Ontem fui trabalhar no casamento de uma ex-recepcionista do hotel. Ela já havia me pedido há tempos que eu cuidade disso e daquilo, e eu como não recuso um desafio disse sim pra tudo. Ao longo dos meses de preparativos, a sogra a convenceu que seria melhor contratar um catering, mas ela ainda assim queria que eu servisse o vinho e ajudasse na produção do bar, etc. Assim que lá fui eu.
Sem entrar em detalhes sobre o casamento alheio (um casal de noivos muito bonito por sinal), me diverti horrores! Muito bom sair um pouco da rotina e conhecer gente. O dono do catering estava lá, muito gentil por sinal, e a filha estva trabalhando também. Levei Samira, a iraniana (minha protegida, rsrsrs) porque precisávamos de mais alguém pra ajudar. Eram 70 convidados. A festa foi no refeitório no departamento de trânsito (tipo o Detran noruega), que é enorme, e eles alugam pra festas. O local é um refeitório, com cara de refeitório, mas com uma bela vista do fjord, e ontem o por do sol às 10 e pico da noite estava divino. Ebba (o apelido na noiva) deu uma sorte imensa pois o dia estava fantástico ontem.
E além de ver como funciona o catering, descobri também como funciona um típico casório noruga, já que nunca havia ido a um, e o meu foi muito menor, sem cerimônia mesmo. Os discursos, a coisa de o povo começar a bater com a colher nas taças no meio da refeição e os noivos terem que se levantar e se beijar pra calar as massas (rsrsrs), os presentes, e o micro bolinho de casamento, porque cada convidado traz um bolo (???????? A mesa de bolo tinha uns 10 bolos, todos feitos pelas convidadas).
Enfim, foi bastante trabalho entre servir e limpar mesas de uma refeição de três pratos, servir vinho, café e conhaque, depois lavar tudo e colocar tudo de volta. Nessa altura os caras do catering (detalhe, dos 4 chefs, 3 não eram noruegueses e não falavam norueguês) vieram se despedir (porque eu e Samira estávamos contratadas pela noiva), eu fiz algo que nunca antes na vida havia feito (minha mãe sabe disso!)... Apertei a mão do cara, pedi um cartão de visitas, ele disse que não tinha. Perguntei se tinham um site, ele disse que não e perguntou porque, eu lhe disse que queria lhe entregar um currículo, já que a partir de setembro vou trabalhar menos horas no hotel por conta da escola (SE eu conseguir vaga), e tinha vontade de trabalhar com eles, se eles usassem extras... O cara abriu um sorrisão, apertou minha mão de novo e me disse pra eu passar no escritório que fica ali (me explicando) e que seria um prazer trabalhar comigo.
Fiz um bico e de quebra consegui outros! Estou animadíssima, e agora ainda menos aflita pelo fato de deixar meu emprego 100% pra ficar com 30%, por exemplo, pelo menos por uns meses, que foi o acertado com minha chefe, até eu dar um chega nessa história maldita de escola pentelha...
No final da noite, eu estava saindo do local da festa e iria caminhar até o centro (uns 10 minutos), mas um convidado passou e me ofereceu carona. "Me diga onde mora e eu te levo..." Disse que ia ao centro, aceitei de bom grado a carona porque o vento tava frio, e quase me belisquei. Noruegueses não são o povo de maior gentileza no mundo em relação a essas coisas.
No centro me encontrei com minha amiga argetina, fomos a ao Picadilly, meu local preferido. Foi muito agradável, mas no final da noite presenciamos o auge da falta de gentileza norueguesa, especialmente depois das duas da manhã num bar... Uma véia bebaça brigando com o bartender uruguaio, sendo que ela estava errada, havia pago um drink a menos e ficava no balcão xingando o pobre bartender de ladrão. Se eu fosse ele (um uruguaio), teria mandado a véia à merda! Mas a técnica dele era melhor. Ele fingia que não a escutava!
Ah, e também foi a primeira vez que pedalei da cidade pra casa com umas biritas na cabeça... Cheguei salva!





9 comentários:
Que legal Camila! É muito bom ver que ta tudo andando na direção certa contigo. Espero que tu consiga vaga na escola e se livre dessas aulas. Eu to parada porque tive Lucas, mas volto a escola no fim do ano, ja to é esquecendo o pouco norueguês que aprendi, quero também acabar essas aulas e ver se aprendo um pouco mais. Beijo
Camila eu gostei bastante do título do seu post, alias é o que a gente faz mais por aqui: agarras as oportunidades.
Eu recebi essa semana a cartinha da prefeitura marcando uma entrevista pra agendar a data em que começo o meu curso obrigatório, o porém é que eu trabalho fulltime e não sei como vou negociar isso com eles, não estou afim de deixar meu trabalho que adoro, mas o curso é obrigatório, vou ter que me virar nos 30.
beijao
Boas novas são sempre uma alegria para o leitor, que o curso não seja apenas chato, e que a vida traga outras boas surpresas, sempre ::)
bjo,
clara
Camila, que legal! Como diz a música: "quem sabe faz a hora não espera acontecer". Preciso de mais iniciativa própria na minha vida, e umas oportunidades pra agarrar.
E que velha chata, mas bêbado é um bicho chato mesmo, provavelmente o uruguaio já tá bem acostumado com isso e conhece esta técnica.
Pois é, escola obrigatória, tomara que você consiga a sua vaga e resolva logo isso. Mas também pode fazer a prova 2 e substituir as horas obrigatórias, tenho certeza que você passa.
Beijo
Ahhh, adoro quando sinto essa alegriazinha nas entrelinhas.
Fiquei imaginando esse tanto de bolo na festa. No Brasil a mulherada fica criticando o vestido das convidadas, aí provavelmente avaliam qual o melhor bolo, rs...
Depois pede para o Daniel te contar a experiência dele em pedalar cachaçado, rs...
Beijos!!!
Tietta Pivatto
Bonito - MS
Oi Camila. Que bom que a vida vai se reconstruindo constantemente. O verão é bom para isso: se atirar fica um pouco mais fácil. Adorei. Beijos Zilda
Sempre tento comentar, mas, dado meu grau adiantado de conhecimento de blogs não consigo. Adorei esse blog e acho muito bom a gente se atirar de vez em quando. Depois processa o que foi ou não foi bom. Beijos
Que otimo Camila, parabens! Acompanhando seu blog, percebi que qdo as coisas estao ficando meio chatas p vc (trabalho) sempre algo novo aparece! Sortuda e raçuda vc!abraco
Oi Camila quanto tempo. ótimo ler seus escritos e fico feliz por voce. Pois tenho muita coisa pra contar mas um dia quem sabe nos encontramos e atualizamos. Tenho vontade de voltar ainda que de passeio, optei por nao aceitar aquela estancia em Bodo, mas em compensaçao terminamos o doutorado falo terminamos porque o Xavier tambem.Um dia desses venha pra Ilha seria bom reencontrar-la.
Beijo grade pra voce aqui das Baleares.
Marinêz
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