Nota - este post foi escrito postumamente, em etapas... É sobre os dias antes de eu embarcar.
Cheguei ao Chile...
O vôo da vinda foi legal, e a visão das cordilheiras dos Andes sao demais. Cheguei e fui ao hotel que fica ha 6 quadras do escritorio onde eu precisava ir, em um bairro legal chamado Providência. Liguei para o Sr. Tulio e ele ja me pediu para ir ate la naquele dia mesmo. De la ja saímos para pagar as taxas e tirar fotos para o visto americano de tripulante (C1/D). La no escritorio fiz amizade com pessoas que, como eu, embarcariam nos próximos dias - quase sempre peruanos e chilenos. E também me lembrei de perguntar quais seriam meus cargos e salário. Ele me disse que eu ia trabalhar na confeitaria (Oba!!!) e o salário por volta de 700 dólares, como ele já havia informado no Brasil. Na volta, ja no fim do dia, passei num supermercado, comprei comida e jantei no quarto. Banho e cama.
No dia seguinte, era a vez dosa exames médicos. Conheci uma peruana que fez os exames,e descobriu que tinha vermes, então teve que ficar aqui no Chile se tratando ate que o exame desse negativo, coitada... Fiz os exames de sangue, RX e parasitologico, e fiquei rezando... Enquanto aguardava os resultados, sai na rua e vi um morro. Andei ate ele e sem querer cheguei ao Parque Metropolitano de Santiago. O morro de + ou - 600 m de altitude é um parque. Peguei um funicular e cheguei no zoo. Fiquei um tempão olhando as onças que só vi de longe no Pantanal, mas nosso coração se parte. Passei a manhã por ali. Depois subi com o funicular de novo, e cheguei até uma estátua da virgem (Santiago tem o seu Redentor, mas é a Virgen de Concepción). Lá do topo se vê a cidade inteira com os Andes ao redor. Se não fosse tão poluído como SP, seria mais indo ainda. Da virgem cheguei a um teleférico, onde há um restaurante. Me sentei de frente para as montanhas - só se vê o cume nevado por cima da nuvem de poluição), e tomei um pisco sour. Acho que oschilenos e peruanos sabem prepará-los corretamente. Nós, brasileiros, nunca lhe demos a devida atenção.
Almocei, andei de teleférico - na volta parei no Jardim Botânico e Museu de Artesanato andino. Desci o morro , fui ao médico, e apenas o RX estava pronto. Voltei ao escritório do Sr. Tulio, e conheci dois peruanos. No dia seguinte eu deveria regressar e encontrá-los, para irmos juntos a Valparaíso, na Royal School e num outro médico que validaria nossos exames. E neste momento então tive que regressar ao laboratório onde tinha ido de manhã, para finalmente pegar o resto dos resultados. Fui de metro e a pé. Na volta, comprei comida no super de novo e jantei no quarto.
Nos dias seguintes - prá encurtar - tomamos um ônibus até Valparaíso, uma cidade cheia de morros muito altos que acabam no mar. É uma cidade tipicamente portuaria. Fomos a tal Royal School assistir um video sobre a vida a bordo dos navios. Depois fomos andando até um hospital feio, escuro, e cheio de marinheiros gregos a la Popeye encarando a gente. Pasamos por um médico bem assustador e saímos de lá rapidão, pegamos o ônibus de volta até Santiago, e aí ja era noite. No dia seguinte fui a Embaixada americana tirar o visto, que saiu na hora. E então fui resolver minha passagem até Miami e Boston com o Sr Tulio. Ele queria que eu comprasse uma passagem de LAB (Linhas Aéreas Bolivianas). Disse a ele que preferia pagar a passagem eu mesma,e comprei - por telefone - uma passagem da United "direto" pra Boston. Na verdade fiz conexão em Miami e Washington, DC. Em Boston ficaria hospedada na casa do meu amigo Márcio, que mora lá.
Foram duas noites curtinhas em Boston. Foi legal passá-los com o Márcio, amigão de colégio. Eu inclusive já havia ficado lá com ele um ano antes, quando fui de férias pro Canadá e EUA. Só que ele agora morava num lugar diferente.
O próximo post será sobre o dia em que finalmente embarquei...
Cheguei ao Chile...
O vôo da vinda foi legal, e a visão das cordilheiras dos Andes sao demais. Cheguei e fui ao hotel que fica ha 6 quadras do escritorio onde eu precisava ir, em um bairro legal chamado Providência. Liguei para o Sr. Tulio e ele ja me pediu para ir ate la naquele dia mesmo. De la ja saímos para pagar as taxas e tirar fotos para o visto americano de tripulante (C1/D). La no escritorio fiz amizade com pessoas que, como eu, embarcariam nos próximos dias - quase sempre peruanos e chilenos. E também me lembrei de perguntar quais seriam meus cargos e salário. Ele me disse que eu ia trabalhar na confeitaria (Oba!!!) e o salário por volta de 700 dólares, como ele já havia informado no Brasil. Na volta, ja no fim do dia, passei num supermercado, comprei comida e jantei no quarto. Banho e cama.
No dia seguinte, era a vez dosa exames médicos. Conheci uma peruana que fez os exames,e descobriu que tinha vermes, então teve que ficar aqui no Chile se tratando ate que o exame desse negativo, coitada... Fiz os exames de sangue, RX e parasitologico, e fiquei rezando... Enquanto aguardava os resultados, sai na rua e vi um morro. Andei ate ele e sem querer cheguei ao Parque Metropolitano de Santiago. O morro de + ou - 600 m de altitude é um parque. Peguei um funicular e cheguei no zoo. Fiquei um tempão olhando as onças que só vi de longe no Pantanal, mas nosso coração se parte. Passei a manhã por ali. Depois subi com o funicular de novo, e cheguei até uma estátua da virgem (Santiago tem o seu Redentor, mas é a Virgen de Concepción). Lá do topo se vê a cidade inteira com os Andes ao redor. Se não fosse tão poluído como SP, seria mais indo ainda. Da virgem cheguei a um teleférico, onde há um restaurante. Me sentei de frente para as montanhas - só se vê o cume nevado por cima da nuvem de poluição), e tomei um pisco sour. Acho que oschilenos e peruanos sabem prepará-los corretamente. Nós, brasileiros, nunca lhe demos a devida atenção.
Almocei, andei de teleférico - na volta parei no Jardim Botânico e Museu de Artesanato andino. Desci o morro , fui ao médico, e apenas o RX estava pronto. Voltei ao escritório do Sr. Tulio, e conheci dois peruanos. No dia seguinte eu deveria regressar e encontrá-los, para irmos juntos a Valparaíso, na Royal School e num outro médico que validaria nossos exames. E neste momento então tive que regressar ao laboratório onde tinha ido de manhã, para finalmente pegar o resto dos resultados. Fui de metro e a pé. Na volta, comprei comida no super de novo e jantei no quarto.
Nos dias seguintes - prá encurtar - tomamos um ônibus até Valparaíso, uma cidade cheia de morros muito altos que acabam no mar. É uma cidade tipicamente portuaria. Fomos a tal Royal School assistir um video sobre a vida a bordo dos navios. Depois fomos andando até um hospital feio, escuro, e cheio de marinheiros gregos a la Popeye encarando a gente. Pasamos por um médico bem assustador e saímos de lá rapidão, pegamos o ônibus de volta até Santiago, e aí ja era noite. No dia seguinte fui a Embaixada americana tirar o visto, que saiu na hora. E então fui resolver minha passagem até Miami e Boston com o Sr Tulio. Ele queria que eu comprasse uma passagem de LAB (Linhas Aéreas Bolivianas). Disse a ele que preferia pagar a passagem eu mesma,e comprei - por telefone - uma passagem da United "direto" pra Boston. Na verdade fiz conexão em Miami e Washington, DC. Em Boston ficaria hospedada na casa do meu amigo Márcio, que mora lá.
Foram duas noites curtinhas em Boston. Foi legal passá-los com o Márcio, amigão de colégio. Eu inclusive já havia ficado lá com ele um ano antes, quando fui de férias pro Canadá e EUA. Só que ele agora morava num lugar diferente.
O próximo post será sobre o dia em que finalmente embarquei...
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