Pessoal
Antes de mais nada quero esclarecer a alguns que se confundiram... Eu não fui casar na Índia não, fui apenas visitar meu namorado e assistir ao casamento da irmã dele.
Bem, a Índia é um país de contrastes, etc, etc, como todos já sabem, com a diferença de que eu pude viver muita coisa que turista não vive: participar do pré, durante e pós cerimônia de casamento, visitar diversas casas de várias classes sociais, viver na periferia, que á a parte desgraçada de Mumbai, e o melhor - andar de trem de subúrbio.
Não preciso nem dizer que rolou um puta choque cultural entre a mãe de meu namorado e eu, mas ao contrário do que acontece com indianos, meu namoradao maravilhoso ficou do meu lado... E nossa relação ficou fortalecida. Sem contar detalhes mais sórdidos, porque inclusive eu ainda não os digeri, havíamos resolvido tentar voltar juntos para o Splendour. Uma vez que ele não conseguiu voltar porque a Royal não o aceitou de volta, decidimos que eu voltaria e ele tentaria outro barco. Já tinha ate a passagem para Veneza, quando numa briga inflamada com a mãe o bichinho resolveu vir embora comigo para o Brasil. Já tínhamos a passagem, só faltava o visto.Como íamos mesmo para New Delhi, tava fácil. [Nota da autora alguns anos depois: o que o desgraçado do indiano queria mesmo era escapar da horrível família dele, mas na hora H não foi macho o suficiente pra peitar... Depois de um ano da separação, em 2003, o cabraainda me ligou no Brasil, implorando pelamordedeus pra vir morar comigo. Mandei-lhe à merda]
Pegamos o avião para Delhi (na hora de dar tchau para a sogra, a mulher desembestou a chorar porque disse que sabia que ele estava fugindo comigo para sempre, tudo isto porque ele estava levando o passaporte dele!!! Louca de pedra, nós saindo só com uma malinha, enquanto eu deixava toda a minha bagagem e meus dolares pra trás???). No dia seguinte fomos para Agra, para visitar o famoso Taj Mahal. No caminho, ele resloveu me contar que o tio dele (que faz as vezes do pai, que faleceu), ao ser consultado sobre este "novo" passo que ele queria dar, disse a ele que o melhor seria ir cumprir ao menos mais um contrato num navio para saldar sua dívida. E eu perguntei que divida era esta (até então não sabia). Pois é, a família foi TÃO LEGAL com ele que, além de gastar TODO o dinheiro que ele tinha juntado durante todos os anos de navio, AINDA O FEZ SE ENDIVIDAR NUMA NOTA PRETA... Resultado, tive que concordar. E num momento idiota de iluminação, disse "Não volto mais para o navio! Acabe seu contrato que eu te espero no Brasil!". Como sou cretina... [Nota da Autora em 22/mar/2004: foi ai que eu cometi um erro... Deveria ter voltado para o Splendour - talvez estivesse lá ate hoje, me poupando tanto contratempo...]
Ficamos assim decididos, voltamos a Mumbai e foi um tal de cancela passagem... Ao menos conseguimos toda a grana de volta. A mãe dele pirou de vez, o astral tava péssimo entre eu e a sogra, e resolvi vir embora. Depois de duas frustradas tentantivas de embarque - se o Brasil é desorganizado, o que é a India então? Parei uns três dias na África do Sul, aproveitei para fazer um mini-safári e ir visitar Sun City. Foi legal, deu para espairecer...
Agora cá estou eu de volta, desempregada, procurando emprego, o que aliàs parece estar extremamente difícil. Liguei ate para o Laurent e ele mesmo me disse isso. Ja mandei uns currículos, e o negócio é esperar.
O marido, como anda de saco cheio da família e detesta a Índia (para viver, é claro!) disse que se até o final de junho nao conseguisse emprego, viria para cá. Eu o encorajei, achando que, com nossos curriculos e experiência, seria mais fácil.
Mas o lance agora é assim: esta segunda tenho uma entrevista com um novo agente de navios - quem tiver interesse me escreve que eu passo o telefone do cara. Ele contrata para várias empresas de navio, e não só brasileiros como estrangeiros. Já arquitetei um plano: se ele puder agenciar meu marido tambem, chamo ele, e ai vamos de novo juntos para um outro navio. Porque no pais do apagão, agora, num da pé!!! O jeito é encher o colchão lá fora e depois torrar aqui.
E se tudo der errado, ai eu jogo nas mãos de Deus. E neste meio tempo, se alguém precisar de uma domestica de luxo...
Beijos e até o proximo capítulo...
Cami Camélia
Antes de mais nada quero esclarecer a alguns que se confundiram... Eu não fui casar na Índia não, fui apenas visitar meu namorado e assistir ao casamento da irmã dele.
Bem, a Índia é um país de contrastes, etc, etc, como todos já sabem, com a diferença de que eu pude viver muita coisa que turista não vive: participar do pré, durante e pós cerimônia de casamento, visitar diversas casas de várias classes sociais, viver na periferia, que á a parte desgraçada de Mumbai, e o melhor - andar de trem de subúrbio.
Não preciso nem dizer que rolou um puta choque cultural entre a mãe de meu namorado e eu, mas ao contrário do que acontece com indianos, meu namoradao maravilhoso ficou do meu lado... E nossa relação ficou fortalecida. Sem contar detalhes mais sórdidos, porque inclusive eu ainda não os digeri, havíamos resolvido tentar voltar juntos para o Splendour. Uma vez que ele não conseguiu voltar porque a Royal não o aceitou de volta, decidimos que eu voltaria e ele tentaria outro barco. Já tinha ate a passagem para Veneza, quando numa briga inflamada com a mãe o bichinho resolveu vir embora comigo para o Brasil. Já tínhamos a passagem, só faltava o visto.Como íamos mesmo para New Delhi, tava fácil. [Nota da autora alguns anos depois: o que o desgraçado do indiano queria mesmo era escapar da horrível família dele, mas na hora H não foi macho o suficiente pra peitar... Depois de um ano da separação, em 2003, o cabraainda me ligou no Brasil, implorando pelamordedeus pra vir morar comigo. Mandei-lhe à merda]
Pegamos o avião para Delhi (na hora de dar tchau para a sogra, a mulher desembestou a chorar porque disse que sabia que ele estava fugindo comigo para sempre, tudo isto porque ele estava levando o passaporte dele!!! Louca de pedra, nós saindo só com uma malinha, enquanto eu deixava toda a minha bagagem e meus dolares pra trás???). No dia seguinte fomos para Agra, para visitar o famoso Taj Mahal. No caminho, ele resloveu me contar que o tio dele (que faz as vezes do pai, que faleceu), ao ser consultado sobre este "novo" passo que ele queria dar, disse a ele que o melhor seria ir cumprir ao menos mais um contrato num navio para saldar sua dívida. E eu perguntei que divida era esta (até então não sabia). Pois é, a família foi TÃO LEGAL com ele que, além de gastar TODO o dinheiro que ele tinha juntado durante todos os anos de navio, AINDA O FEZ SE ENDIVIDAR NUMA NOTA PRETA... Resultado, tive que concordar. E num momento idiota de iluminação, disse "Não volto mais para o navio! Acabe seu contrato que eu te espero no Brasil!". Como sou cretina... [Nota da Autora em 22/mar/2004: foi ai que eu cometi um erro... Deveria ter voltado para o Splendour - talvez estivesse lá ate hoje, me poupando tanto contratempo...]
Ficamos assim decididos, voltamos a Mumbai e foi um tal de cancela passagem... Ao menos conseguimos toda a grana de volta. A mãe dele pirou de vez, o astral tava péssimo entre eu e a sogra, e resolvi vir embora. Depois de duas frustradas tentantivas de embarque - se o Brasil é desorganizado, o que é a India então? Parei uns três dias na África do Sul, aproveitei para fazer um mini-safári e ir visitar Sun City. Foi legal, deu para espairecer...
Agora cá estou eu de volta, desempregada, procurando emprego, o que aliàs parece estar extremamente difícil. Liguei ate para o Laurent e ele mesmo me disse isso. Ja mandei uns currículos, e o negócio é esperar.
O marido, como anda de saco cheio da família e detesta a Índia (para viver, é claro!) disse que se até o final de junho nao conseguisse emprego, viria para cá. Eu o encorajei, achando que, com nossos curriculos e experiência, seria mais fácil.
Mas o lance agora é assim: esta segunda tenho uma entrevista com um novo agente de navios - quem tiver interesse me escreve que eu passo o telefone do cara. Ele contrata para várias empresas de navio, e não só brasileiros como estrangeiros. Já arquitetei um plano: se ele puder agenciar meu marido tambem, chamo ele, e ai vamos de novo juntos para um outro navio. Porque no pais do apagão, agora, num da pé!!! O jeito é encher o colchão lá fora e depois torrar aqui.
E se tudo der errado, ai eu jogo nas mãos de Deus. E neste meio tempo, se alguém precisar de uma domestica de luxo...
Beijos e até o proximo capítulo...
Cami Camélia



