Então, eu não poderia seguir em frente sem dividir isso com vocês (ou, na verdade, pra extravasar, desopilar, falar sobre isso pra ver se a fixação desaparece!). Mas antes de seguir, queria dizer três coisas: 1) Obrigada por reaparecerem, meus comentaristas. Eu não fiz draminha não, mas é bom ter com quer dividir as coisas, né? 2) Justamente eu, chorando que os comentaristas desapareceram, não tenho comentado muito nos bloguinhos alheios. Não que não visite, pois é rotina diária. É que os dias tem sido preguiçosos, o coração tá cheio de sentimentos que não podem ser traduzidos em palavras, e preciso por ordem. Na casa, nos pensamentos, na rotina... então você, querido leitor que escreve me pedindo dicas/conselhos, não se chateie se eu não responder. É que tá duro manter os posts, imagina responder tudo... É melhor funcionar na base do pergunta-o-queres-saber-que-eu-respondo, eu acho. 3) Obrigadíssima a todos que me desejaram feliz aniversário. Tava lá em lovely Trondheim, e de lá não deu pra responder. E na volta precisava postar sobre a viagem senão virava história velha!
Agora vamos lá! Ao assunto deste post... Ando me perguntando o que tem nessa água escandinava-viking, que estes países quando resolvem produzir músicos pródigos o fazem com todas as forças? Na verdade, "incluo fora" (rsrsrs) dessa lista a Suécia, Islândia e Finlândia porque não conheço ídolos musicais de lá que balancem a minha estrutura como os rapazes das bandas de três letras e três membros da Noruega e Dinamarca (se a ficha ainda não caiu: a-ha e Mew!).
Da tara pelo a-ha tá todo mundo careca de saber. Pelo Mew, menos. Eles tiveram participações coadjuvantes por aqui... Só que agora, depois de ouvir a melodia mágica deles ao vivo, com as animações hipnotizantes e alucinadas (criadas pelo Jonas Bjerre para cada música, porque ele é hiper-ultra-mega tímido no palco) fiquei doida... O iPod tá feliz porque tirou umas férias do a-ha...
Assim como os "rapazes" do a-ha, se conheceram na escola e descobriram o interesse pela música ao fazer um filme pra um trabalho. Estão juntos há mais de 15 anos, fazendo música difícil de ser classificada pela imprensa musical. Às vezes chamam a música deles de "artsy-pop" (algo como pop-artístico), às vezes de prog-rock (rock progressivo), e por aí afora. O que sei é que eles soam como nada que eu ouvi anteriormente, e tocam nas minhas entranhas. Dos cinco álbuns, não há NENHUMA música chata! Até o a-ha manchou sua história com os dois lixos "Touchy!" e "You are the one", além do fraquinho álbum Memorial Beach. O Mew ainda não fez isso.
5 anos se passaram entre o lançamento de "And the glass handed kites" e o novo "No more stories....". Mas a música antiga é fresca e atual, e a nova, quase futurista, quebrando a barreira da normalidade. Quem ouve (ouve mesmo, com ouvidos que interpretam) a música "Introducing Palace Players" (que eu já reproduzi aqui) entende.
Mas a primeira música que ouvi deles foi "Apocalypso"(fui fuçar pra ver quem era o cara que tinha uma banda paralela com o Mags do a-ha e o Guy Berryman do Coldplay, e foi por causa do Apparatjik que eu conheci o Mew, apenas ano passado) e me apaixonei na hora... Fui atrás e fui amando cada música. As guitarras, a melodia, a voz do Jonas, as letras tão doidas que às vezes nem fazem tanto sentido... E foi assim, de supetão.
Quero dividir uma música que - sem brincadeira - me traz às lágrimas a cada vez que ouço... Infelizmente não a executaram em Trondheim, mas já tô de zóio. No verão eles vem pra Tromsø, e lá vou eu fazer mais um tour musical pela Noruega!
A música chama "Comforting Sounds" (sons reconfortantes) e foi lançada originalmente no álbum Half the World is Watching Me, de 2000. A letra é fabulosa ( a frase que dá título ao post é dela, e a tradução - pra quem num fala ingrêis - é mais ou menos "Nada mais é puro além da solidão". Impactou?). Leia o resto, e ao ouvir, preste atenção, com o som altinho. Esse clipe faz parte do DVD Live in Copenhagen. Olha a iluminação... Olha como o Bo toca a guitarra dele... Olha como o Jonas canta e depois pega a guitarra dele e dá seus gritinhos... Olha como Dr toca os teclados. agudinhos e fininhos e delicados.. O baixista... Parecem todos em êxtase. Mas as lágrimas caem dos meus olhos no minuto 4:29, quando Silas entra com a bateria, e a partir daí não param... E eu quero gritar junto com Jonas... Toda santa vez - every, every single time! E acho que essa é uma das músicas mais melódicas e melancólicas que já ouvi na vida. Simplesmente fabulosa.
Agora vamos lá! Ao assunto deste post... Ando me perguntando o que tem nessa água escandinava-viking, que estes países quando resolvem produzir músicos pródigos o fazem com todas as forças? Na verdade, "incluo fora" (rsrsrs) dessa lista a Suécia, Islândia e Finlândia porque não conheço ídolos musicais de lá que balancem a minha estrutura como os rapazes das bandas de três letras e três membros da Noruega e Dinamarca (se a ficha ainda não caiu: a-ha e Mew!).
Da tara pelo a-ha tá todo mundo careca de saber. Pelo Mew, menos. Eles tiveram participações coadjuvantes por aqui... Só que agora, depois de ouvir a melodia mágica deles ao vivo, com as animações hipnotizantes e alucinadas (criadas pelo Jonas Bjerre para cada música, porque ele é hiper-ultra-mega tímido no palco) fiquei doida... O iPod tá feliz porque tirou umas férias do a-ha...
Assim como os "rapazes" do a-ha, se conheceram na escola e descobriram o interesse pela música ao fazer um filme pra um trabalho. Estão juntos há mais de 15 anos, fazendo música difícil de ser classificada pela imprensa musical. Às vezes chamam a música deles de "artsy-pop" (algo como pop-artístico), às vezes de prog-rock (rock progressivo), e por aí afora. O que sei é que eles soam como nada que eu ouvi anteriormente, e tocam nas minhas entranhas. Dos cinco álbuns, não há NENHUMA música chata! Até o a-ha manchou sua história com os dois lixos "Touchy!" e "You are the one", além do fraquinho álbum Memorial Beach. O Mew ainda não fez isso.
5 anos se passaram entre o lançamento de "And the glass handed kites" e o novo "No more stories....". Mas a música antiga é fresca e atual, e a nova, quase futurista, quebrando a barreira da normalidade. Quem ouve (ouve mesmo, com ouvidos que interpretam) a música "Introducing Palace Players" (que eu já reproduzi aqui) entende.
Mas a primeira música que ouvi deles foi "Apocalypso"(fui fuçar pra ver quem era o cara que tinha uma banda paralela com o Mags do a-ha e o Guy Berryman do Coldplay, e foi por causa do Apparatjik que eu conheci o Mew, apenas ano passado) e me apaixonei na hora... Fui atrás e fui amando cada música. As guitarras, a melodia, a voz do Jonas, as letras tão doidas que às vezes nem fazem tanto sentido... E foi assim, de supetão.
Quero dividir uma música que - sem brincadeira - me traz às lágrimas a cada vez que ouço... Infelizmente não a executaram em Trondheim, mas já tô de zóio. No verão eles vem pra Tromsø, e lá vou eu fazer mais um tour musical pela Noruega!
A música chama "Comforting Sounds" (sons reconfortantes) e foi lançada originalmente no álbum Half the World is Watching Me, de 2000. A letra é fabulosa ( a frase que dá título ao post é dela, e a tradução - pra quem num fala ingrêis - é mais ou menos "Nada mais é puro além da solidão". Impactou?). Leia o resto, e ao ouvir, preste atenção, com o som altinho. Esse clipe faz parte do DVD Live in Copenhagen. Olha a iluminação... Olha como o Bo toca a guitarra dele... Olha como o Jonas canta e depois pega a guitarra dele e dá seus gritinhos... Olha como Dr toca os teclados. agudinhos e fininhos e delicados.. O baixista... Parecem todos em êxtase. Mas as lágrimas caem dos meus olhos no minuto 4:29, quando Silas entra com a bateria, e a partir daí não param... E eu quero gritar junto com Jonas... Toda santa vez - every, every single time! E acho que essa é uma das músicas mais melódicas e melancólicas que já ouvi na vida. Simplesmente fabulosa.
Comforting Sounds by Mew
I don't feel alright in spite of these comforting sounds you make
I don't feel alright because you make promises that you break
Into your house, why don't we share our solitude?
Nothing is pure anymore but solitude
It's hard to make sense, feels as if I'm sensing you through a lens
If someone else comes, I'd just sit here listening to the drums
Previously I never called it solitude
And probably you know all the dirty shows I've put on
Blunted and exhausted like anyone
Honestly I tried to avoid it
Honestly
Back when we were kids, we would always know when to stop
And now all the good kids are messing up
Nobody has gained or accomplished anything
I don't feel alright because you make promises that you break
Into your house, why don't we share our solitude?
Nothing is pure anymore but solitude
It's hard to make sense, feels as if I'm sensing you through a lens
If someone else comes, I'd just sit here listening to the drums
Previously I never called it solitude
And probably you know all the dirty shows I've put on
Blunted and exhausted like anyone
Honestly I tried to avoid it
Honestly
Back when we were kids, we would always know when to stop
And now all the good kids are messing up
Nobody has gained or accomplished anything
Pior que escrever sobre tudo isso não diminuiu a fixação. Talvez só tenha cansado vossas belezas... Rsrsrsrsrs...
2 comentários:
"profundamente deep" esse lyrics... gostei muito... Parece meus devaneios quando paro aqui e fico olhando pela janela...
Vou guardar!!
BEijos!
Camila, passo sempre aqui também, mas nem sempre deixo comentário, e algumas vezes escrevo um comentário e quando vejo aperto alguma tecla aqui que deleta, agora estou escrevendo com os dedos bem afastados para não cometer esse erro, e ainda acho que é quando eu coloco acento, mas é tão rápido que não sei o que aperto, e como já perdi comentário com isso. Depois de deletado bate a raiva e a preguica de reescrever, muitas vezes volto no outro dia e deixo o comentário, algumas vezes vejo que já tem muitos comentários e o meu provavelmente será o ultimo, aí desisto, kkkkk Isso não somente acontece no seu blog, já aconteceu muitas outras vezes e em vários outros, mas paciência.
Menina, amanhã volto pra ouvir o vídeo, estou com som desconectado.
Nao conheco essa banda que você mencionou, a da Dinamarca, vai ser bom conhecer algo novo.
Beijo
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