Deixei o Splendour em março de 2001. Por motivos, digamos, não tão justificáveis para todos. Depois de 3 anos afastada e três empregos diferentes, cheguei à conclusão de que era hora de voltar. Descobri uma necessidade enorme de ir checar o que eu tinha deixado pra trás.
Me espantei ao perceber que tinha dado impressão às pessoas de que odiava fazer aquilo. Talvez pela maneira como me expressei por diversas vezes os amigos e familiares tenham achado isso. A verdade é que depois de, como já disse, três empregos diferentes - nenhum deles oferecia perspectiva - percebi que, se era pra passar a vida ralando sem reconhecimento, ganhando pouco, trabalhando 70 horas por semana, qual a diferença entre o que fazia em terra e o que fazia no mar? Eu mesma respondo: no mar, eu ganho melhor, tenho as responsabilidades extremante bem definidas, e se me esforçar um pouco além da média, ainda tenho reconhecimento. Alguma dúvida???
Fora a questão de estar sempre viajando, de lugar em lugar, que não é atraente a todas as pessoas, mas é extremamente atraente pra mim. Não estou pedindo pra ninguém entender, anyway...
Segunda feira revi pela quarta vez o documentário "Mar sem fim", sobre as viagens do Amyr Klink. Ele sempre foi uma espécie de ídolo para mim, não por "superar os limites do homem, por ser um aventureiro", mas por ser um grande lutador. Ele conseguiu realizar suas viagens com muita vontade, com muito desejo de estar em lugares onde ninguém, ou apenas poucos homens muito valentes, haviam estado.
E nesse sentido me identifico com ele. Quero muito ir a lugares onde niguém que eu conheço já esteve, não por este motivo, mas por achar que o mundo é realmente pequeno e a vida é curta... Este trabalho que escolhi me possibilita isso de várias maneiras.
Por isso desta vez pretendo ficar por lá por muito, muito tempo... Ja que esperança de conseguir fazer isso - viajar sempre - através de um empreguinho vagabundo aqui no Brasil não há...
Então, se alguém queria saber porque resolvi voltar, esta é a resposta....
Me espantei ao perceber que tinha dado impressão às pessoas de que odiava fazer aquilo. Talvez pela maneira como me expressei por diversas vezes os amigos e familiares tenham achado isso. A verdade é que depois de, como já disse, três empregos diferentes - nenhum deles oferecia perspectiva - percebi que, se era pra passar a vida ralando sem reconhecimento, ganhando pouco, trabalhando 70 horas por semana, qual a diferença entre o que fazia em terra e o que fazia no mar? Eu mesma respondo: no mar, eu ganho melhor, tenho as responsabilidades extremante bem definidas, e se me esforçar um pouco além da média, ainda tenho reconhecimento. Alguma dúvida???
Fora a questão de estar sempre viajando, de lugar em lugar, que não é atraente a todas as pessoas, mas é extremamente atraente pra mim. Não estou pedindo pra ninguém entender, anyway...
Segunda feira revi pela quarta vez o documentário "Mar sem fim", sobre as viagens do Amyr Klink. Ele sempre foi uma espécie de ídolo para mim, não por "superar os limites do homem, por ser um aventureiro", mas por ser um grande lutador. Ele conseguiu realizar suas viagens com muita vontade, com muito desejo de estar em lugares onde ninguém, ou apenas poucos homens muito valentes, haviam estado.
E nesse sentido me identifico com ele. Quero muito ir a lugares onde niguém que eu conheço já esteve, não por este motivo, mas por achar que o mundo é realmente pequeno e a vida é curta... Este trabalho que escolhi me possibilita isso de várias maneiras.
Por isso desta vez pretendo ficar por lá por muito, muito tempo... Ja que esperança de conseguir fazer isso - viajar sempre - através de um empreguinho vagabundo aqui no Brasil não há...
Então, se alguém queria saber porque resolvi voltar, esta é a resposta....
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