Uma nota rápida: outro dia vi no Daqui e de lá, da Luciana, um post que trazia um Profissão Repórter chamado "Os riscos da vaidade"... Os escândalos médicos, as vítimas de médicos inescrupulosos, enfim, absurdo.
Se no Brasil a coisa estava assim feia, imagina nos EUA e Europa. Pois bem, ontem à noite assisti a um programa transmitido pela NRK1 que também falava sobre a ditadura da imagem imposta às mulheres, e como isso afeta mulheres e principalmente crianças e adolescentes. O nome da série original é "Am I Normal?" (Eu sou normal?), da BBC, e é apresentada pela Dra. Tanya Byron, psicóloga, e levanta questões como porque alguns de nós estão desesperados para cortar a carne, passar fome por vontade própria, e até quebrar ossos, apenas para atender à pura pressão de parecer normal... O único trechinho que achei está abaixo...
Alguns pontos bizarríssimos levantados pelo programa: primeiro, Tanya aponta que esta obsesão das mulheres em se parecer cada vez mais com as modelos e artistas consideradas padrão de beleza pode ser na maioria dos casos uma maneira de lidar com problemas psicológicos, pois não é normal se achar anormal. E eu concordo nesse ponto. Os EUA, por exemplo, cada vez mais se parece com uma cidade da Barbie, um país de gente que bizarramente se parece não-natural, por um lado, e gente acima do peso por outro... E quem não se parece com as revistas, quer parecer, utilizando QUALQUER RECURSO pra isso. Crianças que crescem nesse ambiente aprendem desde cedo a recusar comidas que engordam, por exemplo. Imagina a cabeça desta criança aos 15?
Em NY, há um cirurgião especializado em REFAZER O PÉ das mulheres serrando ossos e remontando-os, para que os tais pés possam caber melhor nos Manolo Blahniks e Jimmy Choos da vida. O mundo está chegando ao fim... De acordo com este médico, a nova onda viria a ser plástica nas mãos. Veja aqui o site do médico e aqui artigo do NY Times sobre o assunto. Operar joanete é uma coisa, isso aí já coisa de débil mental, na minha humilde opinião.
Em Beverly Hills existe um especialista em apertamento e remodelação DE VAGINAS... Isso aí, se você é uma mulher já rodada, teve filhos e etc, e quer dar ao(s) parceiro(s) aquela sensação "apertadinha", procure o Dr. G!!!!!!!! Sobre o Dr. G. eu já havia visto um programa no Discovery Home & Health. Sad, really sad. Além de dar aquela apertadinha, se você não está feliz com o jeito de ser de sua periquita, plástica nela, pra ficar mais bonitinha - porque todo o mundo enxerga suas partes íntimas diariamente!!!!!!!!! Degradante, no mínimo, pra não dizer loucura. Uma mulher dessas precisa é tratar a cabeça, e com psiquiatra.
E o programa acompanha o tratamento longo de dois pré-adolescentes (veja bem, é pré, ainda) contra a anorexia nervosa. Um menino (!!!!) e uma menina de 11 anos. 11 ANOS, MEU DEUS!!! Muito triste...
Acho que este mundo acaba pelo empobrecimento de valores da raça humana, e não pela destruição do meio-ambiente... Eu não consumo este tipo de produto. Nem revistas de beleza, nem cirurgia plástica. E aqui no meu espaço não divulgo nem difundo as coisas de mulherzinha, tipo moda, maquiagem, beleza - eu gosto, do meu jeito, que é meu. Meu estilo é próprio... Já chega dessa ditadura maldita...
Ninguém, nem eu nem o programa, são contra a cirurgia cosmética, se é para arrumar algo que realmente lhe incomoda e fará você se sentir melhor com isso. O problema é se vira doença e vira uma coisa corriqueira. E aí a pessoa se transforma numa aberração. Aí, é melhor arrumar a cabeça, pois não adianta o número de plásticas, a pessoa nunca fica satisfeita...
Era pra ser uma notinha rápida...
Se no Brasil a coisa estava assim feia, imagina nos EUA e Europa. Pois bem, ontem à noite assisti a um programa transmitido pela NRK1 que também falava sobre a ditadura da imagem imposta às mulheres, e como isso afeta mulheres e principalmente crianças e adolescentes. O nome da série original é "Am I Normal?" (Eu sou normal?), da BBC, e é apresentada pela Dra. Tanya Byron, psicóloga, e levanta questões como porque alguns de nós estão desesperados para cortar a carne, passar fome por vontade própria, e até quebrar ossos, apenas para atender à pura pressão de parecer normal... O único trechinho que achei está abaixo...
Alguns pontos bizarríssimos levantados pelo programa: primeiro, Tanya aponta que esta obsesão das mulheres em se parecer cada vez mais com as modelos e artistas consideradas padrão de beleza pode ser na maioria dos casos uma maneira de lidar com problemas psicológicos, pois não é normal se achar anormal. E eu concordo nesse ponto. Os EUA, por exemplo, cada vez mais se parece com uma cidade da Barbie, um país de gente que bizarramente se parece não-natural, por um lado, e gente acima do peso por outro... E quem não se parece com as revistas, quer parecer, utilizando QUALQUER RECURSO pra isso. Crianças que crescem nesse ambiente aprendem desde cedo a recusar comidas que engordam, por exemplo. Imagina a cabeça desta criança aos 15?
Em NY, há um cirurgião especializado em REFAZER O PÉ das mulheres serrando ossos e remontando-os, para que os tais pés possam caber melhor nos Manolo Blahniks e Jimmy Choos da vida. O mundo está chegando ao fim... De acordo com este médico, a nova onda viria a ser plástica nas mãos. Veja aqui o site do médico e aqui artigo do NY Times sobre o assunto. Operar joanete é uma coisa, isso aí já coisa de débil mental, na minha humilde opinião.
Em Beverly Hills existe um especialista em apertamento e remodelação DE VAGINAS... Isso aí, se você é uma mulher já rodada, teve filhos e etc, e quer dar ao(s) parceiro(s) aquela sensação "apertadinha", procure o Dr. G!!!!!!!! Sobre o Dr. G. eu já havia visto um programa no Discovery Home & Health. Sad, really sad. Além de dar aquela apertadinha, se você não está feliz com o jeito de ser de sua periquita, plástica nela, pra ficar mais bonitinha - porque todo o mundo enxerga suas partes íntimas diariamente!!!!!!!!! Degradante, no mínimo, pra não dizer loucura. Uma mulher dessas precisa é tratar a cabeça, e com psiquiatra.
E o programa acompanha o tratamento longo de dois pré-adolescentes (veja bem, é pré, ainda) contra a anorexia nervosa. Um menino (!!!!) e uma menina de 11 anos. 11 ANOS, MEU DEUS!!! Muito triste...
Acho que este mundo acaba pelo empobrecimento de valores da raça humana, e não pela destruição do meio-ambiente... Eu não consumo este tipo de produto. Nem revistas de beleza, nem cirurgia plástica. E aqui no meu espaço não divulgo nem difundo as coisas de mulherzinha, tipo moda, maquiagem, beleza - eu gosto, do meu jeito, que é meu. Meu estilo é próprio... Já chega dessa ditadura maldita...
Ninguém, nem eu nem o programa, são contra a cirurgia cosmética, se é para arrumar algo que realmente lhe incomoda e fará você se sentir melhor com isso. O problema é se vira doença e vira uma coisa corriqueira. E aí a pessoa se transforma numa aberração. Aí, é melhor arrumar a cabeça, pois não adianta o número de plásticas, a pessoa nunca fica satisfeita...
Era pra ser uma notinha rápida...
4 comentários:
Oi, Camila, tudo bem?
Vim conferir teu post que a Luciana indicou lá no blog dela.
Realmente concordo contigo é uma loucura geral o que está acontecendo hoje em dia com esta mulherada!
Acho que isso vem desde quando a menina é criancinha e as mentes obtusas de algumas mães sonham para a filha um jeito de ser da Barbie, aí direcionam a menina para estas baboseiras.
Crescem moças lindas, sempre buscando mexer em alguma coisa no rosto ou no corpo como a lindona do vídeo e lá dentro vazias, ocas e fazem casamentos até, mas não são felizes ou acabam sozinhas, olhando sempre para o espelho.
Dá pena vert udo isso num crescendo, mas o mundo é cíclico e chega uma hora que isso começará a decrescer e volta a ser como antes.
No Brasil, não agento mais ver tanta mulher com cara de tamborim carnavalesco de tão esticada!
E o pior, parecem feitas em série, pois os traços ficam muito parecidos umas com as outras.
um abraço carioca
Pois é, Beth... A Barbilândia está cada vez mais próxima. Mas o que eu acho que deveria ser proibido por lei são aqueles concursos de beleza infantis nos Estados Unidos - tipo do que a menina de Little Miss Sunshine quer participar - pois ali as mães são monstros que transformam as filhas em aberrações e obcecadas com a imagem... Mas a ditadura acaba um dia. Ainda virá a revolução da naturalidade - eu nunca perco esperança!
beijos polares pra você
Camila,
eu vi o documentário e tive até pesadelo. Eu tenho uma mistura de raiva e de pena diante da falta de auto estima dessas mulheres que se submetem a tudo isto.
A culpa é, acho eu, das famílias. A apresentadora deu sinais, e um dos médicos também, de que as mulheres que se submetem são filhas de mulheres que se submeteram. Uma tristeza.
O lance dos pés é assustador, imagina a dor nas costas dessas senhoras depois dessas operações, os pés seguram o corpo todo, mudam de tamanho de acordo com a nossas posturas. Eu quis chorar e desligar quando vi. Me deu até pesadelos, mais do que aquela maluquice de reformar vaginas.
E o pior é que o médico se acha liberando as mulheres, acusou a apresentado de estar retirando das mulheres o direito de fazer o que bem quiser com o próprio corpo ao criticar a atitude delas. Que gente louca, ele mutila vaginas e ela é a censora...
Adorei a mulher barbada, a mais radical e corajosa de todas. Muito bom programa, mas deprimente também.
Claudia
Puxa,Cláudia, você também assistiu: Eu tô meio que acostumada a vez isso - eu tenho uma adoração obscura por morbidez. Sou híper fã da série Nip/Tuck, e no Brasil assistia a outros programas do gênero. Acho que justamente pelo fato de náo ter NENHUMA identificação com tudo isso. Acho deprimente, mas não consigo empatizar com nenhuma dessas mulheres ou meninas. Tenho dó de gente c=que não se aceita. E você apontou o X da questão - as famílias. Podre...
O Dr. Vagina original eu não consegui achar na Internet, mas a cliente, no caso do outro programa que vi, o chamava DrG. Então me choquei mais ao ver que há vários da espécie. Mas o do pé, pra poder calçar um sapato de mais de 800 dólares, só sendo doente!
Obrigada pela visita...
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