quarta-feira, agosto 19, 2009

O monstro está chegando...



Esses dias de trabalho tem trazido também reflexão... Fui enganada no que dizia respeito à minha descrição de cargo, mas ainda assim hoje assinei o contrato. Enquanto lavava panelas, fazia sopa de pacote ou passava asiprador de pó no restaurante, pensava: "Olha eu aqui, 35 anos de idade, nessa situação..." Sim, porque o diabinho do ombro é, entre outras coisas, o diabinho da auto-sabotagem. E se um dia eu consigo afogá-lo, no outro ele aparece de novo.

Pois é, me formei na faculdade de hotelaria, e enquanto todos perseguiam A CARREIRA na hotelaria, fui fazer o curso de Chef. Me formei, e fui trabalhar - já como gerente - no Pantanal. Cansei, e resolvi ir atrás do sonho abandonado da cozinha. Sim, num navio da Royal Caribbean, mais precisamente o Splendour of the Seas. E me vi, um belo dia, picando alface e brigando com jamaicanos por causa de pratos! E pensei que não precisava daquilo... Daí mudei pro departamento de bar. E depois de um tempo também pensei que não precisava daquilo. Então saí da vida de navio e fui trabalhar novamente em SP como gerente de hotel. E de lá voltei ao mesmo emprego no Pantanal. E de lá voltei pros navios, pois era onde meu coração estava!

E nessa brincadeira, anos se passaram. Tenho colegas de faculdade (poucos, a maioria dos 60 da classe abandonou a profissão) que subiram muito, e hoje tem cargos bonitinhos como mandava o figurino da faculdade. Mas eu, eu estava trabalhando no navio, conhecendo o mundo. (47 países, mais precisamente! E esnobando sim, afinal, consegui ralando muito!). Até que finalmente achei um espaço dentro da profissão que me fez feliz como nunca - o mundo dos vinhos. Me matei de estudar com livros pra iniciantes, e depois fui aumentando o grau de profundidade, passando a almoçar e jantar as Wine Spectator que recebíamos toda semana. Fui pra Argentina de férias visitar vinícolas. Nas férias seguintes, fui pro Napa Valley fazer curso no CIA e conhecer a indústria mais a fundo.

Então me voluntariei pra ir abrir o Freedom of the Seas, novo navio da Royal - isso em 2006, pois a nova criança é a do vídeo lá do começo do post! Lá conheci o Lars. Após 3 anos com muito sucesso como Wine Tender, me ofereceram uma promoção e resolvi aceitar. No total, foram três promoções dentro de um ano. Parecia que todo o investimento - nos estudos, e do tempo - finalmente estava retornando. De cozinheira a Assistant Bar Manager, oficial de 2 barras e meia, com cabine só pra mim... Se tivesse insistido, talvez após um ano eu fosse Bar Manager... Carreirão e dinheirão. Contratos de 4 meses e 2 de férias. Bonus anuais e férias pra onde eu quisesse, sempre com dinheirão no bolso. Isso é o mais tentador, pois possibilita a realização de vários sonhos.

Ao invés disso, por amor e por acreditar que seria o melhor, larguei tudo aquilo pra imigrar pra Noruega. Foi opção minha, e muito bem pensada. Queria essa vida tipo "quero uma casa no campo". Colher frutinhas silvestres no verão, pescar o próprio peixe, comer a carne que o marido caça, um dia ter um jardim fabuloso, um forno de pizza de barro e uma churrasqueira pra queimar lenha de verdade, fazer a própria linguiça... EU ESCOLHI SER IMIGRANTE numa terra onde eu não falo a língua. EU ESCOLHI abandonar a carreira promissora no navio!

Preciso me lembrar disso quando estiver lá, passando aspirador de pó no restaurante e achando que aquilo está aquém de mim. Porque eu me saboto muito, sempre foi assim. Eu deveria estar pulando de alegria por ter arranjado um trabalho, e ainda por cima na minha área... Seria, se eu tivesse arranjado um trabalho como sommelier, ou ainda como F&B Manager, que é o que sou qualificada pra fazer. Ao invés disso, recolho pratos sujos de um restaurante de hotel, monto e desmonto buffets e salas de reuniões... Sim, eu poderia fazer o que minha chefe faz, e muito melhor, pois tenho não só a qualificação como a experiência. Mas como disse Cláudia num comentário desse post, são poucos os estrangeiros que conseguem, muito menos os que conseguem trabalhar em suas áreas. Me pergunto se um engenheiro aceitaria trabalhar como faxineiro, se fosse só o que ele conseguisse.

Mas aí, como sempre aparece uma fadinha, hoje conheci uma filipininha que trabalha no hotel. Sorrisão de filipina de orelha a orelha. Pra quem é familiar, "I'm prom the Pilipine", já que na língua deles, tagalo, não existe o som do f, e eles falam como p. Eu e Lars amamos filipinos (a equipe dele era toda filipina!), e alguns dos momentos mais doces e sublimes nesses anos de navios foram passados na companhia de filipinos. Então, a filipina do hotel me fez lembrar de todos os filipinos dos navios - no Freedom, de 1400 tripulantes, 350 mais ou menos eram filipinos - que tem diplomas universitários e acabam trabalhando como faxineiros, copeiros, barboys, e vão subindo aos poucos... Jonjon, um chefe meu (amava ele) tinha mandando um filho e uma filha pra escola de medicina e outro pra ser piloto de avião. Os orgulhos dele! Jonjon tem 40 anos de idade, 20 de carreira em navios, começou como copeiro na cozinha, hoje é Assistant Bar Manager. Ele vai abrir esse navio aí do vídeo. Aliás, ele abriu todos os navios da Royal desde o Splendour mais ou menos... E se eu e Lars estivéssemos ainda na Royal, provavelmente estaríamos indo abrir o Oasis também. Afinal, todo ser vivente que já trabalhou ou tomou um cruzeiro morreria de curiosidade pra ver essa maravilha ao vivo. E foi com medo que isso acontecesse conosco - não conseguir mais parar com essa vida de marinheiro - que eu e Lars decidimos jogar âncora. Então, é por isso que estou aqui passando aspirador de pó no restaurante, e sorte minha que ao menos isso eu consegui. E ao invés de conhecer o Oasis trabalhando nele, Lars e eu tomaremos noso primeiro cruzeiro nele. E graças ao meu emprego lavando panelas e fazendo sopa de pacote, isso será possível! Então, tudo tem seu porque, e se você beservar minha vidinha, perceberá que ando, ando, mas acabo voltando ao mesmo lugar. Está na hora de mudar esse ciclo.

(eu com alguns de meu filipinos queridos na festa de Natal do Freedom Bar Team, e Lars com os dele no Natal do Freedom Electrical Team, tudo em 2007)



Não tenho nenhuma aspiração em fazer carreira nesse hotel. Meu sonho aqui na Noruega é trabalhar no Vinmonopolet, a minha Disneylândia. Cercada por arte e beleza o dia todo! Sonhando com cada pedacinho de terra em que cada uvinha que foi usada pra fazer o néctar em cada garrafa cresceu! E ainda por cima ser funcionária pública, pois TODAS as lojas Vinmonopolet da Noruega pertencem ao governo! E vamo que vamo, fazendo o ciclo se completar. Da cozinha ao bar ao vinho, de volta à cozinha, e então de volta ao vinho!

Outra beservação: Esse post foi mesmo um desabafo, uma maneira de calar o diabinho. Pode ser que ele magicamente seja deletado, e logo.

11 comentários:

Claudia disse...

Camila,

linda postagem. É isso mesmo, eu também fico o tempo todo me lembrando que fui eu que decidi vir para cá, que essa foi a minha escolha. Os motivos são muitos, a família em primeiro lugar e eu ainda banco minha decisão. Mas que é difícil é!

A gente não pode ter tudo no mundo, não há jeito, mas se fizermos as escolhas com coragem acho que as chances de tudo dar certo aumentam muito...

Aqui o mundo é assim, todo mundo faz tudo já que eles não podem ter mais do que um funcionário... Acho que você tirou a sorte grande já que ainda está a tua área e está ganhando experiência na Noruega, para eles isso conta mais do que teu passado...

Por hora eu vivo uma vida alienada do mundo, vivo a minha família em tempo integral, vivo numa casa enorme fora da cidade, estilo casa no campo e me recuso a falar uma palavra sequer de norueguês com o Per, nem com as crianças apesar de saber falar (sou cabeçona) e as vezes me sinto uma autista. Todo mundo falando norueguês e eu respondo em inglês, muito do contra, não?

As crianças vão para escola internacional britânica, são educadas em inglês, brincam em inglês e meus amigos também são todos estrangeiros (mas não brasileiros) que vivem em Trondheim por uns anos e vão embora. Um dia te conto, enfim...

Aqui tem monte de filipinos, eles são uma comunidade linda, ralam com orgulho, no silêncio, quietos, contra tudo e contra todos.

E olhe, nada de ler Hamsun, o cara é nazista. Deixei uma resposta no blog da Lu....

C.

Livia disse...

Oi Camila, primeiro de tudo tenho que agradecer -e muuuito- pela receita dos fiskekakers...mas deixa isso la pro "caderninho". Aqui, eu so venho pra te lembrar que as vezes temos que recuar um pouquinho,
ou ate nos abaixarmos mesmo, para poder dar um grande salto... A vida eh assim mesmo, pelo menos para os que param para refletir, e, com isso, vao crescendo...crescendo.
Parece, e eu acredito mesmo, que por mais que nos achemos preparadas, ainda temos que passar por mais umas coisinhas antes... como um preparatorio mesmo. Mas eu, agora, em meus tambem 35 aninhos, finalmente aprendi que esses momentos nao necessariamente tem que ser sofridos...podemos encara-los como apenas passageiros(o que de fato sao!!!) e que estao ali apenas para nos levar exatamente onde queremos ir. So nao podemos perder o foco... de acreditar de verdade em nossos sonhos e tentar viver TODOS os momentos com o maximo de leveza possivel (porque vamos combinar que as vezes nao da pra ter prazer mesmo!!)
Entao, eh isso, vim mesmo soh pra ajudar no combate a meu velho amigo -o diabinho. Entao, veja onde voce ja chegou (e nao eh pouco nao!) e acredite muito, mas muito mesmo, em voce e nos seus sonhos...

ps: numa outra oportunidade vou te contar o que aconteceu com a super-carreira do meu amor na grande RCCL pra vc ver que no outro caminho tambem havia muitas pedras, montanhas...(E olha que ele era staff captain). Ai,quem sabe, voce nao se martiriza mais com isso... Mas acho que eh sempre assim mesmo, temos a impressao que se tivessemos tomado outras decisoes, seguido por outros caminhos, tudo seria bem mais facil...ilusoes, ilusoes.
Aprendi tambem, que temos que segurar a mente senao ela voa, voa...e temos que prende-la aos bons pensamentos, nao num desvaneio de sonhos, claro, mas em nossos propositos e com otimismo...sempre.
Mando pra vc boas energias...com a certeza de que vc ainda vai me indicar muito vinho numa Vinmonopolet... Com carinho...

Beth/Lilás disse...

Hei, Camila!
Bem, então deixa eu falar antes que seu diabinho delete este post maravilhoso.
Olha só; muitas vezes estamos no lugar em que nós conduzimos para estar, ou melhor, estamos onde queríamos estar. Você, inclusive, fez um mea culpa dizendo com todas as letras que "Escolhi", então é isso! Com todo este curriculum, rapidinho irão descobrir quem você é.
E saiba que, tem Engenheiro que aceita estar no lugar de técnico sim, principalmente nestes dias atuais de crise. Meu marido é antigo na empresa que trabalha há anos como Engenheiro, lidera muitos outros engenheiros e já me disse sobre isso, da pessoa não ter como entrar naquele cargo para o qual se qualificou, mas entra de uma maneira que poderá num futuro, às vezes bem próximo,passar ao seu nível.
E se você tem este sonho, melhor ainda, sabe o rumo que tem que dar ao seu navio interior. É só colocar o bichinho no prumo que chega lá. rsss
Sucesso aí, menina!

E que vídeo maravilhoso! Amanhã vou mostrá-lo pro maridex que vai adorar.
O que nós viajamos era um bichão desses e eu ficava encafifada como faziam para acarpetar áreas tão gigantescas internamente.
beijos cariocas

isabelbutcher disse...

Bom, não vou repetir o que as outras meninas falaram, mas estou de acordo com elas. Mas, bem do seu ladinho, tem uma outra pessoa que fez uma escolha, não? O Lars não é motorista de caminhão? Ele não escolheu sair do navio para ter uma vida com os pés na terra? Enfim, acho que ele pode ser um ótimo exemplo bem aí.

Eu aqui nas terras francesas ainda não fiz nenhum emprego assim. MAs também me "rebaixei" sendo estagiária por duas vezes. Sim, estagiária. E, na boa, ser estagiária é tipo passar aspirador no chão do restaurante, porque a galera abusa e sua vida pode ser insuportável. Dei azar no primeiro, mas conheci uma galera legal no segundo. Minha segunda chefe, por exemplo, está corrigindo minhas páginas do mestrado. Enfim, tudo tem um retorno. E você é "gente que faz", portanto, saiba que isso aí é passageiro.

Ah, e não afogue de vez o diabinho, não. Ele é útil em alguns momentos. Sim, porque o anjinho não pode vencer todas. A gente não pode se contentar com tudo que nos aparece.

O importante é que você está ganhando dinheiro, independência, uma vida à parte.
Pronto, primeiro passo concluído. Agora, aos vôos!

Camila Hareide disse...

Claudia, te endendo... Tava alienada sozinha, porque nem crianças tenho! Então acho que o trabalho ajuda nisso também. Sempre tive curiosidade de saber como vocês se comunicavam na sua casa... Deve ser diferente com filhos, e eles aprendem rápido que é uma beleza, né? E os filipinos sáo a comunidade mais unida, ainda mais que os indianos, eu acho! Adoro eles... Eu sei que o Hamsun era nazi, mas tô curiosa. O Jostein Gaardner eu já li, O Mundo de Sofia e O Livro das Religiões, amobs excelentes. O resto vou lendo aos poucos, afinal, agora que tenho emprego, terei cartão dse credito e fica mais facil comprar livros pela net. Aqui em Bodø náo tem nada... De qualquer maneira, obreigada pelas palavras.

Livia, que bom que vc reapareceu! E com palavras reconfortantes... Eu sou 100% consciente das minhas escolhas, e náo choro pelo que deixei pra tras náo! Nessas horas vale lembrar o stress, a vida desregrada, as horas de sono espalhadas pelo dia, e dias sem pisar em terra por falta de tempo. Entáo, no fim, acho que saí ganhando! Depois me conta do seu marido, largar a posição de Staff Captain pra tras, deve ter sido porque tava mesmo cheio. Afinal, todo Staff Cap quer ser um dia Capitain! Temos um amigo canadense que era First Officer, e agora tá terminando os estudos pra poder passar pra Safety Officer e depois Staff. É casado com uma brasileira e eles tem um neném fofo... Bom, quem sabe trocamos figurinhas por e-mail? Vou adorar te recomendar vinhos no Polet!

Beth, entáo, menina, cê viu o monstrão? Então, a Royal constrói os maiores do mundo. Empresa fundada por norueguesas, obviamente! O resto é fichinha perto deles, mesmo. Esse navio terá um teatro aquático, uma tirolesa de 8 andares, parede de escalada, patinação no gelo, dois simuladores de onda, um Central Park, um Boardwalk com carrossel e loja de doces, sorveteria, tatoo parlor, vários restaurantes alternativos (acho que são 5)... Enfim, com certeza NADA nem nenhum outro navio será parecido. A Costa, Carnival, Princess, o Queen Mary 2, é tudo banheira perto deles. Juro mesmo. Se você acha que o navio em que viajou era grande, repense o conceito... Os navios comuns de tamanho grande hoje tem em média 120 mil toneladas. O Oasis e sua irmã Allure terão mais de 200 mil! Entre lá no site e veja! Estão construindo portos novos por todo o Caribe pra eles poderem atracar, pois não cabem nos piers comuns. Enfim, taos doidos pra fazer um cruzeiro nele! Curiosidade de ex-tripulante mata! E obrigada pelas palavras de apoio,sempre!

beijos, meninas

Camila Hareide disse...

Verdade, Bel, Lars também fez a escolha dele. A diferença é que ele, dirigindo aquele caminhão-monstro, é a criatura mais feliz do mundo, ele adora! Aí reside o segredo. Não consigo me ver adorando o aspirador de pó, mas visualizo sim o que me aguarda, e sei que serão coisas grandes (dentro das minhas próprias perspectivas e esperanças!). Esse mestrado sai quando, afinal? Aliás, pra quando é o parto? rsrsrs

Tietta Pivatto disse...

Camelienkopf!

Me diga, como apreciar o melhor vinho, aquele cujo aroma te faz viajar e o sabor que fica na boca te conta a história dele? Você conheceu vinhos toscos antes para aprender a diferença... Aí quando alguém traz um vinho do tipo "chapinha" pra você, parece intragável, pois não tem alma... Então é só aguardar o próximo vinho bom.

Encare esse aspirador de pó como o vinho ruim no meio dos bons na sequência dessa sua vida muito louca. É só o primeiro emprego, e ninguém disse que tinha que ser bom logo de cara. É a chance de conhecer a coisa norueguesa por dentro, fora da proteção da família, e depois tomar seu rumo novamente. Porque embora você não veja por esse ângulo, você é uma capitã de primeira. Porra, 47 países? Eu só fui comprar muamba no Paraguai e na Bolívia até hoje, hahaha!!!!

Mulher, você sabe muito bem que quando eu crescer quero ter tua cara e coragem. Então engole logo esse vinho ruim pra acabar logo, curte a ressaca e aguarde o bom vinho que está reservado pra você.

E um dia quem sabe não resolva investir nesse talento literário que tens?

Beijos!!!!

Obs: esses dias assistimos com o Kiko aquela superprodução caimanesca feita pelo Pinduca... você tem uma cópia? Podemos te mandar...

Camila disse...

Inspirador o teu post, estou tomando coragem pra pendurar meu diploma na parede (nao é válido cá por estas bandas), engolir o orgulho ferido e comecar a procurar um emprego.
Parabéns pela iniciativa e que o caminho te leve ao topo rápido!

Daniel De Granville disse...

Camélienkopf! Não pude deixar de ler esta sua postagem tão altamente recomendada e sentir como, de uma forma ou de outra, todos temos esses anseios e questionamentos, parece coisa de eterno adolescente. Me fez lembrar de algumas coisas de anos atrás, lá dos longínquos e também adolescentes anos 80 (veja minha próxima postagem). E coisas mais recentes (tipo o famigerado clip "Sunscreen", que apesar do cheirinho neoliberal tem umas mensagenzinhas bacanas), além desta imagem divertida que eu gostaria muito de conseguir adotar como um lema (veja em http://icanhascheezburger.com/2009/08/03/funny-pictures-in-the-future/). Beijos : -)

Daniel De Granville disse...

Então Camélia, continuando a postagem anterior: nos 1980's existia (nem sei se ainda existe) uma banda/trio meio cabeça e alternativa chamada Hüsker Dü. No encarte de um de seus discos, "Warehouse: Songs and Stories" (tenho o vinil duplo em casa!), tinha o texto abaixo. Na época parecia que fazia todo sentido e ao mesmo tempo sentido nenhum, mas de qualquer forma me marcou a ponto de eu lembrar dele até hoje. Talvez tenha um pouco de "auto-ajuda" demais, algumas coisas meio datadas, mas enfim, aí vai:

"Sometimes you feel real old,older than you are. Check the aches and pains, the hairline, the demands of life. Responsibilites, responsibilities. Worse things have happened to all of us; the circus wasn't as good as you though it would be, the movie stunk, etc., etc.
Punching the clock, punching the wall, hating your boss. You can't go if you don't know, and you can't know if you don't go. And everybody in the world has their own song in their heads. The best songs ever. Problem is figuring a way to get them out and present them to others.
You've got to know where the brakes are. Enjoy life at a realistic pace. You crazy youngsters, what with your nightlife and everything. And it's important to trust other people, while putting stock in yourself as well. Reevaluating your priorities, checking yourself daily.
Not everyone is a victim of circumstance; conversely, nobody should feel like a martyr all the time. Problem? It's hard enough to communicate these days; some of us don't even get the chance. Some others don't know they have a chance.
When you travel frequently, you find a lot of images. And sometimes, you have to try and make the best of a bad situation: more often than not, we grin and bear it. Other times, you learn to enjoy some small facet of your predicament. Nothing too elaborate, just an attempt to adjust priorities. Revolution starts at home, preferably in the bathroom mirror.
Example? Winter always comes too soon. This year was the worst I can remember, except when I was five years old. Pushed open the front door, got lost in the snow."

Luciana disse...

Camila, li seu post antes e não comentei, aí fui te mandar um email mas o email não foi, e não tinha salvo, eita que enrolada.
Menina, esses diabinhos são infernais, eu mando logo os meus se calarem, já falaram demais pra uma vida toda, acho que o bom é a gente matar logo eles.
Olha, acho que as filipinas sofrem tantos preconceitos aqui, tem duas na minha sala, parecem ser legais, mas não mantive contato direto com elas ainda, mas na outra sala que eu estudei, tinha duas também, e muita gente considera como pessoas inferiores, vi isso na sala de aula, ouvi isso de brasileiras, enfim, mas minha cunhada, a mãe do pequeno maluquinho, é filipina também, so sei que cozinham bem demais, adoro a comida filipina.
Beijo