"Quarta-feira, Março 31, 2004
E la nave va...
Vá, minha pequena. Vou sentir falta do seu riso, do seu mau humor, desse jeito tão seu, da sua presença, mesmo que meio, só meio, distante. A impressão é que você está sempre indo. E cada ida é assim, triste. E eu não consigo dizer o quanto elas dóem. Mas acho que você sabe. Sabemos muito um do outro, mesmo sem falar nada. Precisa? Um dia você chegou, de amarelo. E ficou. Não seria para sempre, isso nunca é. Mas, mesmo assim, cada despedida é dolorida. Clara ficava na janela, enquanto eu me afastava. Mas eu, eu não tenho janelas. O mundo é muito, muito, maior e as distâncias também.
Vá, minha pequena. É preciso ir e você tem coragem para ir, que bom. Que as tempestades se percam pelo caminho, que os mares sejam tranqüilos e conduzam às praias dos teus sonhos.
Vá, minha pequena. Eu vou estar sempre aqui. Com as lembranças dos domingos de sol. "

11 comentários:
Bom Dia, Camilinha!
Acordar, tomar meu café e ler um texto desses é uma dádiva, quanto amor, quanto amor! Tô emocionada.
Que ele esteja bem, num lugar bem bonito!
um beijo grande querida.
Ca,
que linnnnndo... lindo demais!
o texto dele, a foto, a poesia no texto misturado ao sentimento real...
engoli seco, segurando o choro.
um beijo para voce e que a ausencia se transforme cada vez mais nessa lembranca cheia de amor que vc tem...
Nossa... lindo mesmo.
Eu li ouvindo o meu pai falando comigo...
lindo mesmo Cah!!
Mas eu nao dou conta de segurar o choro nao... as lagrimas sao sempre mais fortes que eu...
Esse amor eh sempre maio que a gente, neh?
Beijos!
Oi Camila. Entrei hoje pela primeira vez no seu blog e vi o texto do seu pai... me emocionei. Deixo o meu carinho e meu abraço pra você.
Um abraço, camila, força e paz,
clara
Cam, fiquei emocionada com este teu texto.
Um abraco
Camila, o texto do seu pai é realmente muito bonito. Acho que essa saudade faz parte mesmo, e ter boas memórias é sempre bom.
Beijo
Fosse eu rei do mundo baixava uma lei..
Pai nao morre nunca..
Pai nao tem limites, e tempo sem hora, luz que nao se apaga quando sopra o vento e chuva desaba
E veludo escondido na pele enrugada.
Pai e ar puro, puro pensamento.
Morrer acontece com que e breve e passa sem deixar vestigios,
mas pai, nunca passa.
Mesmo velho embora, sera grande como o horizonte.
Milinha, quanta saudade desses idos de 70. Anos atrás, ja melancólico, mandei um mail ao Mario com fotos nossas dessa época, onde ele pondo de lado sua impecável redação de jornalista, dialética, regras de acentuação e ortografia, respondeu com um curto: - Pedro, vá fazer chorar às suas negas !". Na certeza cabal de que ele nos observa de outro plano, acho uma excelente oportunidade pra devolver a ele, tal singelo comentário ! Bjos saudosos do Tio Pedro
Camila,
realmente lindo o texto. Emocionante!
Bjs
Postar um comentário