Porque amanhã tô de folguis e dá pra pensar melhor no postão sério que tô preparando... Por hora, som na caixa pra uma versão acústica de "Why are you looking grave?" do Mew. A voz do Jonas sobe e desce... O Silas, tadinho, lá no fundo, quase enfeitando a cena.
E cara, as letras desse hómi são mucho doidas... Esses escandinavos (incluo o a-ha nesse saco) usam o inglês com uma propriedade que os nativos da língua às vezes não tem... Repara... Eu adoro essa música (aliás, acho que não tem nenhuma música deles que não tenha me arrancado dos meus pés...)
(Tava no Útúbio procurando vídeos do show do a-ha ontem à noite no Citibank Hall no Rio, e o Útúbio fica me recomendando o Jonas Bjerre ao invés de a-ha... Hahaha!)
Why are you looking grave? by Mew
Why are you looking grave? Are you thinking of something to say? Why are you sitting there? Are you hoping that someone will stare?
Your mouth is hiding You've got smiling eyes
Why are you looking grave? Are you thinking of something to say? Be I thinking of you?
Your mouth is hiding You've got smiling eyes Softly dividing What they see in your face From what you feel like inside
Who are all those who greet me? Does it matter if I know?
Your mouth is hiding You've got joyless eyes Softly converting All the terrible things That shook up our hearts enough
Então, eu não poderia seguir em frente sem dividir isso com vocês (ou, na verdade, pra extravasar, desopilar, falar sobre isso pra ver se a fixação desaparece!). Mas antes de seguir, queria dizer três coisas: 1) Obrigada por reaparecerem, meus comentaristas. Eu não fiz draminha não, mas é bom ter com quer dividir as coisas, né? 2) Justamente eu, chorando que os comentaristas desapareceram, não tenho comentado muito nos bloguinhos alheios. Não que não visite, pois é rotina diária. É que os dias tem sido preguiçosos, o coração tá cheio de sentimentos que não podem ser traduzidos em palavras, e preciso por ordem. Na casa, nos pensamentos, na rotina... então você, querido leitor que escreve me pedindo dicas/conselhos, não se chateie se eu não responder. É que tá duro manter os posts, imagina responder tudo... É melhor funcionar na base do pergunta-o-queres-saber-que-eu-respondo, eu acho. 3) Obrigadíssima a todos que me desejaram feliz aniversário. Tava lá em lovely Trondheim, e de lá não deu pra responder. E na volta precisava postar sobre a viagem senão virava história velha!
Agora vamos lá! Ao assunto deste post... Ando me perguntando o que tem nessa água escandinava-viking, que estes países quando resolvem produzir músicos pródigos o fazem com todas as forças? Na verdade, "incluo fora" (rsrsrs) dessa lista a Suécia, Islândia e Finlândia porque não conheço ídolos musicais de lá que balancem a minha estrutura como os rapazes das bandas de três letras e três membros da Noruega e Dinamarca (se a ficha ainda não caiu: a-ha e Mew!).
Da tara pelo a-ha tá todo mundo careca de saber. Pelo Mew, menos. Eles tiveram participações coadjuvantes por aqui... Só que agora, depois de ouvir a melodia mágica deles ao vivo, com as animações hipnotizantes e alucinadas (criadas pelo Jonas Bjerre para cada música, porque ele é hiper-ultra-mega tímido no palco) fiquei doida... O iPod tá feliz porque tirou umas férias do a-ha...
Assim como os "rapazes" do a-ha, se conheceram na escola e descobriram o interesse pela música ao fazer um filme pra um trabalho. Estão juntos há mais de 15 anos, fazendo música difícil de ser classificada pela imprensa musical. Às vezes chamam a música deles de "artsy-pop" (algo como pop-artístico), às vezes de prog-rock (rock progressivo), e por aí afora. O que sei é que eles soam como nada que eu ouvi anteriormente, e tocam nas minhas entranhas. Dos cinco álbuns, não há NENHUMA música chata! Até o a-ha manchou sua história com os dois lixos "Touchy!" e "You are the one", além do fraquinho álbum Memorial Beach. O Mew ainda não fez isso.
5 anos se passaram entre o lançamento de "And the glass handed kites" e o novo "No more stories....". Mas a música antiga é fresca e atual, e a nova, quase futurista, quebrando a barreira da normalidade. Quem ouve (ouve mesmo, com ouvidos que interpretam) a música "Introducing Palace Players" (que eu já reproduzi aqui) entende.
Mas a primeira música que ouvi deles foi "Apocalypso"(fui fuçar pra ver quem era o cara que tinha uma banda paralela com o Mags do a-ha e o Guy Berryman do Coldplay, e foi por causa do Apparatjik que eu conheci o Mew, apenas ano passado) e me apaixonei na hora... Fui atrás e fui amando cada música. As guitarras, a melodia, a voz do Jonas, as letras tão doidas que às vezes nem fazem tanto sentido... E foi assim, de supetão.
Quero dividir uma música que - sem brincadeira - me traz às lágrimas a cada vez que ouço... Infelizmente não a executaram em Trondheim, mas já tô de zóio. No verão eles vem pra Tromsø, e lá vou eu fazer mais um tour musical pela Noruega!
A música chama "Comforting Sounds" (sons reconfortantes) e foi lançada originalmente no álbum Half the World is Watching Me, de 2000. A letra é fabulosa ( a frase que dá título ao post é dela, e a tradução - pra quem num fala ingrêis - é mais ou menos "Nada mais é puro além da solidão". Impactou?). Leia o resto, e ao ouvir, preste atenção, com o som altinho. Esse clipe faz parte do DVD Live in Copenhagen. Olha a iluminação... Olha como o Bo toca a guitarra dele... Olha como o Jonas canta e depois pega a guitarra dele e dá seus gritinhos... Olha como Dr toca os teclados. agudinhos e fininhos e delicados.. O baixista... Parecem todos em êxtase. Mas as lágrimas caem dos meus olhos no minuto 4:29, quando Silas entra com a bateria, e a partir daí não param... E eu quero gritar junto com Jonas... Toda santa vez - every, every single time! E acho que essa é uma das músicas mais melódicas e melancólicas que já ouvi na vida. Simplesmente fabulosa.
Comforting Sounds by Mew
I don't feel alright in spite of these comforting sounds you make I don't feel alright because you make promises that you break Into your house, why don't we share our solitude? Nothing is pure anymore but solitude It's hard to make sense, feels as if I'm sensing you through a lens If someone else comes, I'd just sit here listening to the drums Previously I never called it solitude And probably you know all the dirty shows I've put on Blunted and exhausted like anyone Honestly I tried to avoid it Honestly Back when we were kids, we would always know when to stop And now all the good kids are messing up Nobody has gained or accomplished anything
Pior que escrever sobre tudo isso não diminuiu a fixação. Talvez só tenha cansado vossas belezas... Rsrsrsrsrs...
Saímos de casa exatamente 35 minutos antes do vôo. Atrasou uns 25 minutos porque vinha de Tromsø. Depois de uma horinha, chegamos ao aeroporto de Trondheim, que fica num lugar loooonge pra burro chamado Værnes. De lá pro centro são uns 45 minutos de busão, a 90 coroas por pessoa! Um absurdo, mas bem mais barato que taxi.
De Bodø a Trondheim, o tempo tava quase igual...
Chegamos então ao Centro, e andamos uma quadra até o hotel, lindinho por sinal... Fica num edifício que foi uma padaria (bakeri, em norueguês) no fim do século 19. As paredes são forradas com fotos antigas contando a história do lugar. Ainda por cima bem localizado.
Depois de instalados saímos pra dar um rolê. A sogra havia me presenteado na quarta com uma plantinha suculenta linda, e mais 500 coroas pra comprar um presente pra mim. Então fomos dar uma sapeada nas lojas. Em Bodø não tem nada de loja além das de departamento. Então achei na Zara uma jaqueta pra chuva, bem primaveril, por 200 coroas. Tava em promoção porque era da coleção passada. Abocanhei, lógico. Depois andamos até um dos shoppings da região. Nesse, achei uma loja de utensílios de cozinha, daquelas de enlouquecer, chamada Traktøren. Depois de quase uma hora fuçando, achei uns ramequins de louça que vão ao forno, joguinhos de 4 por 150 coroas. Mas não levei, caso achasse alguma outra coisa.
E então já era hora do nosso happy hour, então paramos num pub escocês (mas os pubs na Europa, fora da Irlanda e UK, são todos iguais mesmo...). Tomamos uma Kilkeny e uma Guinnes (minhas cervejas irlandesas favoritas).
Então voltamos ao hotel pra banhão e jantar. Um bufê bem do furreca, com tacos mexicanos. Cá pra nós, o nosso bufê é melhor, por isso somos o melhor Clarion Collection da Escandinávia no quesito comida... Mas enfim, era incluso.
E então resolvemos sair cedo pra chegar no local do show, o Stundentersamfundet, cedo, pra ficar num lugar bom. Nem sei se preciso dizer, mas pelo nome deve dar pra concluir, que o local do show é um tipo de clube de estudantes... E só tinha estudante. Nos sentimos os próprios peixes-fora-d´água. Mas Mew é Mew, então não importou muito. Chegamos mais de uma hora antes do show, e foi um saco esperar até abrirem as portas. Mas quando abriram, conseguimos um lugar relativamente bom, sentados.
A abertura foi uma banda local chamada Taxi Taxi. Boazinha, só violões, as mocinhas cantando direitinho, mas não dava pra ouvir NADA. Primeiro, porque o som estava uma osta e eu fiquei logo torcendo pra que arrumassem o problema logo, senão o Mew ficaria prejudicado. Segundo, porque havia umas 1000 pessoas ali dentro falando ao mesmo tempo, fazendo a social, todos com cervejonas imensas nas mãos, inclusive aqueles que aparentavam ter menos de 18 anos (idade legal pra beber cerveja na Noruega).
Taxi Taxi acabou, e entraram os técnicos pra ajeitar o palco e testar o som. Levou uma boa meia-hora. Então, às 10:45 da noite Mew entra no palco. Um a um, começando a tocar seu instrumento, e por último o Jonas. A platéia veio abaixo... A pena é que eu não consegui fazer nenhum vídeo ou fotinha decente. É que o show deles é meio que feito propositalmente pra isso. A iluminação é sempre indireta,vem de baixo ou por trás deles, ou se é direta é colorida. Além disso, tem muita fumaça, e os vídeos projetados ao fundo o tempo todo. É a imagem Mew, construída por eles pra acompanhar a música. Tudo quase psicodélico.
Mas os caras tocam pra carvalho! Eu não esperava que fosse tão, tão, tão tão bom... Bo quase arrebentou as cordas da guitarra dele, e Silas detona a bateria. Muito energéticos. Jonas é bem quietinho no palco, quase não se mexe. Mas quando ele abre a boquinha, meldeus! E ele ainda por cima toca guitarra e piano no show. Quem sabe faz ao vivo, eu sempre digo...
Abaixo o set list, que consegui no site da Last.fm. 1. Snow Brigade 2. Hawaii 3. Introducing Palace Players 4. Repeaterbeater 5. Silas the Magic Car 6. Apocalypso 7. Saviours of Jazz Ballet 8. Bamse 9. (Uda Puda) 10. Beach 11. Am I Wry? 12. 156 13. Sometimes Life Isn't Easy 14. Tricks of The Trade (Additional Information: First time ever live) 15. Cartoons and Macramé Wounds Encore: 16. Special 17. Zookeeper's Boy Encore 2: 18. Louise Louisa
Pra ilustrar o astral do show, terei que colocar aqui um vídeo que achei no Youtube, já que os meus não ficaram bons. Esse trecho é Apocalypso e Bamse... E tem um urso holográfico que fala, bicho... Muito legal!
Aqui meus vídeos:
Special
Repeaterbeater
Aliás, Léo da Finlândia, tem um show deles em Tampere dia 16 agora! Se eu fosse você, eu ia! Não vai se arrepender!
Bom, saí do show extasiada. E aí era hora do happy hour. De novo! Andamos de volta pro hotel, e paramos num pub bem em frente ao hotel. Ficamos por lá até o bartender nos dar o aviso de fechamento, às 2:30 da manhã... Daí caminha, assim bem alegrinhos.
Mew, ao vivo, em Trondheim... Já cansei de falar, né? Mas ainda preciso me beliscar...
The Zookeeper's Boy
Are you my lady, are you?
If I don't make it back from the city Then it is only because I am drawn away For you see Evidently there's a dark storm come And the chain on my swing is squeaking like a mouse
So are you my lady, are you? The rain, the rain, the rain is falling down The cars remain
You're tall just like a giraffe You have to climb to find its head But if there's a glitch You're an ostrich You've got your head in the sand
In a submersible I can hardly breathe As it takes me inside, so the light sings Answer me truthfully Do the clouds kiss you With meringue-coloured hair I know they cannot
So are you my lady, are you? The rain, the rain, the rain is falling down The cars remain
Santa Ana winds bring seasickness Zookeeper hear me out How dare you go? Cold in the rain
Tall just like a giraffe You have to climb to find its head But if there's a glitch You're an ostrich You've got your head in the sand
Are you my lady, are you? The rain, the rain, the rain is falling down The cars remain I could not be seen with you Working half the time and looking fine In cars re-made
Pois é... Depois da notícia da separação do a-ha, às vezes fico tristinha ao ouvir a musiquinha deles, então o Jonas, Silas e Bo, do Mew, tem feito bastante companhia nessas caminhadas frias pro e do trabalho... Aqui vai uma música mais antiga, do álbum And the Glass Handed Kites, de 2006. Chama-se Special, e é realmente muito especial...
Tenho várias coisas pra postar, mas a preguiça impera. Semana que vem boto ordem na casa!
Special
You're special You're like a rocket through me Ohh, you're special You're a rocket through me And I cannot this time
Agarina You can't say no Agarina This time you will go
You're special You're like a rocket through me Ohh, you're special You're like a rocket through me And I cannot this time
There's a taste that you can't shake But you can't seem to let them go away I know you're special You're a rocket to me At this suprised All the time I know what you said to me And I don't care at the same time But I'll take you up and down Address it to you
You're special You're like a rocket through me Ohh, you're special You're a rocket through me And I cannot this time
There's a taste that you can't shake But you can't seem to let them go away I know you're special You're a rocket to me At this suprised All the time
Agarina You can't say no Agarina This time you will go
I know what you said to me And I don't care at the same time But I'll take you up and down Address it to you
Honey bee
I know what you said to me And I don't care at the same time And what do you stay to do? I saw the worse of you
Um dos melhores CDs que comprei em muito tempo... O novo No more stories Are told today I'm sorry They washed away No more stories The world is grey I'm tired Let's wash away do Mew é fabuloso. Não tem nenhuma música chata! Aqui, o último vídeo deles, da música Repeaterbeater. Eles estarão em Novembro aqui na Noruega também, dia 19 em Bergen e dia 21 em Oslo. Infelizmente não é dessa vez. Eles também já tocaram em Oslo este ano, no festival de verão Øyafestivalen. Ah, se eu morasse em Oslo... Mas meu desejo maior é um dia assistir ao Mew em Roskilde, o festival de música anual dinamarquês que acontece desde 1971, e foi organizado pela primeira vez por influência do Woodstock...
No Twitter da banda, Jonas Bjerre postou, todo feliz, que vão tocar com os Pixies, e ele não acredita que pode ser verdade. Estão em tour nos EUA e América do Norte no momento...
O vídeo em si começa após a propaganda...
Sometimes I've got nothing to say. Nothing to sing about, That makes you lie awake. Sometimes I've got nothing to do. Nothing to signal out when I can't be with you.
How should I hold this girlfriend? As tight as I ever could? Now, why should I? No reason why. You wore me down worse. Did I show?
Show me something good. Show me something.
Sometimes I am nowhere to be found. If it is just a bed, then why the ringing sound? Sometimes we've got nowhere to be. Nothing to talk about. And nothing to agree on.
How should I hold this girlfriend? As tight as I ever could? Now, why should I? No reason why. You wore me down worse. Did I show?
How should I hold this girlfriend? As tight as I ever could? Now, why should I? No reason why. You wore me down worse. Did I show?
Outra banda cheia de conteúdo, mas que por não ser tão comercial é pouco conhecida, acaba de lançar CD novo. É o pessoal do Mew, dinamarqueses novinhos, e que apesar da pouca idade (pra música de peso, eu quis dizer) já estão na estrada há 15 anos. Saíram em turnê esse ano, tocaram nos EUA abrindo a turnê do Nine Inch Nails, aqui na Europa se apresentaram no festival de verão em Oslo (buhu, eu queria ter ido...), e em vários outros lugares. A banda tem página no Myspace, Facebook, Twitter. Além da música com melodia bem peculiar, letras metafóricas e poéticas, a voz de Jonas Bjerre também é destaque, com seus agudos tão altos que às vezes vão mais alto que uma voz feminina...
Além disso, Jonas, ao lado de Magne Furuholmen (o Mags do a-ha) e Guy Berryman (baixista do Coldplay), participa do projeto Apparatjik, comandados pelo produtor musical sueco Martin Terefe. O Apparatjik fez a trilha sonora pra um programa da BBC sobre a Amazônia, e seguiram adiante fazendo o que eles chamam de "música experimental". Em seu website, estão mostrando 4 vídeos esdrúchulos, e o internauta que descobrir primeiro a ligação entre eles deve escrever pra eles. Deduzi que pra ganhar uma faixa - ou álbum. Sei lá, leva horas pra navegar pelo site, mas boas risadas são garantidas. Para ver a página no Facebook, aqui.
Então, aqui vai o vídeozinho do novo single do Mew, "Introducing Palace Players", do álbum 'No More Stories Are Told Today I'm Sorry They Washed Away No More Stories the World Is Grey I'm Tired Let's Wash Away'. Repare na bateria e guitarra no começo da música. Não é diferente de tudo o que você já ouviu?
E aqui nesse link, no Babelgum é possível assisitir à banda num show exclusivo no Institute of Contemporary Arts em Londres, com entrevistas sobre a elaboração do álbum. Vale a pena... Especialmente pra poder ouvir a primeira música, onde Jonas atipicamente canta com voz mais grave. Também adoro o baterista Silas se atrapalhando todo ao falar inglês com um sotaque carregadão...
Bem, cheguei domingão, taquei o relato da viagem no blog, e fomos dormir cedo. Segundona tem sempre uma coisa - a mais importante de TODAS - a fazer primeiro, que é baixar o episódio de True Blood do dia anterior pra poder assistir. Sou viciada. Assinamos o Canal + aqui, que é oque passa a série, mas sabe-se lá quando vão passar. Então quando descobri que dá pra baixar, não resisti. O site da HBO me manda e-mails semanais com spoilers e teasers dos episódios, bem como o Facebook. Não consegui resistir... E essa temporada tá ainda mais nervosa. Quando acaba um episódio, Lars pede logo outro. "Só semana que vem, bem!" O motivo do assanhamento do Lars é que ele viu a primeira temporada em três sentadas, 4 episódios por vez. Volto ao True Blood mais além...
Então, depois do episódio já salvo, é hora de botar leitura de notícias e blogs em dia, bem como e-mails, e etc. Por isso não consegui responder comentários - mas li todos. E então fui lavar roupa, foi voltamos com malas cheias de roupa pra lavar. Isso resolvido, e já era hora de almojantar, mas não tinha nada na geladeira. Então fomos às compras. E depois do almojantar, fui mexer com minhas plantinhas. Como voltei do chalé cheia de mirtilos, me mandei pra cozinha (assunto pro outro blog, eu sei), e fiquei lá um bom tempo. E então sentamos pra assistir True Blood, e já era quase hora da cama.
Só hoje é que consegui por (quase) tudo em dia. E hoje foi dia de aula de português. Mas tive que ir de busão, pois Lars foi trabalhar cedo. Pois bem, tinha que pegar o número 13, às 9:30 na Estação Central, e sabia onde tinha que descer. Não porcurei perguntar quanto era o busão, e esquecemos de ir ver isso.
Pois bem, estou lá na praça, chega o busão, a motorista abre a porta, eu dei um tempo (às vezes o ônibus espera um pouco, o povo chegar, pra poder sair. Então um sujeito atrás de mim perguntou se podia subir, e ela disse que sim. Eu queria que ele passasse na minha frente, ele insistiu, pois eu estava lá primeiro. Então perguntei em norueguês quanto era a passagem. Ela me respondeu uma resposta que não estava programada - ao invés de dizer o preço, ela fez outra pergunta. E eu olhei com cara de interrogação. Perguntei em inglês quanto era, e ela se irritou e fez a mesma pergunta, que eu não entendi. E ela,que havia entendido que eu não entendi, repetiu, em norueguês (às vezes eles, especialmente os mais velhos, tem o mesmo medo de falar inglês que nós temos do norueguês). Então o sujeito (ainda bem que ele estava lá) me perguntou em inglês onde eu queria ir. Eu não entendi o porque da pergunta, e respondi que sabia onde queria ir, mas só precisava saber quanto era. E ele perguntou, de novo, se eu ia pra Universidade. Disse que não. Ele perguntou quanto eu ia rodar com o busão... Ai comecei a entender. O preço do busão vareia, minha gente! (o vareia foi piada, hein? Eu sei que é varia, viu pai?) Varia de acordo com onde você desce!
Expliquei à ele o que tinha de referência (que desceria no primeiro ponto quando ele saísse da estrada principal). Então o sujeito disse à motorista o nome do lugar, e ela então disse 31 kroner. Quase caí sentada. Imaginei que fosse caro, mas dez reais por um busão só de ida, e 10 minutos de trajeto? Pra ir à pé é muito longe, caraca! Vou urgente arrumar a bicicleta... Mas fiquei chateada com o vexame do busão. Caramba, peguei ônibus em NY, São Francisco, Boston, Miami, Paris, Roma, Buenos Aires, SP, Rio, até em Budapest, sem entender bulhulhufas daquela língua esquisitérrima, peguei ônibus no raio-que-o-parta e em NENHUM lugar do mundo a tarifa varia de acordo com a área. Não sei como é no resto da Noruega, mas aqui, Nordlandbus é assim.
Meus aluninhos são uns fofos. Fizeram a lição de casa, tinham muitas dúvidas... No domingo a filha deles me mandou um e-mail dizendo que eles tinham adorado a aula. Mas eles são muito conversadores, e mais de meia aula vai em bate-papo se eu não puxar a orelha deles! Na volta a Elizabeth (ela é escocesa) me deu carona, pois vinha até o centro. Economizei 31 kroner...
Hoje me meti na cozinha de novo, e enquanto esperava minha sopa paraguaia assar (isso mesmo, a sopa que assa - no outro blog!), vim ler uns blogs hoje. Interessantíssimo o post da Beth, do Mãe Gaia, que fala sobre a falta de civilidade do nosso povo e da falta de organização na ocupação urbana. A coincidência foi que logo após, fui ler o blog do Daniel (que foi meu colega de trabalho e amigo lá no Pantanal), um post fabuloso chamado "O Pantanal é o cara". Coincidência pois espera meu prato pantaneiro assar, e porque o post do Daniel representa esperança com relação ao post da Beth. Nossa, bonito isso... Mas vão lá conferir os dois (e não deixem de visitar o site de fotos do Daniel, que está de chorar) , que valem muito a pena. A Beth colocou um videozinho que vale a pena, e fiquei tão interessada que comprei o livro "The World Without Us". Junto com ele comprei também os sete livros da Charlaine Harris, da série Sookie Stackhouse (que é a série True Blood), pela Amazon. Pra quem pensou em me criticar por baixar a série. Viu, eu dou lucro também!
E agora corro pra acabar com o post, pois vai começar nesse instante um show dos meus queridos (arrá, pensou que eu ia dizer a-ha? Errou!) MEW, uma banda dinamarquesa fabulosa, ao vivo em Copenhagen, na NRK3.
Bye bye, blog, hello, Jonas Bjerre! Erros de portuga serão revisados depois...
E minha música favorita deles...
PS - esqueci de contar... Meu nome mudou oficialmente aqui na Noreuga. Recebi os documentos Segunda. Por isso a mudança no blog. E mudei um pouco o nome do blog, estava muito longo, e perdendo o sentido. Ele se chamava "Do Mar à Praia..." no passado. Voltou a ser assim. Só que na Noruega... E voltei pra por mais Mew porque eles são muito bons!
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