naqueles tempos o Daniel ainda não tinha postado as dicas de recuperar dados perdidos em cartão de memória! MAs voltando ao assunto - uma vez em Dublin, é visita obrigatória, ainda mais se você, assim como TODO irlandês, aprecia a marvada.

Uma curiosidade sobre esta cerveja maravilhosa... Consumacom moderação. Não pelo teor alcóolico, que é super dentro do normal, mas pela quantidade de reações químicas que ela provoca no seu organismo, que o fará expelir gases dos mais fedorentos do mundo! Como eu sei disso? Porque, infelizmente, eu - e várias outras pessoas - cheirei muito pum irlandês dentro de pubs irlandeses! Deixa eu explicar melhor (e se você não tem senso de humor para escatologia, suma-se daqui, pois vai ficar pior!): naqueles idos de 2006, a lei anti-fumo tinha acabado de entrar em vigor na Irlanda. Os irlandeses não podiam mais fumar nos pubs, gerando assim um ar mais puro, certo? Não! Porque a fumaça dos cigarros mascarava o cheiro do pum de Guinness... A coisa é notória por lá, e é piada por parte dos irlandeses - ao menos por parte dos muitos que EU conheci!

Vou ficar pior, já que bateu a inspiração, e as memórias me estão vindo à tona numa velocidade que eu não estou conseguindo conter! Escrevo tão rápido quanto penso, o que num caso como esse, pode ser um terror, e eu posso acabar eventualmente perdendo meus 16 leitores (12seguidores mais a família, né!).

Então, a família do namorado irlandês era de uma cidadezinha perto de Galway, no oeste da Irlanda. O irmão mais novo dele vivia em Dublin com a namorada espanhola. Foi com eles que me hospedei naquela semana, enquanto aguardava Leo desembarcar (eu saí do navio uma semana antes, compreende?) pra irmos pra Galway. A família, tradicionalmente católica ferrenha, fez com que dormíssemos em quartos separados. Sem trauma, os irlandeses sáo mesmo fervorosos. Então, até saímos pra beber (Guinness), mas na volta, dormíamos em quartos separados. Depois de unsdias, fomos à Limerick, cidade mais ao sul, onde Leo estudou, pra encontrar os amigos de facu dele. Aí sim, dormimos num hotel. E já na primeira noite, Pascal e Connor (quer nomes mais irlandeses?) foram nos encontrar. Ficamos ali, no pub do hotel mesmo. Mandamos várias pints (se diz páints, e é aquele copão de cerveja de quase meio-litro). Várias MESMO. E depois fomos dormir na cama de casal, lógico. E no meio da noite, meio de ressaca, acordo com um fedô dos infernos. Achei que fosse o esgoto do banheiro, e o nariz aqui deu aquela investigada básica. De volta do banheiro, pude notar que o cheiro não vinha de lá. Adivinha de onde? SIM, debaixo do edredon! Do Leo!!! Fiquei P da vida, e mudei pra cama de solteiro. Ele acordou, me viu lá do outro lado, e não entendeu nada. Contei à ele o motivo, o resultado foi uma das gargalhadas mais longas que já ouvi. A resposta (irlandesa) dele: Ai, eu esqueci de avisar. Guinness faz isso com a gente, é normal depois de uma noite no pub...

Agora, imagina o meu dilema... Amar uma cerveja tanto, tanto, tanto, mesmo sabendo que ela te apodrece as entranhas.... Apenas concluí que o melhor era consumir com moderação - e controlar o consumo do Leo!!!

A Irlanda produz outras stouts também boas (Murphy's e Beamish), mas nada, nadica nesse mundo como uma Guinness. Arthur Guinness, saúde!

PS: esse post foi escrito quando recebi newsletter sobre o assunto, e foi programado pra ser publicado quinta-feira. Espero lembrar de todas as asneiras que escrevi. Auto-exposição não pode ficar pior que isso,pode? Mas eu dei várias risadas escrevendo e lembrando. Espero dar mais quando o ler já publicado.

PS2: Hoje vi o post ainda em rascunho e dei um update com a notícia do Google News. Que self-vergonha!

quarta-feira, setembro 23, 2009

Pelamordedeus....

Pára de chover! Tô mofada!!!!! Cheeeeegaaaaaa!













Se eu chorar vai chover mais... Será que ovo pra Santa Clara resolve?

terça-feira, setembro 22, 2009

Sushi e sashimi de baleia

Pois é, o título é pra chamar a atenção mesmo.... No post anterior fiquei devendo a descrição de nosso jantar no sábado. Como havia dito, aqui em Bodø não há tantas opções de restaurantes, então ficamos entre o Bjørk, novo, - pra onde inclusive eu havia mandado currículo - um tailandês muito simpático, e o Bryggeri Kaia, onde fiz uma entrevista... Este último tem como especialidade pratos de peixe seco (bacalhau e outros). Depois de olhar os cardápios (e preços) pelanet, optamos pelo Bjørk. Muita gente na cidade tem falado bem dele. Mas o detalhe que fez toda a diferença foi que no Bjørk ele fazem sushi. Sou doida por sushi desde pequena.

Me arrumei toda, Lars também. Fomos de taxi, pois tava garoando forte (sair sábado na garoa pra comer comida japonesa = programa de paulistano! Mas não!). Chegando lá, o restaurante tava lotado. Quase não tinham mesa pra nós. Mas cavaram um buraquinho, e sentamos numa mesa espremidíssima. Tão espremida que eles tem painéis de madeira pra separar os comensais! MAs mesmo assim bem aconchegante.

Lars pediu vinho branco, eu fui de sakê (que, heresia, não estava gelado!). Pedimos uma degustação de sushi, e fomos saudados com uma bela salada morna de frutos do mar de entrada. E assim entramos no clima, demos aquela excitada no paladar, esperando a próxima surpresa. Então um chefinho bem mocinho veio com dois pratinhos. Ele me serviu meu pratinho pelo outro lado da mesa, pelas costas do Lars, por causa da mesa apertada. E ao servir, disse "@#$*&! med teriaki saus". Respondi obrigado, dei uma olhadinha naquela carninha vermelha levemente selada por fora, crua por dentro, com um molho teriaki cheirosíssimo. Por alguma razão, achei que fosse rena. Após a primeira engolida, exclamei "Que delícia!" E vi Lars do outro lado rindo, e pedindo desculpas. Porque? "É carne de baleia! Desculpe!" Disse que ele não precisava se desculpar, afinal, não é culpa dele se eu sou uma esganada que vai enfiando as coisas na boca sem perguntar! E o pior, eu disse à ele, é que tá muito bom e a cada mastigada eu me sinto mais culpada por corroborar com uma situação da qual discordo - e muito.

Mas quando aconteceu da primeira vez, e escrevi um post sobre a culpa que senti, recebi dois comentários - da Tietta e da minha irmã - que me apaziguaram o coração. E antes que eu me esqueça, se você, leitor, me condena pelo fato, mas vai ao restaurante japonês e come atum, saiba que você é tão culpado quanto eu!

Emfim, tirei fotos do teriaki de baleia, mas com o celular... Vai demorar pra tê-las, pois sou pré-histórica com telefones....

Após a iguaria, veio um pratão de sushi, com uns nigiri sushi de salmão, de halibut, de vieiras, de camarão e de BALEIA. E uns califórnia rolls. Não foi o melhor sushi do mundo não, mas a apresentação tava bonita. Dessa vez, deixei a baleia, completamente crua, por último, e me estrepei, pois ficou difícil de mastigar, e o sabor todo veio à tona, e não agradou. Não curti, mesmo. Me senti comendo alguma carne de caça com sabor forte, crua. Por sorte ainda tinha um califórnia pra mandar por cima, pra apagar o gosto estranho. No fim acho que foi bom, pois não vou ficar tentada a provar de novo, já que em TODOS os restaurantes da cidade e TODOS os supermercados vendem a danada.

Depois do jantar fomos tomar uns drinks no Bryggeri Kaia, e depois caminhamos de volta pra casa. Foi uma excelente noite, mesmo com aquele pequeno porém que ainda está meio que entalado na garganta. Mas o povo daqui tem o hábito de comer as bichinhas há muito tempo... É triste, mas é real. E eu agora posso ser tão recriminada (por mim mesma!) quanto.

Eita, indigestão moral...

Essa semana estou começando às 5:30 da matina todos os dias, então estarei meio afastada da net. No fim-de-semana ficarrei só, pois Lars vai tentar pegar nossos almoços de Domingo para um ano (apenas modo de dizer). Vai caçar os pobres alces. Agora ele resolveu que quer comprar uma máquina de moer carne pra fazermos nossa própria linguiça de alce... Ai,ai,ai! E ainda por cima o time de futebol que vai jogar contra o Glimt estará hospedado no hotel, e teremos de alimentar os atletas de 2 em 2 horas... Como diz minha colega Mariann, ao menos teremos uma vista bonita sábado e domingo. Será...

domingo, setembro 20, 2009

De terroristas e budistas

Foi um fim de semana de frio e chuva. Tínhamos planejado ir a Lofoten, porque nossa vida econômica melhorou muito com os dois trabalhando, e queríamos aproveitar nosso último fim de semana juntos antes da temporada de caça. A partir do fim de semana que vem, Lars vai se meter na floresta gelada pra caçar alces - coitadinhos dos bichinhos, morro de dó, mas é comida - e controle populacional. Mas não era sobre caça que ia falar mesmo!

Desistimos de Lofoten, pra tomar chuva e passar frio, melhor em casa mesmo. Sexta eu não trabalhei, mas fui dar minha aula. Depois fiz almojantar, e ficamos aqui, assistindo televisão e tomando champagne (uma garrafa que ganhamos de presente de casamento). Depois vinho tinto e queijos, pão francês, e Dirty Dancing! Por acaso estava passando na tv.

Sábado, depois do nosso típico café-da-manhã de fim de semana, Lars foi ajudar seu amigo Thomas a tirar o barco dele da água, e eu fiquei largada no sofá, assisitindo BBC Knowledge. Então começou uma série de programas sobre os atentados de 11 de setembro. Preciso dizer que já assisti a dezenas de programas, os filmes que foram feitos, etc, mas nenhum me causou o mal-estar visceral que me causaram estes dois que vi ontem. É um documentário em duas partes, produzido pela BBC, assim menos sensacionalista, que reproduz minuto a minuto os acontecimentos daquele dia, a partir do ponto de vista das vítimas e sobreviventes. Em meio à recosntrução, depoimentos dos sobreviventes. Terrível, realmente. Mas fiquei aqui pensando que aquilo tudo foi em vão, de certa forma. Como todo atentado terrorista, que só traz mesmo violência, mortes e desconfiança. E pensei também em tudo o que a comunidade islâmica - especialmente os que não tem nada a ver aquilo - passou ater que engolir depois disso... Será que não foi um mal à causa, qualquer que fosse ela? Enfim, semana passada foi o sétimo ano da tragédia, e pouco se falou disso. Uma guerra com milhares de mortos, intolerância, mais violência foi o resultado. Sei lá, esse mundo é mesmo de cabeça pra baixo.

Depois de me recompor, fizemos um lanche, uma bela faxina (a dois é bem mais rápido!), lavamos roupa (melhor dizer que botamos roupa pra lavar), e fui tomar banho e me arrumar, pois havíamos decidido sair pra jantar num restaurante legal daqui. Não que as opções sejam muitas, mas dá pro gasto. Enquanto me arrumava, Lars estava assistindo (ainda) à BBC Knowledge, um programa genial do Michael Palin (Monty Python rings a bell?), antigo já, em que ele viaja pelos 4 cantos do mundo. Aliás, ele fez vários programas do gênero, um chamado "De Pólo a Pólo", onde ele vai do Pólo Norte ao Sul em 100 dias, ou "Ao Redor do Mundo em 80 Dias", e por aí afora.

Primeiro, preciso dizer que sempre tive muita curiosidade de saber como funciona a mente criativa dos comediantes - o que se passa na cabeça deles. No caso do Monty Python, especialmente, como eles chegavam à criação das obras primas que eles deixaram de herança...



Aliás, se você nunca viu Monty Python, comece com esse filme, "Monty Python em busca do Cálice Sagrado", ou "A Vida de Brian", e por último, "Monty Pithon e o Sentido da Vida". E se você já assistiu e não acha graça, realmente, você não tem nenhum senso de humor!



Precisei remeter ao Monty Python, pra explicar que Michael Palin, apesar de um comediante típico inglês, também é cheio de sensibilidade, e esses programas são os melhores programas de viagem já feitos, na nossa (eu e Lars) humilde opinião. Então, estava secando os cabelos quando Lars me chamou praver Michael Palin entrevistando o Dalai Lama. E o Dalai Lama é outra figura me me remexe com as entranhas. Primeiro, pela história dele. Pra quem assistiu "7 anos no Tibet", com o Bonitão Pitt, legal. Mas o filme que corta o coração em mil pedacinhos é Kundun, de Martin Scorsese. Eu choro horrores toda vez que assito, pensando que o rapaz inteligentíssimo e curioso que é retratado no filme está vivinho da Silva, em Dharamsala na Índia, e nunca, JAMAIS, até hoje, pode voltar à sua terra, seu Tibet, seu povo, por causa dos chineses...



E Michael Palin, em suas andanças pelos Himalaias, foi até Dharamsala e teve uma audiência com o Dalai Lama. A entrevista é tocante, e me arrancou lágrimas, de novo. Palin, cheio de dedos, em frente à Sua Santidade, e o Dalai Lama olha pra ele e diz "Sua cara me é familiar!", e solta uma deliciosa gargalhada. "Eu assito BBC todos os dias! Você é uma cara de sorte, viaja muito!", e outra gargalhada. A entrevista vai assim, de risada em risada, até Palin contar ao Dalai que vai ao Tibet em alguns dias. Então a face do Lama se altera, uma seriedade profunda, silêncio constrangedor. E Palin solta um "Qual é a situação do Tibet hoje em dia?", ao que recebe como resposta "Eu não sei! Eu não sei, você vai até lá, veja com seus próprios olhos. Só posso lhe dizer que como tibetano que sou, lhe estendo as boas vindas." Me cortou o coração, e acho que o do Palin também, ao perceber que tinha tocado num ponto delicado de verdade.



Me faz muito triste a situação do Tibet e do Dalai Lama, e saber que o mundo não faz e nem nunca fez absolutamente NADA a respeito... Nem mesmo por ocasião das Olimpíadas na China, nada foi obtido, apesar dos protestos no mundo todo. E quando alguma celebridade veste a camisa da causa "Free Tibet", como Richard Gere, é logo taxado de doido.

Enfim, enquanto religião, o budismo tibetano é uma das mais carregada de significados, e a prova de que religiões orientais são mais que cultos à estátuas e "divindades" que exigem dinheiro de seus fiéis e exploram a ignorância alheia, filosofias e formas de vida recheadas de liçoes de respeito e amor ao próximo, seja ele pessoa ou inseto, ou mesmo nosso planetinha.

São tantas emoções...

O jantar maravilhoso fica pro próximo post, pois os assuntos já não podem ser misturados!

quinta-feira, setembro 17, 2009

Mofando

Eu já cheguei a dizer que chove ininterruptamente aqui, desde que minha irmã chegou? Mesmo que não chova o dia todo, chove todo dia! Já tô de saco cheio de ir trabalhar na chuva, e sair do trabalho na chuva, ir dar aula na chuva, ir pra escola na chuva... Tô embolorando!!!

O verão terminou, assim de um dia pro outro - e foi naquele fim-de-semana do Parken Festival... Ainda não esfriou legal, a temperatura ainda é a de um inverno paulistano. O enxoval precisou aumentar - os casacos de inverno são muito quentes pra essa época, que pede mesmo roupa impermeável. Outro dia, nas minhas andanças nachuva, e suando com um casacão, vi uma capa dechuva genial na vitrine de uma loja de descontos - chama Spar Mer (Economize Mais!). Achei um capaça de chuva azul clarinha, que vai até abaixo dos joelhos, é de borracha mesmo, e por dentro levemente acolchoada, ideal pra temperatura daqui, O melhor foi o precinho - cerca de 80 reais... Quando visto ela, aliada às minhas galochas verdes, que vão quase até o joelho, chego no trabalho sequinha...

Mas que enche o saco andar na chuva, ah, enche!

Esse fim-de-semana até tínhamos resolvido ir a Lofoten, mas achamos uma idéia cretina no fim. Pra tomar chuva, tomamos de graça, aqui mesmo. É que em Outubro o Lars vai caçar todo fim de semana, e eu vou ficcar solita, então queríamos fazer algo juntos antes. Resolvemos ficar aqui mesmo, sair pra jantar, curtir em casa mesmo...

Já contei também que vou assistir o Gil em Oslo, dois dias antes do a-ha? Tô tão feliz... E Segunda assistimos ao último episódio de True Blood. A terceira temporada só em junho de 2010. Vou ter que sobreviver com Whale Wars e a BBC Lifestyle mesmo! E lendo os livritos da Charlaine Harris...

E antes que eu me esqueça, minha pequena homenagem ao Patrick Swayze, que faleceu segunda feira. A ironia da coisa é que o povo nos anos 80/90 vivia dizendo que o Morten era sósia do Patrick Swayze. E o Patrick morreu no dia do aniversário de 50 anos do Morten. Além de Ghost e Dirty Dancing, que povoaram de fantasias as mentes das adolescentes que viveram aquela época, PAtrick fez vários filmes de ação. Mas o filme que merece menção mesmo, pra mim, é "Para Wong Foo, thanks for everything. Julie Newmar". Aquele em que ele, o Wesley Snipes o John Leguizamo interpretam 3 drag queens que incendeiam uma típica cidade red-neck... O cara arrasou naquele papel... Muito triste pelas circunstâncias, lá se vai outra celebridade pra essa doença terrível. Que ele descance, finalmente, em paz.



E pra celebrar a passagem da estação, e outras passagens, que tal uma música do a-ha? Essa já foi tocada aqui um par de vezes. Chama-se "Summer Moved On", escrita numa rara colaboração entre os 3, para o retorno da banda em 1998, quando a executaram no Premio Nobel da Paz em Oslo. Mais tarde foi lançada no CD Minor Earth Major Sky, em 2000. Repare o aaaaaaaaask de 20 segundos do Morten que começa aos 2:50... Voz de anjo, mesmo!



SUMMER MOVED ON
Summer moved on
And the way it goes
You can't tag along

Honey moved out
And the way it went
Leaves no doubt

Moments will pass
In the morning light
I found out

Seasons can't last
And there's just one thing
Left to ask

Stay, don't just walk away
And leave me another day
A day just like today
With nobody else around

Friendships move on
Until the day
You can't get along

Handshakes unfold
And the way it goes
No one knows

Moments will pass
In the morning light
I found out

Seasons can't last
So there's just one thing
Left to ask

Stay, don't just walk away
And leave me another day
A day just like today
Stay, don't just walk away
With nobody else around

Seasons can't last
And there's just one thing
Left to ask

Stay, don't just walk away
And leave me another day
A day just like today
Stay, don't just walk away
With nobody else around

Summer moved on


terça-feira, setembro 15, 2009

Eleição??? e tantas outras coisas

Começando mais um variado post ao contrário, ou seja, dos acontecimentos recentes aos mais antigos...

Então, ontem foi o último dia de eleição para o Parlamento Norueguês. A Casa conta com 170 e tantas cadeiras. São cerca de 11 partidos, todos com propostas muito distintas. O que achei muuuuito curioso é que é um processo discretíssimo, nessa democracia gelada. Quando fui ao Bondens Marked com a sogra, há umas 3 semanas, dentro do shopping de vidro lá no centro, haviam barraquinhas e tendas espalhadas por todos os lados. Pessoas com camisetas coloridas (uma barraca vermelha, outra verde, outra azul..). Achei que fosse caridade, mesmo! Mas estavam distribuindo panfletos com as principais propostas de cada partido. O Partido Trabalhista distribuía rosas vermelhas, enquanto outros tinham ovelhas e galinhas em exibição. Perguntei porque, e sogra explicou que pra chamar a atenção e aproximar as pessoas, assim o partidário poderia explicar as propostas e pedir voto.

Uns dias depois, Lars recebeu pelo correio uma notificação, acho que um cartão, pra ir votar. E dias depois vi ainda barraquinhas espalhadas por alguns pontos estratégicos dacidade, especialmente portas de mercados e shoppings, com pessoas oferecendo café com biscoito, e, claro, conversinha política.

E assim esqueci completamente das eleições. Além de quase não assistirmos à tv norueguesa, os noticiários não abordavam muito o tema.

Domingo Lars foi me buscar no trabalho, e notei enormes bandeiras norueguesas hasteadas por todos os lados, mas também enormes bandeiras do Bodø/Glimt, o time de futebol. Era dia de jogo, mas perguntei ao Lars o porquê das bandeiras nacionais, que eu só havia visto tão grandes no 17 de maio, na visita do Rei e naquele Domingo. Lars, pra variar, não sabia.

Ontem fui dar minha aula de português, e na volta, quando meu aluno, como sempre, me trazia de volta à cidade, comentou "Hoje é dia de eleição." E eu me espantei. Como asim, nem é feriado? Onde as pessoas votam? Ora, nas escolas, respondeu ele. Mas as escolas tem aula? perguntei. E ele disse que não sabia. Mas que as pessoas poderiam ter votado no Domingo, se quisessem. Fiquei o dia todo com aquilo na cabeça. Quando Lars chegou em casa, perguntei se ele tinha votado. "Huh? What? When?" Bem Lars mesmo... E ele disse que havia se esquecido... Perguntei em quem ele votaria, ele não soube responder. Disse à ele que perguntasse à mãe dele, como sempre, mas ele disse que ela jamais revela o voto!

A surpresa foi na escola de norueguês, à noite. A professora levou uma reportagem de revista, contendo as principais propostas dos principais partidos, pra gente discutir. Assim, fiquei conhecendo as plataformas de cada um. Cheguei em casa e disse ao Lars que deveríamos apoiar tal partido, que era o que tinha melhores propostas pros imigrantes e pro meio-ambiente... Vivendo e aprendendo...

O mais interessante de tudo foi realmente o fato de as eleições não serem um circo, como em outros países (leia-se Brasil, Estados Unidos, etc). Os resultados podem ser vistos aqui, mas eu ainda não entendi nada. Parace que o Partido Trabalhista, mais os de centro-esquerda, tem maioria...

Então, aproveitando o gancho da sogra, aliás, super-sogra... No final de agosto, pra poder receber meu salarinho, tive que ir buscar meu cartão de imposto. Naquele post disse até que o susto não havia sido tão grande. Afinal, eu tava pagando SÓ 36% de imposto... Achei que seria mais, honestamente... Então sogra veio visitar, e perguntou sobre o skatt. Peguei o papel pra mostrar pra ela, ela deu um pulo, achando muito. Então ela perguntou se eu permitiria que ela ligasse pro pessoal do Skatt em Tromsø, pra confirmar. Dias depois, recebi um novo cartão de imposto pelo correio. Não entendi qual foi a redução direito, mas foi redução. Eu só deveria pagar 36% de imposto QUANDO e SE eu tivesse um segundo emprego. A lição que eu aprendi é que quem tem boca, reclama! Não que eu desconfie dos serviços, ou já comece a ler nas entrelinhas de que era só porque eu sou estranja, como muita gente faz. Mas porque eu sei que as pessoas às vezes cometem enganos, e a senhorinha que me atendeu no Skattekontor estava mesmo incerta... O que importa é que agora não pagarei mais de 1/3 de salário em impostos! Mesmo que eles eventualmente retornem a mim em forma de médico, ou outros serviços gratuitos...

Num patamar mais desagradável, tenho pensado seriamente em dar uma enxugada na listinha de blogs aí ao lado. Primeiro, porque cansei de ler coisas que fazer a vida ficar ainda mais difícil do que é. Segundo, porque levar patada cibernética é fora de contexto na minha vida hoje. Tenho (MUITO) mais o que fazer... E cada doido que aparece nessa net afora... De qualquer forma, não tenho tido muito tempo pra ler merda, então me mantenho fiel às moças de sempre, que permancerão aí ao lado....

Ah, e a carta de amor mais esperada do ano! Chegou, finalmente!!! Agora falta pouco pra vê-los cara a cara, e conhecer amigos virtuais (como a Fabi Zulli) pessoalmente... De quebra, minha amiga de verdade - a primeira pessoa norueguesa que conheci na vida, Torborg, que fez um longo estágio lá na Caiman, no Pantanal, há mais de 10 anos- me mandou uma mensagem no Facebook perguntando se eu ia pra Oslo pro show do Gilberto Gil. Fui olhar no site, e surprise! O show de Gil é dia 5 de novembro, 2 dias antes do a-ha, e nós já íamos pra Oslo dia 5 mesmo! Então compramos ingressos, e agora, num fim de semana só, vou ver Gil ao vivo pela primeira vez, e a-ha, pela segunda vez nesse ano!!! Quanta emoção!!!!!


E pra terminar esse post com muito alto astral, um videozinho "Norugas por eles mesmos". Vi esse vídeo no Facebook da Sílvia, uma brazuca que mora em Trondheim, e como eu, conheceu o amor dela num navio da Royal. A gente "quase" se conheceu no Splendour, foi por pouco. Eita, mundico pequeno!!! Senta que la vem história...



segunda-feira, setembro 14, 2009

Mais um aniversário - e a Fonte da Juventude Norueguesa parte 3

Claro, hoje é dia do Morten Harket. 50 anos de experiência e ainda inteiro, muito inteiro diga-se de passagem. Eu comecei esta série de posts justamente com eles, o a-ha. Então, chegou o aniversário, e continuo usando o homem como exemplo. Veja aqui um vídeo de uma música da carreira solo dele, do álbum "Wild Seed" de 1995. A música é "A Kind of Christmas Card". Assista mesmo, pra apreciar TODA a juventude e belezura de Morten... A voz do cara melhora com o tempo, assim como a aparência. Pena que eu ainda não vi o Benjamin Button!

E aqui, em entrevista para TV norueguesa essa sexta passada. Os apresentadores perguntam o que ele quer de aniversário, e ele diz que não dirá na TV, pois uma vez disse que se contentava com um par de meias, e as pessoas começaram a jogar meias nele nos shows, mandar meias pelo correio, e hoje ele tem meias o suficiente! O senso de humor também é típico norueguês... Bom, feliz aniversário Morten! (infelizmente o som não está em sintonia com a imagem...)



Então, além do Morten, do Mags (o Paul tá meio fregado, já disse, parece o mais velho dos 3, mas vive em NY!), e dos kaffegutter, agora vem o Jørgen, vizinho lá de Styrkesnes, que completa 80 anos agora em Outubro. Ele mora ali naquele lugar remoto sozinho. Nunca se casou ou teve filhos. Todos da família dele já morreram. Ainda assim, ele não para em casa. Todos os dias sai pra pescar, seja no fjord ou no lago da montanha (aquele onde nadei no verão), onde ele tem uma cabine... Ou então pra colher frutinhas silvestres. No inverno sai pra esquiar e vai montanha acima como um garoto.

Aqui ele com Lars, já havia postado essa foto...

Tommy e Loló o conheceram no dia em que eu e Lars fomos colher groselhas. Ele chegou pra visitar, deu de cara com o dois, não nos viu, e desatou a falar em norueguês, enquanto Tommy e minha irmã tentavam, em vão, explicar a ele que já voltávamos. Ele não fala NADA de inglês...

A razão da visita foi pra saber aque horas iríamos tirar o barco da água, pois ele ia ajudar. E assim que voltamos da pescaria (leia Quando as visitas vão embora, se estiver boiando) ele estava aguardando no pier. Assim que descemos do barco, ele saiu correndo morro acima, na nossa frente. Chegamos à estrada, e ele quis nosmostrar um tambor cheio de sei que estava sendo salgado em salmoura. Disse que não era dele, e não sabia de quem era...

Ao descermos novamente o morro em direção à casa do barco, ele, feito um guepardo, começou a pular e correr na minha frente, cortando o caminho da trilha e tudo. "Ó o véio!" disseram irmã e cunhado...



Aqui, Tommy baixando o carrinho pra água, e Jørgen assistindo, ajudando e rindo (não sabemos porque). Lars trazendo o barco, e Herdis já começando a sair da água.



O barco estava meio fora da posição, e a doida aqui foi ver se era muito pesado pra puxar... Era! A solução foi baixá-looutra veze subir de novo. E finalmente, já quase chegando à posição em que ficará até maio de 2010...

E quando Lars veio com o barco, ele foi lá girar a manivela do cabo de aço. Pra quem não sabe, o "carrinho" onde o barco mora quando não está na água é preso a um cabo de aço, que fica preso à uma roldana na parede. Pra o barco subir fora da água, é preciso rodar a manivela da roldana, fazendo uma certa força.E a cada 10 voltas mais ou menos, o barco sobe 1cm... É força! Gente mais "rica" tem manivelas elétricas, o que não é nosso caso! Então, Jørgen ali querendo fazer toda a força sozinho. Então eu, Tommy e Ló nos revezamos...

Uma vez que o barco já estava guardado, ele se despediu, saiu correndo, pulou no barco dele e foi fazer sei-lá-o-que! As fotos infelizmente não ilustram a vitalidade do senhor... Os vizinhos lá de Styrkesnes gostam muito dele, e quase todos os dias ele recebe convites pra almojantar nacasa de alguém. Sempre tem alguém chamando pra alguma atividade. Ele só não caça porque não gosta, e não colhe cogumelos porque detesta os mesmos. A-D-O-R-A peixe com batatas, como todo bom e tradicional norueguês. (Aliás, em seguida postarei um vídeo sobre isso!)

Depois minha sogra contou um "causo" pra mim e pra minha irmã. No aniversário de 70 anos dele, ele reuniu todos os amigos e os levou ao único restaurante dali, um hotel na beira da estrada com uma linda vista. Na hora de pagar a conta, o dinheiro dele foi recusado pois estava "vencido", era dinheiro velho demais... Ele guardava a maior parte de seu dinheiro em casa! No dia seguinte, ele apanhou o ônibus até Fauske, e chegou ao banco com uma sacola de dinheiro pra trocar! Risos, muitos risos!

Uma figura! Vamos tentar comprar um presente bem legal pra ele... 80 anos, minha gente, esquiando!!! Continuo me perguntando se ainda alcanço tamanha vitalidade. Será que começando a dieta do peixe-com-batata, caviar, ovos e frutinhas silvestres, e respirando o ar puríssimo da montanha eu chego lá nessa forma toda? ;)

domingo, setembro 13, 2009

Tarefinha da Lu

Recebi da Luciana uma tarefa de fazer uma lista de 10 coisas pras quais eu dou cartão vermelho, e depois tenho que repassar a cinco blogs. Acho que não alcançarei esse número, mas não custa tentar!

Estou realizando essa tarefa rapidão, pois tenho um montão de coisas prontas na cabeça pra postar. Mas valeu a reflexão...

1) Cartão vermelho pra homofobia e todo o tipo de preconceito existente na face da terra.

2) Cartão vermelho para o tráfico de animais e queimadas como forma de manejo do solo.

3) Cartão vermelho pra quem não recicla o lixo e nem pensa antes de comprar.

4) Cartão vermelho pra exploração turística não-planejada, em qualquer lugar do mundo.

5) Cartão vermelho pra quem critica políticos e fala mal da política brasileira mas não se informa a respeito.

6) Cartão vermelho pra gente que julga os outros sem se olhar no espelho.

7) Cartão vermelho pra fofoca - um péssimo hábito, que pode afetar várias pessoas de forma irreparável.

8) Cartão vermelho pro tráfico de drogas.

9) Cartão vermelho pra todos os países com armas nucleares em seu poder.

10) Cartão vermelho pra China, que não liberta o Tibet de jeito nenhum!

As premiadas com a tarefa
Raquel (se você ainda estiver na escuta) do Vim parar na Noruega
Somnia (se você tiver tempo) do Borboleta Pequenina Somniando na Suécia
Renata (também ocupadésima) do Enquanto Isso, em Boston
Bel "Boucher" (se o mestrado permitir) do C'est pa vrai
Tietta (se estiver afim de entrar na onda, mas náo de publicar no seu blog porque ele é ténico, me manda no e-mail que eu publico aqui, estrela convidada!) do Bonito Birdwatching

sábado, setembro 12, 2009

Quando as visitas vão embora...

... deixam um vazio atrás de si. Minha irmã se foi quinta à noite, de trem, pra Oslo. O cunhado já tinha ido na terça. Mas conseguimos apresentá-los direitinho à nossa Noruega. Já tinha me acostumado a ter gente em casa na hora que chego do trabalho... Foi muito rápido!

A recepção deles sexta passada foi um pequeno banquete de iguarias norueguesas, entre elas o gravlax que eu fiz, salame de rena e perna de carneiro seca e salgada. Cerveja outonal e aquavit dinamarquesa... De sobremesa, torta de mirtilos. E todos caímos duros, exaustos...

Sábado partimos pra Styrkesnes, pro chalé, pra última pescaria do ano, se o tempo ajudasse. Chegamos lá já à tarde, e nos instalamos na varanda, debaixo dos aquecedores, pra mais uma refeição típica - churrasco de alce. O tempo não estava lindo não...







Depois do almojantar e alguns traguinhos, resolvemos ir pescar, pois a chuva havia parado e o tempo tava querendo limpar. Então, descemos o morro, Lars remou pro barco enquanto esperávamos no pier vendo estrelas do mar no fundo. Quase não havia vento, e a água estava bem calma...


Após decidir pra que lado ir, bastou colocar os anzóis na água, e os peixes começaram a morder. Sei atrás de sei...








Em uma hora e meia, pegamos mais ou menos 10 kg de sei... Só não rolou bacalhau. Tommy e Carolina estavam loucos pra pegar um bacalhau, pra quebrar o mito-piada brasileiro de que bacalhau não tem cabeça. Entretanto, no caminho de casa, já a noitinha, encontramos a raposinha, já com sua roupitcha de inverno. Não rolou foto porque tava mega-escuro. Depois de um fantástico documentário sobre o Pink Floyd na NRK1, acabamos indo dormir cedo, todos mortos de cansaço.

Domingão cedo, eu e Lars fomos colher groselhas vermelhas no terreno abandonado de um vizinho - tivemos que ir escondidos da sogra, já que ela acha que deveríamos pedir permissão para o proprietário. Ele comprou as terras apenas para colocar suas renas, nada mais. As groselhas estavam lá apodrecendo mesmo. Em 45 minutos pegamos uns 2 litros. Na foto, groselhas vermelhas (ripsbær) e groselhas pretas (solbær).



Tommy e Carolina deram sorte: no dia seguinte, pegamos um bacalhau. Estava doente. infestado de parasitas, então devolvemos pra água. Mas deu pra fotografar o bicho com cabeça...

Depois disso, não pegamos mais nada além de vento! Era hora de tirar o Herdis da água até maio do ano que vem. Esse ano teve músculo e cérebro de sobra pra ajudar. E essa questão em si vai virar mais um post da série Fonte da Juventude Norueguesa, logo mais.


Mas o grande destaque deste fim de semana foram os cogumelos - por todos os lados! Eu e os dois nos impressionamos muito... Tommy e Loló concluíram que é por isso que aqui é a terra dos trolls! Esse aí da foto é venenosésimo... Super perigoso colhe-los sem conhecer, por isso tiraram só foto mesmo...






TODAS as fotos desse post foram feitas pelo Tommy, meu cunhado.

sábado, setembro 05, 2009

Aniversários...

Amanhã, minha querida amiga Ana faz aniversário. Ela e o Christopher! Então parabéns aos dois! E também o monstro das palavras Paul Waaktaar-Savoy. Deixo aqui uma música do Savoy ("Daylight's Wasting"), a outra banda dele, paralela ao a-ha, e "I've been losing you", uma letra dele para o a-ha, tão sublime que fala de assassinato (um crime passional), e as pessoas acham que é uma canção de amor...





Minha irmã está aqui de visita, vamos para Styrkesnes. Por isso sem tempo de responder comentários, mas juro que volto em breve...


quinta-feira, setembro 03, 2009

Lilly Allen

Nem só de a-ha vive a Camila, não! Ultimamente tenho curtido mutcho essa musiquinha da lindinha Lilly Allen. Novinha e politizada, a inglesinha vem tomando o mundo pop de assalto. E essa canção, especificamente, com melodia deliciosa e letra também libertadora (eu me liberto cantando bem alto quando penso em algo que me incomoda), serve à diferentes causas. Rolou um boato na net de que ela havia escrito essa música pro Bush, mas foi pensando no British National Party que ela escreveu... No youtube, no vídeo aí embaixo, uns ativistas gays se juntaram e fizeram um trabalhinho lindo.

Dedico essa música a todos os homofóbicos, a todos os racistas, aos preconceituosos, a todos os seres frustrados, aos que não se importam com o meio ambiente, aos fofoqueiros, ao Sarney e muitos outros políticos brasileiros, a todos aqueles que reclamam de barriga cheia, ao negativistas... Ah, e aos que acham o palavrão um horror! Enjoy!

FUCK YOU F***-SE
Look insideOlhe dentro
Look inside your tiny mind Olhe dentro da sua mente pequena
Now look a bit harder Depois olhe mais atentamente
Cause we're so uninspired, Porque ficamos tão desanimados
so sick and tired Tão enjoados e cansados
of all the hatred you harbour. De todo ódio que você guarda


So you sayEntão você diz
it's not OK to be gay Que não é normal ser gay
Well I think you're just evil Eu acho que você é malvado
You're just some racist Você é apenas um racista que
who can't tie my laces Sequer serve para amarrar meus cadarços
Your point of view is medieval Seu ponto de vista é medieval


Fuck you (fuck you)Foda-se (foda-se)
Fuck you very, very much Foda-se muito, muito mesmo
Cause we hate what you do Porque odiamos o que você faz
and we hate your whole crew E odiamos toda sua turma
So please don't stay in touch Por favor, não se aproxime


Fuck you (fuck you)Foda-se (foda-se)
Fuck you very, very much Foda-se muito, muito mesmo
Cause your words don't translate Porque suas palavras não querem dizer nada
and it's getting quite late E está ficando muito tarde
So please don't stay in touch Então por favor, não se aproxime


Do you getVocê se sente
Do you get a little kick out of Você se sente um pouco rejeitado
being small-minded? Sendo tão cabeça-dura?
You want to be like your father, Você quer ser como seu pai
his approval you're after É a aprovação dele que você quer
Well that's not how you find it. Bem, não é assim que vai encontrá-la


Do you,Você
Do you really enjoy Você realmente curte
living a life that's so hateful? Viver uma vida tão cheia de ódio?
Cause there's a hole where your soul should be Porque há um buraco onde sua alma deveria estar
You're losing control of it Você está perdendo o controle
And it's really distasteful E é realmente nojento


Fuck you (fuck you)Foda-se (foda-se)
Fuck you very, very much Foda-se muito, muito mesmo
Cause we hate what you do Porque odiamos o que você faz
and we hate your whole crew E odiamos toda sua turma
So please don't stay in touch Por favor, não se aproxime


Fuck you (fuck you)Foda-se (foda-se)
Fuck you very, very much Foda-se muito, muito mesmo
Cause your words don't translate Porque suas palavras não querem dizer nada
and it's getting quite late E está ficando muito tarde
So please don't stay in touch Então por favor, não se aproxime


Fuck you, fuck you, fuck youFoda-se, foda-se, foda-se
Fuck you, fuck you, fuck you Foda-se, foda-se, foda-se
Fuck you Foda-se


You say you think we need to go to warVocê diz que acha que precisamos ir pra guerra
Well you're already in one Bem, você já está em uma
Cause it's people like you Pois são pessoas como você
that need to get slew Que precisam de uma lição
No one wants your opinion Ninguém quer sua opinião


Fuck you (fuck you)Foda-se (foda-se)
Fuck you very, very much Foda-se muito, muito mesmo
Cause we hate what you do Porque odiamos o que você faz
and we hate your whole crew E odiamos toda sua turma
So please don't stay in touch Por favor, não se aproxime


Fuck you (fuck you)Foda-se (foda-se)
Fuck you very, very much Foda-se muito, muito mesmo
Cause your words don't translate Porque suas palavras não querem dizer nada
and it's getting quite late E está ficando muito tarde
So please don't stay in touch Então por favor, não se aproxime


Fuck youFoda-se
Fuck you Foda-se
Fuck you Foda-se



Fonte da juventude norueguesa, parte 2

os. Então, no post parte 1, dei exemplos gráficos de como alguns noruegueses parecem não envelhecer. E os que envelhecem são cheios de vitalidade, mesmo com idade já bem avançada... Outro dia a Mércia escreveu sobre isso. E colocou que os noruegueses mais velhos em geral são mais simpáticos, e nesse aspecto assino embaixo, ao menos aqui na MINHA Noruega. Basta ver as fotos do meu casamento e ver que só tem velhinhos entre os convidados! E o pessoal lá de Styrkesnes, amigos da sogra... Enfim, foram sempre atenciosos, parecem não se importar muito com o fato de ter "uma estrangeira" entre eles, e nunca me fizeram nenhum tipo de pergunta cretina ou indescente, ao contrário dos mais jovens. Por exemplo, os colegas de trabalho vivem perguntando sobre como era a vida que eu tinha no Brasil, que tipo de educação eu recebi, etc. Nada disso me incomoda, pois eu sei que é pura curiosidade. Afinal, eu convivi por 9 anos com gente de ao menos 50 países diferentes (a estatística oficial da Royal Caribbean é de que há tripulantes de 96 países,e os únicos que eu sei que ficam de fora mesmo são Rússia e Cuba - porque será?), e todos tem curiosidade sobre o país e costume dos outros. E aqui, no Pólo Norte, não é muito diferente... O mais longe que a maioria daqui chegou é Espanha e Grécia - ou a Bulgária!

Bem, no meu cotidiano também existe um grupo muito especial de velhinhos. É que no hotel, todos os dias, às 9:30 da manhã em ponto chega um bando deles, conhecidos já na cidade como kaffe gutter, ou meninos do café. Eles são membros do Kerringøy Sportsklubb, e se encontram ali, há 50 anos (50 ANOS, isso mesmo) para café e vafler (os famosos waffles noruegueses). Não importa o tempo, chuva ou neve, todos os dias, exceto aos Domingos. A tradição é tamanha que eles viraram como uma instituição do hotel. A história deles tem um pouco a ver com a história do hotel.

A cidade de Bodø foi bombardeada na Segunda Guerra Mundial, e sobrou pouca coisa - essa história fica pra depois! O Hotell Grand Bodø, como era chamado na época, foi um dos poucos edifícios que sobrou em pé. Lá no restaurante, há um espelho gigantesco, com a moldura original e tudo. A moldura foi restaurada, mas o espelho é rachado, e foi rachado durante um aexplosão em um dos bombardeios. A rachadura é como que lembrança do que a cidade viveu. E o hotel permanceu ali, como o melhor da cidade por anos. E os kaffe gutter ali se reuniam pra seu café diário. O tempo passou, o Hotell foi vendido, depois a administração passou pras mãos da rede Choice Scandinavia, sob a marca top da Cia, Clarion Collection. Ano passado o hotel passou por uma reforma, onde foram gastos 11 mihões de coroas. Os kaffe gutter ficaram passados com a notícia de que a segunda casa deles seria reforamda. O que aconteceria com a mesa deles? (Sim, eles também se sentam na mesma mesa há 50 anos). Bem, a mesa permaneceu lá, assim como eles. Um infelizmente faleceu antes da reforma...

Quando fui apresentada à eles, levando seu kaffe e vafler fresquinhos - preparados por nós, da cozinha, todos foram muito rápidos ao apertar minha mão, se apresentar e me dar as boas vindas! Alguns não falam muito inglês, mas se esforçam muito pra dizer ao menos um "Bom dia" e "Obrigado!". E assim, quando lhes falo em noruga, me respondem em inglês! Uns fofos. E todos já acima dos 75!

Bem, ontem à noite houve uma cerimônia de reabertura do hotel - por isso trabalhei dobrado. Fiz meu turno de manhã, saí às duas e meia e às 6 tava de volta. Eram 70 convidados, entre os donos do edifício, imprensa, gerentes de outros Clarion Collections da região, diretores da marca, E os kaffe gutter! A primeira vezque os vi à noite, e bebendo uma pinga ao invés de café com vafler. Fiz questão de passar sempre pela mesa deles enchendo suas taças de vinho. Mas se comportaram, fizeram discursos e tudo o mais. Pena que não tenha uma foto, mas ainda vou conseguir.

Eles representam a doçura dos velhinhos noruegueses e sua longevidade. Será, ó Deus, que eu vou viver tanto, se me encher de óleo de fígado de bacalhau e batatas, café e vafler, e fizer amizades que durem assim, uma vida inteira?