Segundona brava, e eu de folga... A semana foi longa, o fim de semana mais ainda: ontem teve jogo aqui pelo Campeonato Norueguês, e o time que veio jogar contra o Glimt (chamado Vålerenga= ficou hospedado lá na hotel. Desde o momento em que chegaram, os rapazes precisavam se alimentar de 2 em 2 horas mais ou menos. E fui euzinha que cozinhou pra eles! Trabalhei à beça... As outras colegas estavam animadinhas em poder ver a boniteza toda dos rapazes desfilando, e a tonta aqui correu tanto que mal deu tempo de olhar os moços direito.
Tivemos que seguir orientações da nutricionista, e comprar itens especiais, tipo coisas com baixo teor de gordura e açúcar, entupir os moços de carboidratos e proteínas... Mas o melhor de tudo é que apesar de correr bastante, me organizei bem e rolou tudo sem stress. Foi até tranquilo. Com execeção de Sábado à noite. Havia um hóspede bebum, que tava se entupindo de álcool no quarto, e descendo pra provocar o time a toda hora. Eu teria chamado a segurança do hotel para removê-lo, pois os jogadores estavam incomodados. O treinador veio na cozinha e pediu pra que retirássemos o cara. Imagina, eu e Nina, a russinha menor que eu! E o pior, eu sem entender muito das conversas, imagina... Já é difícil entender norueguês, imagina bebum! O duro é queo hotel não tem segurança. Então subi no meu salto (modo de dizer) e fui exigir da recepcionista que tomasse uma atitude. Ela deu um ultimato ao bebum, e ele se recolheu...
No fim deu tudo certo, e o Vålerenga ganhou do Glimt (o que não é muito difícil, já que somos dos últimos colocados sempre) por 2 a zero. Lars havia brincado pra eu envenenar a comida e dar uma baita diarréia nos jogadores. E eu disse à ele que beleza, o Glimt ia ganhar o jogo e eu, perder meu emprego. Cheguei até a sonhar que os jogadores tinham tido intoxicação alimentar e havia saído em todos os jornais! Sai pra lá, pesadelo, e tomei cuidado redobrado com a higiene!
Agora posso colocar no meu currículo "Vasta experiência em alimentar jogadores de futebol". Isso porque essa não foi a primeira vez. Quando trabalhava no Hotel Pergamon, em SP, o time de Brasília, o Brasiliense, ficava lá toda vez que vinha jogar em SP. Isso porque um parente do dono do hotel era o dono do Brasiliense. Mas naquele caso, eu era a gerente, e apenas planejava os cardápios e deixava que minha competente equipe da cozinha o executasse... Bem mais fácil!
Bom, mudando de assunto: o tempo continua de dar nojo. Tem chovido MUITO todos os dias. Lars saiu na quinta à noite pra caçar, e voltou sexta, ensopado, coitado. Desistiram, pois até os alces estão se escondendo da chuva. Além da chuva, o vento de Bodø. Que faz chover em círculos. E que é delicioso quando você tem que ir trabalhar às 5 e meia da manhã. Chove pelos lados, por cima e às vezes por baixo! Viva minha capa azulzinha e minhas galochas verdes, graças à elas chego no hotel sequinha, no máximo a calça na altura dos joelhos molha um pouco... Tem anoitecido cada vez mais cedo e amanhecido cada vez mais tarde. Durante o dia a temperatura fica lá pelos 10, 13 graus, e à noite, cai para 5 ou 6... É um prenúncio do que está por vir.
Numa nota mais positiva, chegou o tempo também de puxar o cobertor do armário e enrolar-se nele assistindo tv. Quando eu ainda era tripulante, comprei numa loja chamada Bath & Body Works um cobertorzinho chamado "The Sweetest, Softest Nap Blanket on Earth" (mais ou menos "O mais doce e macio cobertor para sonecas do planeta). E é mesmo, parece pele de carneirinho, mas sintético. Nada mais quentinho. Dormia minhas sonecas com ele no navio, e de lá ele veio direto prá cá... De quebra, comprei um roupão do mesmo tipo de tecido, coisa mais quentinha. E pra realizar todos os meus sonhos de inverno, compramos lençóis de flanela! A primeira vez que dormi em lençóis de flanela na vida foi em Saskatchewan (mais precisamente Tugaske) no Canadá. E era frio pra burro, mas os lençóis eram de flanela... Quando os achei aqui, e ainda por cima em promoção, foi a glória. Compramos também edredons novos (também em promoção), de tecido térmico-inteligente... Assim eles não são tão pesados, mas retém o calor do nosso corpo! E são mais longos, pois os outros eram curtos e Lars ficava meio que de pé pra fora! Agora nossa cama tá de arrepiar! O duro, mesmo, é ter que sair dela!!! E por falar em cama, tem uma coisa sobre as camas de casal norueguesas que eu queria falar há um tempo. E que explica o porque dizer edredons no plural. Pra entender, basta clicar aqui e ler o post da Juci. É hilário!
Essa semana minha amiga de sempre e de todas as horas Ana Paula me mandou um e-mail contando que o livro infantil que ela escreveu tá publicado, e o lançamento será logo logo! Para quem tem filhos pequenos, fica aí uma sugestão. Tem outro livrinho a caminho, mas ainda é surpresa! Ai, que amiga chique!
Hoje é dia de escola, mais à noite. Ainda não reuní forças pra postar sobre a escola, mas duas aulas foi muito pouco. Semana passada não fui à aula porque precisei trabalhar. Então fica pra próxima...
E pra quem acha que existe um traço obsessivo na minha personalidade, acertou! O motivo da obsessão crescer no momento é porque o tão esperado show do a-ha em Oslo está há poucas semanas... Provando que a Noruega não esquece seus verdadeiros heróis da música, deixo este adorável comercial de tinta lavável!





2 comentários:
Hello, Camila!
Nossa, tua cama ficou poderosa mesmo agora, mas eu não aguentaria sair dela cedo para um trabalho depois de tanto conforto. Imagino essa chuva doida que molha por todos os lados!
Bacana o seu profissionalismo e cuidado com a equipe, mesmo sendo adversária!
E o hotel que vc trabalhou em Sampa parece ser muito chic, heim!
Amei o comercial da tinta e fiquei imaginando você naquela moça, e o teu maridex apagando a parede e o seu querido do A-ha.
kkkkkkkk
super beijos cariocas
Beth, rolei de rir do teu comentário! Não havia pensado nisso, mas vou tirar um sarro do Lars, só pra ver se ainda está bonzinho co m relação aos meus "amantes" platônicos!
beijos de chuva daqui!
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