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sexta-feira, dezembro 04, 2009

Uma foto, mil lembranças: Natal

Seguindo a proposta da Somnia, apesar de atrasada, aqui vai minha contribuição...


Eu escolhi seguir uma profissão que me tiraria do ambiente familiar em todas as férias, feriados e ocasiões importantes, digamos assim, pois estaria fatalmente trabalhando pra servir, alojar, alimentar e entreter os outros nessas ocasiões: a famosa hotelaria...

Quando optei por esta profissão em 1992, diga-se de passagem, havia apenas 7 faculdades de hotelaria no país, sendo o Senac e Renascença em São Paulo, e a Estácio de Sá, no Rio, as mais famosas. Hoje tem faculadade de hotelaria caindo pelos cantos do Brasil, e entrar na profissão está difícil - há mais oferta de mão-de-obra do que demanda...

Enfim, um jovem de 18, 19 anos não imagina o que vem pela frente ao entrar nessa vida... Da sala de aula, parece uma coisa. No cotidiano, é totalmente diferente. Você lida com centenas, às vezes milhares de pessoas por semana. A sua energia se esvai. Com o tempo, você se torna alérgico às pessoas.

Mas voltando ao Natal... Desde o meu primeiro, até o ano de 1994, sempre passei com a família. A maioria em Campinas, na casa dos avós. Não me lembro de nenhumzinho Natal longe. Até que em 1995 fui fazer estágio de conclusão de curso no hotel de meu tio, em Cumuruxatiba, na Bahia. Foi o primeiro Natal fora de casa, ainda por cima no hotel do tio - lembrei de minha família o tempo todo, que deveria estar reunida lá em Campinas. Ainda por cima porque o Natal anterior havia sido passado lá em Cumuru, família toda... Foi duro. A faculdade não havia preparado pra isso!

Em 97, recebi uma proposta de trabalho no pantanal do MS. Lá fui eu, em janeiro de 98. E consequentemente o Natal de 98 foi passado lá. Foi a segunda festa de natal que tive que organizar para hóspedes - havia pouquíssimos no hotel. Então a festa foi mais mesmo pra nós, funcionários caimanescos (o nome do hotel é Caiman, já falei por aqui, e tem uma foto daquele Natal aqui). E mesmo que estivéssemos quase em família - a família Caiman é unida até hoje, e todo fim de ano sempre que possível alguns de passagem por SP ainda se encontram - ainda não era a mesma coisa...

E o engraçado foi que, a partir daí, os únicos Natais que eu passei em família foram o de 2003 e o passado, quando Lars esteve no Brasil... E o mais engraçado - ou triste - é que eu fui me desensibilizando pra data. Ainda depois de infinitos Natais a bordo dos navios. Coisa mais superficial, consumista e vazia, que pra nós tripulantes não fazia muito sentido... Minha perspectiva com relação à data mudou bastante nesses anos. E fora as comilanças todas, e o fato de estar mesmo com a família, acho que é só isso, já que o papo religioso todo da data se perdeu em mim, que não sou nem religiosa nem crente em nada além da ciência.

Até que, em 2005, eu me juntei ao programa de "caridade" da Royal Caribbean pela segunda vez. E pra explicar um pouco, funciona assim... Cada navio junta um fundo monetário ao longo do ano, através de rifas, ou mesmo doações do tripulantes. Então, no fim do ano - ou na eventualidade de uma fatalidade, como um furação no Caribe - o escritório central da Royal seleciona comunidades/localidades em cada ilha/porto, e cada navio, através do Gerente de RH, vai escolhendo quem vai ajudar. Em 2004, com o Navigator, eu fui com o grupo levar uma máquina de lavar industrial a um hospital mental em St. Ann's Bay, na Jamaica (onde nasceu Bob Marley), que havia sido semi-destuído por um dos furacões horrorosos daquele ano - o Ivan. A experiência deveria ter sido fantástica, e no fim virou um pesadelo horrível pra mim. Eu já havia pobreza de perto, mas nada comparado àquilo. O cheiro do local, os sinais de destruição do furacão, a falta de condições do local, juntando com osdoentes mentais... Afffff, eu saí de lá me sentindo pior! Tanta merda, o navio escolhe instalar uma máquina de lavar no local???? O Diretor de Hotel, Raimund Gscheider (lembram dele de um dos vídeos do Oasis?), levou uns filipinos eletricistas pra instalá-la e tudo o mais. Mas eu achei nada gratificante, pois aquela gente precisava de colchões novos, por exemplo... As escolhas em dar prêmios e não dinheiro se baseavam no medo de a grana desaparecer e nunca chegar aos necessitados mesmo. Desde então sempre me juntei aos programas.

Em 2005 o Navigator resolveu ajudar a Jamaica outra vez. Dessa vez foi na época do Natal. Ali mesmo, onde ancorávamos a cada 15 dias, em Ocho Rios, as vans saíram pra sede do Rotary Club. Nós(uns 15 tripulantes voluntários) estávamos munidos de presentes de Natal embrulhados e transportados em sacos vermelhos - os sacos da lavanderia do navio na verdade. Éramos esperados por centenas de crianças de várias faixas etárias, que cantaram, dançaram e brincaram muito conosco, todos com os uniforminhos das escolas. Esse sim, valeu, pois ao menos fizemos o dia daquelas crianças. Eu preferia que pudéssemos ter feito mais, pra mudar a vida delas definitivamente - a Jamaica é extremamente miserável - mas foi um pouco. Me segurei pra não chorar. As fotos daquele dia eu acidentalmente deletei da câmera, infelizmente, e chorei muito quando o fiz... Naquele Natal eu esqueci um pouco da babaquice e superficialidade das festas a bordo, a festa de verdade foi em Ocho Rios.

E, finalmente, esta foto... Foi tirada em 2007, meu último Natal a bordo, dessa vez no Freedom of the Seas, que visita Labadee - a propriedade que a Royal Caribbean "aluga" do Haiti - a cada 15 dias. Só que dessa vez me envolvi um pouco mais. Num Domingo de novembro saí com Michael Opermman, sul-africano que era Gerente de Atividades para Tripulação, de taxi, para uma Toys'R'Us qualquer num local afastado de Miami. Tínhamos 2 horas, 4 mil dólares pra gastar, e presentes pra umas 500 ciranças pra comprar. Tarefa difícil. Mais difícil ainda foi conseguir um taxi pra sair dali, um Domingão, com tudo aquilo... Levou mais de uma hora, e QUASE, pela primeira vez na vida, perco o navio - acho que já mencionei que como tripulante esse sempre foi o meu maior pesadelo, né? Chegamos 10 minutos antes do horário de embarque de tripulação. Se você atrasa, créu! Mínimo uma advertência - tolerância zero...

Durante as semanas seguintes, foi um tal de mutirão pra empacotar presente, arrumar em caixas, permissão pra levá-los pra terra (tudo que sai do navio precisa de uma permissão...). No grande dia, saímos num barquinho, (Labadee não tem píer), desembarcamos tudo e éramos aguardados por centenas de crianças e adolescentes. Muitos discursos de todas as partes depois, começou a distribuição de presentes. As crianças, apesar de quase não conseguirem conter a excitação, foram comportadérrimas.

Pra quem não sabe, o Haiti é um dos países mas pobres do mundo. Aquela propriedade da Royal encravada ali sempre me incomodou de certo modo - a Cia investiu ao longo dos anos milhões de dólares ali, até o Clinton (Embaixador da ONU pro Haiti, ou algo que o valha) eles conseguiram levar até lá pra mostrar como eles investem e melhoram a condição de vida dos locais... É, pura balela...

Em meu último contrato, eu fui Gerente-Assistente de Bares, e era responsável pela operação em Labadee. Tudo que é vendido/servido na ilha sai pronto do navio - inclusive o gelo - e os diversos bares são montados minutos antes de os passageiros começarem a desembracar. Era uma operação de guerra, e eu e meus meninos e meninas ficávamos ali de 7 da manhã até quase 4 da tarde. Ao desmontar tudo, o horror se instalava. Era um tal de nativo aparecer de tudo que é lado, pedindo um refri, uma cerva, catando lixo e restos de coquetéis semi-derretidos em caixade papelão, pedindo comida na cozinha... Eu sempre, sempre me choquei, e sabia que a Royal faz porcaria nenhuma além de gerar empregos e pagar uma merreca... Enfim, o mundo é cruel sim! (Pense nisso em suas próximas férias... O turismo no local que você escolheu é sustentável, respeita e ajuda os locais ou é selvagem e exploratório????)

Mas voltando... Nessadia éramos uns 35 tripulantes. Depois da entrega de presente, houve apresentações de dança, de canto, ascrianças nos fizeram dançar com elas... Mas estavam mesmo querendo é comer! E o almoço foi servido, tudo muito organizado ecomportado - mas eu sabia que aquela seria uma refeição como nunca, e provavelmente a única do dia. E me sinto mal, mal, mal com isso. Esse programas de voluntariado são do tipo me-sinto-melhor-porque-fiz-o-bem-por-um-dia... Naquele momento, foi delicioso ver um sorriso naqueles rostinhos (repare que não há um sorriso na foto! Eles estavam ali rindo, e cada vez que eu falava - a profa. traduzia porque eu não falo francês - olha a foto, eles ficavam duros como pedra...) E depois?

Mas então, o espírito natalino não foi recuperado, mas tranformado em mim naquele dia... E essa foto me traz todas as lembranças de um Caribe bem pobre e maravilhoso, e de seu povo que lá habita...

quinta-feira, outubro 15, 2009

Blog Action Day 2009 - O que eu posso fazer?

Pois é, é hoje o dia! Uma das maiores blogagens coletivas mundiais, com 8269 sites e blogs que potencialmente atingirão 11.858.128 leitores em todo o planeta... O tema deste ano é "Mudanças Climáticas". E o que euzinha, uma reles mortal que tem um bloguinho modesto, que não é cientista nem nada, poderia falar a respeito?

Começa que se todos pensassem assim a gente tava perdido mesmo... Em primeiro lugar, mesmo que eu escreva um monte de asneira, ao menos eu consegui fazer com que os 30, 40 leitores que passam por aqui diariamente saibam da blogagem, e com muita fé, alguns 5 ou 6 leiam mais sobre o assunto. Pronto, já é uma mudança! E quem sabe esses que leram resolvem participar no próximo ano... Não foi assim com aquela campanha de apagar a luz por uma hora, que cresce e cresce? Então, mudanças acontecem aos poucos. O importante é que se você atingir ao menos uma pessoa, já contribuiu para a mudança.

Voltando ao tema, o que eu poderia falar? Foi difícil escrever esse post. Dei uma olhada nos links que o próprio site da campanha sugere, pra que você e eu, leigos do assunto, pudessem se inspirar. Então resolvi escrever sobre coisas que efetivamente possam vir a nos afetar no dia-a-dia em função das mudanças climáticas. É só assim que funciona mesmo, se formos nos basear no pensamento tipo classe média, "se não é comigo, tô pouco me importando..."

Uma coisinha que é muito afetada pelas mudanças climáticas é a agricultura. Quem planta, sabe disso! E uma cultura que está sendo visívelmente afetada é a das sensíveis uvas viníferas... Quem conhece um pouco de vinho sabe que existem cinturões no planeta onde elas crescem, no seu melhor potencial, e esses cinturões tem determinados climas e quantidade de chuvas. Na medida em que regiões que tem condições consideradas mágicas (Borgonha, na França, por exemplo, e dos vinhos que mais me excitam nessa vida) tenham a temperatura alterada, e a quantidade de chuvas também, baubau vinhos... E as regiões mais ao norte, mais frias - mas que em teoria também estão aquecendo - que antes eram frias demais para o cultivo das uvas viníferas, agora potencialmente seriam os novos locais ideiais. Isso significaria, por exemplo, vinho espumante britânico ou Cabernet Sauvignon alemão! Ao mesmo tempo, temperaturas mais quentes provocam o maior amadurecimento das uvas, portanto, aumentam seu teor de açúcar. Mais açúcar para ser fermentado significa maior teor alcoólico. Maior teor alcoólico significa vinhos mais pesados. Vinhos mais pesados não caem tão bem acompanhando uma refeição quanto os mais leves. Outra coisa... Esses vinhos de temperaturas mais altas tem sabores mais pronunciados, menos nuances e delicadezas do que um vinho produzido com uvas cultivadas em climas mais frios. Compare um super Cabernet Sauvignon da Califórnia com um Bordeaux. É uma questão de gosto, mas haverá uma mudança drástica nesse mercado - que de qualquer maneira nunca é estático em termos de sabores. Mas é uma mudança que me afeta diretamente, por exemplo.

Outro exemplo prático... Você, que sai de férias pra praia todos os anos, ou vai pro mato descansar quando precisa. Você gosta de mosquitos? Não, né? Prepare-se, eles vem aí... Mosquitos não vivem exclusivamente em climas tropicais. Basta ver a quantidade de mosquitos que se proliferampor minuto aqui mesmo, no Ártico. Lá no nosso chalé, beira o insuportável no verão... No inverno, os bichinhos hibernam, sei lá. Mas se a temperatura aumenta, o tempo de dormência deles nos locais mais frios diminui, e teremos mosquitos por mais meses ao ano. Também me afeta diretamente!

E das coisas que não nos afetam diretamente, mas que cortam o coração mesmo assim? Por exemplo, baleias cinzentas encalhando mais nas praias após passar fome, porque o aquecimento dos oceanos tem matado a comida delas, o plâncton... Ou ursos polares potencialmente comendo-se uns aos outros, já que as estações mais longas sem gelo polar os deixarão mais tempo longe das focas? Ou a clássica imagem (usada estrategicamente pelo Al Gore no seu filme) de ursos polares se afogando de tanto nadar porque não há gelo pra eles descansarem?

Pra muitos pode parecer exagero tudo isso. Ainda mais pra nós, mortais que vivem aqui no norte da Europa, vendo o friaco chegar mais chedo, com um inverno que promete ser mais rigoroso apenas porque quis chegar cedo... Mas pra quem vive em São Paulo, por exemplo, cidade que sempre teve seu clima louco, não há de concordar que nos últimos anos tem sido mucho loco? Não esquenta no verão, não esfria no inverno, não chove mais em março, mas aí chove fora de hora e alaga todo o Sul do país...

Há uns meses atrás, atraves desse blog aqui, assisti uma série de vídeos no Youtube, um documentário chamado "The Great Global Warming Swindle", traduzido como "A Grande Farsa do Aquecimento Global". Produzido pelo Canal 4 inglês (não é nenhuma BBC!), exibido pela primeira vez em 2007. Você pode assistir a todas as 9 partes com legenda no Youtube, vale a pena. Nesse documentário, uma série de cientistas, que segundo o filme "ousou desafiar o 'trade' de pesquisa e anunciou descobertas de que o aquecimento global provocado pelo homem não é real" foi como que expulso do meio científico e caiu no ostracismo. Há cientistas que pregam que o aquecimento global vem em ciclos, e que agora estaríamos num ciclo natural de aquecimento. Outros dizem que o clima terrestre é regido pela atividade solar, e se há maior atividade solar (tempestades solares e manchas solares) a Terra esquenta. Outros dizem ainda que a imprensa é grande vilã nesse assunto, pois adoram ir à Patagônia e ao Ártico nos verões e fotografar os icebergs desmoronando no mar, quando no verão é isso mesmo que acontece. Há ainda uma facção que diz que o Aquecimento Global é manipulado pelas grandes potências para manter a África miserável, uma vez que alguns países africanos emcontram petróleo mas são forçados a não usar essa reserva pra não aquecer ainda mais o planeta (e o Brasil, com todo esse petróleo novo, cai na mesma categoria? Lulinha disse que não! Que usa petróleo sim, mas se compromete a desenvolver energias renováveis também...).

Há um trecho ótimo dizendo que a idéia de Aquecimento Global como arma nasceu na Inglaterra de Margareth Tatcher, quando os mineiros se rebelaram, e ela financiou pesquisas que mostrassem que o CO2 aquecia o planeta pra manter ao mineiros sob controle. Assista você mesmo...

Encontrei, na mesma época, artigo do Wall Street Journal, que mostra como alguns cientistas americanos (claro!) consideram que o CO2 é um gas presente naturalmente na atmosfera terrestre, e que milênio após milênio tem sua concentração alterada. Outros cientistas acreditam, mesmo, que a alta concentração de CO2 aquece o planeta, pois o CO2 e outros gases do chamado Efeito Estufa impedem que o calor gerado na terra saia dela, ficando preso na atmosfera e elevando as temperaturas.

As discussões são ferrenhas, e os argumentos são fortes dos dois lados. Euzinha, por via das dúvidas, opto por acreditar que é nossa culpa, e que não custa nada, nadinha, tentar minimizar os efeitos deixados por nós. Eu só, não posso fazer muito, mas procuro eliminar meus gramas de CO2. Gostaria de fazer mais, como por exemplo não viajar de avião, até que encontrem uma alternativa viável de biocombustível para aviões. Navios de cruzeiro também são movidos a diesel, para quem não sabe... Pensando assim, melhor não viajar? Nem sempre. Há alternativas aqui na Europa, como trens em vários países, que são elétricos. E seu carrinho? Já pensou em como seria a vida em São Paulo com menos veículos nas ruas?

foto retirada deste excelente blog

Há até quem diga que os carros elétricos (meu sonho de consumo aqui na Noruega - estamos nos preparando pra comprar um pra mim. Não emite gases e paga-se zero de imposto aqui na Noruega) poluem sim. Ao serem fabricados! E que a energia elétrica por si é poluente. Achei essas considerações aqui neste outro ótimo blog, de uma pessoa que sonha com um mundo movido a bicicletas. Acho a idéia linda... Você aí vai dizer (ou pensar) que no Brasil isso é impossível. Porque? Basta a coragem dos que se arriscam no trânsito todos os dias pelo princípio. Meu amigo Edu é assim. A gente se conhece há 24 anos. E desde sempre, ele sempre vai de bicicleta. Sem problemas. E ele tem vários amigos que vão de bicicleta, e a Renata Falzoni vai de bicicleta, e aos poucos tem se considerado mais esta alternativa em Sampa. O que você pode fazer pra mudar? Deixar seu veículo em casa, encarar um busão e metrô nem que seja algumas vezes na semana. E escolher seus representantes quando for votar. Não vote com a filosofia classe média, vote com o espírito coletivo! E calcule sua pegada de carbono pra ver o que você pode fazer pra reduzi-la. Leia mais, informe-se. Aqui mesmo tem um montão de links entre meu rádio da Last.fm e o selo do a-habrasil.

E aqui alguns outros blogs que contribuíram

Uma malla pelo mundo - maravilhoso post "Era uma vez Tuvalu"
Rio-Oslo
Blog do Planalto - A ousadia brasileira contra as mudanças climáticas vai a Copenhage
Charles Nisz Climate Blog -Discussing CO2 emissions and (re)thinking transportation
Projeto Bioeducação - Como o aquecimento global vai afetar o Brasil?
Sublime Biologia - Mudanças Climáticas

Terminando com uma matéria que meu pai me mandou, bem à calhar... para ler na íntegra, clique na imagem.



segunda-feira, outubro 12, 2009

Look de inverno

A foto é de minha autoria, tirada ano passado numa viagem de carro rumo à Suécia, bem perto do Círculo Polar Ártico. Agora tô feliz de verdade, pois só o meu blog terá essa cara. Fico P da vida ao ver um blog com template igual - ainda mais se é um blog sem categoria!

Problema resolvido, próximo!

domingo, setembro 13, 2009

Tarefinha da Lu

Recebi da Luciana uma tarefa de fazer uma lista de 10 coisas pras quais eu dou cartão vermelho, e depois tenho que repassar a cinco blogs. Acho que não alcançarei esse número, mas não custa tentar!

Estou realizando essa tarefa rapidão, pois tenho um montão de coisas prontas na cabeça pra postar. Mas valeu a reflexão...

1) Cartão vermelho pra homofobia e todo o tipo de preconceito existente na face da terra.

2) Cartão vermelho para o tráfico de animais e queimadas como forma de manejo do solo.

3) Cartão vermelho pra quem não recicla o lixo e nem pensa antes de comprar.

4) Cartão vermelho pra exploração turística não-planejada, em qualquer lugar do mundo.

5) Cartão vermelho pra quem critica políticos e fala mal da política brasileira mas não se informa a respeito.

6) Cartão vermelho pra gente que julga os outros sem se olhar no espelho.

7) Cartão vermelho pra fofoca - um péssimo hábito, que pode afetar várias pessoas de forma irreparável.

8) Cartão vermelho pro tráfico de drogas.

9) Cartão vermelho pra todos os países com armas nucleares em seu poder.

10) Cartão vermelho pra China, que não liberta o Tibet de jeito nenhum!

As premiadas com a tarefa
Raquel (se você ainda estiver na escuta) do Vim parar na Noruega
Somnia (se você tiver tempo) do Borboleta Pequenina Somniando na Suécia
Renata (também ocupadésima) do Enquanto Isso, em Boston
Bel "Boucher" (se o mestrado permitir) do C'est pa vrai
Tietta (se estiver afim de entrar na onda, mas náo de publicar no seu blog porque ele é ténico, me manda no e-mail que eu publico aqui, estrela convidada!) do Bonito Birdwatching

sábado, julho 25, 2009

E antes que eu me esqueça...

...de avisar que a Lola, do Escreva Lola Escreva organizou o segundo concurso de blogueiras, e desta vez o tema é feminismo. Já li todos os posts - leitura interessantíssima, e devo dizer, esclarecedora, pra gente que, como eu, "entende" muito pouco do assunto. As concorrentes são fortes, e foi difícil votar.

Pra facilitar aos interessados, deixo aqui uma lista dos textos concorrentes
Do blog "...ou barbárie", "Aquilo ali é homem ou mulher?"
Do blog "Cafofo da Ana", "Até tu, Machado?"
Do blog "Marjorie Rodrigues", "Da frase que mais me irrita nessa vida"
Do blog "Aquela Deborah", "Depilar"
Do blog "Até aqui tudo bem", "Do fardo de Sísifo"
Do blog "S[indrome de Estocolmo", "Excomunhão é mais um mico da Igreja"
Do blog "Café Velho", "Feminista vegetariana"
Do blog "É bom pra quem gosta", "Gravidez indesejada e aborto em caso de estupro"
Do blog "Demônio do meio-dia", "Instinto Maternal?"
Do blog "Garrafa ao Mar", "Marianismo"
Do blog "Groselha News", "Mayara, Obama e a imprensa ridícula"
Do blog "Sherviajando", "Namorado ou companheiro?"
Do blog "Baxt", "Olhando à nossa volta"
Do blog "Petit Jornal de la Porte Dorée", "Proibição da burca na França"
Do blog "Cynthia Semíramis", "Roupas também são uma forma de opressão"
Do blog "Experiência Diluída", "Sexismo e Racismo: Faces de uma mesma moeda"
Do blog "Na Terra dos Vikings", "A Suécia e a questão do aborto"

Ficou muito difícil escolher... Mas de cara não voto nas moças que pedem votos (foram praticamente só duas). Não é um concurso que vale prêmio nem nada, creio que Lola o faz para valorizar AS MULHERES que escrevem. E de certa forma divulgar idéias... Será que conto em quem votei? A decisão foi difícil...


quinta-feira, junho 25, 2009

Escreva, Lola, Escreva

...é o nome de um blog mais intelectual, digamos assim. Sim, porque EU divido a minha blogosfera em três:

1)Os blogs sérios, cabeça, de gente que sabe escrever e em geral o fazem não apenas como passatempo - ou sim. Como o Idelber - O Biscoito Fino e a Massa, linkado aqui, ou até mesmo meu pai com seu BlanderBlog - Negócios e Sustentabilidade, que é profissional da escrita, de quem eu herdei a propensão. Ou ainda Daniel, do Photo in Natura, e a companheira de empreitadas e de vida dele, a Tietta, com o Bonito Birdwatching, ou a Lucia Malla, do Uma Mala Pelo Mundo são profissionais das áreas sobre as quais escrevem.
2) Os blogs meio-termo. De gente que tem coisas interessantes a dizer, mas não são nem intelectuais, nem acadêmicos, nem profissionais daquilo que escrevem, capici? Como exemplo eu mesma (ou será que me encaixo na terceira?), a Luciana do Daqui e De Lá, o Claudiomar do O Mundo Numa Mochila, a Raquel do Vim Parar na Noruega. (Bel, não pus você aqui porque você é profissional da escrita! Só não sei se "quereria" o título cabeça, porque as suas escritas são muito mais entertaining)
3) O lixo, blogs imprestáveis de gente que não deveria nem ter permissão pra escrever - porque não sabe. Mas aí estou - pela segunda vez ao dia - sendo preconceituosa. Cada um, afinal, põe na net o que quer, e lê quem quer... Não nomeio nenhum pois, ao identificá-los, não perco tempo com eles. Aposto que todos já se depararam com eles por ai.

Enfim. O Escreva, Lola, Escreva, além de ter um nome fenomenal - vindo do filme Corra, Lola, Corra, imagino eu. E tem um post lá (aliás, vários) em especial que eu gostei muito de ler. Visitem, vale a pena.

segunda-feira, maio 25, 2009

Surfando na net

Hoje achei um link para um texto interessantíssimo de um brasileiro sobre expatriados.

"Exceto para o brasileiro nostálgico. Ah, expatriado com saudade não brinca de ser brasileiro, não! Mesmo formado com Iron Maiden ou com a vanguarda paulistana, ele não se furtará a demonstrar que sabe os passos do samba. Ainda que membro, em terras brasileiras, da minoria que odeia futebol, ele se vestirá de verde e amarelo nas Copas do Mundo. Conhecedor da violência urbana carioca ou paulistana, ele se revoltará contra editoriais, reportagens ou filmes estrangeiros que a retratem. E assim por diante. É o brasileiro que torna-se (imaginariamente) brasileiro no exterior.

Mas a emigração também produz outra forma de expatriado, o "bem-adaptado" que já não "entende" como é possível viver com um salário brasileiro, "esquece" palavras em português e vocifera receitas econômicas fáceis, que funcionaram, garante-nos, em outros lugares. Esse personagem vai tecendo uma identidade híbrida, baseada num pastiche de valores aproveitados da terra adotiva e numa brutal simplificação metonímica de traços do país de origem. É o brasileiro que, no exterior, deixa de ser (imaginariamente) brasileiro."

O texto é "Expatriamentos", de Idelber Avelar. Aqui o link para o texto na íntegra.

Curiosa que sou, fui fuçando pra achar mais. Cheguei no blog do mesmo. E encontrei lá o "Decálogo dos Direitos dos Blogueiros". Rolei de rir... Porque enquanto xeretava a net, tava aqui pensando que hoje em dia, qualquer pessoa, qualquer pessoa mesmo, pode ter um blog. Se o que ela escrever vai ser interessante, aí são outros 500. Mas também lembrei que o que pode não ser interessante pra mim, pode ser para ouitras pessoas... E se você entrar fundo na blogosfera, vai ficar pasmo com a imensidão dela, com a vastidão de assuntos tratados...

Veja um exemplo... Até outro dia, eu tinha opinões fortes a respeito da tal inclusão digital. Sempre pensei que seria ótimo que todos tivessem acesso anet com intuito educativo, por exemplo, poiselapode ser uma ferramenta poderosa. É possível viajar sem sair do sofá, pesquisar sobre animais, cientistas, o espaço, etc, etc. Mas é possível também ter acesso outras informações que eu consideraria perigosas em mentes menos, digamos assim, privilegiadas. E com este pensamento na cabeça, dei de cara com o blog do Santiago Nazarian. Escritor, 32 anos, 5 livros! Que na verdade é o irmão mais novo da, na época, minha melhor amiga dos tempos de infância, da segunda à quarta série... (Viu, a Internet te faz dar voltas sem querer?). E fui olhar o blog dele, e tinha lá um post chamado Inclusão Digital, veja o post aqui. Adorei a inclusão digital dele!!! A faxineira da minha mãe também tá na maior inlcusão digital lá na casa dela... Primeiro, comprou o computador, mas ainda não tinha internet em casa. Ela ficava preocupada que os filhos tinham que ir na lan house (eu também ficaria...). Então o computador era mais pra trabalho de escolha, pra ver dvds e jogar jogos. Agora eles tavam colocando lá internet discada. Adoro esta inlcusão digital... Então porque ter preconceitos no mundo digital? A cabeça tem que estar aberta, se não gostar, não leia, não poste, não comente, né não?

Com estes pensamentos todos na cabeça, li o Decálogo... do Idelber... Aí vão alguns pontos:

"10. Toda blogagem se dará em paz e exercitará a liberdade de expressão inerente a qualquer democracia. A blogagem estará a salvo de perseguição política, religiosa ou doutrinária de qualquer caráter. O blogueiro será livre para dizer o que lhe venha à telha, desde que, obviamente, não cometa com a linguagem crimes de calúnia ou plágio."

"6. Todas as blogueiras terão direito de livre associação em quaisquer grupos, incluindo-se aí grupos com objetivos e programas contraditórios. Entender-se-á a blogagem sobretudo como um direito à coexistência bizarra, insólita e feliz de diferenças na internet. Na blogosfera haverá paz de se retribuir as visitas ao blogs de cada um na devida temporalidade baiana que deve reger as coisas, sem pressa, sem culpa e sem cobrança. Ao visitar o blog alheio o blogueiro também temperará o natural desejo da recíproca com semelhante tranqüilidade."

"2. Todo blogueiro terá o direito de exercitar periodicamente o direito de dizer abobrinhas sobre assuntos que não entende, de tal forma que os blogs de futebol serão apoiados quando resolvam falar de música e os blogs de economia contarão com a compreensão geral quando decidam falar sobre a composição do vinho. Mais bobagem que certas revistas semanais blog nenhum conseguirá dizer."

Veja o post na íntegra.

Adorei o número 2! Por isso hoje tirei o pé da jaca e parei de ficar me censurando se quero escrever bobagens. O blog é só meu! Ainda que ninguém leia, tenho o registro de quase 10 anos da minha vida aqui. Então digo o que quiser, não só sobre viver na Noruega... Não me atreverei a escrever dezenas de linhas sobre coisas que não entendo, mas escrevo como as percebo, certo? E cheia de tempo nas mãos, vai ficar longo o negócio, então paro por aqui. Já misturei feijão preto com ostra mesmo!

E aí ao lado coloquei links para outros blogs, o da Luciana que eu já lia, mas não tão frequentemente como agora, e os outros dois que achei hoje!

Divirto-me!