...na baixaria toda vem acontecendo com a questão da PM na USP. Porque a imprensa, pelo visto, tem se preocupado mais em noticiar (ainda) o andamento das buscas aos destroços do vôo 447. Ao menos em terras estrangeiras. Mas logo, logo tem eleição... É bom olhar para este tipo de acontecimento que envolve o potencial candidato tucano, que PROMETEU em campanha pela prefeitura de SP que não ai abandonar o cargo para concorrer ao Governo do Estado. Começa por aí.
Bem, eu soube dos acontecimentos pelo blog do Idelber Avelar, O Biscoito Fino e a Massa, neste post. Depois vi um vídeo horripilante no Marjorie Rodrigues. Para entender um pouco, fui buscar mais informações, que só consegui através do Folha Online, mas não sem antes passar pelo blog do Paulo Henrique Amorim, que reproduz uma postagem do professor Hariovaldo Prado, chamado "Debelado foco guerrilheiro na USP", este último leitura obrigatória (incluindo os comentários), pois seria o suposto ponto de vista do ditador (ops, digo, governador) José Serra sobre o piquete dos estudantes.
Há algumas semanas eu assisti na TV norueguesa NRK2 um documentário sobre o movimento estudantil em Paris em 68, e que também acontecia em vários países na Europa e no resto do mundo - inclusive no Brasil. Meus pais viveram aquela época. E deve revirar as entranhas deles, e de quem também viveu num período de Exércitos ocupando universidades, assistir à PM paulista invadindo o campus da USP em pleno século 21! Já eu, da geração cara-pintada , que saí em vááááááááárias passeatas pró-impeachment, nunca presenciei tal atrocidade da polícia. Guardadas as proporções, pois os cara-pintadas estavam ali muito mais pelo oba-oba que pela profunda convicção política. E isso mesmo com o governador naquela época sendo a besta do Fleury, truculento que era em se trantando da PM, dado o seu passado de Secretário de Segurança.
Enfim, o que eu consegui descobrir, aqui do outro lado do mundo, foi que os estudantes ocuparam o edifício da reitoria no final de maio. "Um grupo de manifestantes invadiu a reitoria da USP (Universidade de São Paulo) por volta das 15h desta segunda-feira (25). Segundo o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), o confronto ocorreu após a reitoria negar-se a receber Claudionor Brandão e os estudantes que deveriam participar da reunião de negociação entre o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e o Fórum das Seis (entidade que engloba representantes sindicais de professores e funcionários)." "Na reunião de hoje seriam discutidos pontos da pauta unificada das três universidades públicas paulistas (USP, Unesp e Unicamp). Na última rodada de negociação, realizada no dia 18, o conselho havia proposto reajuste de 6,05% para os profissionais; o aumento não foi aceito." "Funcionários e professores dessas instituições reivindicam aumento nos salários de 17% e acréscimo de R$ 200. Outra reivindicação é a readmissão de Claudionor Brandão, do Sintusp." "Na USP, os funcionários estão em greve desde o dia 5 de maio e os docentes realizaram paralisação nesta segunda. Funcionários e professores da Unicamp também realizaram paralisação hoje"Fonte: Uol Educação
A reitora da USP, Suely Vilela, pediu à justiça a reintegração de posse do prédio, e em 1 de junho as ações da PM começaram. "A PM estava encarregada de garantir ainda acesso ao prédio da Antiga Reitoria, da Coordenadoria do Campus, da Coordenadoria de Assistência Social, do Centro de Práticas Esportivas, do Museu de Arte Contemporânea, do Museu de Arqueologia e Etnologia e da Creche Oeste. Todas essas unidades estavam bloqueadas por piquetes dos grevistas desde o dia 27 de maio. Já no dia 2 de junho começaram os protestos contra a presença da PM no campus."Fonte: Uol Educação
"De acordo com comunicado da Adusp (Associação dos Docentes da USP), os professores 'entendem que os assuntos internos à universidade devem ser tratados através do diálogo com a comunidade universitária. A reiterada presença da Polícia Militar fortemente armada, intimidando os manifestantes no campus, é motivo da indignação dos docentes'."Fonte: Uol Educação
Então aconteceu o que poderia ter sido evitado... "Estudantes e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) e homens da Polícia Militar entraram em confronto na entrada principal do campus da Cidade Universitária (zona Oeste da capital) por volta das 17h desta terça-feira (9). De acordo com universitários, o confronto teria começado na rua principal da USP. Estudantes informaram que policiais presentes no campus foram provocados com gritos e palavras de ordem por manifestantes. Um grupo de policiais em motocicletas viram a cena e pediram reforço. A tropa da força tática, então, foi acionada."Fonte: Uol Educação
Sem muita base para divagar sobre o protesto dos docentes e servidores, ainda sim acredito que não há desculpa alguma para jogar a PM no campus. Em 2007 houve uma ocupação do prédio da Reitoria muito mais longa, com potencial para desastre, onde os estudantes até se prepararam para um confronto, que não houve. Houve confronto, entretanto, durante manifestação que saiu do campus em direção ao Palácio dos Bandeirantes, e a PM usou bombas de pimenta nos manifestantes.
Vale lembrar que a PM é diretamente subordinada ao Governador... Tanta coisa pra falar do Serra, ai,ai,ai. Mas vou aqui reproduzir o vídeo que está no blog da Marjorie Rodrigues, porque estas imagens valem mais que mil palavras.
E PENSE 8 VEZES ANTES DE VOTAR PRA PRESIDENTE.
Bem, eu soube dos acontecimentos pelo blog do Idelber Avelar, O Biscoito Fino e a Massa, neste post. Depois vi um vídeo horripilante no Marjorie Rodrigues. Para entender um pouco, fui buscar mais informações, que só consegui através do Folha Online, mas não sem antes passar pelo blog do Paulo Henrique Amorim, que reproduz uma postagem do professor Hariovaldo Prado, chamado "Debelado foco guerrilheiro na USP", este último leitura obrigatória (incluindo os comentários), pois seria o suposto ponto de vista do ditador (ops, digo, governador) José Serra sobre o piquete dos estudantes.
Há algumas semanas eu assisti na TV norueguesa NRK2 um documentário sobre o movimento estudantil em Paris em 68, e que também acontecia em vários países na Europa e no resto do mundo - inclusive no Brasil. Meus pais viveram aquela época. E deve revirar as entranhas deles, e de quem também viveu num período de Exércitos ocupando universidades, assistir à PM paulista invadindo o campus da USP em pleno século 21! Já eu, da geração cara-pintada , que saí em vááááááááárias passeatas pró-impeachment, nunca presenciei tal atrocidade da polícia. Guardadas as proporções, pois os cara-pintadas estavam ali muito mais pelo oba-oba que pela profunda convicção política. E isso mesmo com o governador naquela época sendo a besta do Fleury, truculento que era em se trantando da PM, dado o seu passado de Secretário de Segurança.
Enfim, o que eu consegui descobrir, aqui do outro lado do mundo, foi que os estudantes ocuparam o edifício da reitoria no final de maio. "Um grupo de manifestantes invadiu a reitoria da USP (Universidade de São Paulo) por volta das 15h desta segunda-feira (25). Segundo o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), o confronto ocorreu após a reitoria negar-se a receber Claudionor Brandão e os estudantes que deveriam participar da reunião de negociação entre o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e o Fórum das Seis (entidade que engloba representantes sindicais de professores e funcionários)." "Na reunião de hoje seriam discutidos pontos da pauta unificada das três universidades públicas paulistas (USP, Unesp e Unicamp). Na última rodada de negociação, realizada no dia 18, o conselho havia proposto reajuste de 6,05% para os profissionais; o aumento não foi aceito." "Funcionários e professores dessas instituições reivindicam aumento nos salários de 17% e acréscimo de R$ 200. Outra reivindicação é a readmissão de Claudionor Brandão, do Sintusp." "Na USP, os funcionários estão em greve desde o dia 5 de maio e os docentes realizaram paralisação nesta segunda. Funcionários e professores da Unicamp também realizaram paralisação hoje"Fonte: Uol Educação
A reitora da USP, Suely Vilela, pediu à justiça a reintegração de posse do prédio, e em 1 de junho as ações da PM começaram. "A PM estava encarregada de garantir ainda acesso ao prédio da Antiga Reitoria, da Coordenadoria do Campus, da Coordenadoria de Assistência Social, do Centro de Práticas Esportivas, do Museu de Arte Contemporânea, do Museu de Arqueologia e Etnologia e da Creche Oeste. Todas essas unidades estavam bloqueadas por piquetes dos grevistas desde o dia 27 de maio. Já no dia 2 de junho começaram os protestos contra a presença da PM no campus."Fonte: Uol Educação
"De acordo com comunicado da Adusp (Associação dos Docentes da USP), os professores 'entendem que os assuntos internos à universidade devem ser tratados através do diálogo com a comunidade universitária. A reiterada presença da Polícia Militar fortemente armada, intimidando os manifestantes no campus, é motivo da indignação dos docentes'."Fonte: Uol Educação
Então aconteceu o que poderia ter sido evitado... "Estudantes e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) e homens da Polícia Militar entraram em confronto na entrada principal do campus da Cidade Universitária (zona Oeste da capital) por volta das 17h desta terça-feira (9). De acordo com universitários, o confronto teria começado na rua principal da USP. Estudantes informaram que policiais presentes no campus foram provocados com gritos e palavras de ordem por manifestantes. Um grupo de policiais em motocicletas viram a cena e pediram reforço. A tropa da força tática, então, foi acionada."Fonte: Uol Educação
Sem muita base para divagar sobre o protesto dos docentes e servidores, ainda sim acredito que não há desculpa alguma para jogar a PM no campus. Em 2007 houve uma ocupação do prédio da Reitoria muito mais longa, com potencial para desastre, onde os estudantes até se prepararam para um confronto, que não houve. Houve confronto, entretanto, durante manifestação que saiu do campus em direção ao Palácio dos Bandeirantes, e a PM usou bombas de pimenta nos manifestantes.
Vale lembrar que a PM é diretamente subordinada ao Governador... Tanta coisa pra falar do Serra, ai,ai,ai. Mas vou aqui reproduzir o vídeo que está no blog da Marjorie Rodrigues, porque estas imagens valem mais que mil palavras.
E PENSE 8 VEZES ANTES DE VOTAR PRA PRESIDENTE.
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