segunda-feira, julho 13, 2009

Cenas de um casamento - após o casamento...

No fim de semana relaxamos pacas. No sábado, uma linda manhã, resolvemos fazer um churrasquinho. Saímos para comprar as dilícias, mas claro que, bem na hora de acender a churrasqueira, o sol sumiu. Mas a ventania deu trégua essa semana, a apesar de não ter sol, a temperatura era agradável.

Bem, foi só acender o gás da churrasqueira (sem comentários, por favor), e recebemos um telefonema da joalheria - as alianças estavam prontas! Um dia atrasadas, mas como pedimos quarta passada, deveriam ter demorado 10 dias. Então, foi a jato.

Já de alianças colocadas e estranhando muito (quero deixar claro aqui que foi o Lars quem fez questão das alianças, juro. Eu por mim teria ficado de mão-pelada - piada pantaneira, rárárá!), bem na hora de comer o churras, a sogra chegou, com os presentes, os cartões e o resto da tralha que havia ficado na casa do Anders. Aproveitamos e a convidamos pra almoçar. Ela comentou que os convidados haviam amado a pequena recepção, que havia sido kjempe koselig! *kjempe é uma expressão tipo super, e pra saber sobre koselig, veja aqui...


Após o churrasco, que acabou sendo consumido indoors, à noite resolvemos dar outra chutada de balde e celebrar. Na semana passada, quando compramos o champagne pra recepção (comprei Cordoníu espanhol - que na verdade é cava, e não champagne - por uns R$33), também compramos um champagne melhor só pra nós dois. Escolhi um Gosset Brut Rosé NV (non-vintage), que eu tava dooidaaa pra provar (acho que era um dos poucos champagnes das grandes Casas, ou Maisons, da Champagne que eu ainda não havia provado). Em SP, nas lojas da Expand, saíam pela bagatela de R$500. Aqui, estava mais barata que Piper-Heidsieck Rosé, Veuve Clicquot Rosé, ou mesmo Moët & Chandon Rosé. Pagamos menos de R$100!!! E ao abrir a garrafa, era deleite líquido... Um rosé muito discreto, com pérlage (borbulhas) persistente, extremamente delicada. Um excelente investimento - e ótima motivação pra mexer a bunda e arrumar um trampo logo, assim posso bancar meus queridos pequenos luxos da profissão - tomar muuuitooooo vinho bom!


Depois de esvaziar a garrafa, pensei em abrir ma outra, também rosé, que ganhamos de presente. Mas Lars tinha outros planos... Um Louis XIII (um conhaque feito pela Remy Martin, um dos mais caros do mundo, elaborado com elixires de mais de 120 anos de idade. A história de como eu consegui uma garrafa merece um post à parte) e um charutinho na varanda. Vale ressaltar que nesse dia eu saí de calça capri e camiseta pela primeira vez, e tava dando pra ficar na varanda de noite, temperatura muito amena...

Domingo, fiz cassoulet improvisado, e a sogra veio almoçar conosco. Trouxe as sobras do kransekake pro café! Também precisávamos saber pra quem exatamente mandar os cartões de agradecimento pelos presentes. Pros mais íntimos, e que compareceram à recepção, vou fazer uma geléia de banana com chocolate, receita pela qual eu babei quando vi no fabuloso blog da Claudia, o Sabor Saudade. Pros outros, só cartão mesmo.

E hoje fomos à UDI, pegar os formulários pro próximo visto e fazer perguntitas sobre a troca de nome e etc. Aparentemente o visto - desde que eles achem que tá tudo legitimado, e o casamento é de verdade e não tramóia, eles nem mandam a papelada para Oslo - resolve-se aqui mesmo, rápido. Ela pediu os holerits do Lars, de três meses, além da minha certidão de nascimento e a certidão de casamento, além de fotos da cerimônia, além de um breve texto sobre como nos conhecemos. E vai custar outras 1100 coroas - apesar de no Consulado do Rio, após de cobrarem R$1000 pelo visto, terem informado que eu não precisaria pagar outra vez aqui na Noruega. Enfim...

De lá, fomos comprar potes para as geléias de presente e as bananas - e como sempre, acabei comprando muito mais do que precisava. Paguei o mercado com meu cartão pela primeira vez. Já tinha recebido o cartão do banco, mas eles não haviam enviado as senhas - sim, aqui a senha é determinada pelo banco, e não pelo cliente!

As bananas estavam muito verdes, então usei o velho truque de enrolar em jornal e guardar dentro do forno, mas preciso esperar que amadureçam, pra geléia ficar mais gostosa. Enquanto isso, fui mexer com os quinhentos kilos de morangos que havíamos comprado semana passada. Fiz arroz doce (aqui chamam de ris grøt, acho que já falei dos grøt, tipos de mingau) com morango, fiz três potes de geléia de morango, e ainda fiz picolé de iogurte com framboesa. Os morangos daqui da área já estão capengando, mas as framboesas norueguesas... São gigantes! Hoje comprei aquelas forminhas de picolé pra criança. Bati meia caixa de framboesa com 200 g de iogurte desnatado sabor baunilha e umas duas colheres da geléia de morango no liquidificador. Coloquei nas forminhas de picolé, e voilá... Picolé low sugar, low fat, high flavor!!!

Nessa fotinho, a pilha de bananas para a geléia, os potes de geléia de morango, o arroz doce (que depois de frio endureceu um pouco) e as framboesas gigantes. Ah, e meu pézinho de hortelã!

3 comentários:

Luciana disse...

Camila, que delícias. Queria entende de bebida assim, mas como não entendo, vou anotando os nomes que você vai deixando aqui no blog.
As bananas eu como já do jeito que estão aí na sua foto, passou disso já acho maduras demais, agora no verão compro banana de duas ou três no máximo, porque depois de três dias já passaram do ponto.
Menina, estou numa dieta, quero perder 7 kilos, e subtrai o acucar, então os carboidratos estão incluídos, eita falta que estou sentindo de comer um bom pão, por isso também minha dor de cabeca. Mas não faco nada radical, tirei os excessos, os sorvetes, chocolates, e reduzi muito as massas e batatas, então li que a falta de carboidratos causa dor de cabeca no comeco.

Beijo

Claudia disse...

Camila,

Finalmente pude ver tua geléia. Ficou linda, mas da próxima vez abaixe o fogo e deixe as bananas caramelizarem por uns 40 minutos pelo menos, mexendo de vez em quando, antes de adicionar o chocolate. A mistura do caramelinho das bananas com o chocolate amargo (usei o Freia 70%) fica uma maravilha. Mas mezzo cozida também é boa.

Parabéns pelo casamento. Mas não se esqueça de registrar teu casório na embaixada do Brasil e assim quando você for ao Brasil você vai num cartório com o papel do registro da embaixada e tira uma certidão de casamento brasileira. É super simples mas tem que ir em um dos cartórios especiais para isto, não é qualquer cartório.

Com a certidão de casamento brasileira teu marido tem o direito de viver no Brasil e é mais fácil na hora de abrir negócios, tirar CPF, identidade, seguro de vida, saúde e essas coisas.

Parabéns, mais uma vez.

Claudia

Camila Hareide disse...

Neste exato momento, tenho uma panela de geléia de banana na cozinha! Desta vez não desligo enquanto não ficar bonita...

Em novembro vamos a Oslo para o show do a-ha, e vou aproveitar para ir à Embaixada - afinal, ano que vem tenho que renovar passaporte, quero fazer tudo direitinho. Vou fazer também a matrícula consular. Tenho um cartório em Sp - o Vampré, em Pinheiros - que faz tudo, então a certidão de casamento brasileira provavelmente será feita lá...

Não sei se existe a possibilidade de irmos morar no Brasil, mas nunca se sabe, né?

Obrigada pelos votos!