Seria um fim de semana tranquilo... Tinha acordado com uma dor de cabeça dos infernos. A tarde, quando estávamos combinando o que fazer, me deu uma soneira, a dor não passava depois de várias aspirinas. Resolvi tirar um cochilo, lá pelas 5 da tarde. E na cama, comecei a tremer feito louca, batendo os dentes. Um frio que não estava escrito. Lars veio me ver no qurto, me cobriu com mais um cobertor... Então comecei a achar que estava com febre. Lars saiu pra buscar um termômetro emprestado. E eu estava com 39 graus de febre, do nada! Arruinei o fim-de-semana.
Antes de dormir resolvi tomar um remédio pra gripe que eu tinha desde a última gripe no Freedom, um americano a base de paracetamol. E durante a noite a febre baixou. Acordei boazinha, como se nada tivesse acontecido. Era um belo domingo de sol. Tomei mais um remedinho gringo. Lars fez jantar para a mãe dele aqui em casa, um ensopado de alce com cenoura e aipo-rábano. A noite assistimos a um filme ("What's up, pussycat?" ou "Oque que há, gatinha?", com Peter O´Toole, Peter Sellers e Woody Allen).
Na segunda Lars não tinha serivço e resolvemos trabalhar no jardim, que estava um baita desastre, com galhos, plantas mortas e mato por todos os lados. Na verdade é o jardim do edifício, e todos os moradores deveriam ser responsáveis por arrumá-lo num mutirão (que é uma instituição aqui na Noruega, mas essa explicação fica para outra hora). Mas como pelo visto ninguém parece interessado, e o jardim na verdade é bem em volta do nosso apartamento, então, mãos a obra. Recolhemos todos os galhos e fomos levar no lixão de Bodø. Depois pegamos um rastelo emprestado e tentamos rastelar, mas tinha tanto mato que não alcançamos as folhas mortas por baixo do mato seco. Vi que a coisa ia ficar preta, então resolvemos chamar a nossa consultora para todos assuntos, a mãe do Lars! Como ela mora há uma quadra, fica fácil.


Então ela nos disse que temos que esperar a grama nova nascer, e então cortar tudo e limpar, e então teremos um jardim descente no ano seguinte. Frustrante, mas considerando que o pobre jardim foi negligenciado por anos, é o preço a pagar.
Mas temos nossas florzinhas, ao menos! E são as primeiras florzinhas da primavera no nosso jardim...



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