Passos para conseguir um visto de noivado para a Noruega:
1) Arrumar namorado norueguês...
Seria muito engraçado começar um post assim, mas não é desta forma... Só quis fazer uma piadinha! Nosso último contrato no navio (eu tinha chegado 4 semanas antes do Lars), Lars me disse que não estava mais a fim de fazer aquilo, tava de saco cheio, e que na Noruega tinha melhores oportunidades. E daí me disse que não voltaria mais para o navio, e que na verdade só tinha voltado porque queria conversar comigo pessoalmente, queria me perguntar se eu iria com ele para a Noruega. Disse que sim. E foi isso. Nós dois pedimos demissão (no navio tudo depende de terminar o contrato ou não, e neste caso nós dois avisamos que terminaríamos o contrato, mas não retornaríamos).
Pra quem tem alguma noção do que é trabalhar numa posição de gerência em um navio com 4000 passageiros entenderia que nas horas vagas tudo que um ser humano quer é desaparecer, e não ter problemas. Então deixamos para verificar como seria a questão de morar na Noruega depois que saíssemos. No início a idéia era morar lá primeiro- pra ver se dava certo., e só então decidir o que fazer dali prá frente. Entretanto já tínhamos acertado que de qulaquer maneira eu não iria para o norte da Noruega no inverno, e que o melhor seria viajar no princípio da primavera. Então combinamos que eu iria visitar o Lars em setembro por algumas semanas, e depois ele viria para o Brasil conhecer minha família.
Cheguei no Brasil dia 25 de agosto de 2008. Como de costume, chegando do navio, por uma semana você só quer dormir. E depois que acordei, fui ver preços de passagem, e caí dura. Afinal, era verão na Europa e as passagens estavam bem caras. Desisti da viagem. Eu e Lars decidimos que então ele viria ao Brasil. Entrei no site do consulado da Noruega. Foi aí que eu descobri que não seria simples. Havia muitas opções, com prazos e requisitos distintos. Então achei no site do consulado um link para o fianceé´s permit, ou permissão de noivado. Conversava com Lars via Skype. Resolvemos entrar com o pedido deste visto, pois eu teria 6 meses para viver lá, sendo que dentro destes 6 meses deveríamos casar. Mas durante a estadia, você tem direitos de cidadão, inclusive permissão para trabalhar.
Bom, lá fui eu - já em Setembro - começando a correr atrás da papelada. Primeiro, nova via da certidão de nascimento, pois a minha estava amarela e caindo aos pedaços. Depois, fui amolar minha amiga Alessandra e seu marido para que fizessem meu atestado de estado civil (um documento que atesta que vc é solteira). Custou R$250 no Vampré, em Pinheiros, mas sabia que 1)nem todos os cartórios da cidade emitem este tipo de doc, e 2)os cartórios em SP tem os serviços tabelados. Ah, e 3) esta porcaria de documento é valida por 3 meses apenas. Neste meio tempo escrevi pro Lars pedindo que ele providenciasse urgentemente:
1) Arrumar namorado norueguês...
Seria muito engraçado começar um post assim, mas não é desta forma... Só quis fazer uma piadinha! Nosso último contrato no navio (eu tinha chegado 4 semanas antes do Lars), Lars me disse que não estava mais a fim de fazer aquilo, tava de saco cheio, e que na Noruega tinha melhores oportunidades. E daí me disse que não voltaria mais para o navio, e que na verdade só tinha voltado porque queria conversar comigo pessoalmente, queria me perguntar se eu iria com ele para a Noruega. Disse que sim. E foi isso. Nós dois pedimos demissão (no navio tudo depende de terminar o contrato ou não, e neste caso nós dois avisamos que terminaríamos o contrato, mas não retornaríamos).
Pra quem tem alguma noção do que é trabalhar numa posição de gerência em um navio com 4000 passageiros entenderia que nas horas vagas tudo que um ser humano quer é desaparecer, e não ter problemas. Então deixamos para verificar como seria a questão de morar na Noruega depois que saíssemos. No início a idéia era morar lá primeiro- pra ver se dava certo., e só então decidir o que fazer dali prá frente. Entretanto já tínhamos acertado que de qulaquer maneira eu não iria para o norte da Noruega no inverno, e que o melhor seria viajar no princípio da primavera. Então combinamos que eu iria visitar o Lars em setembro por algumas semanas, e depois ele viria para o Brasil conhecer minha família.
Cheguei no Brasil dia 25 de agosto de 2008. Como de costume, chegando do navio, por uma semana você só quer dormir. E depois que acordei, fui ver preços de passagem, e caí dura. Afinal, era verão na Europa e as passagens estavam bem caras. Desisti da viagem. Eu e Lars decidimos que então ele viria ao Brasil. Entrei no site do consulado da Noruega. Foi aí que eu descobri que não seria simples. Havia muitas opções, com prazos e requisitos distintos. Então achei no site do consulado um link para o fianceé´s permit, ou permissão de noivado. Conversava com Lars via Skype. Resolvemos entrar com o pedido deste visto, pois eu teria 6 meses para viver lá, sendo que dentro destes 6 meses deveríamos casar. Mas durante a estadia, você tem direitos de cidadão, inclusive permissão para trabalhar.
Bom, lá fui eu - já em Setembro - começando a correr atrás da papelada. Primeiro, nova via da certidão de nascimento, pois a minha estava amarela e caindo aos pedaços. Depois, fui amolar minha amiga Alessandra e seu marido para que fizessem meu atestado de estado civil (um documento que atesta que vc é solteira). Custou R$250 no Vampré, em Pinheiros, mas sabia que 1)nem todos os cartórios da cidade emitem este tipo de doc, e 2)os cartórios em SP tem os serviços tabelados. Ah, e 3) esta porcaria de documento é valida por 3 meses apenas. Neste meio tempo escrevi pro Lars pedindo que ele providenciasse urgentemente:
- certidão de nascimento
- contrato de aluguel ou escritura do imóvel onde vive
- copia do contrato de trabalho atestando os ganhos mensais (se o sujeito ganha menos de 208mil coroas ao ano, eles não emitem o visto)
- copia das primeiras páginas do passaporte dele
- atestado de estado civil (solteiro)
- formulario chamado Guarantee Form for Visits preenchido por ele e carimbado pela polícia da cidade dele
Enquanto isso, comecei a procurar informações na Internet. Foi quando encontrei o blog da Raquel (Vim parar na Noruega, com link em Minha Lista de Blogs). No site do consulado também havia o telefone do tradutor juramentado, prof. da USP Francis Aubert. Aproveitei e perguntei a ele se ele me indicaria algum professor particular aqui em São Paulo. Ele me deu o telefone da Bjørg, e eu de cara comecei a ter aulas na casa dela. Em posse de minhas certidões, fui levá-las a casa do prof. Francis. Já era quase final de setembro.
Em outubro, depois de quase um mês, as traduções ficaram prontas. O preço foi de R$150 por dois documentos. Estas traduções e as certidões originais foram copiadas e autenticadas em cartório. Juntei a isso cópia de todas as páginas carimbadas de meu passaporte. Por sorte, enquanto esperava no cartório, liguei para o consulado no Rio perguntando o que mais era necessário. Me atenderam muito bem, mas me frisaram que eram necessárias TODAS as 32 páginas do passaporte. Tirei todas as cópias também autenticadas.
Então era hora de achar um serviço de despachante para mandar meus documentos ao Itamaraty em Brasília. Pesquisei muito antes. Primeiro, descobri que lá o serviço é gratuito e fica pronto em 24 horas. Se mandar pelo correio, 60 dias! Pensei em ir pessoalmente. Pesquisei preço de passagem, mais hotel, e obviamente desisti. Então fui pesquisar se não havia representação do Itamaraty em SP, a maior e mais importante cidade do país... Não há! Mas há em Florianópolis, Belo Horizonte e Rio. Então liguei no Rio, mas para que eles aceitassem os papéis eles deveriam ter reconhecimento em cartório do Rio, ou seja, passagem de avião (ou busão) mais ums R$100 de cartório, fora outras despesas, não! Pesquisando na net descobri o site da empresa do Sr. Ismael, o Habbiba.com. Liguei (gratis, via Skype) e fui informada que levaria menos de uma semana e o custo era de R$150 por todos os documentos. Mandei a papelada (aproveitei e juntei as traduções dos meus diplomas da faculdade) por Sedex. Pedi que ele mandasse legalizar os documentos no Itamaraty e também na Embaixada da Noruega, conforme instrução do Consulado. Já era começo de novembro.
Os documentos demoraram 2 semanas pra voltar, via Sedex, e só depois do recebimento paguei o Sr. Ismael, por depósito bancário, R$236 reais. O valor aumentou porque na Embaixada da Noruega eles cobram taxas consulares para reconhecer documentos. Eles também retiveram os documentos por alguns dias, por isso a demora. Mas no fim deu tudo certo porque os documentos do Lars chegaram alguns dias depois. Então fui imprimir o formulário Application for a residence permit or work permit. Preenchi com muito cuidado, porque tinha lido no blog da Raquel que ela tinha errado uma coisinha e ficou encucada... Duas fotos de passaporte, e tava tudo certo...
Na última semana de novembro, com tudo em mãos, comprei uma passagem promoção da Gol para o Rio. Caso alguém se pergunte, é porque o Consulado de SP não atende mais a pedidos de visto, é tudo via Rio. Ligamos para a Bernadete, amiga dos meus pais de longos anos, pedindo hospedagem por uma noite. Só então liguei no Consulado marcando a visita (é necessário, senão corre o risco de vc ir até lá e não ser atendido).
A maior coincidência de todas... 2 de dezembro, meu vôo era as 6:50 da matina (por isso barato) e eu tava troncha de sono na sala de embarque, quando alguém me cutuca. Era minha grande amiga Ana Paula, da faculadade, que estava no mesmo vôo, indo para seu novo emprego... Enfim, cheguei no Rio muito cedo, enrolei um pouco e fui para o Consulado, que fica na torre de escritórios do Shopping Rio-Sul (Flamengo/Botafogo?). Levei um chazinho de cadeira, finalmente chegou uma senhora muito loura e muito alta pra me atender.
Ela pegou o envelope com toda a papelada e sentou-se a meu lado. Leu tudo, um por um. Perguntou sobre os documentos do Lars, dise que estavam atrás... Ela leu todos, e na hora do papel do trabalho dele, ela fezas contas... Disse que o visto não é concedido se o sujeito não ganha o mínimo que eles crêem ser necessário para manter os dois. Estava tudo em ordem. Então ela perguntou se eu tinha levado o dinheiro da taxa do visto (R$1058,00, em cash ou cheque). Paguei, ela me deu o recibo, e perguntei a ela quanto tempo levaria, mas ela enrolou e não respondeu. No site da UDI eles dão aproximadamente 4 meses de espera. Também dizem que quanto mais corretos os documentos, mais chance de o visto sair no prazo.
Gastos com o visto:
Cartórios - R$350 (incluindo a certidão de solteira)
Traduções - R$150
Despachante - R$236
Taxa de visto - R$1058
Avião da Gol - R$230
TOTAL - R$2024
Lars chegou ao Brasil uma semana depois. Passamos o mês juntos (detalhes no post Retrospectiva 2008), e ele foi embora dia 6 de janeiro. Assim que ele chegou, foi ao escritório da UDI em Bodø, que só abre 2 dias da semana, e informaram a ele que o meu processo já havia sido enviado, chegou em Oslo dia 22 de dezembro, mas ainda não havia sido aberto. Não sabia se interpretava a notícia como boa ou ruim. Pois e se meus papéis estivessem em Oslo embaixo da pilha de papéis, ao invés de em cima? Do jeito que o mundo vai, tantos seres humanos em condições sub-humanas de vida, se refugiando? Mas era cedo pra pirar. Combinamos que Lars ligaria a cada duas semanas.
No começo de fevereiro ele passou lá uma vez, e disseram que estavam esperando que alguém abrisse o caso em Oslo... Agora, eu sem trabalhar desde agosto, procurando trabalho... Imagina o desespero da mente desocupada... Tinha minhas aulas de norueguês, a academia e o vigilantes do peso, e meus amigos e familia pra me distrair. Mas de vezem quando dava uma crises de ansiedade que não podem ser descritas. Só quem passa por isso entende.
E vc acha que neste tempo poderá se preparar psicologicamente, etc. O engraçado é que eu lembro de quando o Lars estava no Brasil e eu o levei para conhecer a Bjørg, e disse que eu tinha um pressentimento de que este visto sairia antes do esperado... Mas como cabeça vazia é a casa do diabo, a gente fica pensando bobagem. Então tomei uma decisão... Liguei para a Royal Caribbean e resolvi pedir meu emprego de volta. Depois de várias entrevistas frustadas aqui (dizem que as coisas acontecem de acordo com a energia que vc emana, e pedir emprego mentindo... Ou alguém acha que eu ia sair dizendo que estava de mudança programada?), achei que era o mais sensato, pois fazendo um contrato de 4 meses enquanto esperava, recupararia todo o dinheiro que gastei com o visto e outras despesas aqui, podendo repor as minhas economias. E passei a fazer o processo seletivo deles para conseguir ser re-contratada na mesma posição que deixei. Por ser um cargo de gerência, existe todo um processo formal para isso.
Então, na segunda passada tinha pedido ao Lars para pegar a número do processo e ligar para a UDI em Oslo, para saber como ia o andamento do caso. Na terça ele não tinha tido tempo, e eu tinha feito a penúltima entrevista por telefone com o pessoal da Royal lá em Miami. Achei que fui mal... Na quarta feira (dia 4 de março) eu acordei com o telefone. Tinha que ir no vigilantes cedo, mas deu preguiça. Então o alarme do celular tocou mas eu desliguei. Quando tocou de novo, acordei um pouco atordoada, olhei o numero e vi um monte de zeros. Vi que não era o alarme, mas não atendi. Depois de desperta me ocorreu que poderia ser o Lars ligando. Então liguei o computador, e nada dele. Continuei com meus daily chores, a tarde nos falamos via Skype. Sabe um daqueles dias em que a conexão está uma eca? Pois é... Então ele disse que tinha recebido um telefonema da UDI e que eles tinham perguntas para mim, pois estavam tentando me telefonar e não conseguiam... Já pensou se eu tivesse atendido o telefone sonada, e tivesse um cara falando inglês de norueguês - ou pior, norueguês - comigo? Então o sujeito disse ao Lars que talvez ele mesmo pudesse responder as perguntas. 1) Algum de vcs foi casado anteriormente ou tem filhos de relacionamentos anteriores? e Lars, "Não." 2) Vocês vão se casar quando ela chegar aqui? E Lars, "Sim." E o cara disse que tinha mais uma pergunta, mas que não era importante. Ele então disse ao Lars que o visto tinha sido concedido, que eu tinha até 6 meses para chegar na Noruega, e que chegando eu tinha 7 dias pra me apresentar a policia. O consulado no Brasil iria me notificar. Eu paralisei!
Não tinha nem o que falar... Agora é pra valer, por onde começar???
Então, resumindo, do dia que eu entreguei os papéis no consulado até o dia de receber o telefonema foram 3 meses e 2 dias (de 2 de dezembro até 4 de março). Um mês a menos que o estimado pelo consulado e exatamente como o meu pressentimento havia me dito. E vou viajar exatamente quando eu queria, em abril. O friacão começa a ir embora, a primavera chega, casório no verão....
E aquela entrevista da Royal que eu achei que tinha ido mal, eu passei, e ontem fiz outra... Quando chove, alaga! Mas agora a Royal é só uma portaça que eu deixarei aberta caso algo vá mal na Noruega. Mas eu sei que não vai dar... E deixa eu acabar que este post ficou longo... Perdão pelos erros de portuga e typos, mas não tenho saco nunca de reler os posts antes de publicar!
Em outubro, depois de quase um mês, as traduções ficaram prontas. O preço foi de R$150 por dois documentos. Estas traduções e as certidões originais foram copiadas e autenticadas em cartório. Juntei a isso cópia de todas as páginas carimbadas de meu passaporte. Por sorte, enquanto esperava no cartório, liguei para o consulado no Rio perguntando o que mais era necessário. Me atenderam muito bem, mas me frisaram que eram necessárias TODAS as 32 páginas do passaporte. Tirei todas as cópias também autenticadas.
Então era hora de achar um serviço de despachante para mandar meus documentos ao Itamaraty em Brasília. Pesquisei muito antes. Primeiro, descobri que lá o serviço é gratuito e fica pronto em 24 horas. Se mandar pelo correio, 60 dias! Pensei em ir pessoalmente. Pesquisei preço de passagem, mais hotel, e obviamente desisti. Então fui pesquisar se não havia representação do Itamaraty em SP, a maior e mais importante cidade do país... Não há! Mas há em Florianópolis, Belo Horizonte e Rio. Então liguei no Rio, mas para que eles aceitassem os papéis eles deveriam ter reconhecimento em cartório do Rio, ou seja, passagem de avião (ou busão) mais ums R$100 de cartório, fora outras despesas, não! Pesquisando na net descobri o site da empresa do Sr. Ismael, o Habbiba.com. Liguei (gratis, via Skype) e fui informada que levaria menos de uma semana e o custo era de R$150 por todos os documentos. Mandei a papelada (aproveitei e juntei as traduções dos meus diplomas da faculdade) por Sedex. Pedi que ele mandasse legalizar os documentos no Itamaraty e também na Embaixada da Noruega, conforme instrução do Consulado. Já era começo de novembro.
Os documentos demoraram 2 semanas pra voltar, via Sedex, e só depois do recebimento paguei o Sr. Ismael, por depósito bancário, R$236 reais. O valor aumentou porque na Embaixada da Noruega eles cobram taxas consulares para reconhecer documentos. Eles também retiveram os documentos por alguns dias, por isso a demora. Mas no fim deu tudo certo porque os documentos do Lars chegaram alguns dias depois. Então fui imprimir o formulário Application for a residence permit or work permit. Preenchi com muito cuidado, porque tinha lido no blog da Raquel que ela tinha errado uma coisinha e ficou encucada... Duas fotos de passaporte, e tava tudo certo...
Na última semana de novembro, com tudo em mãos, comprei uma passagem promoção da Gol para o Rio. Caso alguém se pergunte, é porque o Consulado de SP não atende mais a pedidos de visto, é tudo via Rio. Ligamos para a Bernadete, amiga dos meus pais de longos anos, pedindo hospedagem por uma noite. Só então liguei no Consulado marcando a visita (é necessário, senão corre o risco de vc ir até lá e não ser atendido).
A maior coincidência de todas... 2 de dezembro, meu vôo era as 6:50 da matina (por isso barato) e eu tava troncha de sono na sala de embarque, quando alguém me cutuca. Era minha grande amiga Ana Paula, da faculadade, que estava no mesmo vôo, indo para seu novo emprego... Enfim, cheguei no Rio muito cedo, enrolei um pouco e fui para o Consulado, que fica na torre de escritórios do Shopping Rio-Sul (Flamengo/Botafogo?). Levei um chazinho de cadeira, finalmente chegou uma senhora muito loura e muito alta pra me atender.
Ela pegou o envelope com toda a papelada e sentou-se a meu lado. Leu tudo, um por um. Perguntou sobre os documentos do Lars, dise que estavam atrás... Ela leu todos, e na hora do papel do trabalho dele, ela fezas contas... Disse que o visto não é concedido se o sujeito não ganha o mínimo que eles crêem ser necessário para manter os dois. Estava tudo em ordem. Então ela perguntou se eu tinha levado o dinheiro da taxa do visto (R$1058,00, em cash ou cheque). Paguei, ela me deu o recibo, e perguntei a ela quanto tempo levaria, mas ela enrolou e não respondeu. No site da UDI eles dão aproximadamente 4 meses de espera. Também dizem que quanto mais corretos os documentos, mais chance de o visto sair no prazo.
Gastos com o visto:
Cartórios - R$350 (incluindo a certidão de solteira)
Traduções - R$150
Despachante - R$236
Taxa de visto - R$1058
Avião da Gol - R$230
TOTAL - R$2024
Lars chegou ao Brasil uma semana depois. Passamos o mês juntos (detalhes no post Retrospectiva 2008), e ele foi embora dia 6 de janeiro. Assim que ele chegou, foi ao escritório da UDI em Bodø, que só abre 2 dias da semana, e informaram a ele que o meu processo já havia sido enviado, chegou em Oslo dia 22 de dezembro, mas ainda não havia sido aberto. Não sabia se interpretava a notícia como boa ou ruim. Pois e se meus papéis estivessem em Oslo embaixo da pilha de papéis, ao invés de em cima? Do jeito que o mundo vai, tantos seres humanos em condições sub-humanas de vida, se refugiando? Mas era cedo pra pirar. Combinamos que Lars ligaria a cada duas semanas.
No começo de fevereiro ele passou lá uma vez, e disseram que estavam esperando que alguém abrisse o caso em Oslo... Agora, eu sem trabalhar desde agosto, procurando trabalho... Imagina o desespero da mente desocupada... Tinha minhas aulas de norueguês, a academia e o vigilantes do peso, e meus amigos e familia pra me distrair. Mas de vezem quando dava uma crises de ansiedade que não podem ser descritas. Só quem passa por isso entende.
E vc acha que neste tempo poderá se preparar psicologicamente, etc. O engraçado é que eu lembro de quando o Lars estava no Brasil e eu o levei para conhecer a Bjørg, e disse que eu tinha um pressentimento de que este visto sairia antes do esperado... Mas como cabeça vazia é a casa do diabo, a gente fica pensando bobagem. Então tomei uma decisão... Liguei para a Royal Caribbean e resolvi pedir meu emprego de volta. Depois de várias entrevistas frustadas aqui (dizem que as coisas acontecem de acordo com a energia que vc emana, e pedir emprego mentindo... Ou alguém acha que eu ia sair dizendo que estava de mudança programada?), achei que era o mais sensato, pois fazendo um contrato de 4 meses enquanto esperava, recupararia todo o dinheiro que gastei com o visto e outras despesas aqui, podendo repor as minhas economias. E passei a fazer o processo seletivo deles para conseguir ser re-contratada na mesma posição que deixei. Por ser um cargo de gerência, existe todo um processo formal para isso.
Então, na segunda passada tinha pedido ao Lars para pegar a número do processo e ligar para a UDI em Oslo, para saber como ia o andamento do caso. Na terça ele não tinha tido tempo, e eu tinha feito a penúltima entrevista por telefone com o pessoal da Royal lá em Miami. Achei que fui mal... Na quarta feira (dia 4 de março) eu acordei com o telefone. Tinha que ir no vigilantes cedo, mas deu preguiça. Então o alarme do celular tocou mas eu desliguei. Quando tocou de novo, acordei um pouco atordoada, olhei o numero e vi um monte de zeros. Vi que não era o alarme, mas não atendi. Depois de desperta me ocorreu que poderia ser o Lars ligando. Então liguei o computador, e nada dele. Continuei com meus daily chores, a tarde nos falamos via Skype. Sabe um daqueles dias em que a conexão está uma eca? Pois é... Então ele disse que tinha recebido um telefonema da UDI e que eles tinham perguntas para mim, pois estavam tentando me telefonar e não conseguiam... Já pensou se eu tivesse atendido o telefone sonada, e tivesse um cara falando inglês de norueguês - ou pior, norueguês - comigo? Então o sujeito disse ao Lars que talvez ele mesmo pudesse responder as perguntas. 1) Algum de vcs foi casado anteriormente ou tem filhos de relacionamentos anteriores? e Lars, "Não." 2) Vocês vão se casar quando ela chegar aqui? E Lars, "Sim." E o cara disse que tinha mais uma pergunta, mas que não era importante. Ele então disse ao Lars que o visto tinha sido concedido, que eu tinha até 6 meses para chegar na Noruega, e que chegando eu tinha 7 dias pra me apresentar a policia. O consulado no Brasil iria me notificar. Eu paralisei!
Não tinha nem o que falar... Agora é pra valer, por onde começar???
Então, resumindo, do dia que eu entreguei os papéis no consulado até o dia de receber o telefonema foram 3 meses e 2 dias (de 2 de dezembro até 4 de março). Um mês a menos que o estimado pelo consulado e exatamente como o meu pressentimento havia me dito. E vou viajar exatamente quando eu queria, em abril. O friacão começa a ir embora, a primavera chega, casório no verão....
E aquela entrevista da Royal que eu achei que tinha ido mal, eu passei, e ontem fiz outra... Quando chove, alaga! Mas agora a Royal é só uma portaça que eu deixarei aberta caso algo vá mal na Noruega. Mas eu sei que não vai dar... E deixa eu acabar que este post ficou longo... Perdão pelos erros de portuga e typos, mas não tenho saco nunca de reler os posts antes de publicar!
2 comentários:
Oi Camila,
eu lembro de tbm ter gasto um dinheirão com tradução, cópia e autenticação... o consulado noruegues é um saco!!!!!!
Mas que bom que seu visto saiu direitinho!!! fico feliz por você!!!!!
beijos!
Mercia
Oi, Mercia... Obrigada pela visita, desculpe a demora em responder. Tenho tentado acompanhar seu blog, mas o tempo ta corrido... Depois coloco ele aqui na minha lista de blogs...
Abraço
Camila
Postar um comentário