Hello, pessoal!
Tanto tempo sem dar notícia...
Mas aquela empolgação do começo, em escrever diários e mensagens coletivas o tempo todo vai passando...
Ultimamente nada de muito diferente tem acontecido. Como tô trabalhando no café da manhaã de tarde eu tô um caco e vou mais é dormir (já que aqui, cada minuto de descanso é sagrado). Já completei 4 meses de trabalho ininterrupto, ou seja, nem um dia de folga... E depois de tanto tempo, sabe o que acontece? Você acostuma de uma tal maneira que nem sente mais. Só quando se para pra PENSAR no quanto é revoltante. Mas o demente que inventou navios cruzeiro acho que nao tinha imaginado isso, né?
E o engraçado, apesar de apinhados num universo tão espremido e pequeno, o cotidiano é tão dinâmico, já não sei mais. Todo dia eu faço tudo igual, meu dia de trabalho é exatamente o mesmo. NADA diferente. Então, se vc é original e criativo, tem que inventar maneiras de fazer o dia ficar diferente para não pirar. Minha diversão é descobrir maneiras de trabalhar menos. Digo ao chefe que estou racionalizando... Na verdade, como agora eu deixei de receber hora extra, ando enrolando no trabalho cada vez mais.
De manha chego mais cedo do que necessário e corro feito doida para aprontar tudo. Aií uns quinze a vinte minutos da hora do restaurante abrir eu tenho para dar aquela enroladinha básica... As vezes vou tomar café da manhã mais cedo, e as 10 horas tenho direito a meia hora para tomar o café. Como ele ja tá tomado, eu vou ver o sol, ou vou ao computador... E assim vai...
A noite, corro cada vez mais para acabar mais cedo, e as vezes vou para a cabine TÃO CEDO que não consigo dormir, ai tenho que ver televisão... Mas tem 4 canais de filmes so para tripulação... E são filmes novos, tipo os que passam em avião...
Mas assim e bom porque vou me poupando para ter forças para sair mais nos portos, ao invés de dormir. Dia 21 começa a travessia do Atlântico. Tô super ansiosa, porque saímos de Miami, vamos a St. Thomas (Caribe), e daí são uns 5 ou 6 dias de mar direto até a ilha da Madeira, em Portugal. E durante a travessia, todos os dias adianta-se uma hora o relógio... É, de avião vai de uma vez, mas no barco o fuso vai te matando aos poucos... Todo dia uma hora a menos pra dormir...
Mesmo neste itinerário, quando vamos da Jamaica à Aruba (é bem longe, tem um dia de mar no meio), adiantamos o relógio em uma hora. Depois, na véspera de Miami é uma hora atrasado. Da pra pirar um pouco. Tem dias em que a gente dorme por quinze minutos e quando acorda você já não sabe se é dia ou noite, se você tá atrasado para o trabalho diurno ou noturno. Para quem usa uniforme diferente de dia e noite - oficiais, por exemplo, ou garçons - deve ser complicado, pois qual roupa vestir? Ainda mais que nossas cabines não tem janela nem escotilha...
Neste último Miami day, eu e o namorado (às vezes digo marido, pois passamos TODO o tempo juntos, inclusive no trabalho) fomos às compras. Ele vai de férias dia 31, ou seja, daqui três Miamis (a contagem de tempo também mudou, percebem?). O que significa que ele só tem três dias para comprar tudo que quer (os indianos são tarados por eletrônicos, e aqui é extremamente barato, e na Índia parece que ninguém checa a bagagem...). Fomos a downtown, que e uma vizinhança de brasileiros e latinos. Ninguém fala inglês em downtown Miami.
Acabou que eu comprei uma filmadora, e posso gravar estas imporessões malucas.
Depois fomos almoçar, eu queria comer farofa. Restaurante brasileiro é um atrás do outro, mas escolhemos um chamado Café Brasil, que é mais " famosinho"... Fica numa galeria que tem uma praca de alimentação. Ao lado do resturante brasileiro tinha um outro restaurante indiano... A calhar, nao? Cada um matou sua saudade da comida de casa.
Comi arroz, feijão preto, farofa, mandioca (tava tudo bom) e uma picanha horrorosa. Bebi guaraná, e nunca pensei que esta experiência fosse tão significativa.. O garçon era nordestino, e eu fiquei tão feliz ao ouvir seu sotaque... Na fila, só tinha brasileiro, e havia uma TV que transmitia a Globo Internacional... É maravilhoso escutar a sua língua, sem aquele sotaque de portugal...
Fiquei feliz...
Ontem fui a Key West de novo, e desta vez fui ao Aquário. Decepcionante. Mas tomei um sorvete bem bom (Ben & Jerry's, Marcio) e contemplei o mar, que e o único mar verde do Caribe (o resto é azul profundo, até dói) e nos faz lembrar muito o sul da Bahia.
Amanhã de folga com o namorado no México. Depois eu conto...
Tanto tempo sem dar notícia...
Mas aquela empolgação do começo, em escrever diários e mensagens coletivas o tempo todo vai passando...
Ultimamente nada de muito diferente tem acontecido. Como tô trabalhando no café da manhaã de tarde eu tô um caco e vou mais é dormir (já que aqui, cada minuto de descanso é sagrado). Já completei 4 meses de trabalho ininterrupto, ou seja, nem um dia de folga... E depois de tanto tempo, sabe o que acontece? Você acostuma de uma tal maneira que nem sente mais. Só quando se para pra PENSAR no quanto é revoltante. Mas o demente que inventou navios cruzeiro acho que nao tinha imaginado isso, né?
E o engraçado, apesar de apinhados num universo tão espremido e pequeno, o cotidiano é tão dinâmico, já não sei mais. Todo dia eu faço tudo igual, meu dia de trabalho é exatamente o mesmo. NADA diferente. Então, se vc é original e criativo, tem que inventar maneiras de fazer o dia ficar diferente para não pirar. Minha diversão é descobrir maneiras de trabalhar menos. Digo ao chefe que estou racionalizando... Na verdade, como agora eu deixei de receber hora extra, ando enrolando no trabalho cada vez mais.
De manha chego mais cedo do que necessário e corro feito doida para aprontar tudo. Aií uns quinze a vinte minutos da hora do restaurante abrir eu tenho para dar aquela enroladinha básica... As vezes vou tomar café da manhã mais cedo, e as 10 horas tenho direito a meia hora para tomar o café. Como ele ja tá tomado, eu vou ver o sol, ou vou ao computador... E assim vai...
A noite, corro cada vez mais para acabar mais cedo, e as vezes vou para a cabine TÃO CEDO que não consigo dormir, ai tenho que ver televisão... Mas tem 4 canais de filmes so para tripulação... E são filmes novos, tipo os que passam em avião...
Mas assim e bom porque vou me poupando para ter forças para sair mais nos portos, ao invés de dormir. Dia 21 começa a travessia do Atlântico. Tô super ansiosa, porque saímos de Miami, vamos a St. Thomas (Caribe), e daí são uns 5 ou 6 dias de mar direto até a ilha da Madeira, em Portugal. E durante a travessia, todos os dias adianta-se uma hora o relógio... É, de avião vai de uma vez, mas no barco o fuso vai te matando aos poucos... Todo dia uma hora a menos pra dormir...
Mesmo neste itinerário, quando vamos da Jamaica à Aruba (é bem longe, tem um dia de mar no meio), adiantamos o relógio em uma hora. Depois, na véspera de Miami é uma hora atrasado. Da pra pirar um pouco. Tem dias em que a gente dorme por quinze minutos e quando acorda você já não sabe se é dia ou noite, se você tá atrasado para o trabalho diurno ou noturno. Para quem usa uniforme diferente de dia e noite - oficiais, por exemplo, ou garçons - deve ser complicado, pois qual roupa vestir? Ainda mais que nossas cabines não tem janela nem escotilha...
Neste último Miami day, eu e o namorado (às vezes digo marido, pois passamos TODO o tempo juntos, inclusive no trabalho) fomos às compras. Ele vai de férias dia 31, ou seja, daqui três Miamis (a contagem de tempo também mudou, percebem?). O que significa que ele só tem três dias para comprar tudo que quer (os indianos são tarados por eletrônicos, e aqui é extremamente barato, e na Índia parece que ninguém checa a bagagem...). Fomos a downtown, que e uma vizinhança de brasileiros e latinos. Ninguém fala inglês em downtown Miami.
Acabou que eu comprei uma filmadora, e posso gravar estas imporessões malucas.
Depois fomos almoçar, eu queria comer farofa. Restaurante brasileiro é um atrás do outro, mas escolhemos um chamado Café Brasil, que é mais " famosinho"... Fica numa galeria que tem uma praca de alimentação. Ao lado do resturante brasileiro tinha um outro restaurante indiano... A calhar, nao? Cada um matou sua saudade da comida de casa.
Comi arroz, feijão preto, farofa, mandioca (tava tudo bom) e uma picanha horrorosa. Bebi guaraná, e nunca pensei que esta experiência fosse tão significativa.. O garçon era nordestino, e eu fiquei tão feliz ao ouvir seu sotaque... Na fila, só tinha brasileiro, e havia uma TV que transmitia a Globo Internacional... É maravilhoso escutar a sua língua, sem aquele sotaque de portugal...
Fiquei feliz...
Ontem fui a Key West de novo, e desta vez fui ao Aquário. Decepcionante. Mas tomei um sorvete bem bom (Ben & Jerry's, Marcio) e contemplei o mar, que e o único mar verde do Caribe (o resto é azul profundo, até dói) e nos faz lembrar muito o sul da Bahia.
Amanhã de folga com o namorado no México. Depois eu conto...
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