Sábado, Setembro 04, 2004

Paris é em Buenos Aires??? Na-não....

Well, e assim comecava meu segundo dia na terra do tango. Acordei tarde, pois fui dormir bebum. Fui tomar café, fiquei papeando com um casal de alemães que vai ficar viajando 4 meses por estes lados - menos Brazil, muy caro!

Já eram pra la de 11 quando finalmente saí, em direção a Plaza de Mayo - Bairro Monserrat. Tinha que chegar cedo lá, pois é na hora do almoço que começam as manifestações de piqueteiros (quem nao sabe o que esta rolando lá, vá ler jornal). Há umas duas quadras do albergue, atravessava a rua quando um velhinho me pede inofrmações. Peço desculpa e lhe digo que não sou daqui... Ele pergunta se sou brasileira, e aí começa.... Morou no Brasil, a filha mora na Alemanha... Me convidou para um cafá e eu aceitei, pois dizia o Guia da revista Viagem que assim eram os portenhos. Mas ai o vovô desatinou a falar e não parava mais... Eu olhava o relágio agoniada... 1 hora depois pedi desculpas e fui. Cheguei na Plaza de Mayo 12:30 e já escutava o burburinho. Um mar, um exército de policiais na rua, em frente a Casa Rosada, por todos os lados... A Casa Rosada tinha acabado de fechar para visitação. Aliás, ela é pink! Nem tirei fotos, pois deu medo. O clima foi ficando tenso, e eu piquei a mula. Me mandei para o Centro pela Calle Florida (a 25 de Março deles, só que o comércio não é popular). Peguei a Av. Corrientes (tem a ver com tango, mas não achei nada disso). Cheguei ao Restaurante Arturcito, 40 anos de tradição, o melhor bife de chorizo da cidade. E era mesmo. E destaque para o café expresso, com uma espuma tão cremosa que parecia de chopp. Durou até eu acabar de beber o café...

De lã, fui ao teatro Colón. Nem ia entrar, mas lembrei do Municipal de Havana ( Cuba), que tinha valido a visita. Então, por 7 pesos, vi o interior do teatro, desbundantemente belo!!!!! Um espetáculo por si... Ouvi um recital de violino e um ensaio de ópera. Quem for a Buenos Aires não pode perder este passeio. Já eram 3 e pico e voei, pela Calle Florida, até a Recoleta. No meio do caminho, um show de tango de rua, a música era La Cumparsita. Custou 2 pesos, muy bem pagos. Cheguei a Recoleta. Parecia com os Jardins, em São Paulo. A Av. principal, Alvear, parece a Oscar Freire. Salvatore Ferregamo, Escada, joalherias, etc. Nesta altura, o bife de chorizo já tinha sido digerido havia tempo. A barriga gritava arroz... E aí, era hora da famosíssima empanada do San Juanino. E óbvio, ao chegar lá, fechado! Mas o dono me abriu a porta e me vendeu duas empanadas (uma normal, outra picante, as duas de carne, claro). Ia ao cemitério dar um alô pra Evita, mas não deu. 4 horas de caminhada, 3 bairros, os olhos ardiam.... Tomei um táxi e voltei pro albergue.

Banho, e saí para comprar vinho no super da esquina. Um Finca El Portillo (Salentein) Malbec 2002 por 10 pesos. Que barganha... Vinho gostosinho! Aí jantei no resto (como dizem os portenhos) embaixo do albergue. Uma massa caseira, uma água, um copo de vinho ordinário... 12 pesos com serviço! Exausta, subi, abri o vinho e liguei a TV. Chegaram outros alemães, começamos a conversar, e de repente vi no jornal da Globo (na Globo Internacional) que a Florida seria varrida pelo furacão Frances. Entrei em pânico ao pensar no Navigator, que estaria em Miami neste mesmo dia, e na Ana Paula de Paula, que tinha me mostrado as proteções anti-furacão na casa nova deles. Como não podia fazer nada, bebi mais um pouco e fui dormir...

Continuo depois...

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