Então, a tal conferência climática começa hoje... E o que podemos esperar? Depois de ter acompanhado os artigos questionadores do Luiz Afonso Alencastre Escosteguy (ou Afonso, o Chato) no Faça a Sua Parte resta pouco a descobrir sobre essa tal dessa conferência sobre a qual todos falam muito e sabem pouco. Pois leiam os 16 artigos de Afonso, já é um começo, e mastigadão, não precisa nem mudar de página! E começo a pensar, realmente, que podemos esperar pouco, muito pouco...
Acompanhei também os textos do Efraim Rodrigues (recebo as colunas dele no meu e-mail, não tenho a menor idéia de como isso aconteceu, mas tô adorando... Ele escreve todos os Domingos no Jornal de Londrina, aqui o link pra "Isso aí é com eles" e "Copenhague e o ar quente".
Fico aqui com a dúvida de sempre: tanto falatório, muita escrevinhação, e cadê o lado prático de tudo isso? Quem vai fiscalizar se os países futuramente cumprirão as metas que eles venham a estipular para redução de emissões? Como disse o Efraim, nos países europeus há maiores chances de cumprimento de metas porque existe uma pressão interna maior exercida pela sociedade, que é mais ativa e consciente em geral.
Nos Estados Unidos, temos uma sociedade que se importa pouco - se se importasse mais, não seria o país que mais produz lixo no planeta, não é mesmo?
Quanto aos países em desenvolvimento - tô aqui falando de nós, da China, Índia... Que direito o mundo desenvolvido tem de impedir que esses países usufruam de riqueza e desenvolvimento sempre gozados pelo primeiro mundo? Por exemplo, daria pra impedir o Brasil de usar e vender todo o petróleo que ele está por explorar?
E quanto ao mundo pobre e miserável do planeta, como educar pessoas que não tem direito a um mínimo de qualidade de vida,vivem abaixo da linha da pobreza, não tem água potável, alimentos, acesso a um médico? Como exigir que um povoadozinho deixe de derrubar floresta pra plantar sua roça pra tentar encher a pança da família? Não ouvi ainda ninguém falar em resolver o problema da fome generalizada no planeta antesde resolver a questão climática, e acredite, eles são entrelaçados ao extremo... O filme de Yann Arthus Bertrand, Home, que eu já mostrei aqui, trata do assunto e pode ser assitido pelo Youtube.
Ainda voltando, outra questão que me chamou a atenção, levantada pelo Afonso... O Brasil tem apenas 25% de sua população tem "alfabetismo pleno". Os outros 75% por cento não conseguem ler textos longos, distinguir fato de opinião, e mal consegue calcular o troco da padoca. Deixo agora esse ponto de lado, pra enfatizar que dos 25% que tem acesso à informação de verdade, talvez, como disse o Afonso, talvez 5% apenas se importem de verdade com a questão ambiental. O resto, do sofazão de casa, emplastrado na frente da TV lendo Veja e assistindo o Jornal Nacional, escolhem ter essas fontes "seguras e imparciais" de notícias como as únicas. Não estão nem aí, levar sacola de pano no mercado, tomar banho mais curto, ir à pé comprar pão e leite, nem pensar! Então como prestar atenção no fato de que a delegação brasileira à COP15 é composta de membros da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (Hello? Tocou um sininho na cabeça de alguém blimblimblim SOJA e GADO????? Os principais desmatadores da Amazônia?????????) e da Confederação Nacional da Indústria (Hello de novooooo??????? Os emissores de CO2???????). Ficou claríssimo pra mim quem está ali pra defender seus interesses.
Se você, como eu, ainda como diz o Afonso, faz parte dos 5% que se interam, e tem capacidade plena de entender a notícia, e continua blogando sobre o assunto pro mesmo 5% ler, não desista nunca. Ao menos há a esperança de fazer algum alfabeto pleno que mora nos outros 20% se interessar pelo assunto um pouco mais...
Deixo aqui uma fonte de informação interessante. A BBC World News produziu uma série chamada "Hot Cities", onde aborda a questão das grandes cidades poluidoras, e de como eventualmente elas poderão se adaptar a um mundo de menos emissões. Esse é sobre Xangai, e alguns exemplos da Índia sobre como adaptar uma cidade às ameaças climáticas a baixos custos. Estou acompanhando a série, e recomendo. Passa aqui aos Domingos.
Uma apresentação sobre o início da Conferência. Das 34 mil pessoas que foram pro evento, apenas 15 mil poderão ser acomodadas no Centro de Convenções. Bem que poderiam barrar os industriais e os mega-agricultores brasileiros, né?
Leia e assita vídeos na página da GloboNews. Apesar de os apresentadores serem um tanto parciais com um monte de coisas (tipo o Governo), os especialistas entrevistados sempre contribuem com informações com mais crédito, digamos assim...
Para participar da conferência você pode mandar perguntas tanto em vídeo quanto em forma de texto pra um debate organizado pela CNN e Youtube. Mexa seus dedinhos se você quer pressionar os líderes mundiais a tomar iniciativas efetivas!
Eu sei que existem divergências no mundo científico sobre a questão do aquecimento global - a mídia mais "imparcial" tipo o Jornal Nacional e a Fox News nos EUA vem noticiando o caso chamado de Climategate (Watergate do Clima...). Existem documentários sobre isso. Mas se eu tivesse algum tipo de poder decisivo, eu não esperaria as investigações terminarem não!
Acompanhei também os textos do Efraim Rodrigues (recebo as colunas dele no meu e-mail, não tenho a menor idéia de como isso aconteceu, mas tô adorando... Ele escreve todos os Domingos no Jornal de Londrina, aqui o link pra "Isso aí é com eles" e "Copenhague e o ar quente".
Fico aqui com a dúvida de sempre: tanto falatório, muita escrevinhação, e cadê o lado prático de tudo isso? Quem vai fiscalizar se os países futuramente cumprirão as metas que eles venham a estipular para redução de emissões? Como disse o Efraim, nos países europeus há maiores chances de cumprimento de metas porque existe uma pressão interna maior exercida pela sociedade, que é mais ativa e consciente em geral.
Nos Estados Unidos, temos uma sociedade que se importa pouco - se se importasse mais, não seria o país que mais produz lixo no planeta, não é mesmo?
Quanto aos países em desenvolvimento - tô aqui falando de nós, da China, Índia... Que direito o mundo desenvolvido tem de impedir que esses países usufruam de riqueza e desenvolvimento sempre gozados pelo primeiro mundo? Por exemplo, daria pra impedir o Brasil de usar e vender todo o petróleo que ele está por explorar?
E quanto ao mundo pobre e miserável do planeta, como educar pessoas que não tem direito a um mínimo de qualidade de vida,vivem abaixo da linha da pobreza, não tem água potável, alimentos, acesso a um médico? Como exigir que um povoadozinho deixe de derrubar floresta pra plantar sua roça pra tentar encher a pança da família? Não ouvi ainda ninguém falar em resolver o problema da fome generalizada no planeta antesde resolver a questão climática, e acredite, eles são entrelaçados ao extremo... O filme de Yann Arthus Bertrand, Home, que eu já mostrei aqui, trata do assunto e pode ser assitido pelo Youtube.
Ainda voltando, outra questão que me chamou a atenção, levantada pelo Afonso... O Brasil tem apenas 25% de sua população tem "alfabetismo pleno". Os outros 75% por cento não conseguem ler textos longos, distinguir fato de opinião, e mal consegue calcular o troco da padoca. Deixo agora esse ponto de lado, pra enfatizar que dos 25% que tem acesso à informação de verdade, talvez, como disse o Afonso, talvez 5% apenas se importem de verdade com a questão ambiental. O resto, do sofazão de casa, emplastrado na frente da TV lendo Veja e assistindo o Jornal Nacional, escolhem ter essas fontes "seguras e imparciais" de notícias como as únicas. Não estão nem aí, levar sacola de pano no mercado, tomar banho mais curto, ir à pé comprar pão e leite, nem pensar! Então como prestar atenção no fato de que a delegação brasileira à COP15 é composta de membros da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (Hello? Tocou um sininho na cabeça de alguém blimblimblim SOJA e GADO????? Os principais desmatadores da Amazônia?????????) e da Confederação Nacional da Indústria (Hello de novooooo??????? Os emissores de CO2???????). Ficou claríssimo pra mim quem está ali pra defender seus interesses.
Se você, como eu, ainda como diz o Afonso, faz parte dos 5% que se interam, e tem capacidade plena de entender a notícia, e continua blogando sobre o assunto pro mesmo 5% ler, não desista nunca. Ao menos há a esperança de fazer algum alfabeto pleno que mora nos outros 20% se interessar pelo assunto um pouco mais...
Deixo aqui uma fonte de informação interessante. A BBC World News produziu uma série chamada "Hot Cities", onde aborda a questão das grandes cidades poluidoras, e de como eventualmente elas poderão se adaptar a um mundo de menos emissões. Esse é sobre Xangai, e alguns exemplos da Índia sobre como adaptar uma cidade às ameaças climáticas a baixos custos. Estou acompanhando a série, e recomendo. Passa aqui aos Domingos.
Uma apresentação sobre o início da Conferência. Das 34 mil pessoas que foram pro evento, apenas 15 mil poderão ser acomodadas no Centro de Convenções. Bem que poderiam barrar os industriais e os mega-agricultores brasileiros, né?
Leia e assita vídeos na página da GloboNews. Apesar de os apresentadores serem um tanto parciais com um monte de coisas (tipo o Governo), os especialistas entrevistados sempre contribuem com informações com mais crédito, digamos assim...
Para participar da conferência você pode mandar perguntas tanto em vídeo quanto em forma de texto pra um debate organizado pela CNN e Youtube. Mexa seus dedinhos se você quer pressionar os líderes mundiais a tomar iniciativas efetivas!
Eu sei que existem divergências no mundo científico sobre a questão do aquecimento global - a mídia mais "imparcial" tipo o Jornal Nacional e a Fox News nos EUA vem noticiando o caso chamado de Climategate (Watergate do Clima...). Existem documentários sobre isso. Mas se eu tivesse algum tipo de poder decisivo, eu não esperaria as investigações terminarem não!





Um comentário:
Muito bom Camilinha!
Bem, eu, mesmo achando que muita coisa é só falação, acho entretanto que o mundo não será mais o mesmo depois desse Fórum Mundial, pois se vc reparar o tema 'sustentabilidade' está em crescimento, mesmo que o cara seja um analfabeto pleno ou analfabeto funcional como são os milhões aqui neste Brasil, mesmo assim, estão ouvindo todos os dias falar-se de aquecimento global e também estão sentindo na pele, portanto o tema está atingindo, mesmo que eles ainda não participem com ações e engajamnto político.
Quanto ao que vamos ver debatido em Kopenhagen, está muito acima do aquecimento, está simlesmente na Economia Global, pois qualquer profissão a partir de agora terá este comprometimento. Qualquer Engenheiro recém formado saberá que terá que atuar dentro das normas, o mesmo com os Arquitetos, buscando materiais menos agressivos e assim será por diante em todas as profissões, até mesmo o Jornalista terá que ter muito cuidado no uso das palavras e direcionamento das massas. Então, a coisa passa a ter um cunho muito maior e abrangente. O Ministro da Economia não poderá mais dizer que o problema não é dele quando houver uma desgraça climática que atinja sua nação, vamos ver parar o tal jogo de empurra "esse não é meu problema", pois todos terão responsabilidades.
Continuemos a fazer nossa parte, mesmo que pequenas gotas nesta chuva, logo isso vai virar um temporal de grandes proporções e arrastará a todos. Quem usou esta figura de linguagem foi o maravilhoso sociológio Leonardo Boff, ontem, no seu discurso em Petrópolis e eu estava lá ouvindo.
Muita coisa maravilhosa sairá dessas resoluções, pena que serão tão poucos dias para se falar de tantos assuntos variados, mas já é um bom começo.
E pra terminar, sabe quantas bolsas já tenho para fazer supermercado? 4 e agora precisei de uma sacolinha plástica para embalar uns trecos lá em Petrópolis e não achei nenhuma. Na hora até fiquei chateada procurando, depois vi que era ótimo, pois estou alcançando meu objetivo em diminuir os danados dos plásticos na natureza.
Vamos lá, vamos fazer nossa parte e dar bons exemplos, o resto virá naturalmente!
super beijos cariocas
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