Olá, criaturas!
E, ainda estou viva... Quero dizer, quase...
Mas vamos por partes.
Temporada caribenha foi bem curta, mas muito mais proveitosa que a última. Fui fazer snorkling em Cozumel com o marido, e aliás, que mar, quantos peixes... De todos os tamanhos cores e formas. O barco era um daqueles com o fundo de vidro, entao quando passávamos de um recife a outro íamos vendo os peixinhos. Quando o barco parava, tigurf na água, e dá-lhe peixinhos e peixões. Nunca tinha visto um fundo de mar tão claro... Depois almoço mexicano no restaurante de sempre, para despedir. No mesmo cruzeiro fui a praia em Aruba. Praia linda, só por uma horinha, mas já restaura a cabeça...
Cruzeiro seguinte, fui à praia na Jamaica, para não levar para o resto da vida uma má impressão de Ocho Rios. Fomos ao hotel Renaissence, pagamos 5 dolares (eu e uma amiga filipina que trabalha comigo) e pudemos usar nao só a praia particular (que nem era lá essas coisas) como a piscina. Esta sim, um espetáculo! Cachoeira artificial, bar daqueles que os banquinhos são dentro da água, cinematografico. Valeu...
No mesmo cruzeiro, fui a praia em Curaçao com o marido. Também muito linda. E 8 de dezembro saí pela última vez em Miami. E aí embarcaram os 1600 passageiros (sendo 800 brazucas) que nos acompanhariam na travessia de 16 dias...
Público complicado, cruzeiro complicado... E só para ajudar, aconteceu uma coisa que me abalou profundamente: há três dias o marido foi embora. Cansado demais, estressadíssimo e triste por não poder estar presente no noivado da irmã (ah, as tradições indianas...), brigou com o chefe e pediu as contas... Depois que a merda já tava feita é que ele se tocou: faltava tão pouco pra gente chegar ao Brasil, pra ele conhecer meus pais, pra gente ficar um tempo junto no Brasil... Já era tarde, e botaram ele pra fora em Barbados, primeiro porto antes de chegarmos ao Brasil. Foi tudo tão rápido que não deu tempo nem de cair a ficha. A gente combinou que, como eu ia com ele para a Índia de qualquer jeito, assim que eu terminar o contrato (em Março) vou para lá. Aí a gente resolve o que vai fazer. Só posso assegurar uma coisa: acho que chega de barco.
Na noite em que ele foi embora eu estava muito abalada, mas nada que meia garrafa de Baileys não resolvesse. Cai na cama, só e arrasada, mas dormi rápido.
Cama que aliás mudou de endereço. Me mudei da cabine da chilena, porque era muita chilenice pro meu gosto, e a mulher, alem de ter tanta coisa amontoada na cabine que quase não tinha espaço pra gente, não me deixava dormir.
Além do que, o "bairro" onde eu morada era bem sujinho, onde moram os lavadores de pratos e etc... O corredor novo é mais bem habitado e mais limpo. E moro com uma portuguesa chamada Cristina, ô pá! E tá dando super certo.
Também fui promovida. Agora trabalho no Champagne Bar, o bar especializado em champagne, vinhos e caviar. Acho que dá para fazer mais dinheiro, se a Cia. não pagar a garantia que prometeu... Porque esta brasileirada está uma catástrofe: o cassino anda vazio, e os bichos vão aos bares para tomar cafezinho e pedir copos de água da torneira... Tragédia para meu bolso...
Enfim, estou agora a umas duas milhas de Fortaleza, onde aportaremos hoje às 5 da tarde para um overnight. Vou sair e enfiar o pé na jaca, agora que tenho boa vida e muito tempo livre. O marido faz muita falta, mas como me disse meu chefe, ele está vivo e o mundo é pequeno...
Proxima parada, Salvador, dia 20.
São Luis não paramos, pois o mar estava endiabrado...
Enfim, estou aqui para desejar a todos um excelente natal e um maravilhoso ano novo. Mandem suas orações de fé a mim. Tenho saudade de todos os meus amigos....
Paz, amor e muita macacada
Beijos
Cami Camelia Cristina Regina Maria
E, ainda estou viva... Quero dizer, quase...
Mas vamos por partes.
Temporada caribenha foi bem curta, mas muito mais proveitosa que a última. Fui fazer snorkling em Cozumel com o marido, e aliás, que mar, quantos peixes... De todos os tamanhos cores e formas. O barco era um daqueles com o fundo de vidro, entao quando passávamos de um recife a outro íamos vendo os peixinhos. Quando o barco parava, tigurf na água, e dá-lhe peixinhos e peixões. Nunca tinha visto um fundo de mar tão claro... Depois almoço mexicano no restaurante de sempre, para despedir. No mesmo cruzeiro fui a praia em Aruba. Praia linda, só por uma horinha, mas já restaura a cabeça...
Cruzeiro seguinte, fui à praia na Jamaica, para não levar para o resto da vida uma má impressão de Ocho Rios. Fomos ao hotel Renaissence, pagamos 5 dolares (eu e uma amiga filipina que trabalha comigo) e pudemos usar nao só a praia particular (que nem era lá essas coisas) como a piscina. Esta sim, um espetáculo! Cachoeira artificial, bar daqueles que os banquinhos são dentro da água, cinematografico. Valeu...
No mesmo cruzeiro, fui a praia em Curaçao com o marido. Também muito linda. E 8 de dezembro saí pela última vez em Miami. E aí embarcaram os 1600 passageiros (sendo 800 brazucas) que nos acompanhariam na travessia de 16 dias...
Público complicado, cruzeiro complicado... E só para ajudar, aconteceu uma coisa que me abalou profundamente: há três dias o marido foi embora. Cansado demais, estressadíssimo e triste por não poder estar presente no noivado da irmã (ah, as tradições indianas...), brigou com o chefe e pediu as contas... Depois que a merda já tava feita é que ele se tocou: faltava tão pouco pra gente chegar ao Brasil, pra ele conhecer meus pais, pra gente ficar um tempo junto no Brasil... Já era tarde, e botaram ele pra fora em Barbados, primeiro porto antes de chegarmos ao Brasil. Foi tudo tão rápido que não deu tempo nem de cair a ficha. A gente combinou que, como eu ia com ele para a Índia de qualquer jeito, assim que eu terminar o contrato (em Março) vou para lá. Aí a gente resolve o que vai fazer. Só posso assegurar uma coisa: acho que chega de barco.
Na noite em que ele foi embora eu estava muito abalada, mas nada que meia garrafa de Baileys não resolvesse. Cai na cama, só e arrasada, mas dormi rápido.
Cama que aliás mudou de endereço. Me mudei da cabine da chilena, porque era muita chilenice pro meu gosto, e a mulher, alem de ter tanta coisa amontoada na cabine que quase não tinha espaço pra gente, não me deixava dormir.
Além do que, o "bairro" onde eu morada era bem sujinho, onde moram os lavadores de pratos e etc... O corredor novo é mais bem habitado e mais limpo. E moro com uma portuguesa chamada Cristina, ô pá! E tá dando super certo.
Também fui promovida. Agora trabalho no Champagne Bar, o bar especializado em champagne, vinhos e caviar. Acho que dá para fazer mais dinheiro, se a Cia. não pagar a garantia que prometeu... Porque esta brasileirada está uma catástrofe: o cassino anda vazio, e os bichos vão aos bares para tomar cafezinho e pedir copos de água da torneira... Tragédia para meu bolso...
Enfim, estou agora a umas duas milhas de Fortaleza, onde aportaremos hoje às 5 da tarde para um overnight. Vou sair e enfiar o pé na jaca, agora que tenho boa vida e muito tempo livre. O marido faz muita falta, mas como me disse meu chefe, ele está vivo e o mundo é pequeno...
Proxima parada, Salvador, dia 20.
São Luis não paramos, pois o mar estava endiabrado...
Enfim, estou aqui para desejar a todos um excelente natal e um maravilhoso ano novo. Mandem suas orações de fé a mim. Tenho saudade de todos os meus amigos....
Paz, amor e muita macacada
Beijos
Cami Camelia Cristina Regina Maria