Então, eu andava numa aflição sem tamanho... Meu visto vencido desde de 27 de julho e nem notícia da UDI (a imigração). Tava com a cabeça cheia de caraminhola, imaginando que meu visto seria negado e eu talvez fosse deportada por não ter cumprido com a obrigação de cursar as malditas 300 horas de norueguês e estudos sociais, blablabla. Exagerda jogada a seus pés, eu sou mesmo exagerada, eu sei... Mas a cabeça da gente é perigosa na criação de neuras. Né? Já tava até perdendo o sono. Somado a esse stress, tem toda a novela no trabalho, que aimeldeus, fica proutrora.
Segundona é dia de baixar True Blood (e assistir, claro), e depois, pra acalmar a sanguinolência toda de TB, eu assisto Glee, a série de TV mais deliciosa de todos os tempos. Alguns acham bobagem. Mas uma historinha de um bando de nerds rejeitados pela escola (no Meio-Oeste americano, diga-se de passagem) que se juntam num grupo musical e se aceitam como são, onde tem o gay, a lésbica, a loira-burra, a chata-de-galocha-chorona-adotada-por-gays, a loira-linda-que-já-foi-horrorosa-e-ainda-por-cima-engravidou, o fortão do futebol, o bonitão cuja família fica pobre-de-marré-de-si na recessão, o delinquente juvenil, os asiáticos, as gordas, a negra, a latina, o deficiente físico (enfim, um mini-retrado da realidade que não se vê nas séries por aí), com um discurso claro contra discriminação e anti-bullying, a ainda por cima MUSICAL!!!! Tem como ser ruim???
Pois é, meus momentos com Glee são prazerosos com uma boa xícara de café, ou uma barra de chocolate, ou um dia de sol na praia. Precisei falar tudo isso de Glee pra poder explicar que nesta segunda, assisistindo ao penúltimo episódio da segunda temporada, eu caí no choro e não consegui parar. Lars até se assustou, ele sabe que sou manteiga derretida, mas peraí, soluçar vendo Glee? Alguma coisa estava entalada nimim e aquele mágico episódio abriu os portões (ou as comportas?).
Começou com a demônia da Santana (a atriz Naya Rivera) cantando Back to Black da Amy Winehouse. Fiquei imaginando se Amy ficou orgulhosa pela homenagem (o episódio foi ao ar nos EU em maio). Chorei, achei lindo.
Continuando o drama (porque esse episódio merecia em Emmy, juro...), vem o funeral da irmã portadora de Downs da monstra Sue Sylvester. O filme preferido dela era "A Fantástica Fábrica de Chocolate" (o original, e está na minha lista de favoritos também), e o funeral foi baseado no filme (só em Glee!). Foi lindo, e triste, triste, triste, falava de perda, de amor, de saudade, de tudo. Quando Sue começou seu discurso, eu embalei e fui até o final do episódio. Consegui UM vídeo decente da música, que não mostra toda a magnitude da coisa...
E como eu sou uma criatura bem pouco objetiva, precisei dessa novelona toda (levei DOIS dias preparando este post...) só pra contar que ANSIEDADE NÃO SERVE PRA NADA... Ontem foi na polícia (onde fica os escritório de imigração), saí do trampo, perdi a consulta com o quiroprático (mais fácil néam?), mofei na fila DUAS horas inteiras. Quando entrei pra perguntar, o tiozão me olhando agarrou um passaporte verdim, veio balançando ele entre dois dedims, e disse que meu caso tinha sido processado e que ele tinha mandado uma carta pra mim ontem (que recebi hoje).
Agora estou eu vistada e passaportada. E com mais uma lição na mochilinha... Afobação e stress no país da burocracia que anda, mesmo que a passos lentos, mas ANDA, não serve de nada! E, claro, quem espera sempre alcança. E quem espera tranquilo ainda por cima ganha mais uns dias de vida pela ausência de stress.
E eu precisava estampar esses momentos de puro gleeter no meu diário!
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Pra quem se recorda do meu último nunca-mais-bye-bye-de-vez show do a-ha ano passado... Não é que domingão que vem os caras vão dar uma pala num concerto em memória às vitimas dos atentados em Oslo? PQP, a gente SE DESPEDIU deles!!! Tá certo, é por uma causa nobre e 110% noruga. Mas vá... 7 meses? O show é só pra convidados, mas vão transmitir ao vivo. Fui.





2 comentários:
Menina, e eu ia escrever la no tópico sobre lentidão, do grupo no FB, que não entendia porque o estresse na espera do visto depois do primeiro, já que a vida da gente não para. Bom, escrevi lá e apaguei, mas entendo você demais. Foi seu quarto visto?
Só cobram as horas no nosso quarto e novamente temos que apresentar quando e se solicitarmos a cidadania norueguesa.
Agora fiquei com uma vontade doida de ver Glee, amo séries. Já vi que tem a primeira temporada na biblioteca, em breve me jogo nela.
Beijo
Bom desopilar o fígado de vez em quando, rs... Ninguém precisa entender quais são os botãozinhos mágicos que cada um tem pra desencadear uma choradeira, não é? Eu até hoje choro assistindo Rei Leão, e se você é louca por Glee (que eu nunca assisiti, confesso), eu adoro X-Men, rs.. E esses dias fiquei até de madrugada assistindo os três filmes do Crepúsculo. Revival total dos tempos de adolescente bobinha e romântica. Vai entender, rs...
To feliz em ver que as coisas continuam dando certo pra você. Incluindo as pentelhices eventuais pra dar "aquele" tempero na vida!
Beijos,
Tietta Pivatto
Bonito - MS
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