Já que já está feita a salada no blog mesmo, então deixa eu fazer minha parte pra divulgar o trabalho novo deles... Quem não tiver saco, pule este post, e pronto! Não me encha, o gosto musical é meu e pronto!
Muita gente acha que o A-ha foi uma banda de dois hits nos anos 80, pela qual as então adolescentes eram loucas. E ficou nisso - aí no Brasil. Porque aqui na Europa - em seu país natal, além da Alemanha e Inglaterra principalmente - os caras continuaram na estrada E fazendo sucesso.
A banda tem uma história de persistência - "Take on me" foi lançada duas vezes antes de alcançar o sucesso na terceira tentativa. A partir daí não pararam - turnês mundiais ocupadíssimas, incluindo a participação no Rock in Rio II em 1991, pela qual eles ainda detém o recorde mundial de audiência pagante - 198 mil pessoas. Os anos 90 no Brasil foram marcados (musicalmente) pela chegada da MTV e várias bandas novas foram introduzidas ao público E o A-ha caiu no esquecimento (da maioria). Inclusive no meu... Porém, lá em outras terras eles chegaram a gravar mais um disco após o Rock in Rio II, chamado Memorial Beach. Na opinião da maioria dos críticos, é o pior álbum deles, e o que fez com eles percebessem que era hora de dar um tempo. Se separaram em 1994. Havia muita disputa criativa entre eles, Morten ocupando o papel de líder da banda, quando na verdade ele sempre foi o que menos colaborou criativamente. A imprensa até dizia que haviam se separado pelas brigas. Mas noruegueses que são, bastante ponderados, até hoje alegam que a separação se deu por esgotamento criativo naquele momento. Mas que sabiam que não era uma separação, e sim um tempo...
E neste meio tempo foram fazer outras coisas. Morten lançou seu primeiro álbum solo em inglês em 1995, e veio divulgá-lo no Brasil. Esteve no Raul Gil e Show de Calouros em situações vergonhosas (eu fico com vergonha por ele). Pål Waaktaar, que casou-se com a americana Lauren Savoy e adotou o nome dela, virando Paul Waaktaar-Savoy, mudou-se para NY e montou, com a esposa e outros músicos noruegueses, uma banda chamada Savoy. Paul sempre foi o principal compositor das letras e músicas do A-ha. O trabalho do Savoy é de altíssima qualidade, mais rock&roll que o som A-ha. E Magne Furuholmen, mais conhecido como Mags, botou pra fora sua antiga paixão pelas artes plásticas e saiu pintando e esculpindo pela Noruega, além de continuar trabalhando com música, escrevendo até trilhas sonoras para tv na Noruega, e poesia.
Em 1998, eles não conseguiram recusar o convite para se apresentar no Prêmio Nobel da Paz. Paul havia escrito "Summer Moved On" para a ocasião. Deixaram um pouco de lado os sintetizadores, buscavam um som mais orgânico, numa quase obsessão para provar ao mundo que eles eram músicos de verdade. O teclado foi substituído por um piano, nesta música, e os arranjos de orquestra, que eu gosto muito, dão um toque especial. Repare, aos 3:28, que o Morten canta uma nota que dura quase 20 segundos, ou 8 compassos, sem desafinar...
A partir daí retomaram o trabalho como A-ha, sem deixar de lado as atividades solo. Lançaram mais 3 álbuns desde então, com longos intervalos entre eles. O último álbum de estúdio, "Analogue", de 2005, teve excelente desempenho nas paradas inglesas. Mesmo assim, por serem bem ocupados, a quantidade de shows deles é pequena. Também deixaram a gravadora Warner e mudaram para a Universal, com a qual tem contrato para outros 4 álbuns.
Agora, 4 anos depois, o A-ha anunciou o lançamento do novo disco, que estava previsto para 2010, mas não se aguentaram, parece. Dia 24 de abril, menos de um mês depois das 3 apresentações na Américado Sul (Brasil e Chile), eles lançaram um single, chamado "Foot of the Monutain". A capa do single e as fotos promocionais, por sinal, foram feitas na ponte estaiada em São Paulo.
A gravadora tem feito um excelente trabalho de divulgação, primeiramente na Alemanha. Semana passada eles estiveram lá gravando o clipe da música, além de participar de programas de tv - que eles aparentemente não gostam muito, devidos às perguntas idiotas e a eterna menção a "Take on me". Entretanto, participaram do programa final do Germany's Next Top Model, apresentado por Heidi Klum. Ela, fofíssima, no final da apresentação deles, agradeceu em norueguês, disse "Tusen takk" ung "Ha det"! - obrigada e tchau!
Seguindo a tendência do Twitter, a banda (nós fãs acreditamos que Mags, na verdade, pelo senso de humor) postava os acontecimentos do dia. Durante o GNTM, postaram "Vejo 2,5 metros de pernas na minha frente!" e "Já contei que o cenário arruinou me cabelo?", referindo-se aos minúsculos quadrados onde foram enfiados para a performance...
De acordo com entrevistas da banda, o novo álbum, que se chamará também "Foot of the Mountain" e será lançado mês que vêm, é uma volta às raízes, digamos assim, pois o disco tem bastante sintetizadores. Eles acreditam hoje que não tem que provar mais nada, após 25 anos de carreira. E eu concordo com eles.
Os críticos de música no Brasil não perdoaram, desceram o pau no A-ha, dizendo que o show foi morno (concordo), que só as músicas antigas - porque remetem a adolescência da maioria do público - são audíveis, que os caras não evoluíram, que são medíocres, etc. Eu cago e ando pra eles e pra quem mais quiser criticar - gosto é gosto. Ainda mais agora, morando aqui na Noruega e olhando para os Foot of the Mountain todos os dias, entendo um pouco melhor de onde vem tanta inspiração.
De lambuja, deixo aqui um vídeo do Savoy, banda do Paul, que eu e Lars gostamos muito...
Muita gente acha que o A-ha foi uma banda de dois hits nos anos 80, pela qual as então adolescentes eram loucas. E ficou nisso - aí no Brasil. Porque aqui na Europa - em seu país natal, além da Alemanha e Inglaterra principalmente - os caras continuaram na estrada E fazendo sucesso.
A banda tem uma história de persistência - "Take on me" foi lançada duas vezes antes de alcançar o sucesso na terceira tentativa. A partir daí não pararam - turnês mundiais ocupadíssimas, incluindo a participação no Rock in Rio II em 1991, pela qual eles ainda detém o recorde mundial de audiência pagante - 198 mil pessoas. Os anos 90 no Brasil foram marcados (musicalmente) pela chegada da MTV e várias bandas novas foram introduzidas ao público E o A-ha caiu no esquecimento (da maioria). Inclusive no meu... Porém, lá em outras terras eles chegaram a gravar mais um disco após o Rock in Rio II, chamado Memorial Beach. Na opinião da maioria dos críticos, é o pior álbum deles, e o que fez com eles percebessem que era hora de dar um tempo. Se separaram em 1994. Havia muita disputa criativa entre eles, Morten ocupando o papel de líder da banda, quando na verdade ele sempre foi o que menos colaborou criativamente. A imprensa até dizia que haviam se separado pelas brigas. Mas noruegueses que são, bastante ponderados, até hoje alegam que a separação se deu por esgotamento criativo naquele momento. Mas que sabiam que não era uma separação, e sim um tempo...
E neste meio tempo foram fazer outras coisas. Morten lançou seu primeiro álbum solo em inglês em 1995, e veio divulgá-lo no Brasil. Esteve no Raul Gil e Show de Calouros em situações vergonhosas (eu fico com vergonha por ele). Pål Waaktaar, que casou-se com a americana Lauren Savoy e adotou o nome dela, virando Paul Waaktaar-Savoy, mudou-se para NY e montou, com a esposa e outros músicos noruegueses, uma banda chamada Savoy. Paul sempre foi o principal compositor das letras e músicas do A-ha. O trabalho do Savoy é de altíssima qualidade, mais rock&roll que o som A-ha. E Magne Furuholmen, mais conhecido como Mags, botou pra fora sua antiga paixão pelas artes plásticas e saiu pintando e esculpindo pela Noruega, além de continuar trabalhando com música, escrevendo até trilhas sonoras para tv na Noruega, e poesia.
Em 1998, eles não conseguiram recusar o convite para se apresentar no Prêmio Nobel da Paz. Paul havia escrito "Summer Moved On" para a ocasião. Deixaram um pouco de lado os sintetizadores, buscavam um som mais orgânico, numa quase obsessão para provar ao mundo que eles eram músicos de verdade. O teclado foi substituído por um piano, nesta música, e os arranjos de orquestra, que eu gosto muito, dão um toque especial. Repare, aos 3:28, que o Morten canta uma nota que dura quase 20 segundos, ou 8 compassos, sem desafinar...
A partir daí retomaram o trabalho como A-ha, sem deixar de lado as atividades solo. Lançaram mais 3 álbuns desde então, com longos intervalos entre eles. O último álbum de estúdio, "Analogue", de 2005, teve excelente desempenho nas paradas inglesas. Mesmo assim, por serem bem ocupados, a quantidade de shows deles é pequena. Também deixaram a gravadora Warner e mudaram para a Universal, com a qual tem contrato para outros 4 álbuns.
Agora, 4 anos depois, o A-ha anunciou o lançamento do novo disco, que estava previsto para 2010, mas não se aguentaram, parece. Dia 24 de abril, menos de um mês depois das 3 apresentações na Américado Sul (Brasil e Chile), eles lançaram um single, chamado "Foot of the Monutain". A capa do single e as fotos promocionais, por sinal, foram feitas na ponte estaiada em São Paulo.
A gravadora tem feito um excelente trabalho de divulgação, primeiramente na Alemanha. Semana passada eles estiveram lá gravando o clipe da música, além de participar de programas de tv - que eles aparentemente não gostam muito, devidos às perguntas idiotas e a eterna menção a "Take on me". Entretanto, participaram do programa final do Germany's Next Top Model, apresentado por Heidi Klum. Ela, fofíssima, no final da apresentação deles, agradeceu em norueguês, disse "Tusen takk" ung "Ha det"! - obrigada e tchau!Seguindo a tendência do Twitter, a banda (nós fãs acreditamos que Mags, na verdade, pelo senso de humor) postava os acontecimentos do dia. Durante o GNTM, postaram "Vejo 2,5 metros de pernas na minha frente!" e "Já contei que o cenário arruinou me cabelo?", referindo-se aos minúsculos quadrados onde foram enfiados para a performance...
De acordo com entrevistas da banda, o novo álbum, que se chamará também "Foot of the Mountain" e será lançado mês que vêm, é uma volta às raízes, digamos assim, pois o disco tem bastante sintetizadores. Eles acreditam hoje que não tem que provar mais nada, após 25 anos de carreira. E eu concordo com eles.
Os críticos de música no Brasil não perdoaram, desceram o pau no A-ha, dizendo que o show foi morno (concordo), que só as músicas antigas - porque remetem a adolescência da maioria do público - são audíveis, que os caras não evoluíram, que são medíocres, etc. Eu cago e ando pra eles e pra quem mais quiser criticar - gosto é gosto. Ainda mais agora, morando aqui na Noruega e olhando para os Foot of the Mountain todos os dias, entendo um pouco melhor de onde vem tanta inspiração.
De lambuja, deixo aqui um vídeo do Savoy, banda do Paul, que eu e Lars gostamos muito...
Um comentário:
Q bom vc divulgar o novo cd da banda, eu amo o a-ha...
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