Bom, o recepcionista me acordou 6 horas da manhã. O tempo estava horrível, chovia. Mas me alegrei, pois devia estar nevando na montanha ao menos pra eu poder ver os picos nevados, como nas fotos de Mendoza. Uma outra garota do albergue tambem ia. Era portenha (de Buenos Aires pra quem não sabe).Classicamante o microbus parou, e a guia nos veio buscar: "Hola, soy Carolina. Mucho gusto...". Subimos no bus e ja tinha um casal de vovôs e um casal jovem. Ainda passamos em outro albergue pra buscar mais um casal, e por último num hotem, outro casal. E só agora me dei conta que eu e Gabi (a portenha) eramos as únicas avulsas!
E a guia começa a falar de futebol (Má ideia, eu pensei). As janelas do microbus já estavam embaçadas, fazia um senhor frio lá fora... E o papo de futebol seguia. Cada um tinha que dizer o nome, de onde era e pra que time torcia. E assim descubro que o último casal, sentadinho ao meu lado, era carioca! Fluminense, acho... Dai logo veio a minha vez, eu disse que não achava uma boa idéia falar de futebol quando há argentinos e brasileiros presentes. O povo riu, e os brasileiros começaram a conversar comigo. Gente muito fina! Não eram daqueles brazucas que fazem a gente passar vergonha lá fora.
Bom, conforme fomos indo em direção às montanhas o tempo ia melhorando. Não sol, mas a chuva estava parando. E a guia explicou que a Cordilheira era dividida em três partes: pré-cordilheira, depois cordilheira frontal, e por fim a Cordilheira. A moça era bem informada e preocupada em passar informação. Na primeira parada colheu plantinhas e explicou todas. Depois falou dos animais que habitam a região (inclusive o condor, animal ameacadíssimo!). Se tivessemos sorte, íamos ver alguns...
Paramos num lugar onde tinha uma ponte bem rústica sobre um riozinho. Ela nos fez tomar água do riozinho, só pra poder fazer piadinhas depois (até que bom senso de humor). Por esta ponte passou o General San Martin, libertador da República Argentina. A estrada seguia o rio Mendoza e a estrada de ferro. E adivinha quem avistou o primeiro condor do dia??? Euzinha, olhava algo lá no céu, e vi um pontão preto. Olha o condor lá... Virei heroína. E viva a Caiman! E fomos embora. Então, paramos num hotel no meio do nada pra pegar mais um casal. Um lugar lindo, mas frio.... Já se podia ver um pouco de neve no alto das montanhas. Passamos por um povoado onde ficou hospedado o Brad Pitt quando das filamgens de "7 anos no Tibet". Raaaaah, pensavam que tinha sido filmado no Tibet? Que nada! Uspallata é o nome do lugar. O Brad é um herói lá!!!! E paramos num local pra tomar um café (que caiu super bem) e alugar sapatos de neve. Eu, porque estava muito da entretida com meu café e um imenso cão perdigueiro, não ouvi a guia falando dos sapatos. Depois eu vi o povo com eles. Perguntei a vovó do bus (como se eu não tivesse ainda aprendido a lição com vovòs) se deveria alugar, e ela disse "Não, é só pra arrancar dinheiro do povo". Bom, quem precisa de botas, afinal...
E subimos, e subimos, até alcançar os 3500 metros de altitude. E tava tudo branco.... (Vejam as fotos, no link do Webshots) Nevava!!!!! Fazia frio.... E eu sem sapatos de neve! Quem precisa????? EU!!!! Paramos numa estação de esqui chamada Los Penitentes. Estava fechada, pois só nevou agora. No inverno não houve neve suficiente. Lindo.... Mas frio. E a guia Carolina tirava sarro de nós, brazucas. Com razão, pois eu nunca tinha visto tanta neve!!!! E nem os cariocas....
De lá fomos mas allá, arriba, até um lugar chamado Punte del Inca. Uma ponte natural, com umas pedras ao lado, que depois foram esculpidas em forma de templo. É uma estação termal. Mas o pé afundava na neve. E minhas botas (que não eram pra neve, claro) já estavam há muito congeladas. Já não sentia o dedão, e comecei a ficar preocupada. Assim, deixei o grupo e fui tomar (OUTRO!) café num botequinho espelunca. Havia uma lareira improvisada, e na frente uma mesa com 4 (ADIVINHA?????) vovôs. Pedi licença, puxei uma cadeira e me sentei. Pus as botas perto do fogo. Saia fumaça delas. Tirei as botas e saía muita fumaça das meias... Os vovôs (e vovós) eram chilenos. Ficaram morrendo de pena de mim. Mas o pé só tava frio mesmo. Nada sério. Um alfajor e 30 min depois, fomos embora para nosso local de almoço, outra vez em Los Penitentes. Nos sentamos, eu, Ana Lúcia, Flavio (os cariocas) e Gabi (a portenha). Pedimos uma garrafa de vinho. A opção de almoco era bife de tira com batatas ou um guiso de lentejas (lentilhas). Pedi lentilhas. Veio quase que uma sopa, cobrindo um monte de arroz, com abóbora, linguiça, uma delícia!!!!!!! E quentinho. "Postrezito?". "No, gracias. Cafe con conhaque". "quatro...". Quentinhos e bebinhos, saímos em direção ao bus e quem tinha aparecido???? O sol!!!!!! A paisagem tinha mudado por completo. Lindo, um céu azul de tirar o fôlego!!!!!!
(a drástica mudanca de tempo depois do almoço, e depois da fronteira com o Chile)



E então nosso motorista Hugo se encheu de braveza e tentou nos levar ao Aconcagua. A estrada estava fechada por causa da neve, mas o Hugo passou pelo posto policial, onde não havia ninguém. E lá chegamos... Nós, a uns 3800 metros de altitude, e ele a quase 7000. Vimos na verdade uma montanha "mas alla", com nuvens tapando. Mas valeu. Me senti 1% alpinista!!!!!!
Na volta, a Carolina encheu uma garrafa de água com ar da montanha. Disse que quando chegássemos na cidade iriamos ter uma surpresa. Então, na descida, paramos ainda uma vez na pré-cordilheira, pra ver uma represa importante... E Carolina e Hugo nos surpreenderam com café e alfajores. Nesta altura do campeonato, eu ja nem falava de frio. Falei um palavrão em português e o povo morreu de rir... Eles adoram nosso sotaque, dizem... E meu alfajor eu dei pr´uns cachorros que estavam por ali... Tadinhos...
Pra encurtar, o passeio terminou, e eu e Gabi combinamos de encontrar Flávio e Ana no La Tasca de la Plaza Espana, lembram? O primeiro lugar onde jantei em Mendoza. Nos encontramos por volta de 10 da noite. Pedimos entrada, e um fabuloso Malbec 2000 chamado Obra Prima, de uma bodega-boutique. A entrada eram mariscos com salsa de açafrão.... De prato principal, eu Flávio e Ana pedimos Lomo de ternero a la plancha (file de novilha grelhado). Excelente. Mas o prato da Gabi, Cazuela de mariscos, tava muito mais bonito.
Depois de um super dia agradával, um lindo passeio, belíssimas refeições, caí na cama feito pedra. E chega!
Pra encurtar, o passeio terminou, e eu e Gabi combinamos de encontrar Flávio e Ana no La Tasca de la Plaza Espana, lembram? O primeiro lugar onde jantei em Mendoza. Nos encontramos por volta de 10 da noite. Pedimos entrada, e um fabuloso Malbec 2000 chamado Obra Prima, de uma bodega-boutique. A entrada eram mariscos com salsa de açafrão.... De prato principal, eu Flávio e Ana pedimos Lomo de ternero a la plancha (file de novilha grelhado). Excelente. Mas o prato da Gabi, Cazuela de mariscos, tava muito mais bonito.
Depois de um super dia agradával, um lindo passeio, belíssimas refeições, caí na cama feito pedra. E chega!





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