Pena que só tragédias são capazes de reunir pessoas tão diferentes como esses três, com interesses também bem diferentes... Claro que a diplomacia, a política e os interesses políticos, e não apenas a boa vontade e coração abertos, pesam numa cena como essa. Mas que é de tremer nas bases, isso é...
Enquanto isso, ainda há desaparecidos e milhares de desabrigados no RS e no Vale do Paraíba. E a Gisele Bundchen doou 1,5 milhões de dólares pro Haiti. E a terra dela, como fica? Os conterrâneos dela?
Antes que alguém se manifeste, já avanço: sou tanto a favor de ajudar o Haiti e seu povo que já dei minha pífia contribuição. Assim o fiz também por São Luís do Paraitinga. A comoção com a catástrofe é inevitável, ainda mais com a mídia se estapeando pelas imagens e relatos mais chocantes. Exatamente por isso, os brasileiros não tem recebido a ajuda da qual tanto precisam. Os haitianos também precisam, mas acho que a imprensa brasileira tinha a obrigação ter mais compaixão pelos seus, ao invés de enviar repórteres carniceiros pra Port-au-Prince. Vi uma matéria no Jornal Hoje de hoje que me encheu de vergonha, a repórter se estapeando com a população pra tentar tomar uma imagem de uma vítima presa nos escombros, enquanto o soldado brasileiro das Forças de Paz da ONU mandava os haitianos calarem a boca, em francês, mas permitia que a repórter quase pisasse em cima da vítima pra obter sua imagem. Carniceiros oportunistas, isso é o que eles são.
Façam-me o favor!
E numa linha mais positiva, os navios da Royal já começaram a desembarcar suprimentos em Labadee... Leia mais aqui, com fotos e tudo.
Enquanto isso, ainda há desaparecidos e milhares de desabrigados no RS e no Vale do Paraíba. E a Gisele Bundchen doou 1,5 milhões de dólares pro Haiti. E a terra dela, como fica? Os conterrâneos dela?
Antes que alguém se manifeste, já avanço: sou tanto a favor de ajudar o Haiti e seu povo que já dei minha pífia contribuição. Assim o fiz também por São Luís do Paraitinga. A comoção com a catástrofe é inevitável, ainda mais com a mídia se estapeando pelas imagens e relatos mais chocantes. Exatamente por isso, os brasileiros não tem recebido a ajuda da qual tanto precisam. Os haitianos também precisam, mas acho que a imprensa brasileira tinha a obrigação ter mais compaixão pelos seus, ao invés de enviar repórteres carniceiros pra Port-au-Prince. Vi uma matéria no Jornal Hoje de hoje que me encheu de vergonha, a repórter se estapeando com a população pra tentar tomar uma imagem de uma vítima presa nos escombros, enquanto o soldado brasileiro das Forças de Paz da ONU mandava os haitianos calarem a boca, em francês, mas permitia que a repórter quase pisasse em cima da vítima pra obter sua imagem. Carniceiros oportunistas, isso é o que eles são.
Façam-me o favor!
E numa linha mais positiva, os navios da Royal já começaram a desembarcar suprimentos em Labadee... Leia mais aqui, com fotos e tudo.






4 comentários:
Oi Camila, tudo bom?
Acho que vi esse vídeo e também acho muito triste isso, aliás, tudo é triste, as tragédias em si, os urubus que sempre se aproveitam dessas coisas, e também o fato do que tem acontecido no Brasil ter sido deixado de lado, porque a tragédia do Haiti rende mais pra mídia.
Beijo
Oi Camélia
Olha esse link, sobre os navios de cruzeiro no Haiti...
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/01/18/de-um-lado-do-haiti-desespero-do-outro-luxuosos-cruzeiros-915546988.asp
Eu também não me sentiria à vontade, mas concordo que seja uma fonte de renda importante pra eles nesse momento.
Beijos,
Tietta Pivatto
Mais um link...
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/01/100118_cruzeiros_haiti_mv.shtml
Titi, dessa vez saio em defesa da Royal e da decisão acertada de manter Labadee na rota. Ao menos 350 pessoas são empregadas diretamente, sem contar as indiretamente envolvidas (vendedores de artesanato, as senhoras que trançam cabelos, etc). Parar de ir a Labadee seria deixar mais essas mais de 1000 pessoas numa situação ainda mais precária. Além disso, o Independence of the Seas já deixou mantimentos, e os outros navios também estão fazendo isso - todas as semanas. A estimativa é de que o equivalente a três caminhões com água e secos em geral sejam entregues semanalmente. Além disso, todo o lucro obtido com a operação na ilha será doado via Food for the Poor. Os passageiros a bordo estão sendo incentivados a gastar nesta localidade - e vários tem feito, segundo meus amigos que trabalham em Shore Excursions.
Pode causar desconforto a alguns, mas eu ficaria feliz de saber que ao menos estão dando ajuda - muito mais que 1 milhão de dólares, posso garantir, conhecendo a operação pelo outro lado.
Em 2004, quando o Haiti enfrentava a guerra civil, as paradas em Labadee foram suspensas por questão de segurança, e os funcionários e suas famílias sofreram muito. Em 2005, quando a operação foi retomada, os insulares puderam ver sua qualidade de vida reestabelecida.
Porque é bem assim: se eles não trabalharem, não tem rango em casa. Simples.
Foi montado um hospital improvisado em Cape Haitian, a cidade mais próxima de Labadee. Fica longe de Port-au-Prince, mas várias vítimas tem sido trazidas pra lá.
Quem me conta essas coisas não é só o blog da Royal, mas meus amigos que estão a bordo do Independence e do Navigator.
A imprensa tá sem ter o que dizer e dessa vez tá procurando pelo em ovo. Parar de ir à ilha porque tem gringo com medinho seria ridículo.
Os passageiros se sentem mal porque saem de sua zona de conforto. A ilha viveu a vida toda na merda. Porque agora, quando a tragédia é feita pública, eles se sentem mal, e não antes, sabendo que visitavam o país mais pobre do mundo? Eu ouvi passageiro americano (mais de um) reclamar que o Haiti era o suvaco do mundo... Me emputece essa hipocrisia. #prontofalei
Todos podem acompanhar os esforços da RCCL via blog do presidente Adam Goldstein http://www.nationofwhynot.com/blog/?p=838&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+WhyNotRecentPosts+(Why+Not%3F)&utm_content=FaceBook
beijo
Camélia
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